Reflexão de Vela
Tanta terra fértil para você plantar sua semente e vê-la germinar, mas continua insistindo em pedras.
Mãe
Melhor amiga
Amiga mãe
Vela meu sono
Reza por mim
Se contenta se eu me alegrar
Sofre se me ver chorar
Mãe é cantiga
Mãe é amiga
Mãe é canção
Colo quentinho
Me dá carinho
Faz cafezinhos
Cheios de amor
Mãe é como flor
No jardim que a vida fez
E que ela me fez
Sua casa é meu eterno lar
Com ela sempre irei contar
Se houver mágoas
Ela perdoa
Se houver erros
Ela desculpa
Se houver enganos
Ela orienta
Embora sofra o seu coração
Que me apoia
Me compreende
De mim se orgulha
Cheio de empatia e emoção
Ela me ajuda
E me ampara
Me agasalha
Com seu amor
Melhor amiga
Fique pra sempre
Fique por perto
Me acompanhe
Por onde eu ande
Por onde eu for.
MÃE DE TODAS AS HORAS
Mãe é luz que vela o filho adormecido,
Ultrapassando as veredas da vida noturna,
Para acalentar e cuidar do filho dolorido.
E com as mãos piedosas de amor nos contorna.
Mãe, do teu ventre veio a humanidade,
Renovando a geração dos teus filhos.
Na força maternal revela a posteridade,
E se desprende para seguir novos caminhos.
Mãe provém da natureza divina,
Em ti está o fulgor do amor que nos ilumina,
Por isso Deus a fez para guiar nossa alma.
Mãe age como anjo nas horas que faltou a calma.
No seio da terra é chama do amor profundo
Mãe há! São numerosas no mundo:
Mãe Aparecida, Mãe Maria, Mãe Izabel e Mãe Raquel,
Pois são todas mães, assumindo o sublime papel.
Mãe! É mãe de todas as horas, que vai e vem.
Ela, sempre confia na força que vem do além.
Mas, mesmo passando pelas vias dolorosas,
Orienta-nos com fé nos dias de noites chuvosas.
Mãe, que a tua bênção maternal
Interceda-nos nesta vida existencial.
Peço-te ó Mãe querida a vossa proteção
Neste vale de sombra que tenta apagar o teu clarão.
As crises existenciais são como os ventos que sopram a vela de um barco à deriva. Aprenda com elas e tome novos rumos.
Aprenda a acender uma vela nos momentos mais sombrios da vida de alguém. Seja a luz que ajuda os outros a verem; é o que dá à vida o seu significado mais profundo.
Já pararam para reparar na beleza das velas, majestosas e genuínas.
Uma vela apagada nada mais é que uma vela. Já uma vela acesa representa o caos, a beleza advinda da chama reconfortante.
Paciente para o expectador.
O que quase ninguém repara é a junção das duas.
A união de algo vívido que é consumido lentamente.
Talvez essa seja a metáfora perfeita.
Somos autênticos e persistentes, mas ao passo, sensíveis.
A chama deriva do nosso interior.
Dia após dia.
Cada um carrega sua própria chama.
Ficamos expostos, degastados, consumidos pelo cansaço.
Tudo no seu devido tempo te consome lentamente até desaparecer.
E eu falei pra ela, disse que o sorriso dela é minha vela, no barco da vida sem ela... O barco não sai, não navega, mas pra ela, eu sou apenas um colega.
Era uma vez...
Havia na montanha do Verdouro
Uma caverna, iluminada à luz de vela
Morada de um mago centenário
Magro, estranhas vestes, solitário
Tinha apego por flora, gosto por fogueiras
Pelas fases lunares a se revezarem curiosas
Pelo brilho prateado das estrelas a reluzirem
Pelos traçados admiráveis das nebulosas
Um ancião dado a pescarias e fusões
Houve um dia que roubou do horizonte a linha
Uma ponta, amarrou em seu cajado
A outra, na calda de um cometa apressado
E deitado numa encosta, observando o céu
Planejou fisgar um “tantin” de breu
E nele, aprisionar os ais dos lamentos
As ações dos maus e os piores momentos
Era decisão decidida e sem volta
Era seu querer, eternizar o viver
De cada alegria que suprimisse o sofrer
Para que a vida vivesse feliz por vida ser
Sofria ele as dores que trazem o saber
Pois ouvia da natureza cada querer
Distante da evolução da modernidade
Resoluto, reinventava a paz a cada idade
Somos uma vela:
Tão frágeis que com um inesperado sopro apagamos;
Mas ao abrigo do amor choramos, isso nos faz firmes não permite-nos desequilibrar;
E a cada segundo que queimamos nossa chama aumenta;
E ao final; espalhamos tudo que somos.
A flor meio aberta é mais bonita, com meia vela seguem bem os navios e à meia-rédea trotam os cavalos.
É preciso choro para ter vela
É preciso ter muita boca para ser o rei de Roma
O rei do morro tem todas e não saiu da favela
E o rato roendo a roupa de quem não tem diploma
Anjos não dormem amigo(a)
Simplesmente quando nos visitam
À noite, eles acendem uma vela branca
Pra iluminar nosso interior humano!
Detesto múmias ambulantes, com cara de todo dia, sem energia, nem de luz de vela. Gente velha desde que nasceu, que parece que nem comeu. Azeda, comum, mofada. Que não se indigna com nada. Aquela leseira ambulante, constante. feito barco a deriva, folha levada pelo vento, pelos acontecimentos. Consumidora de oxigênio, ocupadora de espaço. Que vai embora e ninguém percebe, chega e ninguém nota, não se excede, não esquenta a cadeira, pela metade, nem ao menos. Gente que só muda de cara, corpo, endereço. Roupa que em qualquer um caberia, tamanho único, chave mestra. Que não improvisa, não inventa, só representa, passa pelos dias.