Separação
Voltar com ex é perda de tempo, pois os problemas que levarão a separação continuarão lá e ainda é infrutífero tentar algo que já deu errado.
Lembra-te, quando fomos condenados
a magoa eterna da separação,
e a dor, o exílio, os anos fatigados,
me houverem corroído o coração;
pensa no extremo adeus, nesta triste existência!
Para quem ama, o tempo é nada, e é nada a ausência.
Meu pobre coração, até morrer,
sempre te há de dizer:
Lembra-te!
Lembra-te
ainda quando paz sem termo
ele, extinto, gozar na terra fria;
e quando, em meu sepulcro, a flor do ermo
Desabrochar suavemente um dia!
Não mais tu me hás de ver;
mas, onde quer que vás,
junto de ti minha alma - irmã fiel - terás!
E, alta noite, hás de ouvir a voz desconhecida,
murmurando sentida:
Lembra-te!
Casamento é uma convenção, o meu amor não cabe nisso não, ele é livre e moderno sem grinalda nem terno que seja eterno enquanto sincero e eterno.
Leve uma parte do meu coração e faça dela sua
Então, quando estivermos separados
Você nunca estará sozinha
Eu estava recém-separada e com aquele discurso cafona de de não morar junto nunca mais. Mas aí você começou a jogar sujo, e fez coisas terríveis e imperdoáveis, como brincar com o meu filho e saber o número do meu pé. E eu fui estudando desesperadamente para descobrir os seus defeitos, porque não era possível alguém acordar bem-humorado e ainda por cima fazer cappuccino com aquela espuma profissional. E assim eu fui ficando… uma semana, um mês, sete anos. E assim estou, sem planos de ir embora.
E se um dia nos separarmos, ficarei triste e feliz ao mesmo tempo. Triste por acabar, mas feliz por ter a oportunidade de passar os dias mais felizes da minha vida ao lado da mulher mais magnífica do mundo. Você!
Quando duas pessoas se separam, não significa que o amor tenha chegado ao fim. Talvez exista a necessidade de provar que não possuímos a pessoa amada. Talvez a vida simplesmente não esteja fluindo...
Permanecer com a mesma pessoa por toda a vida é admirável, mas não significa que tenhamos aprendido a amar. Amar é muito mais amplo...
A vida é feita de ciclos. Aqueles que amamos algum dia irão partir. Mas retornarão, nessa vida ou na outra...
Sim, o amor é eterno, as relações é que são impermanentes.
Nós estamos aprendendo a amar incondicionalmente, pois o amor, assim como a felicidade, não possui idade, escolaridade ou estatus social.
Estamos diante do grande desafio da vida: compreender o amor.
Não dá pra entender certas "mães" separadas...
Se o pai (que não quer ser pai) não pagar pensão ou pagar uma miséria... Ele é um pai ruim. (E é mesmo)
Mas se paga até acima do que pode (e do que cabe por lei), nunca está bom e é tido como um pai ruim, porque não paga o que a "super mãe" acha que ele deveria pagar.
Se o pai (que não quer ser pai) some, não está nem aí pro filho(a)... É um pai ruim. (E é mesmo)
Mas se ele quer, ao menos, a guarda compartilhada, pois quer - ter não só o dever como o direito de - participar ativamente do crescimento e formação do filho(a), sendo um pai que cria e não só o biológico que paga; ele é tido como ruim, porque "quer tirar" o filho(a) da mamãe-onça.
Se a madrasta (que não quer ser "boadrasta") rejeita, maltrata, abusa... Ela é ruim. (E é mesmo!!!)
Mas se ela dá atenção, carinho, auxílio, é tida como ruim também, porque "quer disputar" com a mãe ou provocá-la.
Se o filho(a) quer ficar com a mãe, logo, entende-se que é pelo amor, cuidado, proteção e carinho que ele(a) recebe da "super-mega-ultra-hiper-master-power-mãe"...
Mas se quer ficar com o pai, é por quaisquer outros motivos, exceto os mesmos; como se o pai não fosse capaz de dar tudo isso também, como se o direito de convivência fosse só da mãe, como se a criança fosse um "objeto" - de posse, propriedade, detenção e responsabilidade - de um só "dono"-genitor.
Daí essas "mães" vêm com aquele papinho de que "pai é quem cria"... Exatamente! Desde que elas (e a lei) facilitem isso... Ou então: "mãe é mãe e a criança precisa da mãe e blá blá blá"... Oras, para que serve então a figura do pai? Qual lei diz que a criança não precisa da convivência com pai?
É como se a mãe fosse um ser superior ao pai e infalível... E o pai automaticamente substituível por qualquer padrasto ou mesmo pela própria mãe que quer ser "Pãe", mas não pra custear $$, porque aí é com o pai biológico...
A verdade é que tudo nessa vida é questão de grana!
Quando estão casados, tudo bem passar dificuldades, o filho comer arroz com ovo, estudar em escola pública e não ter roupas novas todo ano. Mas quando separa, incrível como tudo isso muda! E aí do pai ser um pobre trabalhador assalariado...
