Vaidade Homem
Estar vivo literalmente para o homem, resume-se no processo de inspiração e expiração espontânea, mas o responsável ainda por isso ainda é o O2, diga não a soberba.
"Ser um homem de Deus" é diferente de "parecer um homem de Deus". Alguns cristãos se preocupam mais em parecer do que em ser.
Num espaço dedicado ao cultivo do corpo e do espírito, surge um homem cuja alma anseia desvendar os mistérios do Karaté. Vestindo o cinto branco, emblema de pureza e iniciação, ele comparece aos treinos, embora o seu esforço seja tão efémero quanto a brisa fugaz.
Encantado não tanto pelo rigor do treino, mas pela camaradagem e pelas conversas pós-luta, regadas a cerveja, ele busca mais do que a maestria técnica: procura a camaradagem que tanto anseia, numa jornada onde o esforço parece ser um mero detalhe.
Entretanto, à medida que o tempo avança, ele percebe que o reconhecimento do mestre não lhe é concedido, não obstante a sua presença constante. Tal constatação desperta nele uma chama de insatisfação, alimentando a decisão de se desviar do caminho estabelecido.
Assim, unindo-se a outros de espírito semelhante, ele empreende a criação de um novo dojo, onde as promessas de ascensão rápida e a promiscuidade social são as novas moedas de troca. Adquirindo o cinto negro não pela via da dedicação, mas pelo poder monetário, ele ergue-se como o grande Sifu, iludindo-se com a miragem da autoridade.
Neste ambiente que ele próprio forjou, rodeado por almas cúmplices na sua ilusão, o fracasso torna-se motivo de celebração, enquanto a excelência real é eclipsada pela máscara do sucesso fabricado. Na encenação do poder e prestígio, refugiam-se, ávidos por uma validação que não encontram nas suas vidas para lá das paredes do dojo.
Os verdadeiros buscadores da arte, ao vislumbrarem a futilidade deste teatro de vaidades, logo se retiram, deixando para trás aqueles que preferem o simulacro do conhecimento à árdua jornada da aprendizagem genuína. E assim, o dojo prospera, não pela luz da verdade, mas pela sombra da ilusão, onde o ser e o parecer se entrelaçam numa dança sedutora.
Nada do que o homem faz sobre a terra significa um monumento deixado na maior praça do mundo para ser lembrado, porque onde estiver a sua memória jazerão as suas obras, seu nome e seus propósitos, visto que tudo é vaidade e cairão no esquecimento das próximas gerações.
Gostar da vitrine, não significa que goste da loja. Assim são as pessoas, gostam da aparência e não do convívio.
Não ter medo de reiniciar quantas vezes forem necessárias e sempre aprendendo cada vez mais, isso é maturidade e humildade dando enfase a simplicidade de vida e nunca se deixar envolver pelo orgulho, arrogância, avareza e vaidade, ter em mente seus limites e ter responsabilidade, aceitar a verdade dos demais e dar o devido valor de um perdão e ter gratidão no coração. Só um bom aprendizado ministrados pela experiencia, persistência e fé fazem e tornam um homem digno de verdade e o faz crescer de fato em todos os aspectos.
Ser
És alma cansada
É um grão na areia
É a peça na máquina
És tudo sozinho
É o reino nada
Ninguém na multidão
Vazio é o teu coração
Sonhas com tudo
Mas não consegue ser
Nem a metade de todo querer
Chamam-te Vaidade,
Talvez Egoísmo,
Por vez Solidão.
Todos tolos não sabem
Que é apenas bicho
O bicho chamado homem.
Na vida há sérios momentos de sofrimento sofisticado; há quem sofre assédio por segregação ou aviltamento; ser bom às vezes é horrível. Só Deus para curar a ignorância, a vaidade e a inveja dos homens