Voltaste
Soneto à tua volta
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)
VOLTASTE
Não posso mais ser feliz
Foi tudo em vão tudo que fiz.
Voltei ao inverno em vez da primavera
Mas quimeras fizera inferno o meu céu.
Canto divinal, sua voz sublime!
Afagos que tisne na alma dolente
Música feliz, de ninar. Sou menino!
Mas voltaste outra vez a dormir sob o véu.
Tu que eras para sempre o meu céu.
Agora que tu voltaste
Depois de tantos anos de luta em gloria pelo mundo alem
Vem comigo!
Oh alma do abandono
Vem vaguear um pouco pela cercamilha da humilde casa
Que evitaste outrora
Chega de Amim não tenhas medo
Eu sou teu guia do espírito do bem que a muito te acompanha
Vem comigo rever o pomar
Onde à tardinha aves enamoradas vinham falar de amor
Do alto das ramadas
Era aqui a sombra desta arvore ressequida hoje
Órfão de folhas e de flores que a sombra de sua vida
Enternecida entoada as canções dos teus amores
Tudo deserto esta a fonte do deceu
A passarada aqui não gorjeia mais
Nem se houve o voseiril da criançada
Nem a voz de seus pais
Conta poeta de franje acaricida
A tua historia como vida de homem que muito amou
Que muito sofreu
Conta que hoje sozinho sem nada teres realizado
Vá seguindo teu caminho
Abençoando no presente o que sofreste no passado
Hoje voltaste a estar no meu sonho.
Encontrei a tua boca
Esse sabor que guardei
A minha pele sentiu a tua
Como um encontro de eternos amantes
Nossos corpos se abraçaram
Aromas se uniram num só
Onde ecos foram silenciosos
Despertei com o sabor dos teus beijos
Senti-me triste meu amor
Por não me lembrar do teu rosto.
-Fiquei a tua espera durante anos,e agora que voltaste,eu tenho algo para te dizer.....Esperei tanto,que perdi a vontade de viver,e enquanto esperava,eu olhava o teu retrato e repetia estas mesmas palavras em minha cabeça.
Eu estou a tua espera meu amor,eu estou a tua espera para morrer......
VOLTASTE
Voltaste do mar,
Oh ruidoso vento!
Ouviste a voz da terra em desalento.
Sofreu e até chorou
Alguns versos tristes
Na folha de papel.
E assim soprou
E tudo se refez, ruidoso vento!
Até os cabelos dela, os fez em desalinho...
Voltaste!
Um brinde! Um vinho!
Replay
Voltaste!
A estaca zero
Ficar dentro duma caixa
Voltaste!
Sentir os mesmo
Sentimentos, sem sentidos
Voltaste!
Dentro de um copo
Bem grande, grande e vazio
Voltaste!
A ouvir os mesmos
Discos e vídeos repetidos.
Novamente coloca o vídeo
O filme que repetia, irá olhar
Fazendo chorar em lágrimas
Sendo secas, não danificando
O vídeo cassete quebrado.
Novamente coloca pra tocar
A música que repetia, a chorar
Chora de novo, lágrimas secas
Tentando não danificar a vitrola
Com seu disco enganchado.
Dando replay novament
Na música que já ouvia
Dando replay na mente
Da escuta que há ouvir.
Que letra é essa perto daqui?
O que fala, o que diz, o q dizia?
Faz sentido as letras soltas por aí,
Sem ter um som pra poder seguir?
Dando replay novament
No filme que emente via
Dand replay, segund via
Da visão que ainda ver.
Voar de maneira sem um foco
Pode embasar após um retrato
Um vídeo talvez, dependendo
Do que queira está postado.
_________________________________
As questões emocionais, sem nenhuma permissão, nem perguntou se poderia dar Replay. Péssimo!
… e esta noite voltaste num sonho que não se desprende de mim
e essa ainda menina aprendiz
já nada é, nada me diz.
onde está a força que te prometeste?
onde está a voz que iria sair de mim?
onde está a sabedoria
madura desflorida fruto?
quando é que até o sonho o mundo se tornou “brutto”?
ainda se me é permitido sonhar
brincar palavras nos dedos contra luz?
onde foste mestre?
até os heróis precisam de orientação
e os deuses oração
onde te encontro, a ultima vez de agora?
L.C.
Amor de Alma
Voltaste como o vento que retorna à praia,
um eco que nunca deixou de soar.
Tua presença é fogo e brisa,
uma promessa que insiste em hesitar.
És meu amor de alma, antigo e profundo,
um laço que nem o tempo soube romper.
Mas teus passos são feitos de dúvidas,
e minha espera, de querer te entender.
Vejo em teus olhos um mar revolto,
mas também a calmaria que me guia.
Teu amor é um barco sem porto,
mas ainda assim, minha poesia.
Por que hesitas, meu amor eterno,
se nossas almas já sabem dançar?
O destino traçou este encontro,
mesmo que o medo insista em te afastar.
E se fores novamente, levarei tua essência,
como tatuagem gravada em meu ser.
Porque amar-te não é uma escolha,
é o destino que insiste em me fazer viver.