Reflexão sobre a Morte
A MORTE 02
Se em sua maturidade, a caminho de seu epílogo, quiser saber se seus propósitos por aqui foram todos alcançados, apenas respire fundo, se conseguir é porque sua missão ainda continua. Porém sua falta de inspiração poderá levar-te à certeza de seu fim, mesmo muito antes dele ser oficialmente promulgado. Temos sempre muitas oportunidades batendo, à nossa porta, porém se desperdiçarmos todas, não mais serão recuperadas, pois seria como a morte em vida, passaríamos apenas a existir. Se fossemos levar a morte a sério, nem teríamos porque dela nos preocupar, nasci há pouco tempo, passando quase uma eternidade sem vida e isto não me impediu dela me encontrar. Uma coisa é incontestável é mais fácil acreditarmos na morte enquanto vivemos do que antes ou depois dela acontecer. Que importância teria, para nós, a morte, se na presença da vida ela não aparece e na presença dela já fomos até embora? Porém esta é maior batalha travada, mas perdida por todos, pois ao respirarmos acuamos a morte, esta por sua vez, apenas retrocederá para voltar com mais ímpeto e objetividade. O que podemos fazer é nos preocupar com ela sim, porém não na véspera, mas muito antes, com todas as nossas realizações pessoais sendo colocadas em dia. Desta forma, cientes de uma missão cumprida, sentiremos muito menos tal desfecho do que aqueles que sempre prezaram a ociosidade como única escolha. Para muitos pessimistas, porém, o maior castigo nem seria pena de morte, mas sim de vida. Se tudo que se tenta, mesmo sem resultados positivos, é muito mais nobre e útil do que se nada tentarmos, então porque não tentarmos ser imortais, pois ai, dependendo do conteúdo empregado, teremos a chance desta vitória, pelo menos na memória de muitos. Portanto prepare seu espírito para este momento único de despedida de sua vida, acreditando mais, agindo mais, realizando mais, pois é melhor sentir-se, quase vivo além da morte, do que morto antes dela.
(teorilang)
A MORTE 03
Tem gente que nem deveria ter o direito de reclamar tanto da vida, pois são estes os mesmos que pouco, ou quase nada fazem para que tais reclamações tornem-se infundadas. Viver na mesmice de sempre, acomodando-se em sua zona de conforto, que direitos poderiam ter sem nenhum, dever cumprido? Estes irão merecer sim, e com louvor, um epitáfio em seu túmulo com a seguinte frase: “aqui jaz aquele que, mesmo não tendo vivido, pois nada criou por aqui, persistiu bravamente em existir pelo resto de seus enfadonhos dias” Porém para aqueles que trocam suas reclamações por realizações, nunca terão tempo para preocuparem-se com uma morte prematura, pois esta não conseguirá espaço para caminhar por este mesmo caminho repleto de ambições, determinações, suor, entusiasmo e vitórias. Eu sempre soube que a “certeza” de tudo seria um sentimento negativo e irresponsável, porém, ai está a morte como uma clara e única exceção a esta regra. Pense bem, mesmo porque, ao temermos a morte estaríamos desejando a vida eterna, a realização deste desejo, diante os valores que conhecemos, seria no mínimo, tão tedioso, que passaríamos a sonhar com a morte. Se temos a certeza de que todos os relacionamentos que não se acabam com a separação, terminarão com a morte, porque não facilitarmos, um convívio clamoroso para este intervalo? Se já temos ao nosso lado a companhia derradeira desta jornada, seremos sempre milionários de um destino onde podemos contar com a troca de cuidados e ternura, sem nenhuma dúvida a ser questionada. Se da inevitável morte, só levarmos mesmo aquilo que estava conosco no parto, ou seja, nossos sonhos, qualquer intenção de engrandecimento, cairá por terra. Então apenas viva da melhor maneira que puderes, para ti e para outros, fazendo todo o possível para que a sua morte não tenha sido em vão.
(teorilang)
É só impressão, eu sei
O cansaço que cheira morte.
É só impressão, eu sei.
Queixas pela sorte.
Qual será o caminho?
Qual será meu norte?
Ser positivo, ter fé, otimismo.
Faz necessário esse alimento.
Encarar de frente o que é real.
A coragem de confessar os medos.
Reconhecer as fraquezas.
Até parece obra do mau.
Eu tento imprimir.
Dizer pra mim.
Posso.
Consigo.
Creio.
Vai acontecer.
Repito vezes, nove, dez, onze.
Bato na porta.
Meu céu parece estar de bronze.
A raiz da natureza humana queixa.
O desânimo dita deixa.
Mas essa nessa tempestade.
Que também surge a vontade.
De plantar na mente e no coração.
Um carvalho.
Que resiste veemente.
Com o toque do dedo no orvalho.
Então que seja mesma essa desordem.
Um prospecto febril e momentâneo.
Uma página de um livro.
Onde no contexto geral.
A fé, a esperança e confiança seja real.
Glórias aos céus, por nossas lutas na terra.
Ao povo a terra.
As brigas celestiais.
O anseio, a guerra.
O mugido nos currais.
Ser meramente gado não.
Semelhança do criador e criação.
Um vigoroso carvalho, é mesmo isso.
Meu peito e teu coração.
A vida viva, precisa ser cristão.
Pela ofensa, perdão.
Espada, escudo.
Palavra.
Vencer a carne.
Desafio meu e da multidão.
Giovane Silva Santos
Amor é o que temos, contra o tempo e a morte, contra todos os poderes que existem para nos esmagar.
