Saudade de um Velho Amigo
As vezes mudar não é só arriscar algo novo... Pode ser algo necessário para restaurar algo velho!...
O jovem quer beber álcool, fumar , para poder se sentir mais velho ? eu quero ter sabedoria para poder discutir com um velho !
Amor é tipo brinquedo velho, você não usa.. mas quando perde, sente uma falta danada e vê que já é tarde demais.
O dicionário é como um desses inimigos naturais do poeta. Tal qual todo bom e velho rival, é folheado, julgado e relegado aos momentos prosa da vida.
28 (Globo)
Televisão é uma vergonha
Na vida você fica velho, é a corrida
Você pode enfrentar
Você pode enfrentar
Você viverá no seu próprio passo?
Vida, então, desnecessária
Televisão é uma vergonha
Na vida você fica velho, é a corrida
Você pode enfrentar
Você pode enfrentar
Você viverá no seu próprio passo?
Agora você viverá no seu próprio passo
Você viverá no seu próprio passo?
Numa necropsia ele perguntou "Então isso é tudo que somos?" O velho respondeu "É o que fazemos com "isso" que realmente importa".
Porto velho
Encontramos beleza na charmosa cidade de Porto Velho,
Criada em 1907 na Floresta Amazônica por desbravadores.
Hoje é conhecida como a capital do estado de Rondônia,
Município criado em 1914 quando pertencia a Mato Grosso!
A sua cultura é característica da bela região Amazônica,
Suas festas são tradicionais no mundo como o Boi- bumbá,
As Pastorinhas e as lindas quadrilhas de festas juninas.
O Parque Nacional de Pacaás Novos é sua reserva ambiental!
Uma vez um velho sonhador me disse que os sonhos são feitos por nós e que subir depende da nossa ousadia. Ele só se esqueceu de mencionar que quem não preserva, não sobe degrau nenhum.
NOSSO RÉVEILLON
Permita-me lhe escrever, antes que se finde o velho,
uns versos meio tortos para um
novo ano.
O que terei eu a dizer
senão que é tudo tão novo,
e que eu te ano e te ano?!
Não esqueça, por favor,
e não exclua, meu amor,
este velho - que tão logo morrerá em champanhes -
para dar vida a um novo. (Em branco!)
Vamos dar pausa no hoje,
e brindar juntos o novo
que somos nós.
Por que esperar um futuro se ele ainda é nada?
O nosso novo tá aqui,
na Lua,
na calçada.
Nosso Réveillon é todo dia,
e o branco que a gente veste
é por dentro, é nossa festa,
nosso circo,
nossa alegria.
V e m a m o r, n ã o f i q u e n u n c a a s s i m l o n g e . . .
colaemmim!
Fica comigo e faz tardar para sempre este 'amo'
Por que, não minto, é muito.
Este amo, amor, é até o todo,
Por que te ano para sempre
e o nosso sempre é sempre novo!
Minha maior tristeza é que todonovo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muitotempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes.Tati Bernardi
Querido caderno velho e mofado, com você vivi coisas inesquecíveis, com você descontei a minha raiva, sofri por aquele tal guri idiota, com você minhas lágrimas caíram naquelas folhas baratas, mas que valiam ouro para mim. Querido caderno mofado, eu queria falar que você não está esquecido na gaveta, você está guardado onde poucas pessoas estão: em meu coração.
O velho ano acabou, deixe-o para trás, ele não existe mais; Abandone as expectativas, conhece-te, aceita-te e supera-te. Viva o novo, espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.
PERFORMANCE
Eduardo B. Penteado
Bebia o velho poeta num canto de bar
Sozinho, esperando um metafórico apagar de luzes
Melancólico
Equilibrista
De lados opostos de seu bastão de cristal
Um cigarro seca o copo
Um gole apaga a chama
"Estou livre do verso, estou livre da trama!"
Jovens sóbrios caçoam do velho
O garçom ébrio reclama
Então, à meia-noite,
Voa longe a tampa do tempo
No canto escuro do barzinho sisudo
Nasce um personagem absurdo
"Sou o bêbado, sou o vagabundo,
sou o maior equilibrista do mundo!"
"Silêncio," bradou uma voz lá do fundo
E o poeta, moleque, fez-se de surdo,
"Sou seu beatnik, sou seu punk, sou o que há de mais imundo!"
Calou-se a platéia de incrédulos debutantes
Um garçom sóbrio, inexplicável
No qual ninguém havia reparado
Trouxe um candelabro de ossos
Uma a uma, as lâmpadas se apagaram
E se pôs a funcionar o gramofone quebrado
O futuro passou com escândalo
Silenciosamente, fez-se presente
E fugiu pelo espelho da contradição,
Deixando o poeta no meio do salão:
"Sim, vivi a vida, talvez
Como poucos coçaram a ferida
Como poucos comeram-na viva
Não sei, é claro
O que virá em seguida
Um sol hepático
Uma lua enfisemática
Uma aurora boreal sifilítica
Mais um dia
Homem, sorria!
Nunca olhei horizontes
Pois cada curva me dispersa
Eu olhava o que eu seria
E via o que eu não queria
O tempo passa, e a vida, devassa,
Escancara aos abutres a minha carcaça
A fonte da vida!
A chama da vida!
A fonte apaga a chama
Que a água vaporiza...
Venham, abutres!"
E todos nós fomos.