Coleção pessoal de camyllag
E mesmo depois de tudo, ou talvez por causa de tudo, eu não quero te tirar do meu coração, quero mudar as coisas e me colocar no seu.
Perdi a conta de quantas vezes cheguei a desabar, e eu só precisava de um abraço que não poderia ter. O seu.
Há momentos em que prefiro ficar quieto, pensar um pouco mais, chorar no meu canto, guardar a minha dor, ficar um pouco sozinho. Pelo menos eu ficando um pouco sozinho, não teria ninguém para me julgar.
Tenho que aprender a não imaginar como seria se tudo fosse diferente. Aprender a não criar momentos em minha cabeça que possivelmente nunca se tornarão realidade. Aprender a não lembrar das pessoas que me abandonam. Encostar a cabeça no travesseiro sem recordar dos medos, dos choros, dos traumas. Tenho que aprender a simplesmente dormir, sempre quando for me deitar.
Se orgulhe de suas próprias escolhas, não se arrependa do que está feito, e pense no que irá fazer. O escrito não será apagado, a caneta está na sua mão, basta você escrever suas próximas páginas.
E lá estava eu de novo, fingindo que nada tinha acontecido, segurando as lágrimas e forçando o riso.
Às vezes cansa sorrir falsamente, cansa fingir que está tudo bem, cansa fingir que nada está acontecendo. Você não sabe o que acontece comigo depois que eu viro as costas.
E quantas vezes você tentou afastar alguém do seu pensamento, até perceber que esse alguém não iria sair da sua mente tão cedo?
Quantas vezes tentei esconder a dor? Quantas vezes me abracei na esperança que as lágrimas cessassem? Eu não quero estar assim. Eu não gosto de ficar assim. Queria poder suspirar fundo de novo; achar graça nas pequenas coisas, nas pessoas, sem esse nó na garganta que insiste em ressaltar. Quero poder encontrar uma forma de me ajudar, de me fazer bem. Quero voltar a ser como antes, era tão fácil quando tinha você.
Hoje eu pensei em você quase o dia inteiro, suas lembranças me tocavam, era como se eu sentisse sua presença.
Certos sentimentos nunca se perdem com o tempo. Eles somente ficam adormecidos, e ressurgem quando você menos esperar.
Já perdi a conta de quantas vezes saí correndo e abaixei a cabeça; tentando segurar à dor, o sofrimento, as lágrimas, na esperança de que alguém me alcançasse, me abraçasse e dissesse: “Vai ficar tudo bem”.
Existe algo que constantemente tenta me puxar para baixo. Algo que quer me derrubar, me deixar caída e tirar minha esperança. Eu não estou nada bem. Sorrir virou uma tortura, acordar virou mais uma dor. E dessa vez, parece que dificilmente vai cessar. Eu não tenho forças para seguir em frente, para fingir que está tudo bem, tentar ignorar tudo anda acontecendo. Como me levantar? E se não passar? Como se ao menos, alguém iria se importar.
Não é porque você me despreza que eu deixei de me importar com você. Eu me importo da mesma forma de antes, talvez até mais.
E com o tempo, as lágrimas aumentaram. Ninguém notou, além de mim. Não se sabe ao certo o porquê de tamanha mudança, talvez sim, talvez não. Só se sabe que elas são de certa forma, imperceptíveis, assim como, a dor que se esconde por trás de um sorriso.