Textos Reflexivos sobre Crianças

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Saudades do meu tempo de criança. Que a única dor, seria dor de barriga. Que as lágrimas, seriam de manha. Que o amor, seria apenas minha mãe. Que o temor, seria do bicho papão. Não havia nada com que me preocupar, apenas brincava, comia e dormia. Mas criança é boba, quer crescer, e não sabe que crescer dói. Que as dores são inúmeras. Que as lágrimas não secam. Que o amor… Amor? Que amor? vamos falar então de temor. Temor do amor, do futuro, dos pensamentos, das dúvidas, de si própio. As responsabilidades cosomem. O tempo destrói. O silêncio corrói. O que há de atrativo em crescer? Bom mesmo é ser criança. Porque criança, tem esperança.

Até parece que todos aqui são crianças imaturas, tudo é questão de opinião. Se um prefere algo, isso vai ser o perfeito pra ele(a), ao contrario, do outro que prefere o inverso. De qualquer forma, já que não somos PERFEITOS. Erramos, sim e daí nós não somos perfeitos pra carregar a obrigação de nunca errar!?

Sinto falta do tempo em que via a vida através da janela de uma ingênua criança... Que não conseguia enxergar as tristezas, as torturas e a falta de amor... Poderia voar para Marte com uma mágica chamada pensamento... Poderia estar perto de quem quisesse apenas em desejar... Fechava os olhos e passava a sentir o gosto de tudo... Sentia o gosto das nuvens... O gosto do ar... E se a brincadeira estivesse interessante sentia até o mundo girar... Hoje envelheci... apanhei muito com os falsos sorrisos e percebendo que as pessoas se protegem através de máscaras invisíveis... Através de loucuras conscientes... Através de falsas vidas... Muitas vezes se alimentando da minha felicidade... Dos pouco e momentâneos momentos de felicidade de meu coração... De vidas não vividas... Do vazio que existe em mim...

Quem me dera ser criança novamente... brincar de pula corda, pega-pega, amarelinha, eslástico, pique-esconde. Saudade de correr descalça pela rua, jogar bola, andar de bicicleta, fazer castelinhos de areia. Que saudade eu tenho de fugir das tarefinhas da escola, de me esconder embaixo da cama, de ter medo do monstro do armário, de não ter vergonha de ser criança. Eu sinto falta do sorriso inocente, do abraço sem malicia, do olhar sincero, da amizade pura, de cair e chorar, de se levantar sorrindo como se nada tivesse acontecido. Sinto falta do faz de conta, por que antes a minha inocência fazia de conta que a falsidade não existia!

Certa vez uma criança pura e ingênua pergunta a sua mãe: "Mãe, porque te vejo triste olhando pela janela como se esperasse alguém?" então a mãe escorado na janela, olhando atentamente o infinito vago... E meio a varias lembranças, saudades e alegrias vividas, diz a sua tão amada filha: "Filha, olho o que olhos nenhum olham, vejo o que ninguém conseguirá ver, olho um mundo que vivi e outro que deixei de viver, por fim olho pra dentro de mim e me encho de orgulho pelo que eu conseguir vivenciar e triste pelo que deixei no caminho, mas a saudade que hoje me dói só me mostra que vivi coisas boas e que nada, ninguém e muito menos o tempo consegue apagar um mundo só meu, onde só eu e o tempo sabemos o que conseguimos juntos e as meras lembranças me fortalece, fazendo acreditar que a felicidade existe e eu a pude contemplar no decorrer da vida e sempre irei querer ser tão feliz quanto os grandes momentos que me marcam o gostinho da verdadeira felicidade...

É como se tudo não fizesse mais sentindo; como se você voltasse a ser criança resolveria seus problemas; é como se nós vivêssemos querendo adiantar a nossa vida o tempo pra ver melhora nas coisas; melhora na vida. E dai lembramos que quando éramos ingênuos; felizes; que brincávamos como se não houvesse amanhã vivíamos querendo crescer. Pra que ? Pra experimentar como ser o adulto feliz; realizado que idealizamos e que na verdade não passava de uma mera ilusão de ótica ou ilusão de uma coisa inexistente; por que vivemos querendo adiantar o tempo ? Por que vivemos a reclamar da vida, a procura da felicidade ? Sim; mas a felicidade pode estar aonde quisermos; quando fazemos e procurarmos ou criarmos ela hoje; e parar de nos martirizar a querer que o tempo passe ao invés de viver o hoje; bem “carpe diem” viva-o; faça das pequenas coisas grandes realizações.. Como disse Clarice Lispector ” Queria volta a ser criança; porque os joelhos ralados curam bem mais rápidos que corações partidos “. Não podemos voltar no tempo; mas podemos criar um hoje melhor !

