Texto Sobre Silêncio
A quem amar?
Não sabia quem devia amar.
Amar
no prisma
sonoramente refletido
no mais alto silêncio.
Não sabia a quem devia amor.
Amor
no corpo espelhado
sem máscaras
sem fingimento, sem simulação
no vazio do caos
imenso...
entregar o coração.
Não sabia que deveria amor.
Amor
sem ameaça, sem perigo.
Amor atento e dedicado…
E, nesta via de mão dupla…
amar, intensamente amar…
e... ser amad@.
Então simplesmente a cada um e a todos decidiu amar.
Só uma coisa @ decepcionou: nem todos sabiam amar... nem todos sabiam fazer o amor em amor retornar.
Silêncio e paz
Muito intenso esse barulho a tanto barulhar.
Muito confuso tanta gente junto a tagarelar.
Mágicos e intensos mistérios a tudo segredar.
Nesse mundo onde todos gritam é preciso aprender a calar.
A natureza reina...
É noite de gala.
O mar brinda espumante
Silencia-se o mundo por um instante.
A beleza do silêncio enfim se fez ouvir.
Quem gritava emudeceu.
Quem tagarelava calou-se.
A luz da Lua da madrugada tudo envolveu.
Deslumbrante céu infinito.
Ouviu-se um grito: “o silêncio venceu!”
Calma e paz... viver assim é a melhor coisa que se faz.
Penso em Ti -
Penso em ti quando o mar alto e profundo
minh'Alma alcança. Quando sou silêncio e luto
sinto em meus olhos os olhos deste mundo
com sonhos destronados e confusos.
Penso em ti em cada dia e segundo ...
À chuva, ao vento, por entre a noite sossegada!
E é tão pura a paixão de que me inundo
que não te tendo a ti não quererei mais nada ...
Penso em ti com a dor das velhas penas
que o destino num tormento me concedeu
rodeado, numa cama, de assucenas.
E ainda mais te quererei depois da morte
pois recordarei o que a minha Alma já sofreu
até a minha infância densa e forte!
Às vezes, em meio ao turbilhão de pensamentos e emoções, encontramos refúgio no silêncio. É nele que aprendemos algumas das mais valiosas lições da vida. No silêncio, percebemos que não precisamos ter todas as respostas instantaneamente. Compreendemos que nem sempre é necessário uma ação imediata para cada situação. É no silêncio que descobrimos que só o tempo tem o poder de nos mostrar qual o melhor caminho a seguir.
O silêncio nos lembra que não temos o controle absoluto sobre tudo. Há momentos em que precisamos aceitar e confiar no fluxo natural da vida. É nesse fluxo que encontramos a verdadeira paz, a qual não pode ser roubada por insistências inúteis. O silêncio nos ensina que a renúncia, muitas vezes, é um ato de coragem e sabedoria.
É no silêncio que encontramos a chave para a nossa paz. É lá que descobrimos que nem toda ação merece uma reação imediata. É no silêncio que percebemos que a insistência exagerada nos afasta de nossa tranquilidade. E é no silêncio que entendemos que somente o tempo tem o poder de nos dizer o que fazer. Nesse lugar sagrado de reflexão silenciosa, encontramos a serenidade necessária para guiar nossos passos com sabedoria e discernimento.
- Edna Andrade
VOCÊ
Essencial
É escutar no silêncio da rocha
É adentrar no precipício da alma
Senti as doces palavras entorpecidas
No aconchego das veias poéticas.
Libertas em sintonia com a voz em harmonia.
Sentimentos ocultos e eruditos
Acolhidos com manta de sonhos.
Levadas pelas nuvens, caminhando ou flutuando
nas linhas poéticas, para tudo dizer;
E nada por esquecer!
Que amar é viver!
Vivo pois, Amo Você!
