Você Nasceu pra Mim
Você nasceu. Você viveu e morreu. E o que você viu no outro lado… a escuridão, a ausência de tudo… é horrível, não é mesmo? Eu também vi isso. Mais do que uma vez. E tudo o que quero nessa vida é nunca mais ver isso.
“... O homem que diz que não nasceu feliz poderia ao menos tornar-se assim por meio da felicidade de seus amigos. Mas a inveja lhe tira este ultimo recurso...!”
Nasceu em uma manjedoura, bem no ranchinho dos animais de ternura, um menininho lindo, que emanava de seu olhar, amor, paz e alegria pura. Juntos e ao seu lado, estavam seus pais admirando o menino Deus com enorme fé, eram eles: Maria e seu marido José. Guiados também por uma estrela, que cortava o deserto refletindo magnífica Luz, três Reis Magos iam seguindo, com presentes de carinho oferecidos ao menino, chamado Jesus!
Muitos conhecem o Jesus menino, que nasceu, viveu, e morreu. Mas poucos conhecem o Jesus salvador, o Jesus amor, o Jesus que ,cura, perdoa. Esse Jesus, poucos tem esse privilégio de ter intimidade, e ser amiga dele...💓
Na luz do amor se criou a escuridão do universo
Na imensidão do conhecimento nasceu tudo
Na contemplação de tudo surgiu o desejo da vida
Na existência da vida a morte se fez necessária
Na morte surge o sonho da imortalidade
Na imortalidade revelasse todos os sonhos
Na imensidão do sonho se encontra todos os desejos.
Meu coração veio ao mundo,
Primeiro que meu corpo,
Que nasceu logo em seguida
Que para o céu, olhando
Descobri a minha sina
Que pra lá,
Chegar um dia
Terei de viver a poesia da vida
Meu pai nasceu nessa casinha da pintura. Ela era exatamente igual esta retratada aí. Esse quadro foi pintado antes da casa virar ruínas e sempre que o olho, navego a um passado que me trás recordações quase vivas em minhas memórias.
Casa de tijolos de barro, piso de terra batida quase cinza, janelas e portas de madeira rústica entalhadas pelo formão e pelo machado, tranquilamente trancadas por tramelas. As madeiras do telhado eram feitas artesanalmente de majestosos troncos de árvores nativas da região e nas suas telhas de barro ainda podia se ver os rastros das mãos habilidosas de quem às fez.
Era linda. Arrumadinha. Fresquinha e cheirosa. Cheirava a rosas durante o dia e o perfume de jasmim invadia os cômodos à noite, com a sutileza que beirava a perfeição. Escondidos sobre a beleza da simplicidade os móveis pesados e robustos, arranjados com matéria prima que trazia mais vida ao lugar. As camas bem simples forradas com esteiras de talinhos dourados e pesados colchões de algodão cru, recheados ricamente com capim seco. Jarrinhos de flores, o pote, a moringa com água, o candeeiro com sua mancha de fumaça preta na parede e as imagens de Santos e Santas, faziam a decoração típica do interior da Bahia.
Nas recordações que meus sentidos me trazem, consigo sentir o cheirinho de café moendo, da panela de ferro cozinhando feijão catador, da lenha do fogão a lenha queimando, até o estalinhos eu consigo escutar. Ficava ali encostadinho observando aquelas cores vivas que o fogo improvisava, a dança louca das labaredas e imaginando que a fumaça que saia bailava ao comando de minhas pequenas mãos.
A visão pelas janelas me parecia quadros. As plantas, as árvores maiores, a vegetação nativa, tudo era encantador. O abacateiro grande e frondoso na lateral fazia sombra para o engenho de cana e o forno de farinha. Abacate, rapadura e farinha é a combinação perfeita. O pé de cereja com suas texturas, cheiros e cores era algo que se sobressaia no quintal, perto do rego de água, fazia sombra para as galinhas e aninhava passarinhos de todas as espécies que procuravam por seus deliciosos frutos. Eu era um desses passarinhos, com a habilidade de criança magricela escalava o mais alto que podia e ficava ali, vendo o tempo passar e comendo cerejas. A cerca que rodeava a casa era também por onde passavam várias pessoas a caminho de outros lugares e um cumprimento alegre era praxe. Toda criança que passava gritava um “Bença!” e ganhava um “Deus te abençoe” de cortesia e de coração.
Os sons ao redor da casa compuseram as melodias mais harmoniosas que já escutei. O radinho de pilha ligado em alguma estação, os pássaros livres e cantadores, as aves no quintal piando descompassadamente pra lá e pra cá, o barulhinho bom do rego de água que cortava fora a fora a linha do quintal, os berros do gado e dos bezerros, o relinchar dos cavalos acordando, os latidos dos cachorros mateiros, faziam daquilo tudo uma composição ímpar, transformavam a algazarra matinal em música pra mim.
Mas havia ainda o maestro. Calmo, porém opulente. Forte, todavia tranquilo. Imortal. O Arrojado! Aquele rio de águas doces, límpidas e frescas, era o que permitia se viver ali e o seu ronco, meio canto, meio barulho era ouvido de longe, de qualquer lugar. O arrojado como o próprio nome diz era destemido, cortava as terras desde o Gerais e levava vida a tudo e a todos. Era ele quem mandava.
