Textos Dramáticos
As suas escolhas determinam as consequências. Não adianta reclamar, inventar desculpas ou "se distrair dos problemas", uma hora você vai ter que agir. Enquanto você não se preocupa com a solução, na maioria das vezes, o problema só aumenta. Aí lá na frente, a gente vê aquela "rapaziada" contando história "tabelada". Na boa, chega um momento que você tem que assumir a responsabilidade do seu futuro, e não vai resolver se ficar de drama. Ou você vai lá e vence, ou você vai lá e morre. Decida-se, só não seja indiferente (sem eufemismo, irresponsável).
O planeta esta cheio de pessoas que só pensam em sí, dando valor apenas para seus próprios interesses e "ajudando" apenas quando enxergam alguma vantagem. Vivem dentro de uma caixa de espelhos, onde possam enxergar seus reflexos em todas as direções, para assim poderem alimentar a máquina do seu ego. Essa, é movida por grandes feitos, seja ela um bom trabalho, uma excelente faculdade ou algo que seja bem visto pela sociedade. Assim, eles criam um mundo somente para sí, vivem ao seu bel-prazer sem dar a mínima ao proximo. Não obstante, chega o dia em que essas pessoas passam a perceber que estão dentro de um ciclo, onde todos a sua volta só estão ali por interesse ou para tirar algum tipo de vantagem. Finalmente esse tipo de gente percebe que esta sozinha em um mundo de bilhões, que sua criaçao de mundo é real, contudo é repleta de solidão.
Oi amor! Parece incansável todo o seu carinho, toda a sua atenção. Em cada canto, em cada som, junto as árvores e folhas, junto aos frutos caídos no chão, junto as águas que caem do céu, junto as águas sujas que se acumulam nas ruas e calçadas. Parece incansável a sua fantasia de me ver chegar para nunca mais partir, mas o fato amor, é que eu não te quero mais.
Sobre as minhas dores, só eu sinto. Sobre as minhas alegrias, só eu tenho. Sobre as minhas projeções, só eu vejo. Sobre o meu financeiro, só eu sei. Sobre tudo dentro do meu íntimo, apenas eu sinto, tenho, vejo e sei. Sobre o amor, sobre amar, sobre sonhar, realizar e ser muito feliz... tudo isso que é muito bom, deu muito errado e abalou tudo em mim, porque só era muito bom enquanto estava no meu íntimo, quando estava dentro da minha forma de pensar, agir e principalmente ser e fazer acontecer. Deu muito errado porque dei a oportunidade de alguém entrar na minha vida, entrar no meu íntimo, entrar na melhor pessoa que eu ja fui em toda minha vida. Deu errado porque eu muito quis que apenas tivesse dado certo... por essa razão, eu decretei que não quero mais. Por essa razão eu decidi que aqui no meu íntimo ninguém bagunça mais.
Doutor, minha mulher está grávida de sete meses de um filho que não planejamos. Meu filho de 15 anos tem paralisia cerebral. Eu sou um professor de ensino médio extremamente qualificado, que ganha 43.700 dólares por ano. Eu assisti todos os meus colegas e amigos me superarem de todas as maneiras imagináveis e, dentro de 8 meses, eu estarei morto. E você me pergunta por que fugir?
"E no fim, o mesmo de sempre...As vontades não são genuínas. Na verdade, nunca foram reais! Apenas revelam o vazio superficial, habitando os corações sedentos de algum sentimento que falsamenta os preencha. Os dramas se repetem num ciclo que parecem não ter fim. Eu só queria, por algumas vezes, ser capaz de sentir o vento bater em meu rosto, fora dessa roda de Samsara."
Os contrastes sociais são responsáveis por tantas desigualdades raciais, étnicas e interculturais. Mesmo em tempos pós-emancipação quem tem muita melanina, na maioria das vezes, é olhado de canto, é temido. Julgado e culpado. Prostrado à marginalização e banalidade. Jogado à sorte do destino. É triste ver que muitos são obrigados a sobreviver com pouca coisa, enquanto poucos riem e fazem de tudo um circo, vivendo bem e muito bem, "com muitas coisas".
Sou pessoa que adora sumir, surtar, ir embora então voltar e aparecer do nada, sou sem avisos prévios. Se fico é porque quero. Eu encurto conversas bestas e estendo meus bons dramas. Digo o que ninguém espera e talvez salvo uma noite, mas também posso estragar uma semana inteira só pelo prazer de me sentir má e tirar essas cobranças pesadas de mim. Acho todo mundo meio feio, meio estranho, meio errado, meio desinteressante, meio falso, meio bobo, meio burro, meio sem alma. E espero ainda ser salva pelo meio “bom” de todo mundo, e quem sabe isso me tire essa sensação de ser manca por andar assim, encontrando defeitos em tudo. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas será que tem jeito de ser assim?
