Textos de Desilusão Amorosa
como eu pude ser tão burra... Me ceguei, os meus olhos arranquei, me calei com medo de te perder, esqueci meus princípios... a minha mente, saúde, só pra te ver feliz. Eu não sou criança eu sei o que é certo e errado mas mesmo assim quis, me entreguei a esse pecado, por você eu faria tudo. Me mutilei com os mais altos gritos da minha alma, não conseguia falar que não gostava, queria te agradar, queria que me amasse, como pude ser tão burra.. Ao ponto de me entregar para o abismo, na beira do precipício eu ainda te amei... coração de merda que me fez amar cegamente alguém que só me usava como um simples brinquedo, eu ainda me culpo por tudo... Me culpo por ter me salvado, fico com medo de ter te magoado. Como posso ser assim... Só quero ser má o suficiente para olhar na sua cara e não me culpar pelo o que você fez comigo, hoje estou aqui sequelada jogada no canto do quarto esperando gari chegar, para me levar ao meu lugar, o lugar que você me fez morar...
Não! Não te quero mais! Deixei para trás você e os sonhos entre nós! Hoje eu quero paz! Silêncio! Ficar sozinho!... Nenhuma voz. Chega de andar por corações que só me levam a pisar em espinhos. Amar é sofrer e nunca ter descanso. Meu coração já não está mais aberto para ninguém. Fechei meu coração para balanço! Já não me importo quando você não vem! Saí de vez da tua vida. Fui embora de um jeito invisível e sem sorrisos ou despedidas... Já não te espero mais do lado de fora! Já não quero mais teus beijos e abraços! Eu me desamarrei de teus malditos laços! Nunca mais baterei na porta do teu coração! Aprendi que amar é a mais cruel ilusão! Mesmo que você queira eu já não quero mais! Agora tanto faz! Vou seguir o meu caminho sozinho, em silêncio, em paz...
Se eu pudesse te mataria dentro de mim! Mataria todas as noites de insônia,mataria os momentos que me isolo mesmo em meio a multidões,mataria todos os abraços,os carinhos...a imensa dor que sinto é tão grande quanto o amor que um dia senti,hoje são lembranças que me faço esquecer,durmo para não lembrar,caminho certa de que fui real,martirizo a mente do quanto fui idiota ao não perceber que fui usada,jurando que fui amada,a necessidade e carência me fizeram cegar,o amargor do que vivi, me faz ser ausente,mas sinto saudades do que me machucou,sinto saudades do que não servia para mim,mas, entendo que nos vinte e poucos anos a vida só começa,amores são como ondas do mar,umas vem fortes e nos mostra amores intensos e outras leves,acho que essa parte ainda não vivi.
Nos conflitos que excitam a minha mente, me faz demente e, nessa estrada me encontro e me perco, nos sorrisos, lágrimas, apegos... de um amor talvez distante, vejo o bastante.. para querer viver e morrer, estando amargurado ao sorrir, e feliz ao entristecer, talvez eu queira assim, talvez eu queira sobreviver.
"Hoje eu agradeço ao ser onipotente que rege as nossas vidas, pois em meio tantas ocasiões difíceis, tudo fica mais fácil quando ainda cremos e confiamos.. Desejo aos meus familiares e amigos, saúde renovada, conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade em meio às mudanças, amor em meio à aversão e que não esqueçamos jamais: tudo começa acontecer, no exato momento em que começamos acreditar."
Quando você acorda numa manhã de domingo e para diante do sol e sente ele tocando a sua pele, e o vento sopra os seus cabelos, seus dedos tocam a terra e você vê que a vida é mais que sobreviver, é mais que a breve e triste existência, e você pensa em lutar, pensa em viver. E você se afasta do sol, o vento para de acariciar a sua pele, os dedos se perdem ao toque, e você mergulha na escuridão da sua mente e os seus olhos não brilham mais, pois você não conhece nada além da sobrevivência, e a única certeza é que você não quer mais sobreviver, mas também não quer tentar viver.
Sabe quando chega aquele momento que você tem que deixar a pessoa? Você a ama, mas no momento ela te faz mais mal do que bem. Acredito que essa atitude é uma das maiores provas de amor próprio e maturidade, porém não sei se consigo ser forte o suficiente, eu preciso, mas eu sinto tanta a sua falta, sinto até com você, imagina sem? Eu sei que nós queremos paz, mas nesse meu turbilhão de emoções eu me perco em desejos, faltas e acabo por criar uma tempestade nas nossas vidas, não sei se consigo dizer adeus.
