Se me quer

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desejo-te

hoje já acordei pensando em ti.
nem sei se ainda existe
eu sem você,
só sei que quero você aqui
e quero de verdade
ter você em meu viver..

já te desejei assim que te vi
menino belo e carismático
vem sentir o amor
que sinto por ti..

esse desejo escondido
que não quero mais esconder
esse desejo é tão lindo
que quero contigo viver..

desejo seus labios beijar
desejo as tuas mãos sobre mim
desejo sempre te amar
eita que desejo sem fim..

O diabo quer roubar, matar e destruir. Um casal abençoado por Deus, aliançados em Deus, se torna uma potência para destruir as fortalezas do inferno.

"Você mente ou manipula outros para conseguir o que quer?"
Sempre que me convém. Mas não é de propósito. Eu acho.
É incrível porque fazer isso não me faz sentir culpada.
Não mais.
Antes eu tinha problemas para controlar o sentimento de culpa,
Ficava me preocupando e pensando que alguém sempre ia descobrir.
Hoje sou indiferente à tudo e à todos.
Vejam até que ponto eu cheguei!
Vejam até que ponto uma pessoa pode chegar!
Não lembro quando foi a primeira vez que fiz isso.
Mas já faz bastante tempo.
Mentir e manipular já se tornou um hábito tão forte que já é impulsivo.
Eu estou falando a verdade e quando vejo já estou contando a maior mentira.
Chega a ser engraçado.
As pessoas são tão ingênuas que acreditam em qualquer coisa que
Uma pessoa com cara de sofrimento conta à elas.
Eu às torturo sem que elas saibam.
Pode parecer maníaco,
Mas eu não me importo.
É divertido de se ver.
Eu faço as pessoas sentirem pena de mim.
Eu choro para elas.
Me lamento.
E continuo contando mentiras atrás de mentiras.
Esse texto mesmo pode ser uma mentira.
Nem mesmo eu sei quando estou falando a verdade ou quando estou mentido.
É tudo tão complicado.
Tudo tão escuro.
Na verdade, eu sou uma pessoa estranha.
Sou instável. Se você parar para analisar,
Meus pensamentos e sentimentos escritos aqui são tão confusos
Que nem mesmo eu entendo.
Talvez eu não seja a pessoa mais confiável do mundo. Talvez.
Porque ninguém consegue enxergar que tudo não passa de um teatro?
São todos tão cegos assim?
Sabe, na maioria das vezes eu não ligo de ser desse jeito.
Fiquei sabendo que todos temos algum tipo de defeito, algum carma.
Esse talvez seja o meu carma, talvez nunca consiga me libertar.
Mas será que alguém algum dia vai conseguir me enxergar
E perceber o que eu realmente sou?
Mas como? Nem eu sei o que sou.
Assim como na maioria da vezes eu não me importo,
Tem outras vezes que só o que eu queria é conseguir contar uma verdade inteira para alguém.
Sem mentir. Sem omitir.
Será isso algum tipo de doença?
Por que ninguém faz nada?
Muitas vezes, me pego pensando porque faço essas coisas.
Doença Mental? Genética? Quem sabe?
Acredito que não seja uma coisa fácil de se explicar.
Eu nem posso culpar ninguém e isso é uma droga.
Eu nem posso dizer que é uma voz que eu desconheço que me manda fazer essas coisas
Porque eu sei que não é.
No fundo eu sei que quando estou fazendo coisas erradas, muito além das mentiras,
Estou sã, em meu estado normal.
Mas então, porquê?
Por que faço tudo isso?
Só uma explicação já me deixaria muito feliz.
Eu só queria entender o que eu sou.
Eu só queria entender o que eu estou fazendo comigo.
Eu só queria poder organizar minha mente.
Enxergar tudo de forma clara.
Eu gostaria muito de me curar.
Muito mesmo.
Mas acredito que isso é como uma doença incurável.
A única coisa que posso fazer é sentar e esperar que isso acabe comigo, aos poucos.
E então, será o meu fim.
E espero que também seja o fim das mentiras.
Espero que seja o fim de toda essa sujeira que faz parte de mim.
Espero muito mesmo.