"Anoiteceu e a dor voltou. Menina não chore por amor, da forma exagerada e jogada a sarjeta de um amor brega, inconsequente, inocente, nada ardente para o receptor. Não deveria contestar a origem de um amor ligeiro que passou pelo seu coração e se foi por inteiro. Não chores mais, pois não foi verdadeiro"
"Perdidos, aqui ou lá, fora a vida vivida eterna, com limites. Quero voar para longe, para onde? Para qualquer lugar. Quero ir longe além do teu olhar, além do meu mundo, focando em algo nulo não perfeito, imperfeito. Procurar luz além do caminho dentro da caixa de espinhos,focando em ir ao mundo do outro mundo"
Após um breve, porém ardente devaneio chamado paixão, retorno fortalecido e determinado em minha jornada... Na trilha da existência, optei por perseguir um desígnio, onde não há margem para dramas familiares ou turbulências do coração. Para alguns, a busca da felicidade é primordial. Contudo, para mim, a essência reside em cumprir a sagrada missão.
Estou escrevendo para o nada. Para o incerto. Para o escuro. O que será de mim? De nós? Óh. Quanto drama... vivemos na época da matemática. O sentir, o ser, o ouvir. De que pouco importa? Mas... Ah... me deixaram tentar. Ah, tiveram misericórdia. Me poupastes? Ou me crucificastes? Formas mudam, assim como mudei. Pra pior, cada dia mais, mais um dia. Por que me parece tão bom ser mau? Por que não vou para os números? Esqueça o resto. "Tudo está nos números". Um seriado do "Netflix". Um "site". Um. Número. Um. Número Zero. Número Um. Número Zero. Até que. Zero. Zero. Zero. Triste por que? Vou repetir. Óh. Quanto drama... vivemos na época da matemática.
Espero que não pense que sou um monstro por escolher minha vida, ao menos uma vez. Foi preciso deixar meu sonho e meu amor morrerem para que eu percebesse que ainda estava viva. Só sei que não posso continuar naquela personagem, aquela versão mal-acabada de mim, um zumbi que se perdeu. Tudo o que preciso é de uma chance de sair desse beco no qual me encontro. Entenda, há coisas que, depois que descobrimos, nunca mais nos deixam voltar atrás. Não é como se você pudesse esquecer aquilo o que aprendeu.
Quando entendemos que abaixo do céu há apenas vaidade, fica mais fácil aceitar o mal, tanto o que existe dentro quanto fora. Se não aprendemos nada então nascemos mas nunca realmente existimos, porém tudo ensina, o doce, o amargo, o azedo, o calor, o frio, a dor, a angústia e toda forma de sofrimento.
"Você foi incapaz de me dar aquele filho que eu tanto te pedi, o quanto que eu falava na sua barriga que eu gostaria que fosse homem! Homem com H maiúsculo. Eu não te pedia mais nada, eu te dei tudo, meu amor, meu cuidado, meu carinho, te dei casa, comida, roupas, jóias, sapatos, tudo aquilo de mais caro que eu pude te dar. A única coisa que quis de volta era um filho macho. E você me veio com “essa” menina, gritava Arnaldo, dentro de casa. Valquíria tinha apenas 5 anos de idade". O Destino de Irene
Vendedor de sonhos, professor, vendedor de pneus, técnico operador de máquinas industriais, vendedor de peças de computador, entregador de delivery, motorista, ciclista, jogador de sinuca, escritor literário, escrevendo e empreendendo, aprendendo e ensinando, a vida vivida, sonhos e realidade, sonhos e desejos, realizações e sonhos, a vida vivida.
Droga. Olho no espelho de novo e lá está: uma casca vazia. Já foi algo lindo, cristalino, como água brotando de uma nascente pura, como uma floresta intocada. Agora? Nada. Só vazio. A floresta queimou, a nascente secou. O que sobra é uma casca cheia de buracos, apodrecida, como um ninho de cupins abandonado. Que inferno.
Hoje sou um corpo estendido no caixão da vida, sem sentimentos, sem força, preso a um destino imutável. Não jogue flores, não derrame lágrimas por mim. Essas escolhas foram minhas, escolhas que agora me enterram, me esmagam, como uma tampa de arrependimentos que não me deixa respirar, como um fardo de culpa que me afunda ainda mais.
Está a porta cada vez mais estreita e o caminho cada vez mais escuro e solitário. Cada vez mais fácil encontrar o perdão e à redenção isoladamente ouvindo e falando com sinceridade ao nosso coração, que tão bem conhece nossas mentiras e armadilhas do que fazendo parte de qualquer grupo de amotinados manipulados por mais uma de nossas tantas versões, quando interpretamos, um outro novo papel como se estivéssemos verdadeiramente à espera de uma santificada revelação.A dramaturgia dos aflitos é sempre contínua.
A poesia surge de uma conversa sem fim entre aquele curioso e insensato que fala com ele mesmo, outras vezes com um ser maior na divindade antropomorfizada ou mesmo com a natureza enquanto energia pura da criação.O curioso que até aqui a grande tríade está presente.Como só fosse possível começar a falar com alguém o que for, seja ele quem for, se for de outra coisa real ou imaginária, ou alguém que seja conhecido ou desconhecido de pelo menos de um, dos dois, ou de nenhum dos dois mas que no momento da fala, esteja ausente.Daí deságua a trinca mais que perfeita para à " fofocação ".Parece mesmo que a boa poesia é um hiato perfeito entre o drama e a comédia, mas vamos deixar isto tudo para os poetas mais confusos do que eu que hão de vir por aí.