Sítio

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NA CURVA DAQUELA ESTRADA

⁠Nasci, me criei no sítio
No meu pedaço de terra
Juntinho ao pé da serra,
Meu ranchinho construí;
Sempre ao amanhecer
Quando o sol aparecia
Da minha janela ouvia
O cantar da juriti.
Na estradinha de terra
De poeira, buraco e torrão
Subia lá no espigão
Só pra ver o sol se pôr;
Quando a noite chegava
Dormir não tinha vontade
Me batia uma saudade
Do meu primeiro amor.
Foi lá na curva daquela estrada
Que eu vi passar a minha amada
Na areia deixou seu rastinho pela estrada a fora
Nem me disse adeus e foi embora...
Atrás do meu ranchinho
A onde passa o rio
Na chuva, calor e no frio
Eu pescava lambari;
Na roça tinha quase tudo
Pomar, horta e o cafezal
O bote, chiqueiro e curral.
Na purunga tinha jataí
A minha velha carroça
A charrete e meu arado
Hoje ali enferrujado
No paiol de sapé e madeira;
Com toco e arame farpado
O meu ranchinho cerquei
E o nome dela eu gravei
Lá no mourão da porteira.

Sítio

O morro está pegando fogo.
O ar incômodo, grosso,
faz do menor movimento um esforço,
como andar sob outra atmosfera,
entre panos úmidos, mudos,
num caldo sujo de claras em neve.
Os carros, no viaduto,
engatam sua centopéia:
olhos acesos, suor de diesel,
ruído motor, desespero surdo.
O sol devia estar se pondo, agora
– mas como confirmar sua trajetória
debaixo desta cúpula de pó,
este céu invertido?
Olhar o mar não traz nenhum consolo
(se ele é um cachorro imenso, trêmulo,
vomitando uma espuma de bile,
e vem acabar de morrer na nossa porta).
Uma penugem antagonista
deitou nas folhas dos crisântemos
e vai escurecendo, dia a dia,
os olhos das margaridas,
o coração das rosas.
De madrugada,
muda na caixa refrigerada,
a carga de agulhas cai queimando
tímpanos, pálpebras:
O menino brincando na varanda.
Dizem que ele não percebeu.
De que outro modo poderia ainda
ter virado o rosto: "Pai!
acho que um bicho me mordeu!" assim
que a bala varou sua cabeça?

Claudia Roquette-Pinto
Margem de manobra. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005.
Inserida por pensador

saudades das noites
de verão naquele sitio
por mais que os mosquitos
acabassem com nossa pele
nada poderia acabar com
nossas almas
tendo longas
e profundas conversas

Inserida por talasssofobia

⁠Encontrei-te naquele sítio especial...

Naquele sítio só nosso.
Naquele, onde dissemos as últimas palavras.

Voltei lá, no fluxo do meu pensamento,
E relembrei as palavras silenciadas.

As intempéries destruíram muitas das pedras que lá estavam.
Algumas desapareceram,
Muitas estão mais pequenas.
E outras que lá estão, nunca ouviram falar de nós.

A nossa história ficou com as que foram estilhaçadas pelo tempo,
E nas que desapareceram a pensar que não nos voltaríamos a ver.

A luz, a chuva e o vento quebraram as pedras,
Partiram as nossas palavras,
Desfizeram os nossos olhares,
Transformaram as nossas dúvidas e medos,
E guardaram os nossos abraços.

Inserida por joanamauricio

AO SAUDOSO AMIGO RAIMUNDO DO GALETO:



O ano era 1964, na comunidade denominada Sitio Velho município de Esperança-PB, nascia Raimundo Fernandes dos Santos, sexto filho de uma família de dez, dos inesquecíveis, Paulo de Duda e sua esposa dona Luzia, aquele menino ainda franzino logo se destacara dos demais, como sendo um exímio comerciante, ao coordenar as vendas de leite da família, quase sempre entregues de bicicleta, incentivadas por seus pais, que percebendo o dom do garoto para lidar com aquela atividade, logo tratou de deixar a vida bucólica do campo, para fixar residência na sede do município, onde a principio, o inseriu na escola com o intuito de lhe oferecer uma melhor educação e, dotar- lhe de conhecimento que mais tarde viria lhe auxiliar na condução dos negócios da família.