A alma do vinho

Na garrafa a alma do vinho arrolhada
Transpassa o desejo de degustação
Quer mais que goles na madrugada
Quer ser lacre no fado da emoção

Bem se sabe o deleite que seduz
São néctar as papilas de puro prazer
Dando coragem que nos conduz
Nos vestindo de abrasante ser

Fogueada face em plena amiga rodada
Escorre no cristal num balé aromatizado
Estirpe que nos lábios tem elegância atracada
Que faz do espírito um eterno apaixonado

Oh! Prisioneiro do cárcere de vidro
Tu libertas o meu poetar a chilrear
Em leveduras dos amores contidos
Velho e bom amigo que vem consolar.

Luciano Spagnol

Supere a separação

Não tem para quer ficar se lamentando pelo que já passou, ou ficar pensando no que poderia ter feito. O importante é saber que você deu o seu melhor.
E se o seu melhor não foi o suficiente, paciência!
Agora levante a cabeça e siga em frente.
Todos os dias o sol acorda e brilha para todos e não espera que alguém o agradeça. Então, faça o mesmo e brilhe.
Não se preocupe. Um dia, aparecerá um certo alguém que te dará o valor que mereces e te transbordará de amor.

Acredite! Às vezes esse amor está mais próximo do que você esperava.

A força mental é senhora da força física, pois se a força da mente quer, o corpo obedece.

Porque amor é algo que não se tem nunca. É o vento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro”.

(em "Onde mora o Amor", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990.)

Quer ser um sucesso na política nacional brasileira? É simples, faça a mídia dizer ao povo o que é certo, depois faça o que disse, que a partir dai não mais importa se é certo ou errado, você será um sucesso.

PRIMEIRO DE DISCURSO DE MICHEL TEMER COMO PRESIDENTE:

Olhe, meus amigos, eu quer cumprimentar todos os ministros empossados, os senhores governadores, senhoras e senhores parlamentares, familiares, amigos, senhoras e senhores,

Eu pretendia que esta cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém ao momento que vivemos. Entretanto, eu vejo o entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores, e tenho absoluta convicção de que este entusiasmo deriva, precisamente, da longa convivência que nós todos tivemos ao longo do tempo. Até pensei, num primeiro momento, que não lançaria nenhuma mensagem neste momento. Mas percebi, pelos contatos que tive nestes dois últimos dias, que indispensável seria esta manifestação.

E minha primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade da nossa democracia; confiança na recuperação da economia nacional, nos potenciais do nosso país, em suas instituições sociais e políticas e na capacidade de que, unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade.

Reitero, como tenho dito ao longo do tempo, que é urgente pacificar a Nação e unificar o Brasil. É urgente fazermos um governo de salvação nacional. Partidos políticos, lideranças e entidades organizadas e o povo brasileiro hão de emprestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Ninguém, absolutamente ninguém, individualmente, tem as melhores receitas para as reformas que precisamos realizar. Mas nós, governo, Parlamento e sociedade, juntos, vamos encontrá-las.

Eu conservo a absoluta convicção de que é preciso resgatar a credibilidade do Brasil no concerto interno e no concerto internacional, fator necessário para que empresários dos setores industriais, de serviços, do agronegócio, e os trabalhadores, enfim, de todas as áreas produtivas se entusiasmem e retomem, em segurança, com seus investimentos. Teremos que incentivar, de maneira significativa, as parcerias público-privadas, na medida em que esse instrumento poderá gerar emprego no País.

Sabemos que o Estado não pode tudo fazer. Depende da atuação dos setores produtivos: empregadores, de um lado, e trabalhadores de outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade. Ao Estado compete — vou dizer, aqui, o óbvio —, compete cuidar da segurança, da saúde, da educação, ou seja, dos espaços e setores fundamentais, que não podem sair da órbita pública. O restante terá que ser compartilhado com a iniciativa privada, aqui entendida como a conjugação de ação entre trabalhadores e empregadores.

