Versos curtos de Paixao e Saudade
Saudade
Saudade da amiga em São Paulo, distante,
Mas no coração, seu sorriso é constante.
Que a felicidade a encontre onde estiver,
E que um dia juntas, possamos reviver.
Mesmo longe, nossa amizade é forte e real,
E a saudade se transforma em doce sinal.
Que a vida nos traga momentos de união,
E que a amizade nos guie com dedicação.
Hoje a saudade
abriu a porta de
sua morada
iluminando o
interior de meu
coração com
seu belo sorriso...
“Saudade é equinócio.
Equinócio é aquele evento atípico quando o dia e a noite tem a mesma duração.
A saudade é aquele raro momento quando a alegria e tristeza tem a mesma intensidade.”
Ao fugir por medo de amar tornei-me refém da saudade. Não queria me relacionar, já havia me acostumado a gostar sozinho.
E o coração que antes só batia, apanha.
Eu não tô aqui pra sofrer, vou sentir saudade pra que, quero ser feliz
Bye, bye, tristeza não precisa voltar
Prece à mãe
Todo nosso amor,
a saudade, a gratidão,
nossa mente, o ser...
nosso coração.
Toda paz, a luz e o bem,
ontem, hoje, muito além...
Tudo, para todo o sempre...
à mãe.
Assassinato da Saudade
Saudade
A gente
Não mata
Saudade
A gente
Engarrafa
E guarda
Saudade
É coisa boa
Que fica lá
Quietinha
Bem guardada
Onde deve
Ficá
A saudade está impressa
Nas lembranças do mar
A vida com a sua pressa
As levou do meu sonhar
As trouxe cá pro cerrado
Estribou no galho torto
O fado pelo fado versado
Fazendo aqui de meu porto
Luciano Spagnol
carnívora
a saudade não nos engana
sua chegada
faminta e soberana
só traz dores gigantes
no vinho carraspana
amantes mais que antes
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Poeminha
Hoje te encontrei na saudade
Nas fotos no tempo amareladas
Que um dia se fez realidade
E as noites dores enrugadas
Eu te encontrei na saudade...
No varal do quintal pendurada
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de maio, 2016 – Cerrado goiano
oposição
agora,
que a distância virou saudade
os amigos viraram outrora
e o cerrado extremidade
das bandas do meu poetar
a solidão tornou-se traição
na enzima
na inspiração
da trova, sem estima
de uma rima menor...
Em opor,
pude encontrar na poesia
iguaria, suor, rubor
e companhia...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
maio, 2016 – Cerrado goiano
A velha porteira no cerrado
De madeira e de saudade
Compondo verso calado
E da recordação, suavidade
Suspiros ao coração, alado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Lá pela velha porteira
quem achar uma saudade
é minha, caiu da algibeira
ao passar por ela, rumo a cidade....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12, junho, 2021, 18’26” – Araguari, MG
Lá vem a saudade a galope, trazendo no lombo o que deixamos para trás...lembro cavalgadas, sorrisos por estradas de cores, perfumes e flores...um bom vinho, e uma linda canção.
Lá vem a vontade de galopar de novo pela mesma estrada, mesma estação.
Perdi-me dentro de mim
Esquecida nos escombros da saudade
De lembranças e desejos
Perdi-me dentro de mim
Em labirintos de paixões
Em curvas e estradas de mim !
28/07/2020