Textos Reflexivos sobre Crianças

Cerca de 3734 textos Reflexivos sobre Crianças

CONFISSÃO

Sou tudo, sou nada
Sou a mão do soldado
Que puxou o gatilho
Sou a lágrima da criança
Que se encontra perdida
Sou uma linha em branco
Que nunca foi escrita
Sou o assobio da bala
Que me feriu o peito
Eu sou a verdade
Feita na dura mentira
Sou um ser imperfeito
Nesta sociedade perfeita
Sou o beijo dado na face
Que transforma a tua alma
Sou a bomba que explode
No tempo já perdido
Sou o berço do futuro
Mãe, mulher, esposa
Sou a confissão bem feita
Que reza em devoção a Deus
Sou a voz que proclama
Não sou nada, sou tudo.
╭✿╭✿╭✿╭✿

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Ah, moço.
Moço da risada engraçada
e do sorriso de criança,
das piadas sem sentido
e dos olhos da cor de esperança.
Ô, moço...
Se você soubesse
que esse seu jeito me encanta um tanto.
Se você soubesse, moço,
o poder desse seu sorriso de canto.
Moço.
Se você soubesse
o que cada "se cuida" carrega,
o que cada palavra entrega.
E com você por perto, moço,
meu coração sossega.

Inserida por lilliancruz

Sabe por que as crianças são mais felizes?
Por que elas não alimentam expectativas baseadas em conquistas de coisas...
Para elas bastam emoções e doces.
Então... Trabalhe com o que você ama todos os dias..pois você não pode esperar cinco dias para aproveitar somente dois.

(Fernandha Franklin)

Inserida por nandhafranklin

Eu prefiro a pureza da criança;
Cumprindo o destino da natureza,
Na companhia do seu amável cão,
Correndo, saltitando e sorrindo pelas águas calmas e límpidas do riacho;
Se jogando nas folhas secas ao chão,
Pelas sombras da floresta;
Regozijando-se da liberdade do ir e vir de galhos em galhos,
Como os beija-flores e borboletas,
Se lambuzando na diversidade dos néctares silvestres;
Se perfumando pelos aromas dos florais;
Num pleno desejo harmônico de brincar e viver intensamente.
Eu prefiro a pureza da criança!