O emprego, sabemos todos, é um bem fundamental para os brasileiros. O cidadão, entretanto, só terá emprego se a indústria, o comércio e as atividades de serviço, estiverem todas caminhando bem.

De outro lado, um projeto que garanta a empregabilidade, exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais. Por sabermos todos, que o Brasil lamentavelmente ainda é um País pobre. Portanto, reafirmo, e o faço em letras garrafais: vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo, e, portanto, terão sua gestão aprimorada. Aliás, aqui mais do que nunca, nós precisamos acabar com um hábito que existe no Brasil, em que assumindo outrem o governo, você tem que excluir o que foi feito. Ao contrário, você tem que prestigiar aquilo que deu certo, completá-los, aprimorá-los e insertar outros programas que sejam úteis para o País. Eu expresso, portanto, nosso compromisso com essas reformas.

Mas eu quero fazer uma observação. É que nenhuma dessas reformas alterará os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros. Como menos fosse sê-lo-ia pela minha formação democrática e pela minha formação jurídica. Quando me pedirem para fazer alguma coisa, eu farei como Dutra: "o que diz o livrinho?" O livrinho é a Constituição Federal.

Nós temos de organizar as bases do futuro. Muitas matérias estão em tramitação no Congresso Nacional, eu até não iria falar viu, mas como todo mundo está prestando atenção, eu vou dar toda uma programação aqui. As reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Uma delas, eu tenho empenho e terei empenho nisso, porque eu tenho nela, é a revisão do pacto federativo. Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, não sendo uma federação artificial, como vemos atualmente.

A força da União, nós temos que colocar isso na nossa cabeça, deriva da força dos estados e municípios. Há matérias, meus amigos, controvertidas, como a reforma trabalhista e a previdenciária. A modificação que queremos fazer, tem como objetivo, e só se este objetivo for cumprido é que elas serão levadas adiante, mas tem como objetivo o pagamento das aposentadorias e a geração de emprego. Para garantir o pagamento, portanto. Tem como garantia a busca da sustentabilidade para assegurar o futuro.

Esta agenda, difícil, complicada, não é fácil, ela será balizada, de um lado pelo diálogo e de outro pela conjugação de esforços. Ou seja, quando editarmos uma norma referente a essas matérias, será pela compreensão da sociedade brasileira. E, para isso, é que nós queremos uma base parlamentar sólida, que nos permita conversar com a classe política e também com a sociedade.

Executivo e legislativo precisam trabalhar em harmonia e de forma integrada. Até porque no Congresso Nacional é que estão representadas todas as correntes da opinião da sociedade brasileira, não é apenas no executivo. Lá no Congresso Nacional estão todos os votos de todos os brasileiros. Portanto, nós temos que governar em conjunto.

Então, nós vamos precisar muito da governabilidade e a governabilidade exige — além do que eu chamo de governança que é o apoio da classe política no Congresso Nacional — precisam também de governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudir as medidas que venhamos a tomar. E nesse sentido a classe política unida ao povo conduzirá ao crescimento do País. Todos os nossos esforços estarão centrados na melhoria dos processos administrativos, o que demandará maior eficácia da governança pública.

A moral pública será permanentemente buscada por meio dos instrumentos de controle e apuração de desvios. Nesse contexto, tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência e como tal, deve ter (falha no áudio) e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la.

O Brasil, meus amigos, vive hoje sua pior crise econômica. São 11 milhões de desempregados, inflação de dois dígitos, deficit quase de R$ 100 bilhões, recessão e também grave a situação caótica da saúde pública. Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica, que tem levado ao aumento do desemprego e a perda do bem-estar da população.

Para isso, é imprescindível, reconstruirmos os fundamentos da economia brasileira. E melhorarmos significativamente o ambiente de negócios para o setor privado. De forma que ele possa retomar sua rotação natural de investir, de produzir e gerar emprego e renda.