Os bons pais pagam pelos maus, isso é fato! Mas tem MUITAS mães que usam seus filhos para castigarem seus ex-cônjuges, pelo fracasso de seus relacionamentos (muitas vezes devido ao seu fracasso como esposa) ou qualquer outro motivo geralmente banal que não justifica o ato, já que a criança não escolheu vir ao mundo e não tem culpa dos fracassos ou imaturidades dos adultos.
O nome disso é Alienação Parental, e isso é GRAVE, é COVARDE, monstruoso! Uma mãe dessa pode gerar inúmeros traumas ou dificuldades psicológicas-emocionais na criança, que ela levará para a vida toda e em todos os campos da sua vida.
Quer ser mãe-independente? Tudo bem! E é muito simples... Basta fazer o filho sem compromisso algum com o outro genitor e sustentar sua cria sozinha. Tem que ser "muito macho" pra isso.... Agora, se fez seu filho(a) para ter um pai, aceite que ele(a) tenha um pai, respeite a paternidade, principalmente se ele é um ótimo pai na visão de todo mundo (ainda que na sua não seja). Apenas seja mãe, se é que você pode fazer isto.
O que somos? Parceiros? Casal?
A TV nos separa o tempo todo.
O tempo passa e a nossa união se evapora
junto com as programações.
Quando acabar a novela, a nossa vida a dois vai trocar os atores, e só vai restar raiva, ira e separação
fronteiras
são criação do homem
só nos separam fisicamente
não deixem que elas nos
coloquem uns contra os outros
A Plenitude da imaturidade!
Quando nos casamos, éramos ambos apaixonados e românticos. Não conseguíamos ficar no mesmo ambiente sem trocar olhares, abraços, toques. Dormir ou sair do mesmo ambiente significava uma despedida que exigia um beijo ou abraço. Acordar ou voltar ao ambiente representava um reencontro que também exigia o mesmo. O sentimento era: “Que alívio que vc está de volta”! Isso transmitia amor, saudades, alegria e uma imensa sorte por termos encontrado um ao outro. Com o passar do tempo, pouco a pouco isso foi se perdendo. Pouco a pouco um coração dizia ao outro: “Você não é mais tão importante. Não sou tão sortudo ou sortuda por ter você ao meu lado. Não sinto sua falta quando você sai nem quando vc viaja” Com isso um coração ouvia: “ Não sou mais amado!” Dura convicção imatura. Imensa dor infantil que só uma criança sabe como dói. Os adultos sabem apenas que é bobagem. Mas a dor da criança, neste caso um adulto, é real. Ao refletir, o adulto reconhece que o que foi perdido não significa que o amor se foi, mas sim que surgiu uma nova forma de amar. Uma forma mais fria, mais distante, menos intensa, com menos desejo, menos carinho, menos emoção, porém mais madura. A adaptação a essa nova forma é sofrida e dolorosa. O coração se questiona: “Será que vou me adaptar? Será que quero me adaptar? Essa nova forma é capaz de trazer plenitude? “ Não sei a resposta. Só sei que nesse momento almejo um amor maior! Gostaria de ter permanecido na imaturidade!
Terminar um relacionamento não é fácil, ô, eu sei disso. O pior é quando terminam por você. Quando você não tem sequer uma escolha, uma opção, não tem a palavra final. Você não conseguiu olhar nos olhos do outro pela última vez e não houve uma despedida.
Eu acredito que mesmo que "ninguem tenha nascido grudado"
Que Deus dividiu a mesma materia para fazer algumas pessoas.
E quando essas pessoas se encontram.
Tudo se mistura denovo.
Tudo flui.
Tudo é especial.
Por isso a identificação
A impressao de ja pertencerem um ao outro em outras vidas.
E quando se afastam algo fica e algo vai
E os dois sentem um ao outro dentro de si.
É... infelizmente se acabou
tudo que havia entre nós se transformou
em um amontoado de amargura e rancor
Não... já não há remédio para nós dois
não vou, não pretendo deixar nada pra depois
Tudo se acaba aqui!
Eu... não me vejo mais nessa condição
vivendo junto sem amor e sem razão
esperando na morte a única solução
Sei... já é hora de isso tudo ter um fim
eu sigo sem vc, vc segue sem mim
chega... chega de chorar...
Para vc pode até parecer o fim
talvez algo bom para vc mas não é o fim
é so o recomeço para mim!
Fomos amigos
Antes sorrisos, segredos e confiança,
Hoje, saudade,
Tristezas, lembranças.
O que o tempo nos fez, amigo?
Tirou-nos o brilho de um sonho imortal,
De uma amizade forte e fraternal,
Que jurávamos que nunca adormeceria.
O que o tempo nos fez, amigo.
Fomos ouvintes, confessos e secretos,
como cofres lacrados por dentro,
Servimos de apoio, conselheiros por natureza.
Hoje nem um alô, nem um aceno, nenhuma certeza.
O que o tempo nos fez amigo?