Contudo, o menino já na pré- adolescência, não externava muita familiarização com as letras, seu forte, claro, rapidamente se evidenciou na habilidade patente com a manipulação comercial, ainda muito jovem, abortou as relações de negócios com seu genitor, pois almejava alçar voos com suas próprias asas, o qual havia lhe inserido na lida do mercado financeiro, pessoa agraciada com o carisma que tinha como peculiaridade, inicia uma saudável amizade com o senhor Romeu Eloy, gerente do banco do Brasil agencia local, responsável por sua ascensão comercial, com a cooperação oferecida pelo amigo mais recente à época, que na qualidade de gerente oferecera-lhe acesso a bons empréstimos, o que lhe proporcionou a criação do Aviário Bruna numa alusão a sua única filha à época, uma das maiores revendedoras de aves vivas da região, Raimundo, data vênia aos seus familiares, poderia eu chama-lo de um inveterado boêmio, porém, sempre externou ser um pai carinhoso e presente. Aviário Bruna crescia em escala estonteante era década de 1980, e o jovem empreendedor expandia seus negócios para outros estados como – Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Nesse mesmo ano, preconizava uma nova amizade com o ilustre Teixeirinha, que vinha de uma celebre campanha eleitoral, na qual foi o deputado estadual mais votado da historia do município em termos proporcionais, daquela amizade, iniciava-se seu interesse pela vida pública, em seguida, apresentou e financiou a campanha de seu irmão Ronaldo do Galeto ao cargo de vereador, infelizmente, sem lograr êxito, mesmo assim, o simpático comerciante, não perdia seu apreço pelos movimentos políticos partidários, herdada de seus pais as boas amizades com políticos de renome no estado e sua inserção na vida politica, tinha sua casa visitada por varias autoridades publicas tais como – Gilbran Asfora, Robson Dutra, Ronaldo Cunha Lima, e o próprio ex vice governador, o saudoso Raimunda Asfora, que alimentava grande simpatia por nosso protagonista.

Todavia, a vida nos reserva não só boas como ruins surpresas, e o nosso dileto amigo Raimundo, não fugiu à regra, depois da bonança, o grande guerreiro amargava momentos de aflição, não só de cunho financeiro, como no plano emocional ao perder seu pai acometido de um CA, ainda relativamente moço , diante de toda essa provação, decide migrar para o estado de Rondônia onde permaneceu por uma década e também construiu um grande patrimônio. Ora! Não sei se por ironia do destino, ou acometido de saudade do seu torrão, retorna ao nosso convívio e de maneira abrupta, deixa esse plano terreno, e muita, muita, saudade a seus familiares e amigos.

Porém, deixa também um legado de boas amizades, simplicidade e humanidade, quando da adoção de um de seus três filhos que ficaram para dar seguimento a sua trajetória prematuramente interrompida. Quiçá, lá onde esteja, tenha convicção de nossa admiração.

Inserida por NICOLAVITAL

O Assoprar

Num canto
De estante

Com marcas
Que o tempo
Traz

Monteiro Lobato
O Sítio

" Reinações
De Narizinho"
Primeiro livro

Narizinho...
Doçura
Da mais
Tenra
Inconfessável
Fantasia

Inserida por samuelfortes

Você & Sítio

Na quietude do sítio
Onde o tempo
Se curva
À melodia da natureza

A alma encontra
A sinfonia da terra

E o espírito se eleva
Na dança cósmica
De sua existência


"Na quietude do sítio, onde o tempo se curva à melodia da natureza, a alma encontra a sinfonia da terra e o espírito se eleva na dança cósmica da existência."

Inserida por samuelfortes

Muitas almas foram morar no sítio para se afastar das pessoas e “ter paz”.

Quanto mais terras haver, mais trabalhos há, sem parcerias de pessoas para ajudar a manter e se não pagar não poderá ter. Na floresta é preciso prudência e humildade para sobreviver.

Inserida por paulocelente

⁠Arrogantes

Há arrogantes em tudo o que é sítio. Há até nas igrejas arrogantes, que querem exercer o seu poder sobre Deus, fazendo-o conceder ao homem aquilo que ele não quer.

No mundo não faltam os arrogantes: Na comunicação social, na vida artística (Cantores imorais), no meio dos humoristas, no mundo da ciência (teoria da evolução das espécies), na política, na governação dos países ( Arrogantes que se atrevem em ir contra os valores de Deus), no meio dos povos pequenos e grandes. Por tanta arrogância, há guerras, fomes, doenças, calamidades.

Depois há os que desejam o reino do anticristo. Enfim o mundo está num caos. Parece que ninguém quer ver o que está acontecendo. Mesmo que os homens desmaiem pelo terror visto, ninguém se apercebe do que está acontecendo. Enfim, ora vem Senhor Jesus Cristo!

