Coleção pessoal de Abel-Goncalves
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Um livro bom —, é uma roupa bonita que você enfeita a alma.
A extensão do braço é o abraço
Liberdade é quando alguém consegue sair de dentro de si, e ir morar no outro.
Viver é cortar as asas de uma centelha de quimeras e tropeçar desnorteado
Na realidade.
gosto de tudo que
fede, que grita, que pula
que desarruma
o outro
e arruma sempre um motivo
para sonhar.
Minha aura enruga-se de pecados
capitais
pelo calabouço da neblina
é imprudente ter esperança num mundo
merencório e mascarado.
Meu corpo inteiro está rejuvenescendo
de ódio a cada bocejo da aurora.
Eu tive um dia uma epilepsia de saudades,
uma eclipse de desejos.
Sem sermões
meu coração descasca a pele envelhecida
do sândalo das paixões que nunca tive.
Não ver lógica melancólica
na utopia dos segundos que entorpecem meus pulmões
é a desgraça da vida.
Derramo na cova do absurdo
côncavo
impurezas de um tempo
sem aplausos
Todos os dias as sujeiras das paixões deixa no ar um odor absurdo de câmara de gás.
É desumano voltar ileso para a realidade depois que se experimenta o amor.
A igreja nada mais é se não um asilo demente de pacientes pecadores
O melhor poema é aquele que nos faz comer com os olhos as coisas boas
e ruis do mundo.
A mesma máscara que esconde o sorriso esconde a dor de uma sociedade doente
Ré visão
É urgente consertar os corações sombrios
e revisar o modo de como ver a vida.
Como desligar
a vida,
e religar numa outra dimensão?
Curva de rio
Os suicidas conhecem bem o caminho da enseada, onde os caracóis desenrolam-se
inócuos e emprestam seus tentáculos para uma morte esplêndida e premeditada.
aBel gOnçalves
A gente aprende com os dias ruins
A emparedar as lágrimas e a puxar lá do fim do poço uma centopéia chamada esperança.