Texto sobre Infância
Fala a loucura: “Todos sabem que a infância é a idade mais alegre e agradável. Mas, que é que torna os meninos tão amados? Que é que nos leva a beijá-los, abraçá-los e amá-los com tanta afeição? Ao ver esses pequenos inocentes, até um inimigo se enternece e os socorre. Qual é a causa disso? É a natureza, que, procedendo com sabedoria, deu às crianças um certo ar de loucura, pelo qual elas obtém a redução dos castigos dos seus educadores e se tornam merecedores do afeto de quem as tem ao seu cuidado. (Elogio da Loucura)
De fato, essas duas idades, infância e velhice, têm uma grande relação entre si, e não vejo nelas outra diferença senão as rugas da velhice e a porção de carnavais que os primeiros têm sobre a corcunda. Quanto ao mais, a brancura dos cabelos, a falta de dentes, o abandono do corpo, o balbucio, a garrulice, as asneiras, a falta de memória, a irreflexão, numa palavra, tudo coincide nas duas idades. Enfim, quanto mais entra na velhice, tanto mais se aproxima o homem da infância, a tal ponto que sai deste mundo como as crianças, sem desejar a vida e sem temer a morte”. (Elogio da Loucura)
Minhas viagens são sempre voltas à infância, aos lugares onde vivi um dia. Uma procura, pai, mãe, avós, tios, amigos mortos. Volto atrás e procuro no verde, na luz, no céu. Em vão. O que perdi não terei mais, porém, mesmo assim volto sempre. A esperança de que algum dia encontrarei aquilo que procuro incansavelmente. Quem sabe na morte, única paisagem que por enquanto me é vedada.
Sinto saudades da minha infância. Época em que eu não precisava fingir sorrisos e não sabia o que era decepção, sinto saudades de quando eu chorava por causa de um machucado, e não por causa de coração quebrado. Saudade do tempo que tudo era brincadeira e a internet não podia substituir o contato com os amigos. Saudade do doce abrigo que é casa dos pais, do colo da mãe, dos sonhos de voar de mãos dadas com Peter Pan e achar que poderia tocar o céu. Saudades do tempo em que era feliz e não sabia, do tempo em que achava que ser “Grande” é que era ser feliz. Saudades de quando eu acordava, e minha única vontade era brincar e assistir meu desenho favorito, hoje abro meus olhos, penso na vida, e minha vontade é ficar na cama, porque hoje, viver dói. Tenho saudades de quando meus únicos medos era de escuro ou da bronca do pai por uma nota vermelha no boletim e não de mentira, ilusão, frustração, falsidade. Sinto saudades de quando meu mundo era leve e colorido e não pesado e repleto de cinzas, inseguranças, dores e essa falsa paz. Saudade da minha infância e da liberdade de se poder somente sonhar. Saudade do que não terei de volta, que era a sensação de viver sem medo de ser feliz!.
Costumamos muito dizer "os jovens de hoje em dia não sabem o que é infância" depois de alguma reflexão concluí que estamos velhos e repetindo o erro de impor o nosso passado no futuro alheio. Certo que crianças de 10 anos sabem lidar com eletrônicos perfeitamente bem, mas por quê isso é ruim? Eles não estão perdendo a infância por não sair na rua, chamar os fulanos de casa em casa, tirar o time e jogar queimado... Eles só estão vivendo a infância a que foram apresentados.. Talvez hoje nós mesmos se voltássemos no tempo também não brincaria do que brincávamos antes... e muitos de nós não brincamos de galope... Portanto aceitem a evolução e conviva com ela.
