Textos de Caminho
O peso da travessia e a sabedoria do caminho…
Há momentos na vida em que a existência nos coloca diante de um labirinto, um emaranhado de situações que parecem desafiar a lógica do acaso. Não é uma escolha deliberada, tampouco um plano traçado com convicção. É como se a maré nos tomasse de assalto, e, sem aviso, nos víssemos obrigados a deixar as margens seguras e remar contra correntes que jamais desejaríamos enfrentar. Nessas horas, o peso da responsabilidade recai sobre os ombros, não como um fardo que escolhemos carregar, mas como uma imposição do próprio curso das coisas.
Assumir o comando de algo que não pedimos é uma experiência que desnuda nossas fragilidades. O caminho, no entanto, não é reto; ele serpenteia entre desafios inesperados, arrastando consigo nossa estabilidade emocional e nos colocando frente a frente com as sombras que habitam em nós. Há dias em que o corpo se move, mas o espírito hesita. A insegurança se instala como uma névoa, e a confusão torna-se um companheiro silencioso. E, no entanto, seguimos, porque parar parece ainda mais inconcebível.
Há também os espaços onde nos sentimos desencorajados, quase anulados. Lugares onde a nossa essência, aquilo que nos torna únicos, é vista como fraqueza. O sorriso, que deveria ser um gesto que ilumina, é mal interpretado; a idade, que deveria ser sinônimo de maturidade, é colocada em dúvida; e a alma, já pesada de responsabilidades, é forçada a provar seu valor onde não deveria ser necessário. O esforço de existir nesse ambiente exige uma força que, muitas vezes, parece estar no limite de nossas reservas.
E como se o peso já não fosse o bastante, a vida, tão imprevisível e implacável, tece circunstâncias que testam nossa capacidade de amar, de cuidar e de permanecer firmes. O tempo, que deveria ser suficiente para tudo, torna-se um bem escasso, um conflito entre aquilo que queremos fazer e aquilo que somos obrigados a fazer. A sensação de desequilíbrio cresce, e o mundo, por um instante, parece girar fora de controle.
Mas, mesmo na maior das tormentas, há algo que nos sustenta. Existe uma força, invisível e inominável, que nos guia quando tudo parece perdido. Não é algo que se explica com palavras, mas que se sente no fundo do peito, na quietude de um momento de introspecção. É como se as soluções brotassem do caos, como se o próprio deserto cedesse à aparição de um oásis. E, entre tropeços e recomeços, a sabedoria vai se revelando, não como uma resposta definitiva, mas como um vislumbre de algo maior que a nossa compreensão.
Por vezes, nos perguntamos se tudo isso é fruto de uma única decisão, se o ponto de partida de nossa travessia foi, de alguma forma, o gatilho para os desafios que se seguiram. Talvez sim, talvez não. A verdade é que a vida não nos oferece mapas precisos, apenas pistas dispersas que nos cabe interpretar. E talvez o propósito de tudo isso não seja compreender, mas aprender. Aprender a confiar, a persistir, a enxergar a beleza mesmo quando tudo parece cinza.
No fim, a travessia, por mais árdua que seja, transforma. Ela não nos deixa os mesmos. Há algo de sagrado na luta, algo que, por mais doloroso, nos eleva. E, quando olhamos para trás, percebemos que cada curva, cada pedra no caminho, cada sombra que enfrentamos, nos moldou de uma forma que jamais poderíamos imaginar. E então, talvez não reste outra conclusão senão esta: o fardo que carregamos, por mais pesado que pareça, pode ser a forja de um espírito mais forte, mais sereno, mais sábio.
Conversar com Deus verbalizando e gesticulando o peditório, tirar as sandálias de pó do caminho terrestre, ajoelhar (e até mesmo deitar no chão) e se sentir nos braços de São José do Calumbo...
É triste, porque a situação sócio-economica precisa melhorar muito pra chegar a precariedade.
Mas, principalmente, é emocionante, é inspirador, e é lindo ver a prática espiritual. A ligação direta da prece.
A fé quase palpável me abraçou hoje de tal maneira que (como fruta suculenta, e caudalosa) meus olhos escorreram e eu senti uma luz tão intensa que passei a enxergar de olhos fechados...
Eram anjos que eu ainda não tinha avistado, meu coração foi tocado por Deus e mais uma vez ele me pegou no colo, me fez cafuné e me amou.
Ele me ama.