Mperza

Inserida por Marivaldopereira

MINHA BONECA DE VERDADE

Quando criança ainda, lá com meus seis anos de idade, morava com meus pais e mais sete irmãos no sítio e não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Nós, as meninas, fazíamos bonecas de sabugo para brincar. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola, pendurada atrás da porta de seu quarto de costura. Escolhidos os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar (porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro retalho e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar com tiras finas da própria palha do milho. Com um lápis preto ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, brincávamos por horas a fio.
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade. Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. Tinha os olhos azuis e cabelos cacheados.
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade. A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar. Para ele, brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil. Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, bem cedinho, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas com nosso nome marcado pela letra de minha mãe. Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio. Ganhei sim, uma pequena sombrinha, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei muito e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou. Não compreenderam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras. Isto não me consolou. Foi, sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância.
Depois daquele fatídico Natal, em que não ganhei meu presente desejado, minha tristeza, felizmente, durou pouco.
Janeiro era o mês do padroeiro da cidadezinha onde frequentávamos a escola, o catecismo e as missas dominicais. São Paulo, lembro-me bem, era o santo padroeiro da capela e nome do sítio de meu pai, onde morávamos.
Todo ano os moradores se reuniam e preparavam uma bela quermesse, com direito à visita do bispo, padres de outras paróquias, fazendeiros, sitiantes e colonos de toda a redondeza para uma linda missa cantada. Para a quermesse eram doados bezerros, sacos de café, leitoas, carneiros, frangos e artesanatos feitos pelas mulheres e moças prendadas da comunidade.
Uma rifa foi organizada, cujo dinheiro iria para a reforma da igrejinha. Um bezerro era o prêmio e de brinde, vejam só, uma linda boneca confeccionada por dona Mariquinha, mulher muito conhecida por suas habilidades na agulha.
Quando vi aquela boneca, fiquei deslumbrada! Eu queria uma boneca de verdade e esta era a minha chance. Procurei por minha mãe, que estava na cozinha de uma das barracas, liderando outras mulheres no preparo da comida a ser servida durante a festa. Implorei que comprasse um número, porque eu queria uma boneca de verdade. Meu pai não era dado a gastar dinheiro com estas extravagâncias, mas naquele dia ele sucumbiu ao meu apelo e cedeu. Comprou um único número. Nem preciso dizer que dei muitos pulos de alegria.
Ao anoitecer, quase no final da festa, chegou a esperada hora do sorteio..Bingo! Meu pai ganhou o bezerro e eu ganhei a minha “boneca de verdade”.
Ela era deslumbrante aos meus olhos de menina. Tinha uma aparência diferente. Fora feita à mão, uma boneca de pano com jeito de moça. Trajava um vestido branco de renda, com fitinhas coloridas de cetim, por toda borda da barra da saia. O decote mostrava o início de fartos seios. Perfeito! Minha boneca de verdade, com corpo de moça feita, seria a mãe de todas as bonequinhas de minhas coleguinhas da vizinhança.
No dia seguinte, de tardinha, minhas amigas e eu fomos brincar de boneca, numa ansiedade sem tamanho. Nos instalamos dentro de um velho bambuzal, e lá ficamos por horas, nos deliciando em nossas fantasias infantis de mamãe, comadres e tias. Sim, porque toda boneca era batizada, ganhava um nome e uma madrinha.
Antes do anoitecer, minha mãe me chamou para ajudá-la nos afazeres do jantar. A brincadeira se desfez e aos poucos a noite chegou.
Na manhã seguinte, acordei aos pulos. Eu havia esquecido minha boneca de verdade no bambuzal. Corri para buscá-la. Qual não foi meu espanto quando a vi: estava toda encharcada, estufada, desbotada, manchada, descolorida, quase decomposta.
Havia chovido a noite toda!
Autora: Melania Ludwig

Inserida por MelaniaLudwig

Criança e a Velhice

Amor, carinho e favores de pais
São coisas que se deve.
Se deve levar para o resto da vida...
Isto são coisas impagáveis.

O que nos filhos podemos fazer?
Retribuir com amor, carinho e favores,
E jamais quitaremos nossas dividas.
Cuidaram de me (criança), cuidarei de você (velhice).

Inserida por pretobom

Antes te via com um olhar crítico
Hoje te vejo com os olhos do amor
Criança de rua que anda descalça
Cabeça baixa procura alimento no chão

Tem às vezes um olhar triste
Triste de fome
Fome de comida
Comida feita pela mãe

Sozinha e carente
Sem pai, sem mãe e sem irmão
Anda aqui, anda acolá
Não tem alguém para buscar

E eu com meu olhar de antes
Lavo as mãos
Vejo chorar-te criança de rua
Às vezes geme de frio ou será de solidão?

Agora acordei
Cega eu estava
Procurei ver-te não como criança de rua
Mas criança do meu coração.

Inserida por BiaSMariah

LAMENTO, CRIANÇA

Trancado neste sótão há um mês inteiro,
apenas algumas borboletas celebram o reflexo do sol por aqui.
Haja gritarias vindas da minha única janela,
a qual só cabe meus olhares, que não posso tirar fotos.
Disseram-me que uma tal de guerra começaria,
pelo menos eu tenho alguém que olha por mim neste lugar.
Acho que vou crescer carregando estas correntes,
com pão e água vindos todos os dias pelo buraquinho da porta.
Sinto-me um cachorro com dentes espumados,
louco para explodir todas coisas que surgem diante de mim.