No dia das crianças, uma auto-reflexão da minha infância: retardado mental, inofensivo, brincalhão, debochado; quando bem pequeno, montava no cabo de vassoura no quintal da casa do meu avô, e imaginava ser um cavalo. Assim, quando ia com ele no mercado, galopeava pelas ruas da Vital Brasil, parando em frente ao barzinho de esquina, na subida da rua Senador Vergueiro, quando iniciava um show fazendo meu cavalo relinchar, de modo que o cabo da vassoura, por várias vezes, atingia as pernas dos que estavam por perto, enquanto meu avô pedia desculpas rindo. Quando isso acontecia, meu avô, mais debochado do que eu, olhava para a pessoa e ainda fingia que estava dando uma chicotada no meu cavalo imaginário para o atingido ver, o que me deixava transtornado. Não se bate em animais. Meu cavalo fez época e o nome dele era Araraboia. Meu avô entrava na minha viagem. Quando eu pegava a vassoura, ele colava umas fitas de Senhor do Bonfim que tinha a rodo naquela época colorindo o cabo inteiro, No meu peito, colocava medalhas de santos e broches de clubes. Eram as medalhas das guerras que haviam me condecorado. A distância máxima que percorri com meu cavalo foi da Vital Brasil até a Moreira César, em Icaraí. Na volta, pegamos um táxi e perdeu a graça. Uma vez, meu avô foi jogar carta com os amigos no quintal. Estava assistindo televisão. Ele passou, apertou o botão da tv rindo, e perguntou onde estava Arariboia. Respondi que não queria mais montar naquele cavalo. Disse que havia crescido. Ostentei na cara do velho! Ele então me respondeu que já era velho, mas que mesmo assim o que mais lhe impressionava no meu cavalo, naquele momento, era o rosto. Segundo ele, a impressão que dava naquela manhã era que estava inchado. Disse que os poucos dentes estavam cariados e sujos, e que, certamente, só a piscina do quintal, naquele dia de sol, poderia esbranquiçar os dentes do bicho. De repente, começou a dizer que dos cantos da boca do meu cavalo escorria uma "baba bovina" que ele estava limpando com as patas manchando o sofá da sala. Disse que o animal estava no canto da sala ruminando lembranças de quando eu era pequeno. Disse ainda que o som que meu cavalo emitia naquele instante, como uma espécia de ronco, contínuo, monótono, eram como pedaços de músicas esquecidas, mas que muitas crianças queriam cantar. Na época, não entendi essa frase, mas lembro bem dela. Disse que já estava escutando esse ronco do cavalo que durava duas horas, dando a impressão de que ele estava morrendo. Perguntei como, sem perceber que estava entrando na onda dele, e ele respondeu que parecia um peixe no chão se debatendo e abrindo os brônquios: foi então que, meio descompassado com a interpretação realística do meu avô, avistei a piscina da sala, o tal Oásis que ele dizia ser capaz de ressuscitar o Arariboia. Quando saí da sala com a vassoura, a velharada amiga do meu avô gritava em coro: "pule com ele na água, pule com ele! E Tchibum, me joguei na piscina e depois avistei meu avô vindo atrás e jogando na água todos os broches e tudo mais. Fiquei ali enquanto eles jogavam carteado por mais de três horas. Rolou um churrascão. Isso tudo pra dizer (pra quem tem filho pequeno é mais fácil) que nossos cavalos vivem dentro de nós o tempo inteiro, mas asilados nos abrigos e cocheiras da idade, das dores, das dificuldades. A idade só nos faz tirar a "montaria" do cabo de vassoura. Acalma-nos, porém, o espírito... O amor, o tempo leva...
Deixe que a educação seja seu berço, sua infância e sua juventude e logo você poderá viver um futuro. Deixe que ela te ensine e você aprenderá cada vez mais, esteja com o saber onde você for, e acompanhe o conhecimento pela vida toda. Deixe a educação entra em sua vida, como o amor entra em seu coração.
Na infância temos sempre uma mão pronta a nos guiar e ajudar...na medida em que crescemos vamos sentindo os abandonos para nos obrigar e responsabilizar das nossas próprias caminhadas...assim é sempre ao longo da vida...no principio há sempre uma mão que se vai afastando para que o que fazemos seja mesmo nosso...por isso sinto os abandonos como alicerces ao crescimento...quando mais abandonos sinto mais crescida me torno nas profundas reflexões onde não largo a infância do meu destino...sempre pronta a mais um caminho...uma estrada...uma bosque a desvendar...
Me encontra por aí, me conta um sonho bom e chora um trauma de infância no meu ombro. Me faz a tua esquina preferida, o teu problema sem solução ou a tua rotina que não cansa. Me dá teu endereço e te muda pra cá. Me faz a tua viagem e vê se viaja em mim, mas sem passagem de volta. Esquece os teus olhos nos meus e me fala em silêncio as palavras de amor que nunca falou. Me entrega a tua parte brega e carrega contigo os meus textos secretos. Coloca na tua mochila aquele desenho sem graça que eu te fiz e anda por aí procurando por mim com uma marca só nossa numa folha de papel só tua. Fica aqui, não vai embora. Anda comigo por onde for. Porque eu nunca sei onde vou parar, mas quero sempre poder te encontrar aqui ou do outro lado do mundo. Me leva contigo e eu decoro até o teu destino
A simplicidade e o impulso da infância são seguidas pela força inquieta e indômita da juventude, e a sabedoria da idade madura. Primeiro nós cremos porque outros crêem; depois, para obter convicções pessoais, passamos por uma fase de duvidas; depois cremos ainda mais profundamente, mas de maneira um tanto diferente do que criamos no início.
A construção do caráter é um processo e deve ser direcionado na infância até a adolescência. Os pais são fundamentais nesse processo, pois devem conduzir os filhos nesse momento. Quando esse direcionamento não acontece no período da infância, ele acontecerá, obrigatoriamente, em algum momento, possivelmente por outras pessoas que não os pais e dentro de outros aspectos e contextos que não a Família. Acontece que, sendo assim, esse desenvolvimento necessário pode acabar gerando sofrimento, problemas emocionais e de codependência e dificuldades de relacionamento em geral. Os pais são os primeiros professores dos filhos, e como tal, têm a responsabilidade de prepará-los para a vida.
