Jeazi Pinheiro Souza

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⁠Minha Sina

Nas profundezas dos meus íntimos momentos
Poéticos, oriundos das belas poesias universais,
Compostos nos versos dos meus poemas autorais,
Rumo navegando ao mar dos meus pensamentos!

Sigo rimando minhas céticas decassílabas surreais:
“Quem retornou à vida após ter morrido,
Ou se lembrou, de outra, após ter nascido,
Nessa nau de reencarnações consubstanciais?”

Nas densas ondas da minha imaginação aberta,
Sob a frugal veracidade sina, vivo um poeta,
Consciente da brevidade da minha estadia

A bordo da incondicional resistente anomalia
Existencial entre meu passado e meu futuro!
Meu destino é a Morte… A Vida é meu Porto Seguro…

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Dor

Por que não aceitas a tua dor como direito,
Tentando fugir do vazio da existência
Se a saudade é sempre a futura experiência,
Que vem chegando te doendo no peito?

Por que queres procrastinar o conceito
da tua solidão, se somente há emergência
nua à tua involuntária insurgência
Crua, que só a Morte vencerá no teu leito?

Despojado ao medo da grande lista
De ritos mitológicos à tua essência,
Apela-te à egéria simbologia mista...

Ser humano da moralidade individualista!
Procuras apenas esconder a iminência
Dor da tua depressiva solidão moralista!

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Mensageiros

Quem nunca quis aceitar em deleito
Uma Mensagem avinda da Infinita Paz
Para dizer que na vida a natureza faz
Um Fim Fenomenalmente Perfeito?

Quem sem medo por dentro do peito,
Em desentranhas disse uma mensagem:
“A vida é curta — é só uma passagem?”
“A vida é breve — é o seu próprio leito?”

Uma Mensagem Obscura avém da sorte
De quem viver até perguntar-se: “quem sou?”
“De onde vim?” “qual meu fim?” “para onde vou?”

Uma Mensagem Oriunda da Eterna Escuridão
Avém dizer ao mundo: "Todos Morrerão."
Quem nunca foi Um Mensageiro da Morte?

Inserida por JeaziPinheiro

Luz Do Teu Olhar


No Manto azul ensolarado de emoção,
Vejo resplandecer minha paixão celeste!
Vejo ressurgir meu pranto, que se repete,
estilhaçando meu delicado coração!

Luz que de longínqua imensidão
faz ressurgir meu pesar distante!
Luz que sempre se vai, estonteante,
dispersando minha dramática solidão!

Que grandiosa luz, Amor, que me insiste
em mais um dia, que, na pétala de um flor,
Numa gota de orvalho, reflete tão intensa dor!

Amor! Essa Luz que rodeia nosso romance,
Que me importa que todo dia eu a alcance
Se o brilho do teu olhar não mais existe?!!!

Inserida por JeaziPinheiro

⁠⁠⁠A Morte Eterna

Nebulosa é a lembrança e temorosa sim,
Na insana utopia do pensamento fugaz.
Funesto é o esquecimento da memória assaz
Do antes e o depois – é o início e é o fim...

Faminta é a desilusão da natureza voraz
Na fantasia da alegria exuberante que externa
O excêntrico desejo conflitante da interna
Busca pela felicidade – é a guerra que jaz!

Jazida no âmago da deletéria matéria erudita
E suscitada no pranto da segura jornada infinita
– É a maior sorte esperançosa de um homem forte!

É a absoluta obscuridade fenomenal que acalma
Todo desespero da disputa infernal pela alma
Passada e futura– é a Eterna Morte!

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Quem Sou

Sou alguém sem lembranças de onde veio,
Como a outrem com saudades para onde ir.
Sou alguém que sonha o próprio meio,
Como a outrem com dificuldades em dormir.

Como o sol se pondo e nascendo a um novo dia,
Morro a cada instante em todo entardecer!
Como o espetáculo de uma nova magia,
Renasço a todo tempo num novo alvorecer!

Mesmo outrem como a mim, que trilha,
Superando tristezas, e que alegremente diz:
"Sou também assim, simplesmente feliz!"

Sou a outra estrela distante, que brilha!
Sou a mais bela poesia, sem querer...
Sou um outrem... Alguém, como você!

Inserida por JeaziPinheiro

⁠⁠Eterna Virtude

Servindo a vida, desentendia os mundos
Imundos, nesta profunda viagem frustrada!
Crescia, renascendo em segundos,
Aprendendo sobre “O Tudo e o Nada"!

Partindo, desejarei estar pronto
Nesta estação universal para desaparecer,
Aceitando o meu eterno encontro
Com a minha paz, sem enlouquecer!

Na minha lápide ficará escrito assim:
“Que o meu túmulo seja doado a alguém,
Sem que ninguém se importe a quem...

Porém, doado a outro corpo ocioso,
Para que seja eu, eternamente Virtuoso,
Quando meu túmulo não mais servir para mim...”

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Amor Vencido

Vício desse amor? Requinte de ternura
teatral no seio da vida instável,
Gíria fulcral da ânsia inesgotável,
Infâmia surreal ou sensível loucura?

Energia astral da emoção aceitável
Na mente de desejos, abstrato puro
Da indulgência ou deleite inseguro
Da intuição humana ao inexplicável?

Nobreza plantada no palco da fantasia
Sedutora ou rica colheita da cortesia
Indivisível do ser ao adaptável?

Éteros mortais! O que dirão da antropia
se temem o Obscuro? Quem responderia
À sua dor: ─ A Morte Vence esse amor insaciável??

Inserida por JeaziPinheiro

⁠Eterna Aflição

De quem herdei o dom, de ser poeta?
Herdei dos meus caminhos arredios
Todo poema que da humanidade resta
Fragmentado em profundos versos vazios…

Herdei dos meus antepassados os arrepios!
Herdei das gerações dos deuses da guerra
Toda derrota e desgraça da face da Terra,
As ameaças obscuras e os cruéis calafrios…

Ó arte sublime do sentimento de amor,
Se és poesia, por que herdaste a dor,
Dissimulada no meu sereno sorriso??!!

Herdei da minha infância uma esperança!
Herdei do meu mundinho de criança
Um semblante de paz de um paraíso!!

Inserida por JeaziPinheiro