Texto Sobre Silêncio

Cerca de 5128 texto Sobre Silêncio

⁠como ventania desajeitada
rama brotada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
é diverso...
assim vou, vibrante
[…]disperso
eterno poeta errante...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

SILÊNCIO
⁠Rua vazia, folhas de árvores balbuciando conforme a direção do vento. Frio pairando como se já fosse. inverno nada de cães a revirar o lixo em busca de comida. não há discussões calorosas sobre futebol. Hoje o bar está fechado. Casa pequena e organizada
Nenhum olhar que chore sua ausência. Nenhum sorriso que se Alegre ao ver tua face.

Inserida por tiago_sneider

⁠À Beira da Tarde -

Sentei-me à beira da tarde,
pus os olhos num silêncio qualquer,
pus a alma no alto da madrugada
e meu corpo, ansioso,
arrancou no limiar da solidão,
palavras ao vento ...
E num voo de gaivota,
num voo de asas paradas,
a memória do teu rosto
desenhou-se à minha frente.
Como se o tempo fosse eterno,
como se a vida fosse breve
e nada nos pudesse separar,
nem a morte que um dia nos marcou!
Que dia especial, esse, em que me sentei
à beira da tarde ...

Inserida por Eliot

⁠Pequena Ode aos Poetas -

Entardecer! O vento passa apressado por
entre as frestas do silêncio ...
Algo de vago se alinha no horizonte da
memória.
Talvez o sonho venha e seja o último,
talvez um dia um pássaro surja de
outras dimensões.
Não me lembro do rosto de quem morreu,
apenas do olhar, dos sonhos que trazia ...
Meus olhos esfumados na distância e na
miragem trazem ecos de sangue , pesados,
frios e densos! Vestidos de saudade!
Sinto presenças. Diáfanas presenças ...
Tenho vontade de chorar...
Porque os não tenho eu junto a mim?!
Agora!...

Inserida por Eliot

⁠Impressões
Noite de céu crespo sem lua. Silêncio sedicioso derramava em seus pensamentos agonias. O travesseiro ficara quente, as tábuas estalavam a secura do Mês de Setembro. Os ventos frios adentravam sem convites por todas as janelas. A rua já havia se esvaziado da festa e os papeis vagabundos e coloridos faziam folia com o sopro da madrugada.
Caminhou pela casa, pegou um livro, as letras não acolchoavam sua cabeça. Acomodou as malas na soleira da porta. A esta hora ainda estava sem sono. Revirou suas anotações, tentou dar curso e poesia aos guardados e a página permaneceu imaculada. Olhou pela janela e viu que a cidade repousava.
Parecia que já era hora de amanhecer e acendeu todas as luzes e esquadrinhou todo o lugar como se o mapeasse para a sua memória. Deitou com seus pensamentos vazios e muitas perguntas. Revirou na cama e talvez fosse o estômago vazio esta insônia.
Foi à cozinha. Açúcar queimado com canela e leite cheirou, aguçou suas papilas. Os biscoitos de queijo ajeitaram o doído do vazio. Limpou os dentes pacientemente um a um com pasta de hortelã. Passou creme de nozes nas mãos e percebeu que durante sua estadia não havia tocado o piano.
Foi até a sala onde ficava o esplêndido. O lustre iluminou junto o recinto. Talvez fosse o lugar mais austero da casa, moveis delicados com instantâneos das descendências em poses agoniáveis. Todos pertencendo ao passado com histórias confusas e nunca narradas. Mirou cada face como se retirasse de seus olhares suas existências. Tudo mudo. Todos impassíveis.
Abriu a maravilha, o piano, teclado amarelado em marfim liso e gelado; soltou seus tons que espalhou pela casa, e todos valsaram. A cortina dançou, o vento parou para escutar, os papéis se esconderam nas esquinas, os pensamentos acalmaram e os instantâneos dependurados pelas paredes se pintaram. Sua insônia se demitia e na última valsa sentiu um vulto se aproximar. Fechou os olhos sem medo e dedilhou a última melodia.
No avião sua mãe comentou:” Que foi aquela andação à noite pela casa?Agora virou assombração?”
–Foi só indigestão.
–O que comeu?
–As assombrações não digeriram bem os biscoitos de queijo e ficaram por lá brigando, dançando com azias. Brancas, aparentes, empoadas de farinha...
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Bailado de Silêncio -