De imediato, precisamos também restaurar o equilíbrio das contas públicas, trazendo a evolução do endividamento no setor público de volta ao patamar de sustentabilidade ao longo do tempo. Quanto mais cedo formos capazes de reequilibrar as contas públicas, mais rápido conseguiremos retomar o crescimento.

A primeira medida, na linha dessa redução, está, ainda que modestamente, aqui representada, já eliminamos vários ministérios da máquina pública. E, ao mesmo tempo, nós não vamos parar por aí. Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas. Sabidamente funções gratificadas desnecessárias. Sabidamente, na casa de milhares e milhares de funções comissionadas.

Eu quero, também, para tranquilizar o mercado, dizer que serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central hoje desfruta para fortalecer sua atuação como condutora da política monetária e fiscal. É preciso, meus amigos, — e aqui eu percebo que eu fico dizendo umas obviedades, umas trivialidades, mas que são necessárias porque, ao longo do tempo, eu percebo como as pessoas vão se esquecendo de certos conceitos fundamentais da vida pública e da vida no Estado.

Então, quando eu digo “é preciso dar eficiência aos gastos públicos”, coisa que não tem merecido maior preocupação do Estado brasileiro, nós todos estamos de acordo com isso. Nós precisamos atingir aquilo que eu chamo de “democracia da eficiência”. Porque se, no passado, nós tivemos, por força da Constituição, um período da democracia liberal, quando os direitos liberais foram exercitados amplamente. Se, ao depois, ainda ancorado na Constituição, nós tivemos o desfrute dos chamados direitos sociais, que são previstos na Constituição, num dado momento aqueles que ascenderam ao primeiro patamar da classe média, começaram a exigir eficiência, eficiência do serviço público e eficiência nos serviços privados. E é por isso que hoje nós estamos na fase da democracia da eficiência, com o que eu quero contar com o trabalho dos senhores ministros, do Parlamento e de todo o povo brasileiro.

Eu quero também remover — pelo menos nós faremos um esforço extraordinário para isto — a incerteza introduzida pela inflação dos últimos anos. Inflação alta — vai mais uma trivialidade — atrapalha o crescimento, desorganiza a atividade produtiva e turva o horizonte de planejamento dos agentes econômicos. E sabe quem sofre as primeiras consequências dessa inflação alta? É a classe trabalhadora e os segmentos menos protegidos da sociedade, é que pagam a parte mais pesada dessa conta.

Nós todos sabemos que, há um bom tempo, o mundo está de olho no Brasil. Os investidores acompanham, com grande interesse, as mudanças no nosso país. Havendo condições adequadas — e nós vamos produzi-las —, a resposta será rápida, pois é grande a quantidade de recursos disponíveis no mercado internacional e até internamente, e ainda maior as potencialidades no nosso País. E com base no diálogo, nós adotaremos políticas adequadas para incentivar a indústria, o comércio, os serviços e os trabalhadores. E a agricultura, tanto a familiar quanto o agronegócio. Precisamos prestigiar a agricultura familiar, que é quase um microempreendimento na área da agricultura, especialmente apoiando e incentivando os micros, pequenos e médios empresários. Além de modernizar o País, estaremos realizando o maior objetivo do governo: reduzir o desemprego. Que há de ser, os senhores percebem, estou repetindo esse fato porque eu tenho tido — e os senhores todos têm tido —, contato em todas as partes do País, com famílias desempregadas. E nós vemos o desespero desses brasileiros, que contam com um País com potencialidades extraordinárias e que não consegue levar adiante uma política econômica geradora de empregos para todos os brasileiros.

Quero falar um pouco sobre a atuação nas linhas interna e externa do Brasil. E esses princípios estão consagrados na Constituição de [19]88, senador Mauro Benevides, que nós ajudamos a redigir, não é? Eu indico, porque esses preceitos indicam caminho natural para definição das linhas da atuação interna e externa do Brasil. Os senhores veem que eu insisto muito no tema da Constituição porque, ao meu modo de ver, toda vez que nós nos desviamos dos padrões jurídicos, e o Direito existe, exata e precisamente, para regular as relações sociais, quando nós nos desviamos as (incompreensível) dos limites do Direito, nós criamos a instabilidade social e a instabilidade política. Por isto eu insisto sempre em invocação do texto constitucional.

