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As aparências não enganam.
Em Nova Iorque nos anos 90, o então prefeito Rudolf Giuliani implementou o que foi chamado de tolerância zero, um projeto de recuperação da cidade que começava por acabar com a impunidade por menor que fosse.
A grosso modo, explicava-se, a degradação e má conservação de prédios públicos e privados da cidade geram reação negativa em cadeia e o que começa com uma janela apedrejada num prédio leva os indivíduos a destruirem ou ocuparem ilegalmente o imóvel abandonado.
Em São Paulo o recém-empossado prefeito João Doria começou sua administração limpando, recapeando avenida Nove de Julho inclusive com a troca de placas de sinalização e retomada dos baixos dos viadutos que haviam virado favelas.
Mais do que cuidar do próprio público, essa ação quis e conseguiu mostrar que se você não cuidar da cidade os cidadãos não se preocuparão em mantê-la limpa, conservada e digna de admiração.
Na esteira dos grandes administradores, o prefeito Valter Suman tem se empenhado pessoalmente nas ações que visam dar ao guarujaense orgulho de viver na cidade que voltará a ser a Pérola do Atlântico, uma joia verdadeira que fará com que nós a guardemos com respeito e lugar de destaque.
Colabore como puder, denuncie quem joga lixo e entulho nas ruas e vamos cobrar a fiscalização dessas denúncias.
Para um bom sempre existirá um melhor.
Já no Guarujá….não tenha dúvida, a classe política vem se superando ano após ano.
Para um ruim sempre virá um pior.
Guarujá desse jeito não há quem aguente.
Diz o ditado popular que desgraça pouca é bobagem.
Parece que para o Guarujá a sucessão de más notícias, como era esperado, já deu lugar às péssimas.
A reforma do estádio de futebol consumiu mais de vinte milhões de reais, não viu nenhum jogo e terminou o tempo regulamentar com vários processos na cabeça dos envolvidos.
O avião do candidato a presidência da república Eduardo Campos espatifou-se em Santos, porque não conseguiu aterrizar no aeroporto do Guarujá, aquele que tem mais estória que qualquer novela mexicana ou global.
Tenho visto a Associação Comercial do Guarujá bastante envolvida no processo de privatização do mesmo. Certamente não será um jogo de cartas marcadas. Prá que?
Com inveja do incêndio que destruiu depósitos na cidade vizinha,Guarujá superou-a com um incêndio com direito “nuvem tóxica” que teria feito reduzido a traque qualquer filme apocalíptico. De concreto o que e viu foram cerca de duzentos atendimentos o que deve ter gerado pelo menos a metade de faltas ao serviço com atestados “assinados nos joelhos”.
O Carnaval vem aí, e antes que eu seja tachado de pessimista, gostaria que as autoridades incompetentes ficassem atentas arrastões nas calçadas e na areia e principalmente com a venda de todo tipo de alimentos pelos ambulantes pois o nosso mosquito da dengue sozinho não vai conseguir o primeiro lugar absoluto nas manchetes negativas da TV Tribuna com repetição de todas as afiliadas da Rede Globo do Brasil.
Já tivemos faz algum tempo o escândalo do “mensalinho”, o “cala boca” que garante a sustentabilidade do mandato espúrio de prefeitos. Está em estado vegetativo em alguma gaveta bem lubrificada do Judiciário mas pelo tempão que faz e pela “sede” dos parlamentares, deve estar próximo de novas denúncias, dessa vez sacramentadas pelo instrumento da caguetagem premiada.
Que eu saiba, por aqui não tem petróleo mas vai que comecem as obras do túnel….por aqui tudo é possível, só falta achar petróleo e aí sim! Teremos um escândalo que fará jus ao da Pertrobrás. Ah...já ia esquecendo, bloquearam todos os bens conhecidos da prefeita, do Duíno e do resto da turma.Vichi!!!Segura... que vai ser um pega-prá-capá para ver quem é que vai vai à forra primeiro, para garantir a reposição dos mesmos...
Os caranguejos e o Guarujá
Apesar dos pesares, da chuva e do vento forte que sacudiram hoje o Guarujá o prato do dia é caranguejo.
A Câmara continua marchando para trás, a Prefeita no caldeirão fervente e nós, na lama, bebendo os últimos goles no volume morto da reserva de esperanças de termos um dia uma administração honesta.
A chuva que lava não veio.
E não virá a administração honesta, porque o que existe são candidatos ao espólio de uma sucessão de ladrões que criaram a teia que exaure os cofres públicos com licitações duvidosas, contratações ilegítimas e péssima administração dos bens públicos.
Precisamos mais que uma chuva, mais que uma tormenta, quiça um furacão de bons ventos.
Quem sobreviver verá!
O que eu acho do Facebook e algumas coisas dessa grande rede social que podem interessar a todos.
Há poucos anos,menos de dez, seria inimaginável a possibilidade de saber o que fazem e como estão meia dúzia de velhos e queridos amigos.
Como não sou de falar ao telefone, as poucas notícias eram raras e nem sempre confiáveis.
Hoje posso dizer que participo do dia a dia de tantos amigos quantos queira, sabendo o que eles fizeram na semana passada,ontem ou o que pretendem fazer no próximo fim de semana.