Há um bailado de silêncio
num palco d'ilusões.
Longe, fora do tempo,
talvez um murmúrio de vozes...
Pássaros voam em meus voos
rasantes,
desce sobre mim a angústia
da madrugada
cheia de punhais que se
entrechocam.
Nascem manhãs sanguíneas
do silêncio e das grades.
E o bailado continua ...
A vida não consente mais soluços.
Meu coração batendo vai além
de tudo,
bebendo das angustias de cada dia,
envenenando o meu destino!
Fechou-se o pano...
O bailado terminou ...

Inserida por Eliot

⁠ENFIM O SILÊNCIO
Os cães já não ladram mais...
Parado encontra-se o vigilante relógio
Perdeu-se no espaço a ultima nota musical vinda da velha vitrola
Longe estou
Infindável túnel escuro
Sigo em frente
Aguardando o projétil para a cabeça encontrar
Lenta é a folha seca que cai em silêncio
Jaz o corpo sepultado no próprio corpo
Enfim, o silêncio.

Inserida por Cerkyntuff

⁠Imagens Paradas -

Há retratos feridos nas pedras
lisas (duras) do chão,
povoados de silêncio, por detrás
dos olhos fechados,
em ruas quase desertas!

Imagens paradas à superficie dos
lagos que pairam nos meus sentidos.

Uma imagem se destaca, teu rosto,
liquida imagem que perfura o meu
destino como a folha d'um punhal.

Pedras se entrechocam nas
profundezas da minha Alma porque
só no extremo da noite se comunga
na fome dos gestos ...

Há retratos feridos nas pedras lisas (duras)
do chão, e eu, permaneço em silêncio!

Inserida por Eliot

⁠Há uma Tarde -

Há uma tarde fechada por dentro
caiada de sonhos e cansaços ...

Um quase silêncio vestido de Fado
que ultrapassa a solidão de quem
o canta.

Um quase poema feito de palavras
que não há mas que a Alma sente
e vê.

Um suspiro de marujo num barco
em alto mar ao sabor das ondas
indiscretas.

Uma vontade de ir mais além,
p'ra lá da vida, p'ra lá da morte,
numa busca incessante.

Que triste tarde fechada por dentro
caiada de sonhos e cansaços ...

Inserida por Eliot

⁠O que é fazer a diferença?

Quando a sua companhia é apreciada ela é recebida em silêncio ou em euforia?
É estranho como pensamos em importância.
O que é importante?
O que deixa o outro bem? Ou.
O que nos deixa bem?
Está com alguém é fazer valer cada segundo entendendo as fragilidade de cada um em sua essência.
Não precisamos entender, mas precisamos aceitar cada diferença, saber como cada ser humano é e da forma que ele sente, e respeitar isso.
A vida é dividir, compreender e respeitar a carência de cada ser vivo.
Mas compreensão menos desilusão.

E vida que segue!

Inserida por RogerAmaral

⁠trago uma flor
branca por sinal
em sinal de paz
de Pazcoa
um minuto de silêncio
um momento de reflexão
um gesto de carinho
que sai do coração
e que chamo de perdão
então Jesus nos perdoa
e a gente se doa
ao próximo com amor
e com beijos na alma!!!

