Tiradas da Vida
Por mais que observe e tente tirar suas próprias conclusões,você nunca irá conhecer alguém por inteiro,pois a mente humana é "terra" em que ninguém se anda.
Haverá sempre um fado que me tira das mãos o suposto,
a força inabalável de um rio longo,
tão longo como a vida e depois da vida –
intransponível evidência que não se vê, mas que se sente,
comando firme que me olha do extremo de mim.
Não deixe que as circunstâncias, as influências, os amores e as paixões tire sua essência. Nunca esqueça de onde você veio, aonde quer chegar, não esqueça dos princípios, não deixe de lado suas crenças, não se diminua demais pra caber no mundo de ninguém, não deixe de ser autêntico, e não se esqueça de ser recíproco com o que é bom😉
Quando eu volta pra perto de ti tenha certeza que a primeira coisa que vou fazer é tirar seu batom e sua roupa e amar você como se fosse a primeira e a última vez❤❤😍😍
A vida, às vezes, é apenas aquela vírgula que não foi colocada e que sua falta tirou todo sentido da frase e do contexto.
Essa vida não é como as roupas. Não podemos vesti-la hoje e tirá-la amanhã. Mesmo que tivéssemos terras, ninguém nos chamaria de fazendeiros. Continuaríamos sendo cangaceiros. Pior: cangaceiros que desertaram. Vargas continuaria querendo a nossa cabeça (...). Não há escapatória para gente como nós.
CORAÇÃO EM PASSAS (soneto)
Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana
O que na emoção cala, e o versar não escreve?
- Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve
Sente, em amargos no peito, o que era soberana
O coração em passas, e é um redemoinho fulana
Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve
E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve
Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana...
Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão?
Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve...
Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta?
E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão?
E a sensação se refugia num sepulcro de neve?
E então as trovas de amor esvaem na garganta?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12 de março de 2019
Cerrado goiano
Um dia depois.
Olavobilaquiando
Só tire tudo de mim logo, não aguento mais viver com esperança de dias melhores. Não quero mais viver não ilusão de um tempo que não passa que não volta mais. Estou presa nos momentos que me foram tirados.
Seis tiros, uma pistola e esse sol careta dos trópicos
Olhou para o céu como se tentasse ver o que enxerga a alma
seus olhos marejados e oprimidos pelo sal do suor que escorria da testa
fazia festa ao fitar o sol, piscava o sol em sua face rôta
beliscando a testa e os seus olhos mochos.
Aos trinta e poucos já sem sal e sem graça, parou de olhar para o céu
armou a pistola, engatilhou-a e como se não temesse mal algum
apertou seguidas vezes o gatilho (seis vezes ao todo)
mas foi um único disparo que lhe tirou o sossego da vida inteira.
E até hoje ele se arrepende de ter errado aquele tiro.
A vontade de viver se vai quando: a esperança o tempo nos tira, a dignidade perdemos e apenas nos resta a memória. Quando esta última desaparece, a morte parece ser o mais natural a acontecer.