Sabedoria Budista
Não é através do silêncio que alguém tolo e confuso se torna um sábio. Aquele que é sábio, como se tivesse uma balança, pesa e adota apenas aquilo que é bom.
Melhor não praticar uma ação prejudicial, pois uma ação condenável atormentará mais tarde. Melhor praticar uma ação benéfica – que, praticada, não atormenta.
Se pela renúncia a uma felicidade inferior é possível alcançar uma felicidade superior, que o homem sábio abandone a inferior pela superior.
O Deva então faz sua última pergunta:
– O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
– O benefício das boas ações.
Quem contém a raiva que surge de igual modo como a conter uma carroça em movimento, esse eu digo ser um verdadeiro cocheiro. Os demais apenas seguram as rédeas.
As ações ruins são difíceis de conter. Não permita que a cobiça e a raiva o arrastem para o sofrimento prolongado.
Não pela eloquência ou pela bela aparência uma pessoa é bela, se ela for invejosa, egoísta, enganadora.
Quem possui fé e virtude, boa reputação e riqueza, onde quer que vá é sempre respeitado.
Tal como a ferrugem originada do ferro devora ela mesma o ferro, assim também as próprias ações conduzem a um destino ruim.
Nunca houve, nunca haverá, tampouco agora há alguém que seja sempre censurado, ou alguém que seja sempre elogiado.
Quem substitui as ações ruins por ações benéficas ilumina o mundo, como a lua liberta das nuvens.
Não negligencie o bem maior por conta de outrem, embora importante. Saiba bem o que lhe traz benefício e dedique-se a isso.