Fernanda de Paula

Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020

Inserida por fernanda_de_paula_1

⁠FAZ-SE SILÊNCIO ღ

Quando a calma faz silêncio
Quero morder as palavras
Rasgar entre os dentes a carne
A pele, os ossos até ao tutano
Do poema adentro da iris
Quero mascar o verbo
De todas as letras escritas
No ámago de todas as coisas
Sombra na aparente inércia
Dos mundos submersos
Em que só no silêncio
A poesia penetra ferozmente
Para que o meu olhar
Se perca no nada

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠CARREAR

O silêncio, origem de um final
Conhece o caminho do suposto
Lágrimas correndo com tal gosto
Em uma sensação de dor visceral

Que lacera a alma tão brutal
Na fúria de qualquer desgosto
Como sombras dum sol posto
E uma avalanche descomunal

Do desejo, ali sentidos e cego
E nesta escuridão submerso
A emoção é arrancada do ego

Que maltrata, e deixa disperso
Na ilusão, e então as carrego
No olhar, no peito e no verso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 10’33” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Aproveite todos os momentos da sua vida, porque a vida é um sopro, aprenda a ouvir pois o silêncio é a arma mais eficaz que existe, aprenda a gostar da sua própria companhia.
Então plante seu jardim e deixe a sua alma mais bonita ao invés de esperar que em algum momento da sua vida, alguém lhe traga um buquê de flores e se alguém te fizer feliz apenas revide. Todo mundo passa por momentos bons e ruins, não deixe que nada te deixe desanimado.

Inserida por thalles_carroll

⁠É tarde.
Quase entregue à Morfeu,
no silêncio da noite,
penso em uma última poesia.
Olho a página em branco,
pensamentos fervilham
e o eterno tema "Amor"
sempre me sorri,
antes de qualquer outro.
Tua imagem,
a primeira e a última de todos os dias,
se impõe mais forte que o poema.
Sinto teus olhos negros fitando-me,
perscrutando-me a alma,
como se me dissessem,
"Descansa amanhã é outro dia"!
Acordo com a luz do sol,
lâmpada ainda acesa;
no chão,
caneta, papel e poesia incompleta.
A rotina me chama
e, sem demora, lança-me à realidade.
Fica para depois a escrita;
assim é a vida de Poeta.
Cika Parolin ( registrado em 29.10.2020)

Inserida por CikaParolin

⁠O SILÊNCIO DAS ÁGUAS

O silêncio sufoca a solidão
Nas invioláveis raízes mortas
Amordaça em ácidas mágoas
E é no das silêncio das águas
Que me sento encostado
Ao tronco do velho loureiro
Que está na margem do rio
Entre as fragas escorregadias
E escuto o silêncio das horas
Nas memórias já distantes
Limos transformados em lamas
Palavras que deixam saudade
Consumidas em lodos, medos
Trilhos de silêncio perpétuo
Caminhos feitos da imortalidade
Entre o nascimento e a morte
Na calmaria do silêncio das águas.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠Não quero vinte anos de rosas tumulares
Rosas sem raiz ou futuro ...
Rosas que falem em silêncio de algo que se foi

O amor não é lembrança.

Amor é aquela manhã chuvosa e quente quando o antigo era o sabor do toque de suas mãos no meu peito
E o profundamente é o buscar de olhares dentro de olhares espelhantes de dois

Amor é você que amanhece na noite que sou eu
É o não falar de ti na sinfônica rítmica do vento no mar
Ou, simplesmente, o nada
Por que sou mundo se ilha é mais ti?
Seja menos como são as flores e Deus e o amor...
Seja

Seja templo minha pagã devota de mim
Pois sou oraçao de seus lábios, tributo meu

Mas não paga me em rosas tumulares ...
Apenas aceita meu corpo como teu e minha alma em fidelidade
Mesmo que não haja mais nada em mim... você viverá em minha alma

