Sorvete
Açúcar: o pó branco doce, que vem disfarçado de bala, sorvete, refrigerantes etc., é a "droga lícita infantil" que mais vicia e adoece as nossas crianças.
Saudade do tempo em que corria descalço, tomava sorvete me lambuzando toda e ainda, tinha quem achasse bonito. Saudade do tempo em que pulava corda, corria para cair e levantava para correr de novo.
Saudade dos meus cadernos tão bem coloridos e minhas letras tão bem desenhadas. Saudade dos meus cabelos longos, por vezes, entrançados. Saudade do mimo da minha avó. Das marcas de cada brincadeira, do azul daquele céu e da chuva que me banhei.
Saudade eu tenho de um tempo único, onde minha maior preocupação era ter que ir bem na escola.
Saudade dos amigos tantos, que hoje pouco vejo, pouco conheço, pouco sei. Saudade daquela casa, daquela cidadezinha, daquele tempo em que me personalizei até me formar no que sou.
Uma saudade feliz e uma felicidade saudosiana, de um tempo sem erros, onde era religiosamente feliz sem conhecimento de causa.
Saudade eterna de um tempo que não volta mais e que me chamavam de criança.
Os melhores dias da minha vida, foram todos aqueles em que eu tomava sorvete, e mesmo ficando resfriado, adoecendo, jamais conseguia ficar triste, vez que tomar sorvete, para mim, era sempre tudo de bom, tomar sorvete era tudo, era mais que tudo.
Hoje eu tomo sorvete e sinto a mesma sensação de quando eu era criança e podia sentir seu gosto em meu paladar.
Apurado Paladar
Esse sorvete tem gosto de infância! Alguém, com certeza, em algum momento já falou ou ouviu alguém falar isso, talvez não necessariamente o sorvete, mas já falou.
Minha Infância teve vários gostos, cheiros e cores. Macarronada com carne moída lembra Domingo na casa da Vó, Ki-suco de groselha lembra várias tardes divertidas que passei na rua brincando de bets. Adolescência tem gosto de Halls, pipoca e beijos intermináveis escondidos perto das árvores, do tipo: vamos fica ali? (como se ali fosse o local exato para se ficar).
" Geração Coca-Cola" essa foi a denominação feita por Renato Russo em uma de suas músicas para a juventude da época, acho que a minha de agora seria: " Geração cerveja barata".
Na verdade o tempo que passamos juntos com amigos e parentes ficou cada vez menor ou ele nunca existe. Diferente da infância que compartilhávamos com vizinhos, primos, tios e amigos. Ficamos cada vez mais desapegados e independentes. Ainda dá saudade da comida da mãe, ou do bolinho da Vó, mas agora suprimos com o rápido e prático Miojo, ou mandamos um scrap para aquele amigo distante do tipo: o que anda fazendo?
Coraçao
Bolachinha,Bolachinha
Pimentinha,Pimentinha
Leite,com
Sorvete
Rima,com nosso
Clima
Consolaçao,e com
Coraçao
Que,bati,bati
E que ja bateu
Quem vive com isso sou eu
Que delícia um sorvete com este calor! — é seguramente, é dos prazeres maiores desse mundo, sente-se a gente viver; é meia hora de existência que vale dez anos de ser rei em qualquer outra parte do mundo.
Sobre expectativas
Hoje eu fui comprar sorvete, esses sorvetes de potinho que as pessoas vendem nas suas próprias casas nos subúrbios. Lá de dentro da casa vem um garotinho de mais ou menos 6 anos, eu pergunto:
- tem sorvete de quê?
o garotinho: tem de açaí, tapioca e de brasil.
me contive um instante, mas que diabos era sorvete de brasil?
-Vou querer o de brasil.
Chegando em casa feliz com o meu sorvete "de Brasil" em mãos, abro a tampinha do pote e dando a primeira colherada no sorvete descubro que tanto o lado verde quanto o lado amarelo eram de tapioca.
Eu acho que o "sorvete de Brasil" é um paradoxo da atualidade.
Receita de sorvete light: pegue a polpa de uma manga, bata no liquidificador e coloque no congelador. Pronto! Esse sim não tem gordura.
Tome um sorvete, deite na grama. Beije apaixonadamente. Ande descalço. Tome um banho de chuva. Fique na piscina até a noite. Durma de cabelo molhado. Descanse com a televisão ligada. Abrace os filhos. Faça um telefonema para os pais e ouça tudo o que sua mãe tem a dizer.
