Tragédia
Uma Tragédia, um Milagre, uma Existência
Dor crônica não é apenas uma condição; é uma consequência que, lentamente, rouba a vitalidade. Ela não mata de imediato, não é um algoz que desfere um único golpe fatal. É, antes, uma tortura persistente, cruel e implacável. A dor crônica não apunhala, mas enfraquece. Não canse a vida, mas subjuga. Ela invade o corpo, retira a autonomia e, muitas vezes, transforma a existência em uma luta contra a impotência.
Essa dor torna a vida uma batalha constante. A racionalidade tenta resistir encontrada, refúgio em pensamentos lógicos e esperanças cuidadosamente cultivadas. Mas a dor é astuta: desafiar a mente, entrar em um jogo psicológico no qual o sofrimento parece sempre levar vantagem. Nesse campo de batalha desigual, a fé surge como última fortaleza — uma fé de que a dor, um dia, cessará; de que um Deus misericordioso aliviará o peso insuportável e oferecerá descanso à alma.
A dor não apenas habita o corpo; ela o domina como um inquilino indesejado que recusa partir. E, assim, uma pessoa se sente à deriva, como estrangeira em seu próprio ser. A espiritualidade é testada em limites inimagináveis. A cada dia, o sofrimento desafia a esperança, esgota as forças e tenta apagar a luz da resistência.
Nesse contexto, surgem os questionamentos: Qual é o propósito de tudo isso? Se a dor não existe, que caminhos seriam trilhados? E se, por graça divina, a cura chegar, haverá uma segunda chance para corrigir erros e redescobrir o significado da vida? O medo da morte paira como uma sombra constante, acompanhada pelo peso da permissão e pelo anseio por redenção.
Ainda assim, o final dessa história permanece aberto. Cada dia é uma batalha, e cada despertar é um ato de coragem. Em meio à tempestade, a fé serve como alicerce, sustentando o espírito e iluminando até os momentos mais sombrios. Apesar do peso, viver é um milagre, e cada pequeno triunfo — mesmo o mais discreto — é uma prova de que Deus é fonte de força e renovação.
A dor, embora tirânica, não tem a última palavra. O Deus que realiza milagres é também o Deus que dá sentido à existência. E é Nele que corpo e alma encontram sustento. Por isso, a luta continua. Porque, entre tragédias e milagres, cada ato de resistência é uma declaração de fé. E assim, sustentados pela esperança de dias mais leves, seguimos em frente, certos de que, ao final, a fé será recompensada com a paz.
A cruz não é uma tragédia, mas é algo que temos que carregar para que não nos voltemos para o orgulho. Assim imitamos nosso mestre que carregou sua cruz e sempre fugiu da plataforma dos holofotes.
Se os pequenos problemas não forem resolvidos, e os formos acumulando podem tornar-se numa tragédia.
Qualquer medida de prevenção, a princípio, pode parecer insignificante até que uma tragédia, que poderia ser evitada, ocorra.
"A grande tragédia humana é a inclinação geral dos indivíduos para olhar a corrupção de seu semelhante, e nunca a sua própria."
Humanos, belos humanos. Quantos exalando hipocrisia? Será que diante de tanta tragedia coletiva, passarão ainda a duvidar da tragédia individual? Será que agora vão compreender a necessidade gentil de cuidar da própria saúde? E que saúde não é apenas ingerir os lights/dights/zero. Será que aprenderão que na imensidão deste mundo, temos que buscar a felicidade aqui, dentro de si mesmo, dentro de seus lares. Será que agora, ao invés de investir milhões em estadios gigantescos para um evento ou para seu proprio bolso, vão aumentar as cotas de valores para a saúde publica, sem a necessidade de seus “jeitinhos” de ganhar dinheiro nisso? Será que agora o mundo todo entendeu o valor que cada um tem dentro de cada espaço, e que mesmo diante de todo capitalismo, vamos parar ao final da vida num mesmo lugar? Será que continuarão a fechar os olhos para o mundo, e a enxergar o próprio umbigo, o qual camuflado pelo egocentrismo não o permite RESPEITAR?Será? Será? O mundo está vasto de aversões.
A tragédia não fala de dilemas seculares que podem ser resolvidos pela inovação racional, mas do viés inalterável em direção à desumanidade e à destruição na deriva do mundo.
Eu morrer fazendo o que gosto nunca será uma tragedia, tragedia seria morrer fazendo o que os outros gostassem que eu fizesse
(Patife)
Misturado a compaixão e um punhado de tragédia, cada pessoa sufoca-se na felicidade que tem ou morre na infelicidade...