Depois, meus olhos contemplaram as acácias-rubras, a espada de Santa Bar e o maior Baobá daqui me deu a honra de abraça-lo e sentir a energia e a força da CONEXÃO entre o céu e a terra, entre as pessoas que se reunem (como podem) aos seus pés. Minha fé foi renovada, de novo, eu agradeço.
Nos Meus Erros Há Vida
Amar minhas falhas, sem medo ou recebimento,
são marcas do caminho, trilhas que vieram.
Enxergar beleza no erro, no tropeço,
cada queda me ensina a ser mais denso.
Nos meus erros há vida, há aprendizado,
cada curva errada me deixa mais lapidado.
Cresço com eles, não fujo ou me escondo,
pois é na escuridão que encontro o meu fundo.
Evoluir com cada passo imperfeito,
desenhar novos rumores, sem medo, sem jeito.
Sou um mosaico de erros e acertos vívidos,
e, por isso, me amo, me aceito, sou íntegro.
MELHOR COMPANHIA
Em algum momento do destino
Duvidar ter um só caminho
Uma paisagem a florescer
E assim, mesmo sem perceber
Deixar tudo fluir natural
Não creditar retorno anormal
Confiar em tudo que te animas
Mudança em boa companhia
Pois não haverá nada mais puro
Que estar em ti o Porto Seguro.
Minha Amarga e Solitária Solidão
No silêncio profundo, onde ecoa a dor,
Caminho por sombras, perdido em meu clamor.
Minha amarga solidão, um manto que me abraça,
Em cada passo dado, a tristeza se entrelaça.
As horas se arrastam, como nuvens de aço,
E o peso da ausência é um fardo que não canso.
Busco por vozes que não vão me encontrar,
E a vida, tão cheia, parece se esvaziar.
Nos sonhos, tu vens, com o brilho do passado,
Mas ao acordar, sinto o frio do lado.
Corações que se afastam, promessas que se vão,
E em meio ao vazio, ressoa a solidão.
As lembranças dançam, como folhas no vento,
Revivo os momentos com um triste sentimento.
Nos risos que ecoaram, nas juras de amor,
A saudade é uma faca, cortando a dor.
Oh, solidão amarga, que me ensina a esperar,
Tu és a companheira que não posso deixar.
Mas em meio ao sofrimento, procuro a luz,
Um fio de esperança que ainda me seduz.
E mesmo que as noites sejam longas e frias,
Busco nas estrelas as minhas fantasias.
Quem sabe um dia, em um novo amanhecer,
A solidão se transforme em algo para viver.
Assim, sigo adiante, com o peso do coração,
Aprendendo a dançar com minha solidão.
Pois mesmo em sua amargura, há lições a se dar,
E em cada lágrima, um caminho a trilhar.
A pedra da minha vida
Nada adianta sem você
Você é a pedra do meu caminho
Sem você nada sou
Tudo que espero é estar ao seu lado.
Sem você minha vida não faz sentido
Só vivo pensando em você
Você é a luz da minha vida
Graças a você, tenho um motivo para viver.
Você é o presente que eu tanto esperava
Você é minha cara metade,
Obrigado por ser gentil comigo
Não sei o que estou sentindo.
Pedras no caminho...
Olá...
Você talvez já tenha se perguntado, o porquê certas vezes na vida nos deparamos com pedras no caminho...
E esta sensação não é só sua, lhe garanto,
Pois a vida é luta constante, embora às vezes caíamos em terrenos mais limpos e mais calmos, esquecemos que nos arredores existem inúmeros terrenos hostis.
Porém, a vida tem dessas coisas, horas estamos surfando na crista da onda, horas estamos segurando o ar enquanto borbulhamos, empurrados pela pressão desta mesma onda.
O importante é que em cada situação nós teremos uma reação e uma forma de agir, isto denota o quanto somos adaptados ao meio e as condições, e não quero dizer de forma alguma que isso é fácil, até porque toda mudança requer esforços, requer uma nova postura e atitude, imagine por exemplo em um domingo de sol relaxante, você sentado em seu sofá, com os pés descalços, tomando uma bebida refrescante e curtindo uma música ou um programa que lhe concentra e lhe traz a paz que tanto busca, porém agora lhe convido a imaginar que neste mesmo domingo fosse o dia em que está fazendo a mudança para uma casa nova e que os caixotes estão espalhados, pessoas carregando objetos para um caminhão, você olhando de um lado ao outro e fazendo o que pode para ajudar, suor intenso, e você analisando quanto tempo ainda será necessário para concluir toda a mudança. É exatamente sobre isso que estou falando, momentos diferentes exigirão atitudes diferentes, não podemos simplesmente querer usar a mesma ferramenta para todos os trabalhos... (Você me entende?)