Muito bem, nesta Constituição, a independência nacional, a defesa da paz e da solução pacífica de conflitos, o respeito à autodeterminação dos povos, a igualdade entre os estados, a não-intervenção, a centralidade dos direitos humanos e o repúdio ao racismo e ao terrorismo, dentre outros princípios, são valores profundos da nossa sociedade. E traça uma imagem de um País pacífico e ciente dos direitos e deveres estabelecidos pela nossa Constituição.

São, meus amigos, esses elementos de consenso que nos permite estabelecer bases sólidas para a política externa que volte a representar os valores e interesses permanentes no nosso País. A recuperação do prestígio do País e da confiança em seu futuro serão tarefas iniciais e decisivas para o fortalecimento da inserção internacional da nossa economia.

Agora em agosto o Brasil estará no centro do mundo com a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Bilhões de pessoas assistirão jogos, jornalistas de vários países estarão presentes para reportar o país-sede das competições. Muito além dos esportes, sabemos disso, as pautas se voltaram para as condições políticas e econômicas do País. Tão cedo não voltaremos oportunidade como esta de atrair a atenção de tanta gente, ao mesmo tempo, em todos os cantos do mundo.

Nesta tarde de quinta-feira, porém, e desde já pedindo desculpas pelo possível, para usar um refrão, pelo possível alongado da exposição, eu quero dizer, reiterar, que a minha intenção era realizar essa cerimônia, digamos assim, com a maior sobriedade possível. Estamos fazendo porque, sem embargo do entusiasmo de todos os senhores, todos nós compreendemos o momento difícil, delicado, ingrato que estamos todos passando.

Por isso, nessa tarde de quinta-feira não é momento para celebrações, mas para uma profunda reflexão: é o presente e o futuro que nos desafiam e não podemos olhar para frente com os olhos de ontem. Olhamos com olhos no presente e olhos no futuro.

Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais. É uma coisa que nós temos que recuperar no nosso País. Uma certa cerimônia não pessoal, mas uma cerimônia institucional, uma cerimônia em que as palavras não sejam propagadoras do mal-estar entre os brasileiros, mas, ao contrário, que sejam propagadoras da pacificação, da paz, da harmonia, da solidariedade, da moderação, do equilíbrio entre todos os brasileiros.

Tudo o que disse, meus amigos, faz parte de um ideário que ofereço ao País, não em busca da unanimidade, o que é impossível, mas como início de diálogo com busca de entendimento. Farei muitos outros pronunciamentos. E meus ministros também. Meus ministros é exagerado, são ministros do governo. O presidente não tem vice-presidente, não tem ministro, quem tem ministro é o governo. Então, os ministros do governo farão manifestações nesse sentido, sempre no exercício infatigável de encontrar soluções negociadas para os nossos problemas. Temos pouco tempo, mas se nos esforçarmos, é o suficiente para fazer as reformas que o Brasil precisa.

E aí, meus amigos, eu quero dizer, mais uma vez, da importância dessa harmonia entre os Poderes, em primeiro lugar. Em segundo lugar, a determinação, na própria Constituição — e eu a cumprirei — no sentido de que cada órgão do Poder tem as suas tarefas: o Executivo executa, o Legislativo legisla, o Judiciário julga. Ninguém pode interferir em um ou outro poder por uma razão singela: a Constituição diz que os poderes são independentes e harmônicos entre si.

Ora, bem, nós não somos os donos do poder, nós somos exercentes do poder. O poder, está definido na Constituição, é do povo. Quando o povo cria o Estado, ele nos dá uma ordem: “Olha aqui, vocês, que vão ocupar os poderes, exerçam-no com harmonia porque são órgãos exercentes de funções”. Ora, quando há uma desarmonia, o que há é uma desobediência à soberania popular, portanto há uma inconstitucionalidade. E isso nós não queremos jamais permitir que se pratique.

