Suor
O medo de saber mais sobre si mesmo e ter consciência que precisa mudar é o maior entrave para a reforma íntima. O caminho entre o conforto da rede e o suor da picareta serve somente para aqueles que ultrapassam-se.
Vamos fugir para o nosso
interior.
Vamos deixar o mundo
externo de lado.
Vamos entrar na paixão
em si , e em nós sermos
o calor que aproxima, o
suor que aviva o sentimento.
Vamos ser o perfume que
entorpece nossas almas.
Que se unam nossos corpos
para não mais separar-nos da
intimidade que vibra e nos
enlaça a cada instante.
Que esta fuga em nosso
interior esgote nossas forças,
para que não saiamos mais
do secreto coração que nos dá
vida a cada momento que nos
recolhemos de tudo e de todos.
Vivamos o amor e celebremos
até cambalearmos, pelo tudo
que há em nós;
Apenas o amor apaixonado.
Viver ficou para os corajosos, porque a vida não é como aquele tapete vermelho de Hollywood, mas um caminho construído com suor e sangue.
Quem procura por aplausos não sobe no palco. O palco é feito de quem transpira nos bastidores, de quem se dedica e merece estar nele. Em cima do palco estão aqueles que se dedicaram de alma e não de ego.
Quero alguém só pra mim, pro meu mundo.
Quero alguém por inteiro...
Quero sentir que no cheiro também há o meu.
Que na saliva há meu gosto...
Na pele meu suor..
Quero a toda hora ... mas respeitando as diferenças...
Quero os sorrisos, e enxugar as lagrimas...
Quero dar colo quando estiver com medo
Quero o respeito quando o medo for meu...
Mesmo o de perder...
Mas haverá também a compreensão...
Não quero metade sua, nem metade minha.
Quero que sejamos um só!
E quero, mesmo que seja estranho...
Quero...
Sem invadir territórios...
Sem causar dor...
Quero o amor
Inteiro
Arteiro...
Verdadeiro...
Se poeta eu fosse
Por certo lhe diria
Talvez em prosa
Mas nunca em verso
Que o caminho do poeta é perverso,
Que o sentimento, hora derramado em poesia
É o suor de suas dores
Buscando pela analgesia.
De olhar distraído
ali estava ela
ela estava ali, imensa objeção !
Corria ali solta, no céu malhado,
na rotina do seu grande ser;
No expresso manhã,
um agouro de fronteiras
abarrotado de muitas fases,
por sóis que nada tem.
E do olhar que escorrega
poucas frases que se vê
Derrama teu suor,
faz valer o grão
O orgulho envaidece,
mais o respeito não fica em vão...!
A vida não é justa, nós aprendemos com os erros e carregamos as consequências. Eu aventurei sorrisos e fiquei com medo de me entregar de corpo e alma. Pensei até que pudesse ser mais uma paixão casual! Porém vi em você qualidades que sempre quis e temi! Temi por ter achado alguém tão perfeita no encaixe que sonhei e desestruturei meus sentidos a ponto de continuar no erro! poderia apenas ter seguido meu coração e hoje estaríamos juntos (ou não)... mas carrego essa magoa dentro de mim! Eu sei que dói, dói também em mim perceber que certas coisas nunca vão ser esquecidas, certas escolhas jamais serão revertidas, no máximo conquistadas com o dobro de esforço, suor e amor...
De dentro pra fora
Externa esse sentimento
Sai
Tira o que não presta
Elimina o que detesta
Armadilha lhe gera depressão
O terremoto é o seu coração
Tente, uma, duas, três...
Depois da milésima, vai mais uma vez
A saudade pode ser boa ou destrutiva
Escolha qual das duas é a permitida
Pessoas andam prum lado, pro outro
Sem saber pra onde ir
Andam depressa, sem respirar
Esquecem de existir
O horário pegou, estou atrasado
Pra onde irei, como irei
Quem mais está sufocado
Na vida, oh vida
Que vida, onde ela está?
Anda correndo
Soa o suor, o sino
Digo, vai lá não desiste não
Quem sabe, na próxima condução
Se parar, se tiver lugar pra sentar
Quero mais é viver a vida
Mas olhando a janela
Observando a gente sofrida
Perdida, andando prum lado, pro outro!