Hoje faz 4 dias que você partiu, mas parece seculos, sem poder escutar o doce tom da sua voz, me pego pensando nos bons momentos e recordando com felicidade, se almenos você podesse me ouvir agora, sentiria um pouco do meu amago, é tristeza nas minhas palavras. Não dormi direito pensando em você, e quando vem o cilencio da madrugada escuto os segundos do meu relógio, batendo no mesmo compasso do meu coração, tendo o próprio sido partido por você, a todo tempo sinto saudades. Volta para mim
Se passar pela sua cabeça inúmeras razões para deixar de existir, tente parar e fazer uma reflexão... Será que esses meus problemas não poderão ser passados a frente caso eu tente acabar com isso dessa forma? Será que alguém que me ama, que eu saiba ou não que existe, perderia o sentido de tudo caso eu partisse? É isso mesmo que eu desejo para essa(s) pessoa(s)? Você verá então que por mais difícil que seja, a nossa vida em sociedade está entrelaçada e nossas ações interferem no meio em que vivemos. Vale a pena lutar e seguir em frente, não pensa em desistir, jamais!
É solidão se fazendo presente nas seis prateleiras da minha estante. É dor de viver, é cansaço. É o estalar de ossos ecoando na alma. É prazer de morrer, é agonia angustiante. Distância pra nada, pra tudo. É o medo de andar, de falar, é um vale silencioso. É abandono e saudade, é culpa. É sol, é chuva, é mar de lágrimas desesperadas. É amizade enterrada. É um nó enlaçado. É música não tocada. É o peso da madrugada. É a tristeza batendo na porta dos fundos. É uma rachadura em meio a testa da nuvem, é sangrante e dói. Ela fugiu e nunca foi encontrada... É o esconderijo mais secreto. É o olho roxo e cortado, vermelho e inchado, morto e pálido. Nos lençóis manchados de preguiça, é o desagrado. Para não mais correr por entre as águas. Para deixar de lado as mágoas. É indiferença, é o grunhido que gasta meus ouvidos. É uma queda ao abismo sem fim que termina bem ali. É temor aos passos mais leves. É horror à multidões em cima da cama. Há monstros detrás da geladeira, é mentira. É rancor, é crime escondido em um caderno de anotações. É desesperança. É cuidado somado à várias taças de vinho. É uma vida, duas, três, nenhuma. É complicado. Creio só, não creio. É displicência. É eu, não sou. Era eu, não é mais. Ainda vai ser. É besteira...
Mentalize a ideia de que estava andando sozinha com uma pilha de livros, na verdade muitos, e você veio correndo, me esbarrou, jogou tudo no chão, se assustou, agachou e começou a pega-los, colocou-os nas minhas mãos. Mas na verdade, ao invés de livros, minhas mãos abrangia meu mundo, despedaçado, enquanto tentava equilibra-lo, você veio, me encostou, o jogou longe, fez uma baderna pior do que já estava. E aos poucos, juntou os pedaços, o ergueu, me entregou, mas não só isso, o segurou, para que não aguentasse sozinha o peso. Se você quiser soltar, aguentarei, pois, não terei outra escolha, porque antes já aguentava, era inacabado, mas era o mesmo, você chegou tudo nos eixos, e pra mim já é o suficiente, pode partir, mas o que você fez por mim vai ficar pra sempre aqui...
Não deixe sua vida nas mãos de alguém, pois elas foram concebidas para lhe roubar. Não espere respeito de quem lhe abandona quando você mais precisa. Esqueça a lealdade, porque até mesmo sua sombra lhe abandona durante a noite. Esqueça honestidade, porque tudo que você precisa fazer é amar primeiro a si mesmo.
As pessoas te iludem, você aceita. As pessoas mentem, você perdoa. As pessoas voltam a negligenciar seus sentimentos, você surta. E depois todos continuam dizendo que é apenas um drama seu. Não me venha com essa história de drama, pois eu conheço muito bem essa sua futilidade. E se assim for, vá procurar um drama maior do que a sua existência.
Plante um bosque na alma, decore a vida com inteligência, valorize o que você possui. É uma pena, certos pensamentos devem ser expostos à certas pessoas. Expressar-se não deve ser nenhuma poesia, mas apenas o que você sente. Temos tanto medo de julgamentos, que acabamos esquecendo dos sorrisos que plantamos por ai.