Às vezes eu nem tenho motivos para chorar, mas eu choro!Feito uma criança grande.Querendo aquele brinquedo que não pode comprar ou ter.Às vezes eu fico em silêncio entre quatros paredes ouvindo o som da música que não toca no rádio.Às vezes eu quero ficar sozinho, abraçado com meu travesseiro, pensando na vida e nas coisas que já fiz ou já fui um dia.Às vezes eu tenho vontade de largar tudo, fugir de tudo.Ir a procura de algo que faça mais sentido do que a própria vida!Às vezes eu grito no silêncio.Se afogo em lágrimas.Penso no amanhã mesmo não querendo pensar em nada.Às vezes eu desabafo em palavras escritas.Às vezes eu quero continuar e outras vezes eu quero desistir.Às vezes eu quero falar que amo e outras vezes eu não quero falar nada.Às vezes eu quero ser super herói e outras vezes eu quero não mover um dedo por nada ou por ninguém.Às vezes eu acho que nem existo, mas outras vezes acho que nasci para fazer a diferença nesse mundo.Seja em um mínino ou grande detalhe.

Se a criança não lê é porque não lhe estão contando a história ou não lhe estão apontando caminhos para o desfrute de bons e belos textos... Que existem (tantos...) e são fáceis de achar... Literatura é arte, literatura é prazer... Que a escola encampe esse lado e deixe as cobranças didáticas para os departamentos devidos... E nesse sentido, ela faz parte do leque da educação artística e não da língua portuguesa... Uma das atividades mais fundamentais, mais significativas, mais abrangentes e mais suscitadoras de tantas outras é a que decorre do ouvir e do ler uma boa história...

É exatamente a mensagem que os contos de fadas transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável,é parte intrínseca da existência humana-mas que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos, e ao fim emergirá vitoriosa.

Subi a colina onde costumava usar o trenó. Havia muitas crianças ali. Eu fiquei vendo elas voarem. Darem saltos e apostarem corridas. E pensei que todas aquelas crianças um dia iam crescer. E todas aquelas crianças um dia iam fazer as coisas que nós fazemos. E todos eles beijarão alguém um dia. Mas agora andar de trenó era o bastante. Acho que seria ótimo se bastasse um trenó, mas não é assim.

Se ensino uma criança ou um adolescente, é parte do meu “ser educador” saber se aquela criança ou aquele adolescente se alimentou pela manhã, se teve uma boa noite de sono etc. Faz parte do “ser educador”, do meu ser ético, medir esse aluno com a mesma medida que lhe foi oferecida a vida.

Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar. Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.

A capacidade de encantar é própria do mundo da criança: Encanta-se com um pássaro, com um vaga-lume… até com um inseto!!! E no encantamento ela desliga-se de tudo mais, pois tudo parece sem sentido senão aquilo pelo qual se encantou. Assim também deveríamos nos encantar pela magia da vida, pela beleza da natureza, pela amizade, pelo amor…

Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.

Quando nos tornamos adultos, a grande saudade que temos é de quando eramos crianças, e que soprar a vela era realizar desejos, que felicidade se resume estar dentro dos braços de alguém, e ai quando crescemos, quando completamos 34 anos ou mais, queremos apenas ser acordados com um beijo de feliz aniversário, abrir os olhos, e vê que o tempo ainda não passou.