No ônibus, há uma parte baixa junto a catraca e um degrau que segue para a porta de traz, a porta de saída aqui em são paulo. Uma pessoa foi subir o degrau e meteu o olho em meu cotovelo... Se meu cotovelo doeu com a "olhada" da pessoa, imagine só... Mas, eis a lição surpreendente de tranquilidade do sujeito... - Oh! desculpe Senhor, mil perdões! - Oh dios mio, hoste que te ciegas e pedes perdón a mi? Fiquei pensando nesse episódio e tentei aprender a agir tão tranquilamente quanto aquele homem... Até que no outro dia, em um desses "busões" senti um pingo cair na minha testa, olhei pra cima e era a "subaca" de um negão usando camiseta regata! Agora era minha vez de pedir perdão por ter deixado minha testa impedir que seu suor na gotejasse o chão do nosso querido transporte público. Ai ai só rindo pra não chorar... Igor Brito Leão
Há risco mesmo quando decidimos ficar parados. A sensação de que existe uma neblina a nossa frente não vai passar se não a invadirmos. É respirar fundo e saber que não estamos presos ao ponto de partida para o qual podemos retornar. Há o momento de seguir. Taquicardia. O estômago que embrulha. Suor. Boca seca. Incerteza. É uma corda bamba. Um caminho que se encerra no final de uma batalha para um novo trilhar. Podemos, agora, até voar. E quem pensou que a palavra seria descansar?
Brilha o sol lá fora
Brilham os mármores e os edifícios
Queima o sol lá fora
Queima a pele do bicho morto no asfalto
Ferve o sol lá fora
Fervilham os miolos dos trabalhadores
O suor escorre na face dos desvalidos
O suor escorre na face dos estudantes
Escorrem sonhos e escorres as horas
E o sol lá fora.
Teus cabelos longos e amarrados,
perdidos pelo teu corpo atordoado,
encontra satisfação na boca do amado.
O suor que percorre tuas costas,
frio como a mais gélida encosta,
assusta o teu corpo em vão.
Levante a tua cabeça,
contorça a tua coluna,
respire fundo, a paixão.
DESTILAÇÃO
"Dessaboro o vento em póvoas no anverso
Da desopilação braceada,
Retumbo o despejo no esforço da minha cremação ajuizada,
Desafino no córtex familiar por me satisfazer
Com tendências nevoeirentas,
Rivalizo com dentes na contramão
Do emolumento inovado de minhas cãs,
Apodero saciedades de polidez afiançada
Por sépalas aminoradas,
Entranço suores regurgitados em monstruosidades desunidas,
Bifurco-me nos vultos que especularam
A nave e a diáspora enodoadas."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
FLOR DE SÃO-CRISTÓVÃO
Flor de São-Cristóvão,
"Teci nos teus inversos minhas proezas,
E escravizei meu chão tentando não me envaidecer
Nos teus carrilhões de pesos cruéis,
Enquanto sonhava pingar meus suores
Nas tuas rivalidades.
Se sonhasses como sou híbrida diante de ti,
Não secarias meus ritos
E não zombarias de minhas disparidades,
Pois sou tua gota mais seca,
Tua imprópria isca,
Teu poço vagaroso
Sem pôr em meu viço
Sinais de pensamentos impressionantes demais
Para serem notados por arbitrários instintos
Que requerem de nós a pista impossível de tocar
A viga que nos entortou na mesma forcadura."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
Hora da prece é o momento que falamos com Deus para agradecer por todas as nossas conquistas realizadas através de nosso suor e pedir por nós, para que possamos estar sempre sendo orientados a caminhar pelas trilhas do bem e também pedir por aqueles que não podem caminhar por falta de condições. Que estejamos sempre na luz
desejos
não
escritos
pintados na
noite
entre lençóis e
solidão...
segredos
vagando sedentos
tingidos em devaneios
nas linhas
nas
letras
apenas ilusão
explodindo
nada serenos
desejos
mão
que percorrem
suor
que escorre
mão pedidas nas curvas do
pensamento
solta
invadiam o dentro das
coisas....
mas faltava
você....
vem ficar
comigo....
Falo sobre sentimentos...
Muitas coisas me faz sentir... mas o coração , feliz te sentia, e te bebia... suor e saliva.... e não precisava palavras... bastava te sentir ali, quente, macio, doce.
E eu também quero modular suas curvas com as minhas próprias mãos, quero sugar todas as suas gotas de suor, com a ponta de minha língua, quero todos os seus gritos de loucura e prazer., quero sentir você...