Por isso, saiba que Deus lhe deu todas condições de agir diferente diante a cada situação, pois está ação lhe permitirá lidar com cenários que até então eram desconhecidos por ti, e haverá dor, cansaço, pois nossa mente e nosso corpo está acostumado com aquela outra forma, aquela que um dia você creu e armazenou em seu subconsciente como verdade e que acabou se tornando a única para você.
Desta maneira as "pedras" no caminho, são algumas vezes pequenas, e servem para que possamos parar, retirar os sapatos e seguir em frente, outras um pouco maiores nos farão tropeçar, possibilitando que tenhamos mais atenção no caminho, para que possamos andar mais firmes, e haverão algumas que serão grandes, e deveremos transpô-las, muitas vezes com certa dificuldade e tempo, mas, se crermos haverá ajuda, ajuda está que muitas vezes não enxergaremos, porém nos colocará ao alto.
De todas as maneiras devemos ter o entendimento que somos partes de um processo, que complementam um propósito, mesmo que não possamos entender, somos usados para que nosso crescimento seja real e eficaz, e que haverá a vitória se passarmos pelo processo.
Pense por qual guerra está passando neste momento... talvez sejam guerras que as pedras do terreno sejam pequenas e que só lhe treinarão para que andem mais firme, ou ainda que sejam um pouco maiores e que lhe dê a devida atenção no trajeto para que não caia de forma tal que não possa prosseguir, ou podem ser grandes, e este é o nível que deverá buscar toda ajuda de Deus, através daquele que é o nossa verdade, caminho e vida... Ele é o único que poderá nos trazer força, e no tempo oportuno ficará claro que não passaríamos por ela sem Ele.
Que assim possamos seguir, com fé, esperança e amor...
A guerra não acabou... A luta pode até continuar um pouco mais, mas a Vitória virá, mesmo que haja "pedras no caminho" Ele nos mostrará no tempo perfeito, certo e oportuno.
Se você precisa definir uma estratégia eficiente para as batalha da sua vida, eu lhe convido a ler meu e-book "Executores da Missão" disponível na HOTMART , e traçarmos a melhor maneira de prosseguirmos juntos em busca desta nova etapa em sua vida. Que a presença de Deus seja constante em sua vida...
Um forte abraço...
O caminho
Será que no futuro iremos ser um do outro? Será que no futuro irei poder levar café na cama para você?
Eu não sei.
Eu gostaria de saber.
Só sei o tamanho do meu amor por você.
No futuro próximo, eu quero ser sua, em outra vida eu quero tê-lo...
No futuro, eu serei a sua garota e você será o meu garoto.
Eu adoro o seu olhar...
Eu adoro o jeito que você me abraça... O jeito que você me trata...
Você me faz subir ao céu.
Você é o caminho para o céu.
Mas, ao mesmo tempo, você é o caminho para o inferno.
No futuro, serei sua garota.
Um novo caminho..
Deixo o passado de lado, e com o passar, ele me deixa também.
Talvez mais vivido..
Talvez mais viajante..
Sigo Caminhando
Ao passado..Ao futuro
Talvez esteja entediado.
E busco por viver o tão presente então..
Um caminho que seja bem caminhado,
..observado.. e admirado.
Por Cada som, sombra..
Cada silêncio e solidão..
Um grande amor
Está tudo terminado
Agora vai, siga o seu caminho
Busque outro, deixa o passado
Não volte a me sangrar no espinho
Da dor, da desilusão, do rancor
Atira seu destino em outros mares
Outros olhares
Não recues desta batalha
Não me dispa desta mortalha
Deixe o afeto forrar a minha cama
Com a qual a razão me chama
Desenhando rabiscos de emoção
Pois, existe mais em outra dimensão
Quero estar longe deste abismo
De ter que encarar o cinismo
De ser singular na paixão
Quero par na emoção
Quero harmonia no coração
Desejos na relação
Enfim, assertor...
De um grande amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/10/2010, 11’19” - Rio de Janeiro, RJ
Laranjeiras
Tudo o que é seu está a caminho, e chegará no tempo certo, guiado pelas mãos de Deus. Ele conhece cada sonho do seu coração, sabe das suas lutas e das suas esperas.