Abrir o Facebook é como sentar num sofá com tantos amigos quantos eu deseje e ouvir cada um ou ignorá-lo, caso a conversa não esteja das mais agradáveis...
Também posso conhecer suas novas namoradas, participar das suas festas,saber como foi o passeio de barco do ultimo domingo e muito mais.
Imagino a felicidade e dependência de tantos quantos tem filhos,pais,namorados e namoradas ou qualquer parente morando em outra cidade ou país.
É bem provável que mesmo sem pensar nisso, milhões e milhões de pessoas sejam muito gratas a seu criador e os desenvolvedores e essa gratidão continue a traduzir bilhões de dólares a esses gênios.
Vagabundos.
Ninguém mais se escandaliza ao ver as ruas do Guarujá tomadas por vagabundos andarilhos que incomodam os transeuntes de várias maneiras.
Bêbados, flanelinhas, flanelinhas bêbados, homens e mulheres jovens e fortes, perambulam à cata de qualquer trocado que lhes supra as necessidades.
A condescendência com essa situação, aliada à piedade que a maioria de nós tem pelos seres humanos e pelos animais abandonados, impede que façamos justiça com as próprias mãos, negando votos para os verdadeiros culpados pela situação que o país atravessa.
Vagabundos criminosos posam de políticos enganando a cada eleição todos os que os elegem.
Não há muito que a maioria de nós possa fazer senão execrar esses políticos vagabundos.
Aqui no Guarujá precisamos banir a eleita por contar mentiras.Não contente em não cumprir as promessas, atirou a cidade num caos maior ainda do que o deixado pelos últimos prefeitos.
Todos ladrões e corruptos, inelegíveis e condenados por atos de improbidade.
Para alguns foi necessária a justiça divina, porque em vida teriam burlado em toda e qualquer instância a justiça dos homens.
A ORLA DA PRAIA É A SALA DE VISITAS DO GUARUJÁ.
Antero de Figueiredo, escritor português do século XX é o autor da frase: “A casa é o retrato do seu dono”.
Nossa cidade é a nossa casa e a orla das nossas praias a nossa sala de visitas.
É por causa das praias que Guarujá tem milhares de prédios e casas de construção sólida e bom padrão que abrigam moradores, veranistas e turistas que pagando seus impostos dão à cidade um orçamento próximo dos 700 milhões de reais.
Nossos governantes parecem ignorar esse e outros fatos que são importantes demais para serem esquecidos ou ignorados.
Problemas como a falta de banheiros públicos, o descaso com os postos de salvamento, a falta de conservação das áreas publicas e a permissividade com que doam parte das praias e das calçadas para qualquer um, cujo critério único é o apoio político está acabando com a cidade, a nossa casa e especialmente a sala de visitas na qual recebemos os que pagam as contas da cidade.
A verdade é uma só. Os proprietários dos imóveis pagam o IPTU e não recebem nada em troca desses pagamentos a não ser o descaso com seu patrimônio que desvaloriza a cada ano fazendo com que um imóvel do mesmo padrão custe em Bertioga em Santos e em outras praias o dobro, o triplo e até mais do que aqui no Guarujá.
Outra coisa que está acabando com o centro de Guarujá é a concessão de alvará de funcionamento para estabelecimentos comerciais sem o menor critério.
Como é possível admitir os Supermercados do Pão de Açúcar na Rua Mário Ribeiro sem estacionamento e usando os recuos obrigatórios como cozinhas irregulares?
Não é preciso explicar muito para que todos vejamos o que está ocorrendo no centro do Guarujá quando mendigos tomam conta das ruas fazendo suas necessidades fisiológicas na porta dos prédios de apartamentos que já valeram um milhão de dólares e que hoje não tem compradores.
Não é possível discutir soluções para os problemas sociais nas avenidas das praias e ruas próximas.
Em que pese sabermos as dificuldades, permitir que esses sem teto permaneçam nessa situação na avenida da praia em nada vai ajudar a resolver os seus próprios problemas.
Os frequentadores do Guarujá, proprietários de imóveis estão abandonando a cidade e vendendo-os por valores muito menores do que os que estão em construção.
Breve, em menos de dois anos estarão prontos mais de 2000 apartamentos nas praias das Astúrias, Pitangueiras e Enseada.
Informações das imobiliárias dão conta de que já existem muitas revendas disponíveis sem mesmo terem sido vendidas todas as unidades nos prédios em construção.
O que significa isso? Significa que a oferta será muito maior do que a procura e que os imóveis mais antigos ficarão ainda mais desvalorizados e difíceis de serem vendidos e que o valor venal hoje expresso nos carnes do IPTU, que servem como base para o lançamento do imposto certamente superará e muito o valor alcançado pelo imóvel.
Isso sem contar que o valor do IPTU do Guarujá continua sendo um dos maiores do Brasil com o agravante de nada oferecer aos proprietários a não ser o desgosto de ver as praias poluídas por barracas, ambulantes, bicicletas e toda sorte de companhia desagradável.
Certamente os nossos políticos não se importam com isso.
Como já disse alguém, a gente consegue tirar o indivíduo de dentro da favela mas não consegue tirar a favela de dentro do indivíduo.
Você consegue tirar os indivíduos da favela. Mas não consegue tirar a favela de dentro de alguns indivíduos. (Ditado popular)