Semblante
São Miguel, eu encontro-me aos vossos pés e clamo para que teu forte e bravo semblante afugente tudo de ruim e maldades que rondam a minha vida. Seja espiritualmente ou em forma de intrigas, fofocas e invejas. Rogo que cruze as tuas espadas de fogo sobre a minha frente, protegendo-me e fazendo um escudo contra as armadilhas da vida, as maldições, pragas e todo o mau que existe em meu caminho. Não deixe que os erros dos antepassados respinguem na minha geração e dos meus, São Miguel Arcanjo guie minhas palavras pensamentos e ações, mostra-me o caminho a seguir, fortaleça minha fé para que eu nunca desista, São Miguel com sua luz me ilumina, com suas asas me cubra e com sua espada me defenda Amém!!
Em um canto sem luz, ele parado a olhava e via o semblante de loucura que existia ali. Ela que outrora era controladora, o vendo parado sem conseguir ver seus olhos mais uma vez, sentia que a fera que existia dentro de si, hoje era dominada. A angústia dos sentimentos se perdia em um turbilhão de detalhes que estavam ali, naquele momento frente-a-frente. Um olhar escuro começava a dar lugar a luz clara que o irradiava por causa daqueles caprichos que ele tanto amava. Ao olhar sua musa ali, aos seus pés implorando seu perdão, ele sentia que nada mudaria tal situação e que aquela fraqueza, não cabia no ego que ele antes idolatrava. Ela por sua vez, não acreditava que seu amado, que a conquistara com tanto ardor, naquele momento começava a lhe igualar aos outros seres. Não para ela que tanto havia sido cortejada e desejada e que não entendia a volta daqueles sentimentos que a haviam atormentada por outros em outros momentos vividos. Ele se move das sombras na direção dela, lhe desfere um beijo e sai sem rumo definido. Ela chora agarrada ao tapete da sala se perguntando onde estavam suas súplicas de ajuda feitas em oração contra o fim daquele desalinho. Eis que a porta se abre e ela enfim consegue ver os olhos daquele que havia partido. Eram olhos de ternura e de cansaço que mostravam fardos de uma vida que se esvaia. Ele se ajoelha perante a dona de seus raios de luz e a toma nos braços. Ela fica calada e entende que ali estava seu porto, seu protetor. Aquele que poderia ter raiva do mundo mas que jamais poderia desgostar de sua dama ao ponto de partir deixando seu coração para trás. Os dois se congelam naquela cena de época e sobem aos céus como pequenos feixes de luz dentro de toda aquela escuridão que consumia todo aquele lugar, provando que não há no mundo escuridão, sombra ou pavor que possa acabar com a luz que existe dentro de cada um de nós.
SONETO DE UMA LOUCA PAIXÃO
Vejo em você, neste teu semblante,
Estampado neste teu lindo sorriso,
Esta coisa que se faz tão radiante,
Que é este teu amor, de que eu tanto preciso,
E isto me deixa livre o mais que o bastante,
Bem como, desinibido e descontraído,
E diga a você, agora neste instante,
Que por você e o seu amor, eu fui contraído.
E desde então, este meu pensamento,
Só pensa em você, a todo o momento,
E já não posso mais lhe esquecer.
E queira acreditar, que este meu sentimento,
É puro, sincero, e que vem lá de dentro,
Deste meu coração, que só quer lhe pertencer.
Posso ser pobre de semblante e de bens materiais, adjetivos que os hipócritas não valorizam. Doravante não vivo como esses que se dizem perfeitos. A qualidade do ser humano não esta em suas riquezas e nem em sua formosura genética ou corporal. Esta em seu caráter e ações que venham deixar belas a vida do seu semelhante.
E o sorriso delineado em seus lábios dando ao semblante uma feição sorridente, camufla por completo su’alma - um território medonho imbuído de fantasias e alucinações, a fim de despertar um turbilhão de sentimentos desconhecidos. Conhecer-me significa me sentir, entender o meu eu, “tocar” meu intrínseco – arrisque-se, todavia, nem eu fui capaz de tamanha façanha.
O sorriso que outrora estampei em meu semblante, hoje morreu.
Esse sorriso de agora, nasce e repousa em outra face.
Ele vem e se demora. Despido de qualquer disfarce.
Sorriso que vem repentinamente no improviso,
Com um lápis na mão desenha meu riso.
Contorna-o sem prévio aviso.
Sorriso que transforma o meu lado preto e branco.
Luz e paz ele me trás. O que eu sempre quis.
Colorido que reflete em minha íris.
Sorriso que me envolve, muda, quando desnuda.
Afastando de mim, o medo, o frio, a dor.
Fazendo-me sentir seu intenso calor.
Sorriso pulsante que me faz sentir viva. Querer viver.
Faz-me sentir especial. Simplesmente feliz assim.
Sentimento que nasce e morre em mim.
A ESPERA
Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo
fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento
despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino…
nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão
ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia…
vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração
recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida
gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver
Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover
vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos
enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos…
na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim
e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!