Qualquer que seja a sua decisão, te apoio.
Ela que podia ser tudo pra mim, fica insistindo em não ser nada. Por mim tudo bem, eu tenho sorvete de flocos.
Você sempre preferiu sorvete de morango, lembra? Toda a tarde tomando o mesmo sabor de sorvete, sem cansar. Sempre sentávamos no banquinho ao lado da enorme árvore e ficávamos lá por várias horas jogando conversa fora; Você falando sobre o quanto meu time estava ruim no campeonato e eu só rindo, porque não queria brigar com você. A gente ria do formato das nuvens, da sujeira que eu fazia em minha roupa por não conseguir tomar o mísero sorvete direito e você só de riso largo pra mim. Riso tão lindo, meu bem. Sempre atualizávamos nossas manhãs de notícias, até jornal nós líamos juntos. Como agora é tudo tão estranho, menino! Sento-me no mesmo banquinho todo santo dia, com o sorvete de morango que você tanto gosta na mão, com o jornal no colo, a espera do teu riso… Mas você nem aparece mais. Mudou-se sem deixar endereço, nem avisou que partiria. Deixou-me a esperar por tão perfeita rotina. Agora, começo a manhã sem disposição, nem me incomodo mais em guardar uma camiseta reserva, porque sei que não melarei mais a que visto. Nem fico mais procurando um animal que defina a forma das nuvens e nem me preocupo em sentir-me bem. Quando você foi embora, acabou esquecendo-se de me ligar pra pedir que eu me esforçasse para dar um sorriso sem ti por perto. Esqueceu de me dizer que foi amor e que continuaria sendo amor, ou até que me escreveria, mas nada me chega, a não ser o vento e as nossas lembranças. Eu estou sempre aqui, menino, dormindo pra embarcar em meus sonhos contigo, esperando tuas palavras, apelidos, todo teu amor em forma de carinho. Só espero de ti o mesmo riso largo de antes, e o mesmo “eu te amo”, enquanto tomamos o velho sorvete de morango.
É, vai ser difícil, eu vou sofrer em silêncio, chorar dias, me entupir de sorvete e chocolate. Mas quando essa fase passar, querido, você vai conhecer uma garota que nunca viu, vai conhecer uma nova pessoa, uma menina/mulher que não tem medo de ser feliz, que é louca pelos amigos, louca por festas e que não vai se apaixonar por um outro idiota qualquer. Acredite... você nunca conheceu esse meu lado!
Sorvete para a alma
Quem se humilha como esta criança é o maior no reino dos céus. - Mateus 18: 4
Um pai levou sua família a um restaurante. Antes da refeição, seu filho de 6 anos rezou: “Obrigado pela comida, e eu até agradeceria mais se mamãe nos pegasse sorvete. Um homem!"
Em meio às gargalhadas, uma mulher próxima disse indignada: “Isso é o que há de errado neste país. As crianças de hoje nem sabem orar. Pedindo sorvete a Deus! O rapaz a ouviu e começou a chorar. Nesse momento, um senhor idoso apareceu, piscou o olho e sussurrou para ele: - Pena que ela nunca pede sorvete a Deus. Às vezes, um pouco de sorvete faz bem à alma.
Quando a sobremesa chegou, o garoto pegou seu sundae, caminhou até a mesa da dama e colocou diante dela. Com um grande sorriso, ele disse: “Isto é para você. Às vezes, sorvete é bom para a alma, e minha alma já é boa. ”
Esse menino mostrou o tipo de humildade desinteressada que Jesus falou em Mateus 18. Quando os discípulos perguntaram a ele: “Quem é o maior no reino dos céus?” Ele disse que devemos imitar a humildade e a confiança das crianças pequenas (vv .1-4).
Senhor, ajude-nos a aprender esta lição e a tornar-se mais infantil em nosso relacionamento com você.
Deus, dê-me a fé de uma criança
que confia tão implicitamente,
que simplesmente e com alegria crê na Tua Palavra,
e nunca Te questionaria. - Chuveiro
A fé brilha mais intensamente em um coração infantil. Dennis J. DeHaan
Sabe quando você vê aqueles casais irritantes na rua tomando sorvete e fica com vontade de matar? A gente era esse casal.