Solo
Voragem, vórtice, vertigem: ego. Farpas e trapos. Quero um solo de guitarra rasgando a madrugada. Te espero aqui onde estou, abismo, no centro do furacão. Em movimento, águas
Espalhe por onde você for
uma sementinha de amor.
E se o solo for bom,
Vai brotar, crescer e florescer.
Fé.
É quando plantamos
uma pequena semente
no solo do nosso coração,
e acreditamos sem duvidar
que ela já floresceu
no jardim de Deus.
RAIZ QUE ME PRENDE, ME DEIXAS VOAR?
Raiz que me prende,
Me deixas voar?
Largar deste solo
E folhas lançar
No vento que insiste
Em me acariciar?
Tu me alimentas
E me faz respirar,
És todo o sustento
Do meu caminhar,
Mas preciso da vida
Que está a me chamar.
Estando tão presa
E agarrada a ti,
Não vejo a beleza
Que tem pra além de mim.
E o ar que existe
E joga minhas folhas,
Parece que insiste
Em me ver toda solta,
Não abandonada,
Mas de ti desgarrada,
Pra comigo viver
E a mim conhecer.
Não posso perder
Esse pouco de mim
Que, mesmo sem você,
Existe por fim.
Minha independência
É o meu furacão
Que acelera o fluxo
Do meu coração
E me faz explodir
Procurando emoção!
Não penses que eu vou
De ti me esquecer,
Pois o de que eu preciso
É aprender a viver
Comigo somente
E de mim depender,
Para todos os dias
Eu jamais me esquecer
Que, mesmo tão livre
E com galhos dançantes,
Foste tu, oh, raiz,
Quem me fez navegante!
Nara Minervino.
A clareira indicava a expedição,
Pegadas marcavam o local,
Dali em diante o solo era pagão,
Mas quem se importa com o amoral.
Ao fim do outono as árvores estavam despidas.
O solo, encoberto pelas folhas denotava a estação.
O insípido destino me trouxera aquele largo sorriso,
dentes brancos que revelavam calmaria,
um olhar expressivo que suspendia a respiração.
Ele mergulhava nas incertezas do desconhecido,
e eu... eu o observava transfigurar meu coração.
Vocês percorrem este solo em forma humana, mas têm a alma de um guerreiro. Quando vocês curam seu coração, vocês curam o mundo ao seu redor. Vocês são Luz!
Como deslizar de pytanokopias sobre fervente e árido solo, eu experimentava as angústias e as dores de todas as animas gaollenses diante do inevitável beijo da morte
Trecho do livro 'Caçador de Sombras de Borboletas e Libélulas'
Amigos são árvores frutíferas que Deus fez arraigar-se no solo do nosso viver, eles nos doam a sombra dos seus risos e ainda adocicam os nossos Amargores.
Me embebedaria de cada gota de nossos lábios gostosos em volta de nosso corpos calorosos neste solo pegando fogo.
Em meia a noite te ouviria falar que me ama e em meio ao nosso transcender sentir você viver e responder amo você.
Dizer que do mundo nada sei, mas que ao seu lado logo saberei.
Apontar para o alto e dizer esse é o nosso limite e você dizer quero você.
Te beijar a noite toda e ao transcender sentir que você é o meu bem de mais bem querer.
E em um banho gelado, observando seus traços dizer, estou com você.
Solo de piano,
manhã em brisa fria,
no coração os toques
das notas em dueto,
sintonizando a vida
numa canção que extasia
Não se deixe levar pela irá e pelo ódio, são sentimentos que envenenam nossa alma, cultive no solo de suas emoções o amor e o perdão, estes são sentimentos que nos enobrece e não permita que alguém ou alguma coisa lhe talhem as suas conquistas e se o medo ajudar a te aprisionar no cárcere da sua mente seja forte e enfrente-o pois se você vencer o medo, talvez o ódio não envenenará a sua alma, talvez o amor vai te fazer se apaixonar por alguém, e as suas conquistas serão o prêmio da sua coragem de enfrentar a vida sem medo de ser feliz.
Abençoo o solo de vossas canções em idealizações expurgando todas as maldições mesmo que a dos simples palavrões.
O Tao do Cerrado
Resistência milenar às adversidades:
solo ácido, seca, raios, fogo, enxada,
foice, ignorância, trator e correntão.
Por suas profundas raízes - quando queimado
na primeira chuva é capaz de renascer
em rubros, brilhantes, tenros brotos.
Não apresenta a exuberância da floresta tropical
porém discreto, guarda preciosos remédios
sortilégios e segredos, como ensina a vó indígena.
Considerado infrutífero pelos homens do progresso
sem importância econômica, sem valor
pelos tecnocratas importados - os mais equivocados.
Leve, profundo e misterioso como o Tao -
o caminho da vida - o universo inominado
ensina pelo seu exemplo o viver em equilíbrio:
sem desperdício, no fluxo exato, resíduo zero.
Que dizer de sua rara beleza :
vasto planisfério de luzes e estrelas
espaço em céu aberto de chapadas,
cristal das águas transparentes,
rochas de calcário e jardins de bonsai.
Na força dos seus contrastes
a um só tempo: delicado e agreste
frágil e vigoroso, bizarro e gracioso.
Não podemos permitir que a grosseria
a cegueira e ganância de homens sem raiz
possa vencer a sua obstinada vocação
às mutações, ao milagre da vida.
Delírios
By, Les Portes
Não, não, não
Como poder ser?
A amizade esfrio-se
O solo de guitarra não existe
Sinto-me cansado...
A vida afastou-se da amizade
Ninguém curti ninguém...
As retinas dos teus olhos são estradas
Que estou indo a cem por hora...
Ele e Ela sumiram
Porque a comunicação esfriou-se
E cada um busca seu esconderijo
Em cavernas diferentes
Com títulos e placas eróticos ou "sagradas"
Cultos a eros
Ou Cultos a Deus?
Ele e Ela sumiram
E todos estão sumindo em suas cavernas
Estão se escondendo...
Erotização de tudo
E amor ágape derretendo igual gelo e sol
E por isso estou em um delírio
Com coisas reais
Vendo escapes rotineiros
Fim dos tempos
Deliro delírios...
Mas seus olhos me caem bem!
O Amor é a montanha mais alta,
é incrível, de lá é possível ver tudo.
A aparência é o solo mais superficial,
é lá que as pessoas constroem o mundo.