Sapato
Acordar com o nascer do sol ou ater mesmo antes do sol nascer e calçar o sapato e voltar a noite e da de cara com a mesma mulher. Como um homem pode aguentar ou suportar isso?
Não deixe seu melhor sapato ou sua melhor roupa para vestir no futuro esperando um dia especial. Nenhum dia é tão especial quanto o hoje, o agora!
Eu quero achar meu pé de sapato,
Mas, como acharei o certo?
Se pinto o par certo no pé errado?
O sapateiro que me ajude!
Sentir-se o estranho indesejado, o incômodo repentino, como a pedra que entra no sapato durante a caminhada, pode parecer estranho, mas, é uma consequência lógica para quem traz à tona a verdade que mexe com as certezas absolutas que mantém a realidade ao redor acomodada na ilusão de que tudo está bem.
Todos podem vestir um paletó uma linda gravata , um sapato de grife, subir em um púlpito , falar com eloquência, ganhar fama, começar a ser chamado de
" inspiração " , mais só continua , quem entende que o mais importante é a lágrima que caem do pecador a se arrepender , é o renovo verdadeiro, mais do que pular, gritar , e sapatear está na palavra de Deus e nada a mais que na palavra!, plateias se conversem com tumulto, mais corações são tocados com a Palavra, pois até a Fé é um fruto da palavra, discernimento é algo que se adquire e deve ser usado.
Carregar sentimentos ruins é como não tirar as pedras do sapato .
Então depende de você, vai continuar mancando ???
Estatística
Escrever poemas não vale
um corpo caído no asfalto.
Sinais de sangue no sapato.
Riso apagado no ato.
Escrever poemas não vale
a memória dos inimigos da
horda jogados na caldeira
dos silêncios.
Escrever poemas não vale
a noite incômoda e feroz
dos que dormem cobertos
de luas e estrelas.
Escrever poemas não vale
um único segundo de um
dia inteiro penando
injustiças…
Escrever poemas não vale
a primeira sílaba da palavra
morte – derradeira dormida
do corpo e da alma.
Não vale o poema. Não
vale o silêncio sob o manto
dormente das milícias.
Não vale a outra face
navalhadano tapa. Não
vale a pele do mapa.
Não vale a trapaça
da dor, ferida aberta
na couraça.
Se até um sapato de numeração diferente da sua é capaz de te machucar, imagine esse relacionamento. Não adianta tentar caber em algo que não foi feito para ti. Cedo ou tarde, ou te machuca demais, ou te deixa na mão.
Evoluímos.
Tiramos o chapéu, o sapato e as roupas engomadas e passamos a usar roupas soltas.
Paramos de dar bom dia, boa tarde, boa noite e aprendemos a fechar a cara.
Trocamos o céu azul e os jardins por uma tela reta.
Ignoramos a sabedoria dos mais velhos e nos tornamos alto suficientes.
O corpo ganhou mais valor que o cérebro.
Por fim evoluímos.
Gostaria de voltar o tempo onde éramos mais ignorantes.
"Andei pelo mundo afora,intensamente vivi o agora, até gastar as solas do sapato.Vi som de pandeiro comendo mariola,vi mulatas sambar com a viola,vi samba ao som de cavaco.Esperei você chegar,com o peito a te amar,com o coração em puro caco!"
(Rodrigo Juquinha)
O que é isso que incendeia?
O que é isso que me pega?
E faz eu de gato e sapato
O que é isso que sempre
Me atrai?
Está sempre ali
Está sempre aqui
Isso que une
Que agita
Que sacode
Que isso
Isso que me cata
De um jeito maravilhoso
Ah eu sei
Amor
Amor que vem a mim
Amor que está de mim
Amor que vejo nos seus olhos
Que beija
Que aperta
Amor que guardo
Em lugar apertado
Que grita
Que fala
Que acaricia
Amor que vejo
Amor que sempre vem
Que nunca sai
Que esta sempre presente
Amor que tenho sem tamanho
Sem medida
Sem vergonha
Amor que nos une
Amor que é nosso
Liberdade
Eu aprendi a viver com a dor da tua ausência, como um sapato apertado, calcei um par de culpa e segui adiante, hoje me livro deste aperto, não poderia deixar passar o dia mais feliz da minha vida sem uma marca, pegadas, descalço de espírito escrevo esse texto.
PEDRA NO SAPATO
Não é suficiente saber que o homem constrói mundos, mas é preciso ainda "des-truir" mundos em que vivemos através da investigação e da pesquisa, ou seja, desocultar suas bases subterrâneas, rastrear seu plano esquecido, interrogar seu sentido sempre atuante, mas oculto.
Com efeito, não é possível propor uma nova civilização sem questionar com propriedade de conhecimento os fundamentos latentes desta que vivemos hoje.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
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