Mesmo quando o caminho parece longo ou difícil, confie. Deus nunca se atrasa e nunca deixa de cuidar de quem Nele deposita sua fé. O que Ele preparou para você é maior e melhor do que você pode imaginar.
Hoje, siga com esperança, com o coração em paz e com a certeza de que Deus está no controle de tudo.
Bom dia, vencedor!
No caminho para a vitória, é essencial dar importância ao que realmente merece. Não permita que fofocas, mentiras ou conversas sem intenção positiva roubem sua paz ou desviem sua atenção. Lembre-se: a verdade tem poder, e o que vem de Deus é sempre digno de respeito e consideração.
Cultive amizades verdadeiras, valorize quem caminha ao seu lado com lealdade, e mantenha o coração firme no que edifica. Deus nos dá discernimento para filtrar o que nos fortalece e ignorar o que apenas quer nos derrubar.
Hoje, escolha ouvir o que edifica, falar o que encoraja e agir com propósito. Que o amor, a fé e o respeito sejam sua força para construir um dia vitorioso.
Vamos juntos, com Deus à frente, vencer mais este dia!
Durante muitos anos, fomos ensinados que, ao nos afastarmos do caminho traçado, éramos apagados do tecido da existência. O som das palavras silenciava-se, e o calor do abraço se tornava uma memória distante, como um eco que se perde na vastidão. Pais e filhos, em um mar de saudade, se viam separados por uma linha invisível, onde os laços de sangue eram desfeitos, como se nunca tivessem existido.
O mundo, outrora repleto de rostos familiares, de risos compartilhados e palavras trocadas, tornou-se um deserto. Os filhos, em sua maioridade, eram lançados ao abismo do esquecimento, e os que já estavam longe, como estrelas perdidas, eram esquecidos no horizonte, sem chance de retorno. O "Oi" simples, o cumprimento despretensioso, era uma utopia proibida, uma relíquia de um tempo que não poderia mais ser.
E na calada da noite, o silêncio se tornava profundo e cortante. Corpos cansados, corações depressivos, vidas à beira da desistência… As lágrimas caíam sem som, como se o universo inteiro tivesse virado um vazio de saudade. Saudade de um simples “Oi” de uma mãe que, um dia, abraçou com amor. De um pai que olhava com carinho, mas agora só restava o eco do abandono. O desejo de ouvir palavras que nunca mais vinham, de sentir um toque que nunca mais aqueceria.
Na silenciosa vigília do abandono, as almas sangravam. Não pela escolha que nos separou, mas pela incompreensão que gerou o abismo, pela névoa que obscureceu o real significado de muitas palavras. No fundo de cada coração, a dúvida florescia: será que essa dor é o caminho para a salvação? Será que esta separação tem algum propósito, ou foi o reflexo das limitações humanas, incapazes de enxergar com clareza o que é verdadeiramente justo e misericordioso?
Diz-se que a associação com aqueles que permanecem afastados da verdade é venenosa, que a pureza deve ser preservada, e eu concordo. Mas, na imensidão dessa purificação, onde restou o amor? Onde se perdeu a misericórdia, que deveria ser o farol? O Criador Amoroso, em Sua infinita bondade, não desejaria que Suas ovelhas fossem tratadas como fantasmas, que Seus filhos fossem deixados na sombra da rejeição. Não seria essa a lição, não seria esse o caminho.
E então, após tanto tempo, o silêncio se tornou um grito abafado. Aqueles que viveram a dor da separação, a agonia do abandono, se perguntam: por que o peso da solidão teve que ser suportado por tantos anos? O corte definitivo não pode ser apagado com uma mudança repentina, um "ajuste" que surge após as feridas estarem tão profundas. Como justificar tantas vidas partidas, tantos corações desfeitos, agora com um simples redirecionamento de entendimento?
Se a luz vem do Criador, por que demorou tanto para brilhar? Como poderia Ele permitir que tantos sofressem mais do que o necessário, em uma dor prolongada e desnecessária, para então, corrigir? Isso faz sentido? Como pode a compaixão divina se manifestar depois de tanta dor?
A mudança, sim, chegou. Mas ela veio tarde demais para apagar as cicatrizes. E, enquanto a luz clareia, a pergunta persiste: onde está o arrependimento? Onde está o pedido de perdão por tantas vidas dilaceradas, por tantos corações quebrados? A "luz" que agora brilha, por mais que se ilumine, não pode apagar o sofrimento daqueles que, por tanto tempo, foram considerados invisíveis, como se jamais tivessem pertencido.