No meu silencio ainda tem você
De manhã até o anoitecer
Cada detalhe é grande demais
Seu sorriso, seus encantos
Ah medo cruel que destruiu
O que nem existiu, já partiu
Na morte que morri me iludi
Serpente somente é demente
Caus aqui e lá desencontro
Maldito limite imposto
Vagando na memória da dor
Sobrevivo a tempestade
Maldade, vaidade, veneno
Amargo nem me tomo, só olho
Dentro de mim e oco está ali
Caída nessa vida bandida
Entre silêncios olhares eu sigo
Vivendo sonhando querendo
Desnudar minha alma, mas pra que?
Roteiro que fere com medo não vive
Luciani Marcondes 11/02/2021
O poeta sangra
A caneta é sua lâmina, o papel, seu altar,
No silêncio das palavras, seu tormento a ecoar.
As letras se entrelaçam, dançando em desespero,
O vento um mistério, seu amor verdadeiro.
A tinta escorre como lágrimas da alma ferida,
Cada palavra, uma cicatriz, uma ferida abatida.
Entre versos e rimas, ele derrama sua verdade,
Como um rio de emoções, fluindo na saudade.
Sobre as páginas brancas, o poeta desnuda a dor,
Desenha com versos as sombras que traz no interior.
Seu sangue, a tinta que colore a narrativa,
Cada estrofe, um eco de sua jornada sensitiva.
Talvez o protagonista dessa história seja o coração.
Mas, é na boca do estômago onde se encontra a emoção.
Borboletas presas moram lá, e quem será capaz de as libertar
O poeta sangra, sobre as páginas que estás a escrever.
Pois cada gota derramada é a própria ternura.
Sonhar com um amor real é uma verdadeira tortura.
- Nanda Caelum
Silêncio, até quando!!
Se você soubesse o bem que você fez pra mim.
Foste a luz da minha escuridão.
Me fez querer renascer de novo.
Por que ainda me bloqueasse, tenho tantas coisas pra falar, e tanto para ouvir...
Eu, tive que partir, más, deixei meu coração aí.
Minha alma sofre pela sua ausência 😔
O Silêncio das Estrelas
Às vezes, olho para o céu noturno e me pergunto sobre o silêncio das estrelas. Elas brilham, mas sua luz viaja por anos-luz antes de chegar até nós. É como se o universo sussurrasse segredos que nunca alcançaremos. E nesse silêncio, encontro uma beleza melancólica.
Espaço interior
No espaço interior do silêncio estamos livres das pessoas, das expectativas, das opiniões, dos desejos e das exigências. Quando estamos no espaço interior do silêncio não precisamos nos preocupar com o que pensam de nós.
Quando vivemos assim, ficamos sufocados porque nos preocupamos com o que veem em nós e não o que Deus vê lá dentro do nosso ser. Olho para a fala de Davi no Salmo 132.4-5 e vejo que a preocupação do seu coração, é achar um lugar no interior do seu coração para contemplar Deus. Um lugar para ter o espaço sagrado que o libera de girar em torno dos acontecimentos humanos.
Davi quer um lugar interior de contemplação e silencio para ser liberto das pressões exercidas pelas suas guerras e conflitos diversos. Ele não sossega seu interior enquanto não acha um lugar sagrado para o Eterno Deus. Porque nesse espaço do coração, na presença do seu Deus, ele encontra a paz, o sagrado e o contemplativo.
Nesse espaço do coração, na presença do seu Deus, ele acaba com seu esgotamento fisico e emocional. Ele tira o medo das lutas e tribulações. No espaço interior Davi cultiva a doce comunhão com o Eterno e descansa com a paz divina no coração.
Acredito que precisamos cultivar esse espaço no coração diante do Eterno.
Precisamos achar um lugar para o Todo Poderoso, uma morada para o Majestoso. Para que desfrutemos de momentos preciosos de comunhão, rendição e dependência do Deus da nossa vida! (Alcindo Almeida)
A voz do teu Silêncio
Eu te vejo por trás do espelho quando você está sem maquiagem e simplesmente te acho a mais linda de todas as mulheres. O som que ouço é o teu silêncio, que atravessa o tempo e chega aos meus ouvidos. A solidão poderia ser sua amiga, mas estou tão perto de você que essa solidão sou eu. Falo contigo através do silêncio da tua voz, a voz do teu silêncio.