Podes até achar magnífico o que vê em meu semblante, mas se olhares dentro de mim, verás o que a de mais deslumbrante.
Refletir sobre a vida dói, e antes que alguém me veja num semblante que não condiz com minha personalidade, preciso sumir um pouquinho. Talvez eu queira sumir só pra ver quem vai atrás de mim.
“Lindo é o semblante daquele que ajuda os outros antes de pensar em si mesmo, pois nem o desgaste provocado pelo tempo destrói a beleza emanada de uma alma alimentada pelo amor”.
Faz tempo que noto em teu semblante uma paz carinhosa de quem entendeu que a vida é feita de pequenos e preciosos momentos, que juntos formam um grande mosaico de existências entrelaçadas, formatadas na certeza de que tudo é transitório e perfeito do jeito que é!
Em meio a tantos rostos e fisionomias um semblante me chamou a atenção;
um idoso cheio de rugas, com pouca vida aparente e muita vida na memória.
Fitava-me com o olhar de criança sábia, a idade pesava no corpo mas aqueles olhos transpareciam juventude, olhar de quem é capaz de apreciar com muita calma a dimensão de um tempo ilusório.
A certeza da morte iminente só aumentava o tamanho de seus dias que eram lúcidos e intensos, ele vivia o presente de tal maneira que sua existência era plena e infinita a cada instante. Sua alma emanava energia branda, reflexo da leveza de uma consciência tranquila.
Os anos enalteceram sua sabedoria a tal ponto, que aquele senhor não precisou sussurrar nenhuma palavra, para me narrar toda a beleza de uma vida!
Crônica de natal
Uma Belém buscada no imaginável ou que sabe aquém dos sonhos, pois semblante de familiares traduzia a ambiguidade, embora em menos quantidade do que gostaríamos, mas ali reinava o clima de paz, pois sentíamos a presença do Criador. Neto a conduzir um carrinho de mão como a duvidar que em suas mãos não coubessem os tantos presentes desejados, outros brindando o dia festivo com olhos já brilhantes deixando perceber a presença etílica no organismo. Apos a troca de presentes e uma ceia algo boa pois alguns se predispunham a repeti-la, todos de volta a seus respectivos lares já sonhando com o natal de 2014.
Todo ser erudito evoluí em implosão, sofre no semblante tranquilo, sabendo frear emoções. Ele é feito do efeito colateral do sentimentos, mas sabe que o amor mesmo integro, sempre foi divisor. Nem todos são pra viver, em sua maioria apenas pra sentir, e concluir o kárma. Nossas certezas são frágeis, e poucas intenções são belas. E viver é desintegrar muito antes de morrer, devido as mudanças ininterruptas. É absorver da vida o seu melhor. É desatar, desandar, murchar e florescer. É também crescer, colocando a razão à frente do coração. Ele que é impulsivo, forte e quase sempre exagerado. Tantas energias nos atravessam, e outras vem ao nosso encontro. A vida é contundente, é um breve suspiro, de acelerados passos. É tudo tão depressa, que a tudo nos arremessa. Ela se nomeia agilidade, mas é busca livre por felicidade. Ela nos desconecta de uns, nos interpela em nossos erros. Nos dá muitas chances, é sempre retorno daquilo que temos enviado.
Eles não entendiam, e nem iriam entender; Que o semblante de felicidade surgia da dor do prazer.
Eles não se importavam com o que iria acontecer; Mas a questionaram como surgia o escurecer.
Eles a pressionaram, não entendiam o seu querer;
E ela sem paciência, rejeitou toda demência e decidiu se romper.
Eles a perseguiram, suas vontades ela teria de conter.
E ela que já se perdia e começava como os outros a também não entender.
Ele chegou sem medo, olhou com selo o seu sofrer.
Ela que nem notara o seu análogo aparecer.
Ele correu o mundo, queria tudo o que ela havia de esconder.
Ela ficou com medo, tentou fugir e se conter.
Ele criou pra ela um mundo torto pra conhecer.
Ela o seguiu aos poucos e viu que os outros não precisavam compreender.
Ele nunca quisera a cinderela que ela não podia ser.
Ela emocionada, voltara a ter o seu prazer.
Ele com seu talento, já dominara aquele ser.
Ela sem a fobia; Ele com seu poder;
Eles vivem um no outro,
Núcleos insólitos a se envolver.
13.11.2017
Daiane
daiane é um belo nome,
rima com diamante,que é um belo semblante.
dona de um belo sorriso,
que gostaria de te-lo por todo infinito.
voz suave e meiga,
que me encanta vossa, vossa alteza.
parece frágil, e se mostra guerreira,
mas sempre será minha princesa.
olhos que possuem um brilho a mais,
que fascinam esse nobre rapaz.
a lua, o céu o mar me lembram você,
por isso me ponho a escrever.
Depois de tantos elogios,adjetivos e caprichos paro pra raciocinar,
depois desse poema,é em você que começo a pensar.