Há muito tempo não ouço a voz dos homens.
Há muitos dias minha boca convive com a incerteza da alimentação.
Barulho de ferros e mapas jogados,
perfazem o cenário e tudo que vejo deste chão.
Há muito tempo quero sair daqui e brincar com meus carrinhos,
mas os soldados não queriam que eu saísse.
Me protegeram, mas estou mais preso que um assassino.
E o fim de tudo isso como será, ninguém me disse.
Há muito tempo eu choro com os ratos,
e nem a lua resolveu surgir pela madrugada.
Mas vou esperar o soldado voltar para me libertar daqui,
e dizer que toda esta batalha será sanada.

Um novo dia e mais um pão será oferecido a mim,
mas que estranho, a porta finalmente foi aberta.
Um soldado carregando um chocolate.
Minha esperança cresceu como uma criança pequena e esperta.
Perguntei a ele se tudo havia terminado,
finalmente os homens pararam com discussões e batalhas inúteis.
Até que enfim conseguiram vencer o respeito,
e viverem de maneira a fazer coisas realmente úteis.
O soldado abaixou a cabeça e começou a chorar.
Deu-me o chocolate, pediu perdão e desfalecido ficou.
Olhei para ele e percebi que a guerra realmente teve seu fim,
apenas deu tempo de ouvir algo que ele me falou:

Lamento, criança, ninguém voltará.
Lamento, criança, seu futuro, a humanidade a Deus dará.

Inserida por tafspoems

Ser criança

Ser criança é não saber.
Não saber sobre a dor,
Mas saber sobre o amor
Materno e paterno sem
Nem saber de onde vem
Esse sentimento que o
Alimenta desde o cordão
Umbilical até o seu fim.
É não saber que o tempo
Que ontem engatinhava,
Hoje corre. Ser criança
É sorrir com a inocência
Inerente ao seu não saber.
Não saber que a imaturidade
Logo amadurece diante da
Árvore da vida. Ser criança
É brincar com tempo e
Brindar com a vida
A juventude que logo
Tornar-se-á adolescente
E mais tarde irá se vestir
Como adulto que será.
Ser criança é olhar para
O relógio preso a parede
Sem a pressa vindoura.
Ser criança é não saber o
Que fazer com os dias que
Ficaram mais longos. Ser
Criança é um não saber
Tão cheio de dengos, mimos
E doçuras. Ser criança, quem
Dera se Deus por um descuido
Tivesse eternizado esse não
Saber que o tempo passa
Levando essa criança que
Um dia fomos sem saber.

Inserida por leandromacielcortes

Crianças são desígnios

A criança veste a ciranda de roda, que roda o mundo em suas tantas dimensões.
Do viver em arte de ser então liberdade é criançar...
Pelo bem viver são os destinos do mundo
Inspirado pelos sonhos de crianças existe a plenitude em verdades
Crer na possibilidade de por qualquer idade a de existir a credibilidade
Outrora na aurora de todo tempo
O mais possível é o vento
Há de ser o vento que leva as sementes e desmonta os acentos
Futuro em nove meses de uma gravidez
Criar é criança ao ser arte é ser criança ao ter liberdade é criança para que exista o amor é criança e que tudo mais é criação, para sermos a criança
Pequeninas mão que seguram as emoções do mundo
Está em tudo e faz do seu puritano olhar a penitencia
Não há ausência em ser complacência
Enxergarmos o mundo com os olhos de uma criança
A criança que brinca com as roupas de Deus
O mundo feito por crianças é um lugar melhor para o viver
Seu caminhar deixando marcas no coração
Estar criança é brincar de ciranda com o próprio criador

Inserida por biohelioramos

Crianças fora da escola
nas ruas pedem esmolas.
Dormem nos bancos da praça,
nos viadutos ao relento.
Dias de frios e vento
cobrem com dores e mágoas,
carentes de amor e pão.
Maltratadas e exploradas,
vagueiam sem rumo e drogadas
matam por alguns trocados.

Crianças sem esperanças,
caminham soltas, acuadas
E cansadas de sofrer
vagabundeiam por aí
porém, ninguém quer ver.