Não seja tão inocente. Também sei fingir que não sinto sua falta, iludir que possui belos olhos e que sempre amei mesmo sem isso possuir significado algum. Sei lançar pedras e desviar o assunto para algo nada a ver, consigo viver no vazio e do vácuo criar uma tempestade para te atormentar. Julgo, bato palmas por sarcasmo, porque aliás, eu não me importo, nunca me importei. Eu sou como a sua hipocrisia.
Nossa vida é como um arquivo, daqueles que possuem gavetas. Nele, possuímos espaços que representam muitas pessoas, algumas que pouco incomodam, outras que ocupam um prédio inteiro. Bagunçadas ou não, parecem ter um valor sentimental significativo. Consideramos isso também como coisas ou objetos, porque aliás, achamos que é nossa propriedade, mas não são. Sabemos que as pessoas vem e vão, e teimamos em pensar que estarão conosco amanhã. Muitos espaços sempre estiveram vazios com teias de aranha aprisionadas no vão da alma. Ah e isso chega a ser até belo, parece não haver maldade, mas chegam pessoas novas e elas passam a ser parte do arquivo e, em algum momento, elas também vão embora. Sentimos-nos tristes, meramente abatidos por isso. Esse lugar já estava vazio antes, por que agora dói tanto olhar para essa gaveta vazia? Pelo simples fato de, antes, não haver vestígio algum dessa presença. Enquanto ela não existia estava tudo bem. A verdade é que você precisa escolher entre permitir que aranhas construam teias na sua alma por causa da solidão, ou fazer uma faxina depois que os entulhos foram arremessados para todos os lados.
À cada curva da vida possuímos medo, medo não sei do que, do desconhecido talvez. E isso é o mais impressionante, temos pavor de coisas que não existem e nunca aconteceram. Duvidamos da nossa sanidade e nos encolhemos num cantinho esperando que tudo fique bem. Um bem que não faria mal, um mal que não faria bem. Um pôr do Sol que você perdeu, um abraço que se foi, aquele eu te amo que tanto esperou. Mas é assim, nessas curvas da vida, cada um encontra seu meio de se perder e ser perdido.
Estar com a pessoa que nunca briga, que nunca sente ciúmes, que concorda com tudo é estranho, pode até existir, mas duvido muito que alguém seja perfeito à nível de ser idêntico em pensamentos e ambições. Continuo acreditando naquela velha história onde dois corpos não ocupam o mesmo espaço no mesmo momento. Existe uma diferença entre amar e gostar, concordar e respeitar, ser o que você deve ser ou aquilo que mais esperam de suas atitudes.
Olhei para o teto, estagnei a esperança, meus desejos, fiz vários nadas. Pensei no medo, no remorso, na perda, em pessoas que achei significar a minha vida e momentos inesquecíveis que nunca existiram. Mas assim é, plantamos sementes, colhemos frutos de ilusões às vezes. Escolhemos parcerias, as certas, as erradas, daquelas que dão dó de tantos erros que embolam e enrolam por ai. Fui enrolado, por uma vida, por cauda de serpentes, abastado pelas minhas críticas, críticas que também pareciam inocentes. Críticas que outros faziam de mim, rumores da minha imaginação, ingratidão, dor, sarcasmo. Acreditar que sabia de tudo, em como amar, amar os outros, à si mesmo, à ninguém. E no fim, tudo que me ensinavam era aplicado com uma boa dose de má vontade. O teto me encarava, me consolava, parecia dizer para eu acordar. Mas ainda assim, não o ouvia, deixava ele no silêncio e por esta razão, perdi pessoas, perdi sonhos, embora acabei percebendo o que era certo ou errado. Ficar calado é bom, é uma virtude da alma, mas não faça isso, não sempre. Negligenciar palavras com pessoas é péssimo, perdê-las é fácil. Palavras ferem, e palavras não ditas ferem muito mais.
Temos aqueles dias onde nossos olhos sentem dificuldade para ver e nossos pensamentos já acordam questionando-nos sobre a existência, e por incrível que pareça, esses são os melhores momentos para se viver. Aquele segundo épico onde seus pés tocam o chão à beirada da sua cama e o mundo parece afirmar: fiquem atentos, pois ele acabou de acordar.