Quando eu era criança me perguntaram se eu preferia o SOL ou a LUA .. sem hesitar respondi que o SOL, pois pra mim representava energia, vitalidade, força ... Muito anos se passaram e eu cresci, mas se me refazerem esta mesma pergunta ...responderei que agora se trata da LUA : pois e quando ela surge que vivo os melhores momentos, as melhores sensações, tenho a liberdade em meus braços e volto ser aquela velha criança que idolatrava o SOL

Era uma vez, duas crianças , um menino e uma menina, eles eram muito amigos, ate que um dia ele se separaram, depois de oito anos eles se encontram, e parecia que não havia acabado nada, mais ele havia mudado muito, e já não se importava tanto com os sentimentos de sua amiga, ate que acontecem coisas que vão os afastando, e quando ela menos esperava, ele a esqueceu. Ela ainda se importava, mais nada podia fazer, por que ela já tinha caído no mar do esquecimento dele. Até hoje ela ainda luta para que ele venha se lembrar dela, mais nada mudou.

Tenho que admitir: as crianças tem muito a ensinar. Quando querer alguma coisa pedem, insistem, choram, falam com um, não resolveu, fala com outro e conseguem. Se gosta ou não de algo demonstram na hora, são transparentes. São espontâneas, fazem amizade com facilidade. Já nós, intitulados "adultos" desistimos muito facilmente do que queremos, no máximo dois 'nãos', e já é motivo para repensar sobre o assunto. Nem sempre somos transparentes, omitimos opinião, fazer amizade então ... passamos por tantas pessoas na rua o tempo todo, e com nosso mal-humor, viramos a cara, como se elas tivessem alguma culpa de algo ter dado errado para nós. Tolo que somos, orgulhos, prepotentes, arrogantes, industrialistas. Solitários em um mundinho.

A única coisa que eu tinha quando era criança eram livros. Eu costumava viver neles. Eu costumava ir dormir sonhando que acordaria dentro de um porque eles tinham significado. Este lugar, isto é como se eu tivesse acordado dentro de uma dessas histórias. Acho que só quero descobrir o que isso significa.

Westworld

Nota: William

Havia exatamente sete anos que era apaixonado por você, começou como uma paixão de criança, aquela paixão pura de criança. Me pego no quarto deitado em minha cama pensando em você, pensando em no que aquela paixão havia se transformado, não era mais uma paixão, teria se tornado amor. Eu enxergava seus defeitos e os amava, eu não me importava com nenhum deles, você sabia que eu te amava, mas não ligava, você não se importava comigo. Percebo que esse amor era algo impossível de acontecer, você nunca seria capaz de me amar como eu te amava, tento te esquecer, faço tudo que é possível para parar de gostar de você, essa era uma missão muito difícil, mas eu não desisti e continuei tentando. Até que no dia em que eu estava quase esquecendo, acabamos ficamos sozinhos em um cômodo e ali um beijo acontece, o melhor beijo que eu já tinha recebido, era doce, molhado e perfeito. Nunca pensei que aquilo poderia acontecer, para mim aquilo era tudo, mas para você não se passou de um beijo, apenas isso, a chama dentro de mim reacende e volto a ficar apaixonado por você, penso que poderia acontecer algo mais sério entre nós, então te mandou várias mensagens, mas você não responde, e se responde, é de má forma, isso me deixa cada vez mais triste, será que era aquilo mesmo? A menina que eu amava, simplesmente não sentia nada por mim. Essa era a triste realidade, mas eu me recusava a aceitar sem lutar por você, mas essa luta era em vão, não valeria de nada. Passam-se os dias, novamente ficamos sozinhos, só que dessa vez na chuva, ali surgiu mais uma oportunidade de beijar seus lábios, mas eu teria coragem de fazer tal feito? Sim, me aproximei de você devagar e lhe beijei, você não recusou, e continuou a me beijar, nos dois próximos dias, a gente iria se beijar. Achei que dessa vez iria dar em algo, eu havia lhe beijado três dias, mas eu novamente estava enganado. Só que dessa vez percebi que eu não seria feliz com você, porque a "gente" nunca existiria, seria só eu e você, separados, eu não poderia mas viver sem tê-la, eu precisava de você ao meu lado por toda a minha vida, mas isso eu não iria conseguir. Então em um certo dia, eu estava muito triste, peguei uma arma que havia guardada em minha gaveta, mirei em minha cabeça e tirei a minha própria vida. Era melhor eu morrer do que viver sem você.