Inserida por MadalenaPizzatto

Filhos

Vocês vieram e nos fizeram voltar ao tempo
Assim....
Voando em seus sonhos como crianças
Sonhos coloridos
Entramos nesta roda gigante da vida
E em segundos voamos com vocês
Por um mundo colorido
De ilusão e um tempo dividido

E a roda gigante não para de girar
E conseguimos os seus sonhos desenhar
Numa aquarela de magia
E nós expectadores desta folia

E gira roda gigante
Pula cora e pega-pega
Bicicleta e cabra cega
E ´não percebemos
Que o tempo não parou de correr

Gira a roda e vira-vira
Virou!!!
Já não tem canto de ninar
Nem historinhas para contar
E as preces que rezamos

Roda gira este gigante
No grande parque de ilusão
Algodão doce e pirulitos
O disse me disse
E o não me disse

Esta roda já esquecida
Continua esperar
Vocês com seus filhos a chegar
Suas mãos a segurar
E agora meus filhos???
Agora é tua vez!!!!!
E o ciclo começar
E vocês, uma criança ira tornar
Gira!!!! Gira!!!!

Inserida por louises

Todo mundo carrega dentro se uma criança...
E todo mundo aprende a reprimi-la para ser adulto. Crescemos e “temos” que ser sérios. Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: “deixe de criancice?”
E desde quando precisamos deixar de ser criança? Ria de você mesmo, seja “ridículo”, brinque na chuva, de fazer castelos na areia, de fazer castelos no ar...
Sonhe, faça bagunça no meio da rua, cante na hora que der vontade, converse com você mesmo como se tivesse conversando com um amiguinho, assista desenho animado e veja a sua vida como se ela fosse um desenho animado, brinque com uma criança.
Como uma criança...fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações...
E acredite na pureza do Sr humano... Na pureza de criança que talvez esteja escondida, mas que existe em cada um de nós.
Para alguns você vai parecer louco (a), bobo (a) ou infantil...Mostre a língua para esses”alguns” e diga, como uma criança: “sou bobo (a) mas sou feliz!”
Esses “alguns” com certeza têm uma criança maluquinha, doida para fazer bagunça também.
A vida já é muito complicada para vivermos sérios e carrancudos.
E isso tudo não é deixar de viver com seriedade... É viver com a leveza de uma criança e obrigações de adulto. Fica muito mais fácil viver assim.
Então, coloque uma panela na cabeça e solte o menino (a) maluquinha (a) que existe dentro de você ! Só não vale subir no muro e achar que sabe voar, né que é?

Inserida por soarespeixe

E tu me ensinastes a ser puro também

E eu dormi no seu colo como criança sonolenta,
Na mais doce paz que só os anjos tem.
E deitado no teu colo, meu coração não acalenta outros desejos,
Pois não te vejo como os homens te vêem.
Eu te amo, sim!
Mas com amor mais puro e inocente.
De vez em quando, é claro que meus pensamentos se confundem,
E sinto então, o que todo homem que vive, sente.
Mas o desejo e a pureza brigam e se contundem.
E ainda no teu doce e aconchegante colo, deitado, vejo feliz,
Que estes teus dotes triunfaram.
E é assim que quero te amar.
Do pecado distanciado.
Porque foram eles...
Os teus dotes que me cativaram...

Inserida por juliancezare

Triplo...
.
Parece um teatro... Luz, câmera e a São...
Chega!
Como uma criança mal criada pronta para acção...
Palavrões, arrogância de uma criança tenta a São...
Dizer coisas para mostrar o quão educada é... Tentação...
.
Acção, ofende a criança... Não há educação...
Tia Joana ofende e eu peço-a "educa a São"...
Juventude perde-se por falta de aposta na educação...
E um exemplo vivo está aí "tia Joana" e a sua filha São...

Inserida por piclewvann

E quando a noite vai caindo,eu me lembro do tempo em que eu era criança!
eu e meus tios deitávamos na graminha que tinha em frente de casa e na escuridão ficávamos olhando pro céu e contando as estrelas, e perguntávamos um para o outro!
Quem será que foi que acendeu as estrelas e a Lua?
Essa pessoa deve ter tido um trabalhão!
Que saudades da época de criança onde não tínhamos respostas e tudo pra gente tinha solução!

