Sair de Casa
Estou emburrecendo.
Hoje sai de casa e acabei esquecendo a bendita paciência dentro de uma gaveta qualquer entre minhas meias e meu cérebro.
Não por que raios o ser humano esta em processo de involução.
Perdendo tanto tempo em descobrir o mundo, desvendar segredos do Universo e da Ciência e tão pouco tempo no que realmente importa, ou seja você.
Salas cheias de pessoas vazias.
Pessoas cheias de outras pessoas vazias.
Chega um certo momento em que você da mais importância a abelha que ronda seus cabelos do que no próprio homem.
Isso porque o homem não desperta desejo, não desperta emoção.
E a vida se confunde.
Os homem se comportando como bichos.
E o bichos se comportando como homens.
Sorrisos mecânicos.
Sentimentos de plásticos.
Olhares de paisagem.
O abraço sem calor.
Beijos que mais parecem recibos.
Gostaria de poder trocar a xicara de café por um pirulito colorido.
E de poder as vezes fechar os olhos e parar de enxergar quando eu desejo, porque mesmo os fechando permaneço enxergando.
Pois é, senti que estou emburrecendo.
Estou enlouquecendo por justamente estar faltando aquela dose diária de loucura necessária no ar.
Consumiram todo o oxigénio insano do planeta.
E agora o que resta?
Aquele ar viciado e contaminado pelas super bactérias.
É, muitas vezes, quanto menor é o tamanho, maior é o estrago.
Quanto mais você permite sentir, mais é concedido a você a capacidade de sofrer.
Mas também de aprender e quem sabe aos olhos de muitos, emburrecer.
Beijos
Rê Pinheiro
Esta casa está ladrilhada quem a desladrilhará o desladrilhador que a desladrilhar bom desladrilhador será
Em uma casa notamos madeira, tijolos, ferros e areia, em um lar percebemos a união, o carinho, o amor e a harmonia. Construa casas para se proteger, mas também construa lares para se relacionar.
As vezes me percebo a um canto da sala, encolhido como um cão a observar os movimentos da casa, como as pessoas se tratam, e me tratam...só aprendendo...
odair flores
Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!".
Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto.
Literalmente esquecia.
Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê dessa técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria.
Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:
O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.
A vida gosta de surpresas e obedece à "lei do leite que transborda": Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.
Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.
Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, sms, e por aí vai. O celular com internet sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve...
Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer "linda e casual", capricha no perfume... e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e couve no cantinho do sorriso.
Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.
A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r...
E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta do que borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar.
Reaprender o caminho pra casa não foi algo tão simples, foi preciso me livrar de algumas coisas, algumas pessoas, foi preciso chorar e o pior de tudo, te ver chorar.
Seu desejo muda, sua vontade muda, seus hábitos mudam, sua casa, seu nome, seu telefone mudam... Seu caráter nunca mudará...
Aí você conhece aquela menina linda, simpática e inteligente, chega em casa, corre pra adicioná-la no Facebook e todas suas esperanças morrem com um simples "em um relacionamento sério com..."
Esperei no terminal rodoviário até ter certeza de que não havia mais volta e,fui pra casa aos prantos me trancar no quarto onde ainda há vestígios seus.
TRISTEZA...
Tristeza,
não é a casa vazia,
não são ruas desertas,
nem a falta de dinheiro,
nem mesmo o tempo nublado...
Tristeza,
é uma dor muito forte,
que dilacera o coração,
e coloca tudo em desarmonia.
Tristeza,
é a vontade de chorar,
as vezes sem motivo,
as vezes de saudade,
e tem saudade que nem tem nome,
tem saudade que dói,
mas não se sabe de onde vem...
Tristeza,
é o nó na garganta,
é a boca cheia de palavras,
e ninguém para ouvir.
É o retorno dos carinhos,
que não temos.
São as noites de solidão
a espera de alguém, que nunca vem.
É a triste certeza de amar solitariamente,
é sentir que em um encontro,
um só coração bate forte,
é a decepção de mais um amor perdido.
Tristeza,
é tudo aquilo que não conseguimos conter,
o que trasborda e faz ferida,
a distancia e a dúvida,
o desamor e a angústia,
a saudade e a carência
Tristeza,
sou eu a te amar assim,
o meu esperar sem fim,
a minha vida vazia.
Tristeza,
sou eu,
longe de você...
Faltou agua
Acabou a luz,
Comida não tem.
Sofrimento sempre sobra
Em alguma casa
Sem janela e nem porta,
Seja no sul ou no sertão!
A noite é iluminada
Pelos lamentos,
E o sal das lagrimas
É o sustento!
Para a barriga de vento.
Em terra castigada
Pela politica e corrupção
Quem sofre é o miserável
Sem o acesso a saúde
E educação.
Que vive de promessas
Que insistem em se repetir
A cada quatro anos
Ilusão, ilusão, ilusão,
Pela falta de competência
Na escolha de uma nação.
FONE ACABOU DE VEZ, CAIU E NÃO FUNCIONA MAIS, DESDE HOJE DE MANHÃ.
TRABALHEI ATE 15 HS, TO EM CASA AGORA.
ABRAÇOS
SAUDADES
Não preciso q ninguém curta minhas fotos ou me diga q sou bonita, pra isso eu tenho espelho em casa e o meu me diz q sou belíssima.
Depois de tanto tempo, eu ainda sou aquele que ao abrir o portão de casa, olho para os lados pra tentar te ver.
Eu ainda sou aquele que, vou ao colégio pensando em você, como você está, se também estás pensando em mim.
Eu ainda sou aquele que ao sair pra rua, invento desculpas pra te ver.
Eu ainda sou aquele que lembro o primeiro dia em que te vi, em que falei com você e o primeiro em que te abracei, mesmo que tenha sido por 5 segundos, se tornou inesquecível.
Eu ainda sou aquele que faço cartas, videos, gestos, dizendo o que estou sentindo.
Eu ainda sou aquele que ao te ver, o coração dispara, acelera, nervoso, sem jeito.
Eu ainda sou aquele que mesmo diante de tudo que nos separa, ainda continuo buscando forças para nunca te esquecer.
Eu ainda sou aquele que mesmo tendo 1% de chance, irei ter 99% de fé.
Eu ainda sou aquele que sempre irei de buscar seu cheiro, seu sorriso, seus abraços, Você.
Eu ainda sou aquele que jamais irei te esquecer... E vou ser aquele, único, que ei-de esperar por você... por nós.! ... Te amo!
(Bismarck Silva
Eis que vi seu irmão, na frente de sua casa, parecia você, sua altura, seus gestos...
Estava com sua namorada, trocando ternuras, e gestos...
Ao perguntar de você, ele se virou.
Era você!!!
Não vou chorar,
Meus pés não se mexem,
Quem plantou os meus pés?
Preciso ir,
Perdi desta vez, você já me trocou.
Nossos momentos, se foram...
Nada mais restou...
Com fôlego preso, um nó na garganta...
Olhar cabisbaixo, consegui andar...
Tão poucos passos, o corpo já prestes a cair...
O pranto veio como tempestade.
O som da dor, ecoou pelo quarteirão !!!
Tão forte dor, até as árvores tremeram...
O ar que entrava, a dor que ecoava...
Correndo aos prantos,
Uma árvore me abraçou...
O vento me acariciou...
Banhada em lágrimas,
Uma imagem desconfigurada,
Uma dor sublime,
Prova de um amor ingênuo,
A foice, feriu o bálsamo,
E deixou no ar, o perfume de um amor ferido.