Na democracia em que estamos, o silêncio é a única liberdade de expressão imune de insultos.
Se calar é berrar por um partido sem professar sua sigla.
Quase impossível optar por preservar as relações em detrimento de divergências ideológicas e políticas.
É uma guerra que já te colocam num lado sem ter escolhido onde quer estar.
Não há diferenças, insustentável tal convívio.
O pluralismo político é um irrelevante jurídico, com mesma força normativa, e até inferior, que o preâmbulo da constituição.
A liberdade de pensar já não condiciona a existência, como apregoado por Renê Descartes.
Há igualdades, e o que escapa disso não merece existir no seu círculo social.
Que minhas críticas sejam lidas politicamente, cada qual me vendo mais partidário que os próprios concorrentes.
Que a acidez interpretada de tudo escrito seja mais ardente que o próprio inferno de Dante, reservado pra mim, no pior lugar, para os aderentes da neutralidade. Lá, Gregório de Matos me aguarda para juntos nos embebedarmos e rir dessa sociedade desolada e acanhada.
A esquerda carrega de maneira destra sua foice comunista, e a direita com sua canhota empunha o fuzil para combater a criminalidade.
"Quantas vezes na madrugada acordei.
Você ali, deitada, desnuda, em silêncio lhe admirei.
Roguei.
Implorei
Orei.
Para que nunca se fosse do meu eu, existem coisas que só eu sei.
Você era a rainha e eu, o seu rei.
Te amei.
Amei mulher, como nunca antes amara, eu amei.
Existem coisas em minh'alma, que sei, foi você quem fez.
Eu sei.
Eu sei o gosto do beijo, e o macio da tez.
Me pergunto sempre, quantas vezes na madrugada, eu acordei?
E você, ali, deitada, desnuda, em silêncio, eu vislumbrei?
São coisas, que em meu âmago, somente eu, sei..." - EDSON, Wikney
Em silêncio te amo, sem saber
Se a rejeição ou traição iremos viver Buscando o amor verdadeiro em nossas ilusões Guardo esse sentimento, oculto em minhas emoções Te encanto com palavras, mas elas não revelam Quem és verdadeiramente, o que nelas se revela Temores do passado me fazem hesitar Medo de ser magoada, de me despedaçar Queria voltar a ser como antes, sem temer Mas o medo do que possa acontecer me faz recuar Não quero nos tornarmos estranhos, distantes demais Mesmo falando ainda vejo um estranho em teus olhos.
O Silêncio do Criador
"No início, quando o universo ainda era uma tela em branco, Deus pintou com traços de mistério. Ele sussurrou as leis da física, escondeu os segredos da matéria escura e lançou as estrelas no vasto éter. Mas, à medida que a ciência desvendava esses segredos, o quadro se tornou mais nítido, mais preto e branco.
Deus, se existe, é um artista que se recusa a assinar sua obra. Ele nos deu a inteligência para decifrar o código cósmico, mas também nos deixou com a angústia da incerteza. A fé, para mim, é como uma paleta de cores vazia. Alguns a preenchem com tons vibrantes de crença; outros, como eu, hesitam, misturando cinzas de dúvida e azuis de curiosidade.
O mundo, uma vez repleto de matizes, agora parece um daguerreótipo desbotado. A beleza está nas sutilezas: na curva de uma folha, na harmonia das equações, no sorriso de um estranho. Deus, se Ele está lá, não se manifesta em trovões ou milagres. Ele se esconde nas entrelinhas, nos espaços vazios entre os átomos.
Às vezes, olho para o céu noturno e imagino Deus como um astrônomo solitário, observando a dança das estrelas com olhos tristes. Ele conhece cada partícula, cada história, mas permanece em silêncio. Talvez seja porque, como eu, Ele também sente a melancolia da compreensão.
Então, eu continuo buscando. Não por respostas definitivas, mas por um vislumbre da mente divina. Talvez Deus esteja na pergunta, não na resposta. Talvez Ele seja o eco do Big Bang, o suspiro do infinito, a equação que nunca resolveremos completamente.