Inserida por andreiagodoi

Dado por desencantado por encantar

... Sou antigo na minha enclausurada criança,
sou dócil feito um cão, mendigo um sermão,
das cefaléias nas noites de luar,
estás triste lá no alto acordada,
vez em quando brinco, tece-ás nas gargalhadas.

- Ela me atende em um sorriso, maroto,
fica eu em minha causa envergonhado,
pessoas percebem, me taxam de louco,
porém elas nas ruas se observam em torno...

... Eis um cara varrido por enlouquecer,
não a si, sim por amar as estrelas,
viaja em torno do espaço,
enquanto outros morrem em suas besteiras...

Inserida por ricardo25vitti

Confronto dos lamentos

- Fora criança e não vira o tempo lá fora passando a se esgueirar,
se perdera no casulo da existência, pusera-me a açoitar...
- No prateado enluarado fostes o frio quem me cobriu, porém não me posto a queixar...
Pusera-se na pequenice defrontar-se com velhice sem podido reter, amar.

... Menino-homem hoje vive em seu sobrenome em carregar a idéia paternal,
sigiloso punha-se na história em poucos contos a disseminar,
no soluçar do mundo aprendera a se deleitar em sua casta vida,
hoje há de haver felicidade lá fora, pois de amor em lonjuras implorara;
num bramido dos mares pôs-se a chorar num duro lamento...

- Hoje posso de aquele rio cruzar a nado, por medo, amor - triste desmaio,
pois sou velho e fraco e tais promessas me embargam no lacrimejar,
talvez sejas levado de encontro a prisão que me competia,
sou vigilante dos rios nas idas e vindas de encontro ao mar...

Inserida por ricardo25vitti

Em cada canto tem um pouco de Deus.
No olhar de uma criança, nos cabelos brancos de um velhinho, no cheiro das flores, no verde das árvores, no abraço de um amigo.
Podemos dizer que Deus se revela de várias maneiras e pode estar em todos os lugares.
Mas existe um lugar, que só você pode escolher que Ele fique para sempre.
Pois a chave se encontra em suas mãos.
E só você pode dizer a mais linda palavra que Deus deseja ouvir.
Entre Senhor eu já abri meu coração.

Inserida por IvonaldaBalbina

Criança

O que falar sobre uma criança que ainda não tenha sido dito?
O que dizer da coerência que vejo em cada ato, de acordo com
a verdade suprema (fato) que é mais importante ser
do que ter?
Seja menino ou menina, sempre nos ensina, mas adora aprender.
Criança está inteira em cada momento.
É sempre um alento
e tem olhar de minúcias,
está sempre aberta,
livre de astúcias
e é movida por uma curiosidade infinita.
Criança grita! Grita principalmente quando
algo lhe é negado, roubado, não explicado.
Criança tem intensidade no olhar, no falar, no ouvir,
no sentir.
Tem fome de vida e sede de se divertir.
Eu acho que criança é pura energia
em completa harmonia
com a criação.
Criança é a cutucada no adulto
pra que ele pare de viver sem razão.
Criança cresce, mas jamais adormece depois que está desperta,
Vive em estado de alerta, ao contrário da maioria dos adultos,
incultos.
Os adultos são cheios de regras, de etiquetas, de normas sociais.
Crianças vivem em paz.
Um adulto ensina a criança a virar um político,
a vender um sorriso em troca de poder.
Adulto não sabe viver, mas é mestre em corromper.
Ensina a criança a escolher
o errado. Grave pecado!
Manda a criança engolir o choro, calar a palavra, sufocar a vontade.
Esquece o adulto que já teve a mesma idade,
que um dia foi assim: inquietude sem fim.
Criança devia permanecer criança,
crescer só no corpo
pra não virar adulto morto, morno,
cheio de tédio, de reclamação, de senão.
Criança é poesia, adulto é covardia.
Criança é via de mão dupla, adulto é contra-mão.
Criança é sempre o sim, adulto é sempre o não.

Inserida por daliahewia