E, enquanto o tempo passa, nossas cicatrizes permanecem, sem um pedido de desculpas da liderança que, por tanto tempo, nos fez invisíveis.
Um caminho sem volta!
"Arranca o coro", toca nas férias mais expostas, fervilha a psiquê, revira a vida, as certezas, há, que certezas? Já se tornaram incertezas e por um tempo a dúvida reina; abriu- se um buraco debaixo dos pés. Não existe mais o seguro pra se agarrar, o quebra cabeças não fecha e quem se achava que era, torna-se um conjunto de perguntas sucessivas de quem sou?!
Nada mais é palpável, as peças que não cabem mais já se foram, a única certeza é a necessidade de continuar caminhando pq as próximas peças podem estar na fase seguinte.
Abrir-se para o novo tornar-se a opção, jogar-se sem medo, pq por mais desconforto e coragem que trilhar esse caminho requeira, existe uma luz que guia as incertezas na certeza, de que tudo está conectado, a confiança de estar no caminho certo, sentindo sem sombra de dúvidas essa força, que é o guia maior, o amor!
_KM_
Espinhos do caminho
Ao passar pelos meus caminhos
Havia muitos espinhos
Machucava, arranhava os espinhos de meus caminhos.
Prossegui firme e forte transpondo as dificuldades ao longo dos meus caminhos.
E tanto lutei pra atravessar os espinhos.
Que a mais linda rosa surgiu após os espinhos.
R.Guilherme
Não sei mais por onde seguir e quantas vezes persistir nesse caminho...
Nesse caminho que pensei estarmos seguindo juntas lado a lado...
Em alguns momentos me vi sozinha o caminho inteiro e me perguntei se era assim que queria seguir o caminho...
Durante alguns momentos achei que fosse passageiro, que o desencontro fazia parte da trajetória, mais também acabei por me perder durante o caminho...
Segui mesmo assim sentindo um misto de emoções conflitantes, uma mistura de turbulência, desespero e dor e me questionei o por quê de continuar ao longo do caminho se já não sabia mais para onde seguir, novamente insisti e tentei tantas vezes te encontrar e me reconhecer durante esse período, no entanto nada mais fazia sentido e me encaixar novamente nesse caminho estava sendo o mais difícil e quanto mais eu seguia cada vez mais eu me perdia dia após dia ao longo do caminho...
Eu tentei, eu falei, eu gritei, tantas vezes eu disse ao longo do caminho que estávamos nos perdendo, eu chorei tantas vezes calada que as lágrimas desciam pelo meu rosto até escorrer pelo meu pescoço, mais algumas teimavam em cair na minha boca e eu soluçava a cada lágrima derramada...
Quando entendi que me perdi e te perdi ao longo do caminho, desisti de continuar seguindo um caminho que não era mais meu e nem seu, pois a estrada se dividia agora a minha frente e apertei bem os olhos para enxergar e entender que ao longo do caminho surgiu outro caminho que não era o seu e nem era o meu, pois me perdi tentando te encontrar e quando fui em busca de mim te perdi ao longe, então fui ao meu encontro e nesse desencontro descobri...
Que era hora de seguir o restante do caminho sozinha e que naquele momento eu precisava ir de encontro ao que perdi e me reconectar ao pouco de mim que ainda permanecia no caminho...
E hoje enxergo que para me reencontrar me perdi de você durante e ao longo do caminho...
"Duas pessoas, duas famílias diferentes, uma longa distância e um caminho entre as duas pessoas, psicológico totalmente afetado com vários traumas e medos. Mas algo que essas duas pessoas tem, um amor que ninguém sabe descrever, algo bem sincero que encanta à qualquer um e que nem todo mundo entende Mas elas lutam cada dia para ficarem juntas..."
E quando existe amor verdadeiro, nada nem ninguém consegue separar.
Noite triste deslumbre,
Entre sonho e a paz do caminho,
Sou forasteiro...
Diante o mundo sou bruxo....
Entre as pessoas doce senhorinha que tanto encantou...
Nos dias e noites encantada cidade que aprendi amar...
Ventos e nuvens de brumas e o sereno encantado...
Suas histórias e experiência de vida emana a saudades do teu ser...
Nas madrugada o café e sorriso encanta todo forasteiro...
Amor que de repente trás tantas lembranças vivas nossas vidas...
