Trem
meu amor de data marcada
Acabou numa partida de trem
Porem outrem viesse do alem.
La vem
Meu amor pé de escada
Acabou ontem
Existem também
quem sentem.
La vem
Meu amor de arquibancada
Espetaculo de ontem
admitem que nao te tem
por que fostes no trem que
La vem
O trem
Ta com quem?
Ta com pressa
Ta depressa
Ta a cem
Ta que vem
Ta que vem
Ta que vem
Um "trem" chamado amor...
(Nilo Ribeiro)
Hoje eu divaguei,
sua imagem, vislumbrei,
a vida, reverberei,
no trem do amor, viajei
o amor é um trem,
difícil de explicar,
quando o danado vem
o coração quer se embarcar
na estação da vida,
o amor faz a parada,
alguns, sofrem na partida,
outros, alegram na chegada
este "trem" carrega emoção,
transporta a felicidade,
vai lotado de paixão,
volta cheio de saudade
é o trem chamado amor,
que não pode descarrilar,
pois machuca, causa dor
não tem como consertar
seu balançar costumeiro,
faz plec, plec, nos trilhos,
meu coração passageiro
faz tum, tum pelo teu brilho
este trem me leva,
este amor me apossa,
não preciso de reserva,
preciso da tua resposta
é danado este "trem",
é especial sua estação,
tão feliz ele vem
e estaciona no coração
um amor que não tem local,
qualquer cidade é ideal,
pode ser Natal,
quem sabe Blumenau
é um trem bão dimais
amar com toda paixão,
é reencontrar com a paz
que foi perdida na solidão
hoje eu divaguei,
sua imagem, idealizei,
nosso amor, sublimei
enfim, viajei,
por isto poetizei...
Tempo que vai e tempo que vem
E o vai e vem na estação de trem
O mundo não pode parar
Tempo de chuva ou tempo de sol
E um belo pôr-do-sol
Mas ninguém a contemplar
Tempo que foi não volta jamais
Tempo de paz
Podia voltar
O tempo passa como passa o vento
Tempo, tempo
Que não pode parar
O Trem
Sai o trem da cinco
E chega o trem das seis
Quem não partir agora
Só no outro mês
Quando a greve acabar
E o homem parar
De querer cantar reis
O trem quando parte
Leva sempre três destinos
O que é meu
E o que é seu
E também o dos meninos
O trem quando apita
Nos aperta e nos aflita
E acelera o coração
Pois alguém está chegando
Pra descer na estação
E cada vez tá mais perto
Não é alguém que me conta
É só o que a gente palpita.
Não bata de frente com o "trem da insensatez",
antes desvie dele...
A Paz da alma precisa ser preservada...SEMPRE!
Sob pena de nos tornarmos seres de energia negativa
que farão mal a si e aos outros.
Cika Parolin
Sinto como se estivesse em uma viajem eterna dentro de um trem sem janelas, sem saber para onde estou indo, consumindo apenas o que me servem, a espera do trem bater e enfim acabar a viajem.
Na estação do acaso, esperando o último trem passar pela última vez, nesses trilhos velhos e enferrujados.
O tempo passa,
O trem passa,
O ônibus passa,
A raiva passa,
A dor passa,
A alegria passa,
A tristeza passa,
Passa a manada,
Passam as carroças,
Passam até os unicórnios,
Mas a única coisa que não passa,
É meu amor por você,
É meu desejo de te ter,
É o meu querer,
Pois ele é voltado todo para você.
O trem chegou e agora é a hora de seguir-mos em rumo a felicidade, focar em nossos objetivos. Para quando subir-mos no palco da vida ser-mos aplaudido de pé.
Tem gente que espera o ônibus, espera a pizza, tem gente que espera a vez no salão, espera o trem, o metrô, espera sol, tem gente que espera o final de semana, as férias, o salário no final do mês.
Tem gente que espera um abraço, espera a carona, espera notícias no hospital, espera o tempo passar, a chuva, espera o vento parrar.
Tem gente que espera - mais do que quem espera na fila do SUS - o amor, e é aí que a Cláudia entra nessa história.
Tem gente que no amor é a Cláudia.
Era o caso dela, o amor mandou ela sentar lá, esperar a vez, mas parece que aqui todo mundo fura a fila da coitada.
Veio, me levou quando não teve mais jeito ganhou. Veio como chuva fininha, como trem na estação, como paixão aos quinze e primeiro beijo aos doze, como chá antes das quatros, como caderno com o fundo rabiscado, como o tempo que é tão sem noção. De imediato, de antemão, imediatamente me desfiz dos negócios e mandei tudo à china, aguardando meramente que você fosse a solução. Levou o azedume que havia dentro do peito, os malditos clichês, o som do meu riso, meu livro de estorinhas, o meu suéter preferido, aquela canção junto de brinde o meu coração. Ganhou uma válvula de escape, uns verões, umas mágoas de artefatos. Porém, pequenas palavras, uma mala recheada de planos, um punhado de gripe, o pote de ouro no fim do arco- íris, histórias recordadas, coragem aprumada, o meu sexapil, alguns traços e retalhos, uma família desajeitada, cumplicidade armazenada e ainda extra um mapa com as curvas do meu corpo. E eu ?! Eu que nada sabia, de repente só sabia te amar. Ah, meu amor! Meu tão doce amor, você me floresceu da maneira mais bonita, me plantou e me regou, me colheu e acolheu, eu que sempre fui aperto doído , perto de você sou abraço cultivado.