Coleção pessoal de camyllag

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Hoje, quando eu fechar os olhos, não invada novamente meu pensamento, não me impeça de pegar no sono sempre quando encosto a cabeça no travesseiro. A sua ausência tem me consumido por completo, e isso corrói por dentro.

Às vezes fico com saudade de momentos que eu ainda não vivi. Crio diálogos que nunca vão se cumprir. Às vezes peco na vontade de abraços que eu ainda não senti.

O meu “estou bem” é a camuflagem daquela lágrima que insiste em querer sair. Mas como sou teimosa, sempre disfarço com um sorriso. Dizem que isso é falsificar sentimentos, mais eu prefiro chamar de tentativa de melhora.

Tenho mania de procurar por você em todos os lugares, esperando te encontrar, esperando esbarrar em você, mas eu nunca te vejo, você nunca está lá.

As pessoas vão mudar, as pessoas sempre mudam, é inevitável. Mas algumas mudam tanto, que se tornam estranhos, como se nunca os tivessem conhecido. E sentir a ausência, ter esperança de que aquela pessoa que você até então conhecia, volte, não é o suficiente para que isso aconteça. Então você acaba mudando também. E se torna alguém estranho para todos, até pra si mesmo.

Sempre que observo a lua, involuntariamente, lembro de você. Lembro que você dizia que jamais sairia do meu lado, e então me pergunto: “Onde está você agora?”

Ás vezes é perturbante, mas minha memória é uma coisa engraçada, esqueço tudo que preciso lembrar, lembro de tudo que queria esquecer.

Tudo que eu preciso é um sinal de que você sente minha falta, de que você se importa comigo. A sua preocupação têm poder de me confortar, e me fazer acreditar que tudo pode ser diferente.

Você pode tentar se desapegar de todas as lembranças. Mais os bons momentos guardados na memória, sempre se repassarão como um filme.

É difícil ver que todos seguiram em frente, menos você. Ver que para elas, tudo ficou no passado, e para você não.

Já tentei me abraçar, na esperança de que a dor da sua ausência passasse. E advinha? Não passou.

Eu tentei ter cuidado, quando te escolhi. Então por favor, não faça com que eu me decepcione, com que eu me arrependa. Vai ser muito difícil encontrar outro alguém como você.

Quando eu digo que quero ficar sozinho, é quando eu mais preciso de alguém. Alguém que me abrace, alguém que diga que tudo vai ficar tudo bem, alguém capaz de me ouvir, mesmo que seja para não escutar nada.

Você não sabe da minha vida. Você não sabe da minha história. Você não sabe, a razão das minhas lágrimas. Você não tem idéia do que eu passei, da dor que senti. Então, tente ter argumentação se for julgar.

Do que adianta falar para os outros que estou bem, sendo que na verdade, só estarei bem quando estiver presa em seus braços?

Difícil é ver que todos seguiram em frente, menos você. É perceber que você continua sonhando os mesmo sonhos de anos atrás. É ver outras vidas cheias de novidades enquanto a sua continua no canto, mofando, e por fim, empoeirada. Difícil é se sentir do jeito que se sentia tempos atrás, enquanto todo mundo parece se sentir finalmente realizado. Difícil é ver que essas pessoas tinham talvez os mesmos problemas que você, que sentiam a dor e choravam as mesmas lágrimas. É difícil ver que para elas ficou no passado, e para você não. Não ficou no passado, porque o seu passado é a única coisa que pode te deixar feliz no presente.

Já sentiu como se, a única coisa que você precisasse naquele momento, fosse um abraço? Aquele abraço?

Se você estivesse no meu lugar e sentisse, pelo menos a metade do que sinto por você, talvez entenderia o quanto dói te ver agindo assim.

É normal nos sentirmos sozinhos meio a milhões de pessoas. Sabemos bem que não é a multidão que nos agrada e sim apenas um único pedaço que a compõe.

Ninguém opta por viver sozinho, mais tem horas que a vida te impõe isso.