Ame seus filhos e sua esposa de forma tão intensa, que no momento de sua morte não tenha arrependimentos.
Precisamos passar a celebrar a vida da mesma forma que celebramos a morte, amar os vivos da mesma forma que passamos a amar aqueles que nos deixam. E viver os momentos tão bem quanto apreciamos nossas velhas lembranças.
Os santos morreram todos, por isso comemora-se o dias de todos os santos e a morte deles consequentemente..
A vida é um meio passageiro de falar a que veio, a morte é totalmente ao contrário, ela responde tudo.
MORTE? LUTO!!!
Entendo que a morte, por mais incrível que pareça, é uma questão de opção.
Claro que aqui não se está a reportar aquela que nos ceifa os sentidos físicos do tato, da audição, da visão, do paladar e do olfato.
Contraditoriamente, dar verdadeiro “sentido” à vida, reside na busca da sublimação do espírito sobre a matéria, tocando mais os outros pelos bons exemplos, ouvindo mais e falando menos, observando as lições que são belas e nos permitem enxergar um mundo em cores, experimentando o gosto do amor que exala uma fragrância especial: que enche os alvéolos da alma.
A morte, realmente, nos transforma!
Normalmente, a morte nos oferece uma sensação de perda, de uma saudade doída, de um “vazio de plenitude”, que se elastece na imensidão cósmica.
Como entender a morte, então, como uma questão de opção?
A cada dia que despertamos, devemos morrer para o que fomos ontem e acreditar - dar crédito - para que nossas atitudes façam renascer um novo sujeito, com a vigilância da consciência, preferencialmente, melhor no futuro e pior no passado!
Aprendi - e não esqueci - que a consciência é a personalidade da alma, razão pela qual somos aquilo que pensamos e fazemos, tornando sábio apenas aquele que não só fala, mas pratica o bem.
De retórica vazia o mundo está repleto! É hora de dar mais vida aos discursos e para isso precisamos, de certa forma, morrer.
Precisa-se bem pensar, bem dizer e, acima de tudo, bem fazer!
Que nossas ações sejam leais, honestas, sinceras e úteis à evolução, aquela que nos mata e se transforma em vida a cada renascer.
Não se pode acertar sempre, mas refletir sobre o “sentido” da vida, nesse contexto, pode nos levar a uma morte salutar.
Assim, aos que fisicamente nos deixaram, cabe referir que as lembranças de carinho e amor, gravam o espaço que jamais ficará vazio, transcendendo e sobejando vida nos mais diversos planos, certamente, colocando o ser mais próximo da Divindade.
Por tudo isso: LUTO!!!
Alfredo Bochi Brum
A morte é uma viagem
Saudades eternas sentimos
de todos os nossos entes queridos
que partiram antes de nós,
mas o que é a morte,
senão uma viagem...
Nesta viagem talvez tenha volta,
talvez a reencarnação exista mesmo;
talvez sejamos unicamente espíritos
e este invólucro de alma
precise de outro corpo...
e de outro...
quantas vezes for necessário...
para que mesmo?
Ah...para aprender a viver,
ser unicamente bom.
Ser perfeito;
Ser sábio;
Ser virtuoso...
Saber respeitar uns aos outros;
Saber amar todas as coisas;
Saber ser feliz;
Saber sorrir;
Saber compreender
e talvez ainda falte mais virtudes...
Bem ... então vida de morte necessária,
porque cada um de nós
temos muito que aprender!
O ímpeto da morte
Quando uma porta se fecha, tudo fica para trás.
Neste sentido a morte
é uma porta que se fecha,
porque tudo fica para trás
e nisso há de haver outras portas..
para a vida e para a morte..
Se fecha ou se abre,
depende de quem entre ou sai.
Mas, onde fica o trinco da vida?
Um certo dia senti um tum lá no cérebro,
por um ímpeto quase ao cair, voltei,
semelhante ao botão de porta automática,
que liga e desliga
conforme a pressão de um dedo.
Será que o trinco tá lá dentro do cérebro,
bem do lado esquerdo,
á quatro dedos acima do ouvido?
É por ele que também aciono o pensamento
e por está área vem - me um ponto seco
que o calor da idade desce ao pescoço,
se erradia pelos ombros…
depois se esvai feito vapor!
Numa fração segundo apenas e desliga a vida,
se somos a máquina e a porta é a passagem,
onde fica o botão que liga e desliga a vida,
será mesmo no tum do cérebro,
lá por direção atrás de um olho?
Corpo é uma coisa mecânica
e a porta por onde ela atravessa na morte
é um começo de uma nova porta aberta,
porque na vida é assim:
As portas se abrem e se fecham!
E neste ímpeto a morte abre a porta,
depois fecha...
mas a vida da mesma forma abre e fecha,
então sabe lá qual casa é nossa morada,
mas, tão bom estar em casa...
beijei a morte...
achando que amaria,
um anjo me acordou
pobre anjo morreu...
no ato desastrado
a vida me deixou amar,
no desespero de amantes
somos o derradeiro sentido da luz,
viajamos por eras até te deixar por amor.
beijei seus lábios frios
notei a vida deixar seu corpo,
o amor se tornou tudo
e tudo se tornou o amor...
na vertente do desejo
a tenho por um instante.
o toque profundo na alma se deu,
anjos cantaram sobre seu corpo o prazer...
dessa vida que amei até destino querer
a sombras da vida te amo tanto
meus desejos são o viver diante ao amor...
tudo que quis foi teu amor.