As estrelas controlam um pouco de sonho que acordamos na eternidade.
Nas sombras figurinhas eternas nas floresta anjos em nossas vidas para sempre....
Nas madrugadas damos conta que somos iguais as folhas que caem secas sem vida...
As folhas mesmo mortas dão frutos para floresta remanecer... Por novas oportunidades de novas paixões...
Sendo a maior parte de nossos corações...
Momentos bons perpétuo que vivemos juntos...
Para cada instante que desdenho entrelaçados na sintonia dos céus estrelados...
Anjos lhe proteja para sempre nesse mundo maravilhoso que vivemos juntos e compartilhamos momentos que amamos.
Eu sei que tudo em nosso caminho; é o que podemos nos tornar lá na frente.
Desistir, procurar um jeito mais fácil, não irá trazer nada de bom a não ser mais dor e decepções a mim mesmo. Por não tentar vivenciar e lutar, para superar cada obstáculo, ainda que sozinho. Por isso vale a pena, sim, tudo o que vivo hoje. Faz-me sentir a felicidade; por ver Deus nestes momentos aonde uma hora temos de passar; apresentando e fazendo sentir aonde eu posso chegar, independente das quedas, dos erros e dificuldades ao longo do caminho.
Ricardo Baeta.
CAMINHO NÃO TEM FIM - FRESNO
Essa música pra mim fala sobre como as demandas do hoje nos fazem estar em constante movimento, sem tempo a perder, (*)sem chance de errar e ao mesmo tempo de como todo esse esforço, trabalho e tensões são sentidos de maneira solitaria. Pra mim tem muita ligação com como as redes sociais nos obrigam a ser presentes, a estar em constante atividade pra ser valorizado pelos algoritimos e notado pelas pessoas, mas mesmo com tanta gente num mesmo lugar, falando tanta coisa, com tanta informação a gente ainda se sente sozinho de uma maneira geral.
"Depois de tanto caminhar até me faltar o ar, de tanto olhar pro lado e não ver ninguem."
*É só mais essa vez, não vai ter outra vez."
Já na segunda estrofe, eu sinto como se o eu lirico da musica, sentisse uma força vindo de dentro que o impulsiona a fugir desse ciclo vicioso do hoje. E é nesse momento que ele percebe que tem algo que em si que é o unico e é dele e que o motiva a partir pra uma nova jornada seguindo um rumo diferente da primeira estrofe quando ele para de caminhar sem ar.
"A desistencia nunca foi opção e o que eu carrego em coração é algo que eles nunca terão."
Na segunda vez que aparece a trecho "É só mais essa vez, não vai ter outra vez", eu sinto que a frase tem um novo simbolismo. Eu entendo como se fosse o eu lirico tomando coragem pra tentar um tudo ou nada pra se livrar das amarras que o prendiam, como se essa fosse de fato o ultimato dele e depois daquela inicativa dele, n teria volta.
Dai começam as questoes do pra onde ir e o que fazer:
"Me diz pra onde eu vou seguir
Se tudo em minha volta é precipício, desde o início
E o que esse mundo quer de mim
Se eu já dei tudo que me mantinha vivo"
Daqui pra frente a musica toma uma nova forma e aos poucos o personagem começa a criar coragem até que rompe finalmente com o que o mantia aflito. E dai vem as constatações daquilo que acontece com ele após esse rompimento.
"Essa coragem me empurrou
Mas não me fez perder o medo
De ver tudo que eu sou
Me escorrendo pelos dedos
O sofrimento me fez forte
Mas também tão inseguro
Trocou o meu medo da morte
Por esse medo do futuro
Não há mais forças pra voltar
Eu gastei toda ela na ida
Nada vai te preparar pro que importa nessa vida""
No final dessa parte, eu acredito que o personagem encontra finalmente a conclusão desse ato de coragem que ele decide ter a partir da segunda estrofe e entao ele ve a tal ponte que o separa das coisas que ele não aguenta mais sentir e simplesmente o fato de não sentir mais nada e dai cada vez que escuto essa musica eu penso algo diferente, pq o não sentir mais nada pode significar o fim da existencia(a morte, ja que ele n tem mais medo dela), mas também pode significar a indiferença aos fatores que o fizeram tomar essa atitude incialmente.
O refrão da musica, os trechos que eu não citei e principalmente o fato da ponte estar congelada eu deixo pra alguem completar ai, eu tenho alguns palpites, mas queria saber o que mais voces pensam ouvindo essa musica.