Tag palavrão
A amizade é o grande palavrão das mulheres, quer para permitir que o amor entre, quer para o pôr fora da porta.
"Cospe a pedrinha, Mansur!"
(*) Frase que se tornou proverbial. Mansur era um "boca-suja", sacristão de um bispo, que tentava inutilmente corrigir-lhe a linguagem, permeada de palavrões. Até que lhe ocorreu a idéia de que Mansur mantivesse uma pedrinha na boca para ajudá-lo a lembrar-se de evitar expressões indecorosas. Num certo dia de intenso calor, o bispo percorria a estrada - a pé, acompanhado por Mansur -, em visitas pastorais, quando ouviu uma velha que com insistência chamava por ele, do alto de um morro. Quando os dois acabaram de subir a penosa encosta, a velha explicou que o chamara para abençoar sua ninhada de pintinhos... O bispo, passando o lenço na testa, voltou-se para Mansur (também ele furioso...), dizendo: "Tudo bem, Mansur, pode cuspir a pedrinha!"
"Eu gosto da consistência dos palavrões. Eles tem toda uma carga dramática de gente comum e sem argumento. Material para muitos personagens caricatos"
Acabou aquela história de escrever palavrão nas paredes dos mictórios públicos. Blogueia-se, ao invés.
O palavrão existe para aquelas situações onde responder delicadamente é compactuar com o intolerável.
Se barraco fosse bom...ele não estaria na favela.
Se palavrão fosse legal...ele não estaria nos prostíbulos.
Se político fosse honesto...ele não conviveria com ladrões.
Não! Não!
Não pode falar palavrão
Não pode gargalhar
Por o pé no chão
Filosofar
Não preciso dos seus modos
Nem das suas regras
Do seu jeito tosco
Porque eu gosto mesmo
Do burburinho da multidão
De ficar descalça e soltar um palavrão
De gente que ri e se abraça
De gente quente
De gente!!!
Sem modos, sem regras
De gente que arde
De gente que sente!
Não preciso da sua hipocrisia
Só preciso dessa gente
Só preciso amar, amar e cantar
Dizer palavrão não é a forma correta de expressar sentimentos, mas sim a prova cabal da ausência de vocabulário para externar o que se sente.
‘Eu não sei porque as pessoas são tão relutantes em se dizer feministas. O que seria um sinal mais óbvio de vivermos ainda em um mundo patriarcal do que achar que feminismo é um palavrão?"
Vou dizer palavrões não como meu oponente quer que eu faça para se vangloriar, mas com a singeleza de uma vulgaridade tímida, como explica Sigmund Freud, colocando a obscenidade "por debaixo de uma aparência inocente".
A boca fala do que a alma está cheia. Principalmente de palavrões em certos comentários. Costume? Vai saber...
Gramaticando
Dois pontos para acariciar
Sopa de texto palavra e letra
Já podem tomar
E a vírgula, só pode chupar, só pode chupar
E nós......só estamos na treta
Opaa pera aí alguém quer falar
De espaço para o travessão entrar
Falando de gramática é isso que a gente acredita
Cuidado ponto de exclamação
Ele vomita!
Para entender isso você tem que estudar
Ponto de interrogação é sempre na frente
A traz não dá!!
Gramaticando, ticando ticando ticando
Grama ticando
Palavrinha vai acentuando
Palavrão também acentua meu irmão
Isso te parece vulgar?
Melhor maneira de se aprender de se estudar
Prefiro mil vezes quem fala verdades duras com palavrões, do que os hipócritas que falam bonito, manso e dão tapinhas, seguidas de punhaladas, nas costas.
A língua portuguesa é extensa, o meu vocabulário é rico, para que eu vou falar um palavrão se eu sei falar bonito.
Xingamentos na minha opinião são fome, miséria e discriminação. Isso sim é "palavrão"; o "resto" se bem usado, são apenas formas de expressão.
"Antes, o palavrão era rebeldia; hoje, é rotina que corta a alma, enquanto o respeito se torna uma enorme nostalgia."
Amauri Alves