E assim, na minha agnosticidade, encontro uma espécie de fé. Não na certeza, mas na busca. Não na cor, mas na textura das perguntas não respondidas."
INSÔNIA
Em uma noite
Onde todos dormem
Eu luto pelo sono
E de fundo escuto
O silencio reclamar
Sobre o bater dos relógios
Insônia bate a porta
E me faz companhia
E lá fora ventania
desabafo com agonia
A ti Insônia, onde só os mais
Pensantes se revela?
Diante a noite a quem acenda vela?
Ignoro tais perguntas e retorno
A tentaviva de dormir, tic tac ( o silêncio sussura
Reclamaçãoes ao bater dos relógios) tic tac
-Bruno
Hoje entendo aquela música de Caetano Veloso que fala assim: Às vezes, no silêncio da noite, fico imaginando nós dois.
Por que essa frase me tortura?
Por que as lembranças doem?
Por que sinto o teu toque sem te ter?
Por que me lembro do seu sorriso?
Sinto que o que nos faltou foi apenas tempo.
Mas, se olharmos nas histórias, o tempo sempre é o vilão.
Tempo maldito e cruel, por que me torturaste tanto E arrancaste novamente um amor que talvez nunca saberei se é para sempre.
Meus medos misturado com o silêncio da noite, escuto o vento,
sussurrando segredos que o tempo
Estrelas solitárias, borrifadas manto do céu tão atento a ti e cobra me você aqui
Aquele beijo dourado, da noite e que se estendia ate aurora e levava a brisa, um toque de saudade...
Agora em mim habita o espaço de uma inteira pausa na vida
e ecoa em um silêncio profundo...
Perdido no vazio, um grito derradeiro o medo costurado e se perder um segundo entre outro lamento
Solidão sem regra regrada com gotas desde quanto partiste,
Me conforto no som da caixa craniana que finjo a correção das palavras erradas...
A intimidade do tempo ergue se ao som do vento
que beijar estrelas solitárias que vagueiam tímidas
em minhas noites sem você
O meu amor ama te inteiro na imensidão do silêncio
que existe em mim agora lamenta em grito tive medo de ter perder e agora que você se foi só
Meus sonhos me perturba para te reencontrar e vela a fragilidade desta homem minuto que o amor - sem ti se perde no vaco
O sol ouço-te, ferver quando vaga te e vence o penhasco rude; quando na floresta o silêncio e sua plenitude...
Eis-me contigo as sombras ainda distante tu não te evades
Posto o sol, com o céu cintilante amor em queda chora em declínio agonizando no horizonte
Sinto saudades do mosto molhado e entre a grama as flores na relva do campo embandeiradas flores no reflexo das gostas de orvalho...
E logo vem a tarde aquecida que é arrastada...
A tarde boreal vai campando os dias mas antes que a noite vem e eu adormeço sobreas folha de papel
As quedas das folhas amareladas filtrado os raios solares e no horizonte as nuvens vão se enferrujadas estrangulando os últimos dias de outono
Mas o que adianta se palavras voem mas não acha pouso
sozinhas sem destino clama em gritos assombradas
e eu sussurro no ouvidos dos ventos ame me e que eu seja o último...
Efêmero como a luz se vai no íntimo...
O silêncio da minha introspecção é onde os pensamentos ecoam mais alto do que palavras jamais poderiam, sinto o peso da incompreensão como uma névoa que envolve suavemente a minha alma.
A dor de ser incompreendido não é estranha para mim. Ela se manifesta em olhares confusos quando falo de meus ideais, em sorrisos condescendentes quando expresso minhas esperanças, e no silêncio que segue minhas palavras, palavras que parecem cair no vazio, sem encontrar eco.
Mas, mesmo assim, não deixo de buscar conexões verdadeiras, de estender a mão na esperança de encontrar outra alma que ressoe com a minha. Há beleza em cada essência única, há força na vulnerabilidade de se mostrar autêntico em um mundo que muitas vezes valoriza as máscaras.
A dor da incompreensão pesa sobre meus ombros, escolho olhar para o céu estrelado de possibilidades e sonhar.