Inserida por Helder-DUARTE

Sr. ``José´´, colhia nas áreas de mato, nos arredores do sitio em que morava, pedaços de madeiras, pequenos troncos secos que ali havia devido a aridez do sertão, pra confeccionar esculturas.
... ele escultor nato, coisa passada de pai pra filho, fiel e dedicado, em trazer à tona imagens extraídas de troncos considerado velhos.
Visitantes que por ali passavam pra tomar um água e refrescar-se à sombra foi arguido por uma outra pessoa que ao observar suas obras ficara curioso por perceber tamanha exatidão de detalhes.
Vendo toda aquela exposição disse: mas como e de onde vem toda essa sua expiração e sagacidade de perceber num troco tido como velho e inútil a escultura desenhada na madeira que o Sr. faz com tamanha perfeição?
E este visitante foi surpreendido pela simplicidade de resposta dada pelo mesmo!
.. ao que replicou à aquele moço que ouvia de olhos e boca abertos.
`` Sei não seu moço, só sei que a cada lasca da madeira que retiro, cada passada do formão, surge a beleza que ora se esconde lá dentro até que eu faça toda retirada dos excessos, cada casquinha que encobre a imagem que surge até pro meu espanto´´.
O maior elogio foi ao ver uma imagem do Cristo crucificado e ele de novo perguntou!
E esse ``Cristo Crucificado como o Sr. explica?´´
... e eis que subitamente ele disse!!! `` Sou eu não moço, como já disse, na verdade ele já estava aqui dentro, apenas fui lhe descobrindo a cada lasca de madeira arrancada, e ele foi surgindo feito o sol numa manhã de céu límpido´´.
É por isso que devemos valorizar cada ser e entender sua tenacidade de percepção.⁠

Inserida por dalainilton

- ⁠Um amor no sitio encantado

Num chalé sereno, um jovem casal,
Sob a luz da noite, o amor inicial.
Sentados no banquinho de madeira,
Fizeram juras, promessas, à vida inteira.
Olhos que brilhavam, corações em festa,
No primeiro olhar, a alma se manifesta.
Sonhos entrelaçados, risos a ecoar,
No sítio encantado, onde o tempo vai parar.
“Vamos envelhecer juntos”, prometeram,
Na brisa suave, seus planos teceram.
Caminhar por trilhas, dançar sob a lua, muitos CNPJ’s, e vida flui. 
Cada momento, uma história que flutua.
E assim, os anos passaram, com ternura,
Construindo um lar, vivendo a aventura.
A vida ensinou, mas o amor persistiu,
Em cada desafio, a fé nunca se esvaiu.
Ao chegar aos 75, voltaram ao lugar,
Sentaram no banquinho, prontos a recordar.
Um cigarro aceso, um riso compartilhado,
Relembrando a juventude, o amor eternizado.
Com mãos entrelaçadas, seus olhos se encontraram,
As promessas de outrora, na memória, brilharam.
Na simplicidade do ser, a grandeza do amar,
No banquinho de madeira, a vida juntos a celebrar.

Inserida por samia_lourena

⁠Poema - Presidente Genocídio

Presidente genocídio
Serve nem para administrar sítio
Já admitiu zoofilia
É o primeiro da fila
Dos piores políticos
Sempre fui um dos críticos
Em dois mil e dezoito
Se elegeu atacando os outros
Comprando aquele juiz
Espalhando fake news
No gabinete do ódio
Sempre homofóbico
Sempre racista
Sempre machista
Apoiando a ditadura
Falou na cara dura
Que era favor da guerra civil
Matando uns 30 mil
Chamou o Ustra de herói nacional
Um cara que era do mal
Que torturava
Que abusava
Matou muitos inocentes
O pior que disse isso antes de virar presidente.

Sempre tem que colocar
A saúde em primeiro lugar
Mas quando mais precisou
O SUS só não privatizou
Porque teve repercussão negativa
Sempre mudando sua narrativa
No surto da pandemia
Se preocupou mais com a economia
Que é feita com vidas
E quando a saída
Era máscaras e isolamento
Foi contra em todo momento
Recusou comprar vacinas
Preferiu investir em Cloroquina
Que sempre foi reprovada
Mas por ele sempre apresentada
Até para as emas
Fala que luta contra o sistema
Deveria trabalhar era no circo
Não nasceu para ser político
Pior do que uma facada
É tomar decisões erradas
Porque a caneta na mão do mal-administrador
Mata mais do que uma arma na mão do atirador.

Inserida por 10uilton

Uma liderança mal-resolvida, com assuntos pertinentes somente à construção civil, sítio, mídia e eventos na agenda, o rebanho é vítima do mundo que assola suas famílias, a vizinhança e a sociedade.

Inserida por HelgirGirodo