Inserida por marcio_barros

⁠A pior religião é a que prega o ódio, o silêncio, o medo, é a religião que maltrata, que ilude, que cega, que oprime, que explora a fé, os sentimentos e os recursos financeiros dos outros. A pior religião é a religião que é CRIADA DENTRO do indivíduo, é CRIADA para defender os interesses próprios ou de uma pequena elite dominante. A pior religião é aquela que é distorcida, é a que serve para enganar, para arrancar dinheiro, é aquela que serve para preencher e satisfazer os desejos imorais da natureza carnal, a pior religião é aquela que é difundida para humilhar, ignorar, excluir, confundir, oprimir, cegar pessoas e distorcer valores morais e espirituais sadios construídos ao longo dos séculos.
A pior religião, é a religião exclusivista, egoísta e autoritária, que manipula e governa pelo medo e pela ameaça. a mesma deve ser combatida com coerência e cuidado. O verdadeiro estudo, o senso crítico, o senso questionar e analítico deve ser colocado em prática. Aceitar sem questionar, aceitar sem ter argumentos plausíveis, é muito perigoso.
A falta de conhecimento profundo leva à extremismos, exageros, distorções, invencionices ridículas, loucura literal e acaba construindo indivíduos céticos, frios, fundamentalistas, imorais, sem cultura, sem conhecimento correto e sem uma base moral e espiritual para ajudar as pessoas carentes, carentes de amor, paz e ajuda humanitária. Fuja dessa religião, corra para o ETERNO (JESUS CRISTO)!
DATA: 16-11-2020
Márcio de Medeiros

Inserida por marciodemedeiros

⁠Este é mais um soneto escrito por Adailton Ferreira
(poeta Adailton).
SONETO : As palavras silenciosas.
Acordo com a ideia na cabeça.
Transcrevo-as para o papel.
Com a caneta dou "vida" aos sentimentos.
Existem palavras tristes ou alegres que nos consomem por dentro.
São palavras que transmitem emoções.
Elas chegam aos nossos corações.
As palavras, em silencio, nos fazem chorar.
As lágrimas começam a escorrer pelo rosto.
Transbordam felicidade ou desgosto.
Meu DEUS! O que é que eu faço?
Dei-me um abraço.
Um abraço forte e silencioso.
Um abraço é o resumo de tudo que eu não pude escrever.
É um dizer silencioso: amigo eu gosto de você.

Inserida por adailton_ferreira_2

⁠Pássaro solitário.



Em silêncio profundo...
Uma voz que grita dentro de mim....
Mas ninguém...
É capaz de ouvir...
Uma razão...
Uma sombra...
Uma palavra....
Onde estranhas sensações....
A cada segundo...
Me refaz e me dilacera....
Um recordar....
Uma amar em poetisar...
Ou um tenebroso refúgiar...
Voando acima das nuvens...
Pássaro solitário...
Que nasceu debaixo deu um véu...
E agora voa rasgando os céus...
Ou será...
Que sou apenas uma alma que vagueia....
Isso...
Posso eu chamar de um simples passeio....
Ou pro meu mundo de solidão...
Nele eu me faço de galanteador do meu próprio vôo....
E me apaixono cada vez mais em meu mundo de Voar...
Sei lá....
Vejo pétalas coloridas...
Onde no exalar das flores...
Me fazem sentir...
Odores pros beija flores....
Pairando no ar...
Estações navegantes onde porta aviões carregam seu caças...
Me vejo no infinito...
Junto aos aviões da força aérea...
Educado...
Paro e me identifico...
Eu...
Sou o Pássaro voador....
Sinto que eles querem me fazer companhia no infinito...
E cálculo....
Uma distância exata pra não me machucar...
Nesse momento...
Sinto um toque único...
Vindo das mãos do Supremo...
Um par de Mãos...
Quente que arde como fogo...
Que em min'alma adentro vai torrando e ardendo...
Em um simples cálculo matemático...
Entre eu e ele...
Sou mais que grão de areia...
E ele...
É o todo Poderoso....
Que me permite voar em alvoroço...
Abro as asas....
E sigo meu vôo...
De repente...
Chego perto do Luar que Prateia...
Olhos e pupilas delatadas....
Visão que ultrapassa os vizinhos planetas....
Lábios famintos...
Uma sede que não se saceia....
Boca de fogo....
Que não consigo descrever...
E também não me calo...
Esse grito em voar....
É um mundo em mim...
Que me tritura e me desnorteia....
Aquilo que quero....
E muito mais do que ser...
Um simples Pássaro no céu á Voar.....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7