Na infância temos disposição e tempo, mas falta o dinheiro, na fase adulta temos disposição e dinheiro, mas falta tempo, na velhice sobra tempo e dinheiro, mas não temos disposição. Isso prova que não podemos ter tudo sempre. Saiba usar seu tempo, aprenda a gastar seu dinheiro e se disponha a fazer alguém feliz enquanto pode. Deus nos deu apenas uma vida, faça valer a pena.
O ser humano é condicionado por uma serie de influências que vem desde a infância até a formação do caráter, algumas pessoas morrem sendo influenciado por não saber discernir o certo do errado, o seguinte ditado popular: "Diz-me com quem tu andas, que eu te direi quem és" mostra claramente que somos reflexo das nossas amizades e do meio em que vivemos, esse não é um versículo bíblico como muitos dizem mas sem sombra de dúvidas é uma grande verdade!
As vezes é necessário voltar a infância e esquecer que temos de chorar, pagar contas, sofrer... voltar a infância não significa tornar-se uma criança, mas sim sonhar alto, sorrir do nada, amar sem medida,ser verdadeiro... fazer festa com pouco, dançar sem vergonha, cantar sem medo de errar a melodia... Voltar a infância nos torna humanos melhores...pois delas sabemos é o reino dos céus... voltar a infância é tudo que mais quero.
Ele vinha da infância e nunca tivera uma parceira estável, queria me viver até me esgotar, queria que montássemos juntos uma casa, que sonhássemos um futuro, que nos enchêssemos de compromissos de eternidade até as orelhas. Eu provinha da fatigante travessia da idade madura e sabia que a eternidade sempre se acaba, e tanto mais cedo quanto mais eterna.
Que saudades da minha infância na minha Igrejinha lá do interior no sul da Bahia! Tempos bons que a Igreja viveu, a simplicidade, o amor verdadeiro pelas almas, as orações intercessórias ininterruptas pela libertação das vidas oprimidas, os cultos nas praças, ao ar livre, as Reuniões de Membros onde eram passados os relatórios de todos os gastos da Igreja, a filantropia que era feita do dinheiro arrecadado tal como nos dias apostólicos, os pastores que choravam as lágrimas de sangue por pregarem o Evangelho, as perseguições onde éramos chamados de loucos, bodes, filhos do diabo pela religião dominante que enviava delinquentes para atrapalhar os locais de culto; Que saudades deste tempo e como foi bom vive-lo e experimenta-lo, foi nesse tempo que tive um encontro real com Cristo logo após o final de um culto na casa de meu avô aos doze anos de idade, eu já era frequentante da Igreja desde os meus 07 anos de idade, porém, confesso, Cristo, aos meus doze anos no quarto e escondido de todos após o culto me quebrantou e me inundou por um sentimento de amor incondicional de uma ternura indizível e de uma convicção de vida eterna que até então não experimentara. Por tudo isso de maravilhoso que Deus em Cristo me deu o privilégio de viver é que me sinto na obrigação de ser um Protestante por ideais que me foram colocados na alma em minha infância; por este motivo eu expresso os meus sentimento e pensamentos a respeito destes dias que vivemos, onde o evangelho se tornou mercantilista e com interesses escusos e de má fé; onde as pessoas pregam o evangelho com interesses financeiros em seus shows gospel. O estrelismo, a vaidade pessoal, a luxúria, o abuso de poder pela grande maioria dos líderes para-eclesiásticos que tratam o rebanho como meros empregados e gados para corte, onde o Espirito perdeu a direção que foi tomada por homens inescrupulosos que administram os bens da comunidade dos santos de forma empresarial e capitalista, que lutam pela perpetuação de seu poder através de um nepotismo totalmente descarado e imbecil. Por isso não me calarei jamais, não ministro por dinheiro, não vendo meu ministério, não quero reconhecimento humano, pois descobrir que o reconhecimento são para os falsos profetas, os falsos irmãos, os falsos apóstolos e bispos de um evangelho anticristão ( Os filhos do Anti-Cristo) Todos que de fato militam pelo Evangelho da Salvação e querem de fato levá-lo adiante passarão por perseguições. Não é de se admirar que os chamados Heróis da Fé de hoje são os mesmos que foram perseguidos ontem, pois, boa parte destes heróis que hoje tem os seus perfis vendidos pelas grandes Editoras e Livrarias do mercado religioso foram por estes mesmos religiosos proibidos de entrarem e pregarem os seu santos sermões nos Templos Empresariais de seu tempo; como sabemos a maior parte destes santos homens de Deus foram perseguidos e se viram obrigados a ministrarem seus ardentes sermões em campos desertos e em locais onde a Igreja Empresarial não os podiam proibir, no entanto, eles nunca estiveram sozinhos, o Eterno sempre preparava um povo faminto e sedento da Verdade para os ouvir e serem transformados pelo poder vivificador do Evangelho de Nosso Salvador Jesus Cristo. Por isso eu sou militante, sou protestante e como alguns já me chamaram e me chamam, sou um Rebelde; um Rebelde a serviço do Evangelho que aprendi e que não abro mão. Não sou um Anti-Liderança como normalmente sem argumentos alguns dizem, mais também não posso abrir mão da minha fé e negar o Meu Salvador por conta de uma obediência cega que me afasta dos propósitos divinos! Que Deus em Cristo nos ajude. Que logo regresse o Salvador!
