Tropeços
Desapego... Amor-próprio... Alimentar o que não é recíproco só causa sofrimento, e a cada tropeço aprendemos e nos fortalecemos cada vez mais! Embora isso sejam fases da vida, não podemos nunca deixar de acreditar que em algum lugar existe alguém de verdade, que mereça todo o nosso amor, carinho, respeito e fidelidade, e que fará tudo valer a pena, pois ambos estarão em sintonia, com o mesmo propósito, decididos a amar, e tomando o amor como uma decisão, assim o farão enquanto vida tiverem!
Não resisto quando tropeço em imagens sedutoras. Meus olhos são sem vergonha, quando a arte não tem limites.
A vida sempre me traz
Um futuro que desconheço
Vez é bom, vez é tropeço,
Mas se segue mesmo assim.
Nesta vida desconhecida
Que vez é ganha, vez é perdida
O amanhã pode ser o fim.
Não se sabe do futuro
Só o hoje é certeza,
O amanhã é uma surpresa
Onde a vida pode acabar,
Mas, como o futuro eu não conheço
Amanhã pode ser um começo
Para uma nova vida começar.
Só o ontem é conhecido,
Porém, não volta mais
É algo que ficou pra traz
E que ao futuro não pertence,
Só existe em nossas memórias
Onde tivemos nossas vitórias
Que permanecem em nossas mentes.
A verdade é que o ontem
É o hoje que já passou,
É um dia que não voltou
E sabemos que é passado.
O que devemos mesmo fazer
É sempre o hoje viver
Pra depois esse hoje ser lembrado.
O amor é
um menino travesso
um anjo
ao
avesso
é quase
um tropeço!
O amor
é um
louco varrido
um bicho
esquisito
um poema
bonito!
O amor
é um
aloprado
um cara folgado
que bate
na porta
e não deixa recado!
O amor, meu bem,
nem sempre é zen!
Emoções que tagarelam dentro de mim. Bagunça, confusão, tropeço. Confundem-me. Sei exatamente o que quero, mas a razão me deixa míope diante do não conhecer o pensamento do outro. E esse vício de me culpar esconde uma vontade assustadora de me sentir segura. Mesmo parecendo embaçada e indecisa, não há nada que eu queira mais do que o estar por perto.
Alguns veem a pedra no caminho como um tropeço, mas o sábio a ver como ponte para passar sobre a lama e não sujar seus pés.
O SEGREDO DESTE TEXTO
16 de outubro de 2011 às 10:09
Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de iníciO, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosSo português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
Descobriu?
Veja a resposta abaixo
O texto não tem a letra A.
Independente do tropeço, o fim não é fim, é começo. Simples assim, porque é o que mereço. Querendo apenas um sim, fui até o fim. Entristeci. Enfim, paguei o preço. Fui até os confins, de lugares que desconheço. Recomecei, assim. Sorri, e com nada me aborreço. Acho que percebi, enfim: que fim não é fim, é só recomeço.
A caminhada é longa, sempre tropeço, sigo então, sei que na formatação de minúsculas partículas que me compõem emito uma melodia...mas somente ouvidos afinados escutarão.
A caminhada é longa.
Nos caminhos que eu tropeço, caio e com qualquer machucado eu sei que vou me distrair ou vão me abandonar e eu lutarei para superar.
Todos os dias tropeço nas minhas fraquezas...Sempre deixo pra manhã aquilo que minha coragem tem medo...Um dias desses eu ainda vou cobrar de mim uma atitude mais ousada, um tiro de largada, um ponto final neste lance de "amanhã eu vou ser feliz!".Vou deixar de lado a razão, as dúvidas e vou apostar as fichas em mim...Vou dar a cara à tapa e arriscar tudo só pra se perder o medo, só pra se sentir como é este amanhã que nunca chega!
Que cada minuto de minha vida seja consagrado ao vosso serviço, Senhor. Na escuridão em que tropeço, procuro-Vos sem cessar.
TROPEÇO NESSA REALIDADE
Gena Maria
Em noites frias ao me deitar penso:
"Quantos pais e mães choram ao relento...
Quantas criancinhas tremem de frio...
E quantos dirigentes políticos se deleitam
em colchões elétricos e mantas de peles!"
Em dias de tempestades abundantes...
Sinto pena de famílias que perderam tudo
e ao leu se encontram dasabrigadas,
sem teto, sem comida e sem seus objetos
que tão duramente pagaram à prestação!
Em dias de imenso calor...
Sinto pena das famílias dos favelados
que sofrem com a falta d`agua...
Pois, são os primeiros a racionarem
o que muitos esbanjam em seus ricos lares...
Em suas piscinas em suas banheiras!
Em dias de mesa farta sinto
o quanto desperdiçamos ...
O quanto nossos filhos dizem:
"não como isso, não gosto daquilo..."
Enquanto crianças famintas
buscam em lixões os mesmo restos
que foram desprezados...
Em dias de ir à missa...
Ajoelho-me, rejo e peço a Deus:
" Amparai as crianças, dê-lhes o que comer,
o que vestir, um teto para morar
e escolas pra estudar"!
Agradeço ao mesmo Deus por
ter me dado tudo que a outros foi negado
e não questiono o por quê disso
acontecer... Num mesmo mundo
onde brancos, negros ou amarelos vivem...
Eu Tropeço nessa contraditória realidade!
autoria: Gena Maria
27/04/08
Marília - SP