Banhar nas águas daquele rio era um capítulo a parte, era a aventura maior de todas e ir além de onde se conseguia colocar o pé no chão, me exigia uma coragem sem tamanho. Com os pés flutuando meu coração ia à boca, de medo e de respeito pelo rio. “Rio não tem cabelo menino”, eu escutava dos mais velhos a advertência e assim procurava sempre respeitá-lo como se respeita um Mestre.
Várias lendas e histórias eram contadas a respeito das águas do Arrojado. Algumas pra rir, outras pra meter medo. Quem nunca ouviu falar do Nêgo D’àgua? Aquela criatura imaginária, folclórica e bagunceira deixava minha imaginação fértil. Sempre fui doido para vê-lo, ainda não tive a sorte.
A noite, sentado nas cadeiras no quintal da casa, podíamos ver o maior espetáculo do mundo: O céu!!! Que lua imponente e gigante, dava pra ver a luta de São Jorge com o Dragão todas as noites. Quantas estrelas vinham exibir seu suntuoso brilho. O céu era magnífico e eu ficava por horas, paralisado, olhando pra cima, desenhando coisas, ligando pontos, viajando pelo espaço daquela imensidão de pontinhos de diamantes. Somente os vagalumes, aquelas estrelinhas que voam perto de nós, quebrava o hipnotismo. As candeias disputavam a atenção com sua pequena chama laranjada e seu cheiro gostoso de querosene queimando. A luz mesmo estava era dentro daquelas pessoas: Luz Divina, era a luz de Deus que nos protegia, iluminava e acalentava a noite de sono.
Naquela casinha onde meu pai nasceu, passei bons momentos de minha vida, talvez por conta da dureza da vida e do aprendizado recebido, forjei um pouco do meu caráter, aliás, forjamos, pois somos uma família unida e numerosa e todos que beberam da água do Arrojado se tornaram homens e mulheres virtuosos e agradecidos por ter naquelas casinhas simples da região, um berço de sabedoria, humildade, simplicidade e amor pela vida.
A memória dentro de nós é um tesouro que estará sempre conosco, não pode ser roubado, não deve ser vendido e jamais deve ser esquecido.
À casinha e tudo que ela representa, meu muito obrigado!
Aos bichos e a natureza que vi e me viram crescer, muito obrigado!
Ao Arrojado, meu rio, meu muito obrigado!
Aos meus avós, pais, tios, primos e irmãos, muito obrigado mesmo, família é tudo!
Obrigado Deus, serei eternamente agradecido por viver isso tudo!
Você deixa a casa dos pais.
Deixa a rua, o bairro ou o sítio que nasceu.
Deixa a cidade, o Estado o País.
Deixa a mulher e o filho.
Deixa a religião e o time que torceu a vida toda.
Até o dia em que de tantas deixas, deixa o próprio corpo;
O corpo que levou pro trabalho, pra diversão e para tantas aventuras.
SOB O SIGNO DA MALDIÇÃO
Quando ela nasceu uma certa negra ave
De olho profundo, negro e abismal,
Grasnou, num ímpeto perverso e grave:
" Para ela, só o choro. Contínuo e mortal"
A pequena, ainda da vida nada conhecia
Mas já se entrevia na alma a cerne infeliz
De seus lábios raramente um riso se colhia
Um semblante depresso, num céu de giz...
Dela todos fugiam. Velozes. Enfada presença!
De certo,as almas sentiam o mal presságio
Amigos? Nunca. Só conheceu a indiferença!
Claro dia. Solstício de verão. Vida em renovo!
Nas mãos pálidas, a adaga.Um corpo. Sangria.
No céu azul ( Estranho) muitos viram um corvo!
O amor não nasce e não morre atoa, se nasceu, é porque o sentimento é puro e verdadeiro, e se morreu é porque não houve reciprocidade no ato de amar.
Só uma mulher que gosta de viver...
Que nasceu para amar, não para sofrer!
Não sofro por ninguém que não me quer...
Sou uma mulher desprendida das
Ilusões, só quero quem me quer!
Flor
Certo vez uma flor nasceu
O dia estava claro e lindo
A brisa abraçava suas folhas
Borboletas com carinho logo vindo.
Seu perfume pairava no ar
O destaque era o seu dom
Beleza que todos vinham notar
Como uma melodia só que sem som
Mas nasceu frágil também
não sabia se proteger
Então a chuva logo vem
E ela não sabia o que fazer
As gotas era como golpes
Que machucava sem parar
Suas folhas se rasgavam
Suas sementes se espalhavam
E a pequena flor chorava sem cessar.
Logo tudo alagou
Ficou submerso
de baixo da água a flor se encontrou
Murcha e inconsciente ela ficou.
No dia seguinte
O sol veio de mansinho
Aquecendo a pobre flor no chão
Mas era tarde
Pois ela simplesmente não aguentou a pressão.
Através dessa bela flor
Aquele campo mudou por inteiro
No momento daquela tribulação
Suas sementes havia lançado ao chão
A flor deixou seus segredos
Pois seus momentos ali era passageiro.
O campo se encheu de flores
Através de suas belas sementes
Não havia lugar mais lindo
Como este campo inexistente
Por isso sempre tenha fé
Pois através de vc
Sua volta pode se tornar um lugar surpreendente.
RD
Na maca o enfermo súplica por sua saúde, no chão morre o cidadão e no palanque em Diadema, nasceu a mentira do novo HOSPITAL.