Não há nada melhor que o sabor da nossa infância, só quando a gente cresce é que percebe o quanto é bom ser criança, correr livre por aí, falar coisas sem sentido que pra nós fazem todo sentido, pular e não se cansar, não precisar trabalhar, apenas brincar... pena que nós só percebemos isso quando crescemos e não dá mais pra voltar atrás...
Sobre minha infância? A única coisa que tenho a dizer é que sinto falta daquela época. A época em que eu era a garotinha do papai. Saudade de quando eu subia nos pés do meu pai e nós ficávamos rodopiando pela sala. Saudade de brincar com lama mais minhas primas. De dormir com meus pais quando tinha bicho papão debaixo da minha cama. Saudade do tempo em que um beijinho da mamãe sarava qualquer machucado ou dor. Sinto falta da época em que nada fazia sentido, mas chegava a um ponto de ser incrível só por existir. A época em que qualquer “te amo” era verdadeiro e colega de escola poderia ser chamado de amigo no primeiro dia de aula. Sinto falta de não ter nenhuma obrigação se não pintar meus desenhos. Sinto também falta do tempo em que eu me preocupava apenas em ficar em frente à televisão esperando meu desenho predileto começar. Saudade de enfiar somente os pés na piscina esperando que alguém me carregasse pra lá e pra cá, pois não sabia nadar. Sinto falta de ter super poderes e de brincar na rua. Saudade da época em que eu passei pelo momento mais difícil de toda minha infância: andar de bicicletas sem as rodinhas. Sinto falta de quando eu falava uma palavra errada e as pessoas riam em vez de me chamarem de burra como fazem hoje em dia. Saudade de pregar tatuagens de chicletes nos meus braços. Saudade de ficar na cozinha esperando minha mãe fazer a cobertura do bolo para eu poder rapar a panela. Sinto falta da época em que era carregada até minha cama pelo meu pai ou minha mãe quando eu dormia no sofá. Saudade de tudo isso, pois tudo isso fez com que minha infância fosse perfeita. Hoje só me restam fotos e algumas lembranças. Nunca esquecerei daquilo que pra mim foi minha melhor época, infelizmente, só percebi isso quando a fase já tinha passado, as obrigações chegaram e as decepções vieram juntas. Como é bom escutar minha família contando casos de como eu era atentada quando criança, isso faz com que eu possa reviver minha infância durante alguns instantes. Sim, minha melhor época passou, mas eu soube aproveitar. Eu era feliz e sabia, pois eu fiz com que cada momento me rendesse memórias. Hoje eu acho essa coisa que eu chamo de “realidade” tão ridícula, difícil, e sem alegrias comparadas as minhas grandes aventuras de infância.
Quando formos velhos vamos nós lembrar de nossa infância , sentir falta das pessoas que amamos e por algum motivo já se foram , a vida é feita de escolhas não deixe uma escolha fazer você se arrepender no futuro, talvez você não possa mais dizer o quanto o amou , o quanto se importou, e quanto essa escolha você queria mudar , não deixe quem ama pra trás , não busque o razão , busque seu coração , ele é o único que ficará com você até o fim , pois a razão podemos perder , mais só será o fim quando o coração parar de bater .
A mulher da minha vida pertenceu a minha infância, esteve também na minha adolêscencia, está na minha juventude, sei que estará comigo quando for adulto e juntos também quando idosos. Na verdade so pudemos selar o nosso amor quando erámos ainda adolescentes, mas nós ainda estavamos lá juntos, aqueles olhares, sorrisos, aquela amizade eram sinais de eterno amor, a cada dia era bom estarmos juntos, na verdade a cada dia me apaixono cada vez mais por ela. Um dia quero pedir-lhe para ser minha noiva, minha esposa e mae dos meus filhos, quero ama-la a todo tempo, protege-la, cuidar, ser feliz como sempre e para sempre. Eu te amo...