Vivemos
Vivemos uma falsa esperança de recompensa pós-vida, permitindo a proliferação da mediocridade e da contemplação da própria desgraça justificada por um futuro incerto e eterno.
Nós não vivemos de passado, futuro, vivemos agora e agora é a hora certa da gratidão, perdão, dizer tudo que não foi dito, fazer o máximo pelo próximo e amar intensamente cada segundo, porque é horrível o eu podia da mente.
Os cães vivem pouco ou nós, humanos, vivemos muito?
Apesar de viverem em média menos de um quinto do tempo que nós vivemos, o tempo de vida dos cães é suficiente para eles demonstrarem todo o seu amor pelos seus donos, o que eles fazem desde que nascem; enquanto nós, ainda que vivêssemos mil anos, nunca seríamos capazes de amar outra pessoa como os cães nos amam.
Vivemos em uma sociedade que ter estilo próprio é aterrorizante e copiar outras pessoas é louvável.
Vivemos hoje num tempo aonde a ciência, tecnologia e muitas outras coisas evoluíram de uma forma extraordinária. Mas o ser humano a cada nova conquista e evolução, regride em seus pensamentos, suas razões e no que acha ser certo, na maneira de querer obrigar as pessoas aceitarem sua visão do que acredita.
O que adianta evoluir em coisas que usamos diariamente, se não aprendemos a lidar e respeitar, com o não aceito ou não concordo de outras pessoas. Mostrando que apesar de estarmos vivendo em uma época avançada, nos permitimos ser escravizados mentalmente por não ter opinião própria ou simplesmente pelo fato de ser rejeitado ou ignorado por não aceitar o que outros acreditam ser o seu certo.
Ricardo Baeta.
Vivemos em uma sociedade órfã de ternura e afeto, hoje a coisa mais fácil, é ganhar dinheiro como palestrante de auto ajuda, basta ter o dom da falácia, eu poderia dominar isso com maestria, porém, certamente teria nojo de mim, ao me tornar um traficante de sonhos…
Vivemos um tempo em que a verdade machuca mais do que a ofensa, e o discernimento é colocado no banco dos réus como um tipo de julgamento de valor. Oh hipócritas, não sabeis que a verdade consiste em um dos principais fundamentos do amor, dessa forma, como amaremos sendo meros representantes de um teatro de mentiras, com o fim único de bajularmos uns aos outros!
Prazer é o jeito com que vivemos e vemos a vida feita de pequenos momentos e surpresas repentinas. Prazer são todos os estados de espírito juntos.
Vivemos em tempos em que é preciso acordar novos sentidos e olhar para dentro de nós. Momentos de descobrir-se, reconhecer-se, afinal, ser é mais importante do que aparecer.

Nós levamos um tempo até nos darmos conta.
No fundo, vivemos por tentativas de querer viver aquilo por mais tempo. Abraçamos a menor das esperanças com a força que jamais imaginaríamos ter. Até aceitarmos os fatos da vida, vivemos pelas migalhas que ela dá.
Não é sobre viver pelas pequenas coisas, é sobre viver pelas coisas pequenas; que são coisas não tão iguais assim.
Isso significa que a surpresa de um inexpressivo “oi, tudo bem?” no chat do Facebook, renovava todas as minhas energias. Parece que todas as partes ruins da história se tornam boas quando coisas assim acontecem. Em momentos como este, ignoramos toda e qualquer pessoa que nos chamar, se for uma nova proposta de emprego ela bem que pode esperar; à quem gostamos, não. Queremos estender aquele segundo até torná-lo eterno. Cavamos assuntos como se quiséssemos dizer:
“Olha pra mim, eu sou interessante, nos damos tão bem, não desista do que somos, se é que somos! Nos deixa ser!”.
Foi mais ou menos assim que eu me compartava em silêncio com você.
Eu te mandava links de vídeos imaginando que poderia gostar, te marcava em fotos engraçadas e, rezando por sua atenção, comentava sobre as estreias do cinema. Eu assistia os seriados que você dizia gostar. Eu pararia o mundo se me pedisse pra parar. Hoje me pergunto se algum dia você percebeu como tentei te fazer especial na minha vida. Me pergunto se consegui te mostrar como queria muito mais que a sua companhia. E quando penso nisso fico feliz: é que eu sinto que fiz tudo o que eu podia, ainda que não tenha dado certo no fim como eu gostaria.
É que uma coisa é dar certo, outra é dar certo como gostaríamos.
Você não faz ideia de como eu me multiplicava em mil para estar à disposição para você. “Quer fazer alguma coisa?” era o tipo de pergunta que me fazia dirigir a 200km por hora pra te encontrar. Eu não queria perder nenhum segundo! Queria te ver logo, queria tão logo me ver nos seus olhos e sentir aquela coisa boa que eu sentia. Você não faz ideia da quantidade de batidas que o meu coração dava quando a gente se encontrava – era a minha batida perfeita. O celular gritava com diversas notificações, mas para mim nada importava. Eu demorava para escolher uma roupa boa para te acompanhar. Demorava para me arrumar e ficava preocupado em você se cansar de me esperar. Demorava tanto em me preparar porque eu queria que tudo fosse o mais perfeito, já que eu não sabia quando nos veríamos outra vez. Demorei tanto dedicando tempo para você que hoje entendo a demora que levei para começar a te esquecer. Eu nunca fui de viver as coisas no meio termo,mergulho de cabeça até nas notificações de mensagens lidas e não respondidas.Consciente dos lados bons e ruins, sou e sempre serei assim:profundamente coração.
Só que hoje eu quero te ver partir.Hoje é a última vez que eu me permito reviver coisas que nem chegamos a viver direito. Quero que hoje seja a última vez que eu vou dedicar parte da minha vida em pensar na parte dela que você estava. Levei um tempo para aceitar a sua partida, mas agora eu não imagino mais nem a sua visita. O assunto central aqui é a minha certeza de que o melhor lugar para você estar na minha vida é fora dela. Já aceitei minhas tentativas, valorizei minhas investidas e continuo apaixonado pelas minhas esperanças, mas cada umas dessas coisas eu não quero mais dedicar para você.
Não te desejo mal, só não te desejo mais.Vou seguir vivendo como vivia antes de você aparecer, afinal, antes de você eu já sorria. Vou seguir ansioso por bons dias, empolgado com as pequenas coisas, mas sabendo diferenciá-las das coisas pequenas. É isso. Você já pode ir, eu também vou. Não quero falar sobre a nossa parte boa, pois o que me importa agora é a parte boa da vida que eu nem vivi ainda
Nascemos sem opção e sem opção morremos. Entre o princípio e o fim, vivemos, agradecemos e tornamos-nos louca e amorosamente humanos.
Às vezes, sentimos uma estranha saudade do que não vivemos. Acho que é uma forma da alma nos lembrar que, no fundo, só queremos ser felizes.
...Entre os mortais buscamos o amor...
Espirito Santo entre eles,
Vivemos dias que amamos e morremos
Apenas por ele... todos buscam riquezas
E glorias que desmerece a vida...