Tirou-nos toda beleza,
O brilho da amizade mais certeira.
E por quê? É o que pergunto, amigo.
Sou o mesmo,
Mesmo que em outro endereço,
Mesmo que com outro sorriso,
Sou o mesmo,
Aquele que sempre lhe quis bem,
Nas horas boas e de aflitos,
Em seus abraços, em seus conflitos;...
O que o tempo nos fez, amigo?
Nós ficamos ali, olhando um para o outro, dizendo nada. Mas era o tipo de nada que significa tudo. Nos seus olhos, não havia nenhum sinal do que aconteceu entre nós e eu senti alguma coisa quebrar dentro de mim.
O que faz um casamento durar não é apenas o modo como o casal vive os momentos felizes, mas principalmente pela forma como irão encarar as dificuldades.
Vocábulos vazios
Alguns dias são piores que outros. Na maioria das vezes me perco em pensamentos. Deito-me, olho o teto do quarto e espero o tempo passar, se perder. Alguns dias nada faz sentido, não me lembro de ações anteriores, não meço meus atos posteriores, me perco no relógio. Alguns dias eu queria apenas algumas horas a menos, dormir e acordar sem compromissos, planejamentos ou regras a seguir. Em alguns desses dias, o mar é meu refúgio, imagino-me prostrada sobre a areia fina, observando o céu, as constelações, dando nome a todas elas, uma por uma.
Em outros desses dias, sinto minha garganta queimar, meus pulsos arderem e meu peito doer, cada vez mais forte, cada vez por mais tempo, e assim o tempo passa. Algumas vezes uma pintura, uns escritos, são o bastante pra me definir. Algumas vezes, me encontro em meio a um punhado de lágrimas e soluços ritmados com meu coração. Algumas vezes, para ser sincera, não vejo em mim muito mais que uma pilha de pincéis, palavras e livros lidos, ao se tirar isso, não sobra muito de mim.
Sou fraca, você me disse uma vez, lembra? Eu concordei, mas acho que essa frase nunca fez tanto sentido quanto agora. Sou fraca com relação a você e ao mundo. Sou fraca por não conseguir lidar com minhas emoções, principalmente quando se trata de você. Às vezes dói, às vezes faz mal, e às vezes eu só queria mais um cigarro e uma dose daquele whisky barato que comprei na esquina outro dia. Cada dose te tirou um pouco de mim, e ao final do litro, nem conseguia dizer o teu nome. Talvez fosse bom, talvez eu realmente quisesse que você evaporasse junto com cada um daqueles tragos de cigarro dos tantos que dei. Talvez você já tivesse evaporado, se misturado com o ar, talvez eu só não soubesse.
Algumas horas eu penso em te deixar, em outras dessas eu não vejo muito futuro sem você. Meu pensamento é como uma bola, e você, um jogador empenhado, daqueles que são realmente bons. Você chuta uma vez, duas, três, de novo e de novo, enquanto tudo se agita por dentro, enquanto tudo se mistura e nada mais fica estático. É sempre assim quando te vejo, já percebeu? Meus olhos vidram nos teus castanhos vivos, nas tuas órbitas que parecem querer juntar-se as constelações que estariam ali, acima do mar. Você também ama o mar não é? Te ouvi dizer isso uma ou duas vezes, não lembro. Guardei comigo só o que considerei importante, todo o resto foi descartado, junto com tudo que me lembrasse você.
O teu "adeus" me perfurou a carne, como uma furadeira entrando por meus órgãos e me causando hemorragia em cada um deles. Um sangue imperceptível e coagulante que a ti pouco importava.
"Espere por mim", você dizia em meus sonhos, e neles, você realmente vinha, mas a vida real não funciona assim. Meu sangue se infectou por todas as manchas negras causadas pela nossa separação, meu corpo desidratou por todas as lágrimas derramadas em teu nome. E minha cabeça girava, minha boca, seca e meu sorriso, sem vida. Este e aquela, antes se iluminavam ao te ver, emanavam uma luz quase tão ofuscante quanto tua própria presença.
Se meus sonhos pudessem se tornar realidade, meu peito agora não doeria, minha voz não falharia, minhas pernas não estariam a fraquejar. Se aquela praia estivesse comigo, meus pulmões teriam o mais puro ar, poderia vislumbrar as estrelas, e te ver acima de mim, em cada uma delas. Já que não posso, essa tarefa cabe a ti e somente a ti. Quando vir as estrelas, quando for à praia, lembre-se de mim uma vez ou outra. Lembre que te amei um pouco mais a cada dia, até perder o controle por completo de mim mesma. Lembre que seu rosto, seu sorriso, seu abraço, são as melhores coisas que eu já experimentei nesse mundo, que tu fostes meu abrigo nos tempos de tempestade, minha calmaria em meio ao nevoeiro, e agora tem minha vida em suas mãos.
Eu, carbono, ei de me decompor logo mais, você, com seu desamor seja feliz pela presença que te invade, vais e não magoe ninguém mais...
Thaylla Ferreira {31/07}