Dizia aos senhores que a partir de agora nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Aliás, há pouco tempo, eu passava por um posto de gasolina, na Castelo Branco, e o sujeito botou uma placa lá: “Não fale em crise, trabalhe”. Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10, 20 milhões de outdoors por todo o Brasil, porque isso cria também um clima de harmonia, de interesse, de otimismo, não é verdade? Então, não vamos falar em crise, vamos trabalhar.

O nosso lema — que não é um lema de hoje —, o nosso lema é Ordem e Progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida.

Finalmente, meus amigos, fundado num critério de alta religiosidade. E vocês sabem que religião vem do latim religio, religare, portanto, você, quando é religioso, você está fazendo uma religação. E o que nós queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de religação de toda a sociedade brasileira com os valores fundamentais do nosso País.

Por isso que eu peço a Deus que abençoe a todos nós: a mim, à minha equipe, aos congressistas, aos membros do Poder Judiciário e ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos grandes desafios que temos pela frente.

Meu muito obrigado e um bom Brasil para todos nós.

Não sei se minha sina é essa seguir sozinho sem saber se quer aonde ir,mais ainda hei de ter fé que algum dia irei encontrar emmeu caminhoalguémque possa mefazer feliz.

Pra Quer Querer Ter Tudo ? Ter a Riquesa , Bens Materias , Vaidade , Boa Fisionomia , Beleza Fisica , Se Tem Deus ? Poem Deus Em Primeiro Lugar , Ele Te Dará Tudo Isso !

Inútil

Inútil tentar convencer
quando não se quer ver.
Melhor é deixá-las!
Menos amor sem medida,
mais senso de medida.
Utilidade sem alegria
é coisa de burguesia.
Pode haver maior inutilidade
do que o sujeito que pra se sentir útil
precisa ganhar muito dinheiro?
Pra tanta hipocrisia,
tanto quanto gente vazia.
Dá preguiça em conhecer gente.
Perder o tempo útil
com pessoas inúteis.
Enquanto ela finge dizer a verdade,
eu finjo não conhecer a realidade.
A futilidade anula a utilidade.
A utilidade do inútil é não fazer;
ou fazer para seu próprio umbigo.
O inútil com iniciativa é um perigo.
O poder é o espelho da inutilidade.
A inutilidade enche estádios...
ruas... igrejas... eventos...
O útil faz escola,
o inútil a esvazia.
O sujeito útil realiza coisas úteis
com o sentimento de que apesar de tudo
é um sujeito inútil :
Não fez mais do que a obrigação.
É tanta energia dispensada
para tão pouca utilização.

Você quer passar a sua vinda inteira aqui, dando scroll infinito. Olhe isso, motive-se, feche e aproveite a vida.

Quando você não está feliz onde está, e não tem certeza se quer ir embora ou como ir embora, você está no meio termo. É um estado de limbo. Você está esperando, pronto para largar, com medo de cair, sem querer se machucar, com medo de machucar outra pessoa. No meio termo, você reza para que a outra pessoa largue primeiro para que você não se sinta culpado.

Você não pode conseguir o que quer se você não sabe o que quer.

As vezes o errado sou eu, fantasiando reticencias onde você já me mostrou que quer ponto final.

# O emocionante da vida não é lutar pelo que se quer & siim pelo que vc ama'. . . Nunca prefira um castelo, se vc é feliiz numa cabana.!.!.!.

Você quer o que ? Oscar
de melhor atriz ? Ah
esqueci você canta.

Dedicado a Amanda Simões:

"Liberdade para ser quem se quer ser, Espontaneidade para ser quem realmente se é."

Sonhar é um dom. É mentalizar o que se quer antes de dormir, mas nunca deixar de ser feliz pelo que já se tem.

Fred Elboni
Meu Universo Particular