Professor Mestre
A aula que vale a pena é aula que há aprendizado dos envolvidos, professor aluno e vice versa. Pode ser uma visão utópica demais para os dias atuais de nossa educação. Vejo nos meus alunos, quando o assunto é despertado pelo professor o tema é bem desenvolvido, as visões, opiniões e a teoria complementam e refletem o conhecimento sendo aplicável ou não. O importante são as relações construídas. A educação precisa humanizar pra encontrarmos os melhores caminhos. Bj amiga espero ter ajudado mas é o que penso pois é o momento que vivo hoje...
...quando estou em aula, não consigo falar, participar ou perguntar algo para o professor: a minha garganta trava, sinto insegurança minha voz não sai.... não gosto que as pessoas me olhem quando alguém me pergunta algo em público..."
A prepotência de Senhor do Saber, que alguns mestres ostentavam, não existe mais.
Década da Inclusão.
Pensar não ocupa espaço, mas antigamente, pais e professores educavam os jovens com castigos físicos e psicológicos, um deles era: - "Vá para o quarto escuro, 'pensar' no que você fez!" Ou, na escola: "Fique no canto da sala, de frente para o quadro negro, de castigo, por 5 minutos, 'pensando' no erro que você cometeu!"
Por isso, pensar, às vezes, nos leva à ideia de que estamos de castigo.
E, num certo sentido, estamos.
O principio do compartilhamento viral sempre foi praticado pelo bom professor, desde a minha infância.
Tem professor que dá aula online.
Tem professor que dá aula pela internet.
Tem professor que é a aula.
O novo professor será um medidor intelectualmente honesto.
O que isto significa? O aluno saberá responder.
Certa vez havia um jovem aprendiz que buscava avidamente a sabedoria. Ele seguia seu mestre, um homem de cabelos grisalhos e olhos profundos, que carregava consigo a serenidade de quem havia vivido muitas estações. Um dia, enquanto caminhavam por um jardim repleto de flores murchas e outras em pleno desabrochar, o jovem, curioso e inquieto, fez uma pergunta que ecoou como um sino no silêncio da tarde:
— Mestre, se você tivesse que pedir perdão a alguém antes de morrer, quem escolheria?
O mestre, surpreso pela pergunta, fechou os olhos. Por um momento, parecia ter se perdido em um labirinto de memórias e reflexões. Respirou fundo, como quem mergulha nas águas profundas de um lago, e ao abrir os olhos, estavam marejados. Com um olhar pensativo, respondeu:
— Eu pediria perdão à única pessoa que nunca me abandonou, mesmo eu, por inúmeras vezes, ter errado com ela. Busquei a perfeição e a aceitação de tudo e de todos, mas fui falho com ela.
O jovem, confuso, inclinou a cabeça e perguntou:
— Mestre, quem é essa pessoa com quem você, em toda a sua sabedoria, foi falho?
O mestre fitou o discípulo com um olhar que parecia atravessar o tempo e respondeu:
— Essa pessoa sou eu mesmo. Fui o único que nunca me abandonou, mas, por ego e vaidade, errei comigo inúmeras vezes. Busquei algo que, no fim, não faria falta.
O jovem, ainda perplexo, sentou-se sob uma árvore frondosa, enquanto o mestre continuou:
— A vida, meu jovem, é como este jardim. Algumas flores desabrocham, outras murcham. O tempo é o jardineiro que cuida de tudo, mas nós, em nossa soberba, muitas vezes tentamos controlar o que não nos pertence. O ego nos cega, a vaidade nos engana, e a soberba nos afasta de nós mesmos. Buscamos a perfeição nos olhos dos outros, mas esquecemos de olhar para dentro.
O mestre ergueu uma flor murcha e mostrou-a ao discípulo:
— Veja esta flor. Ela já foi bela, mas seu tempo passou. No entanto, ela não se lamenta por não ser mais como antes. Ela simplesmente existiu, cumpriu seu propósito e agora descansa. Nós, porém, carregamos o peso de nossas falhas, de nossos erros, como se fôssemos eternos. Mas a verdadeira sabedoria está em entender que o tempo é nosso mestre, e a humildade, nossa maior aliada.
O jovem, agora com os olhos brilhando de compreensão, perguntou:
— E como posso evitar cair nas armadilhas do ego e da vaidade, mestre?
O sábio sorriu e respondeu:
— Olhe para dentro de si todos os dias. Reconheça suas falhas, mas não se puna por elas. Aprenda com o tempo, mas não tente dominá-lo. E, acima de tudo, lembre-se de que a verdadeira sabedoria não está em ser perfeito, mas em ser verdadeiro consigo mesmo. Pois, no fim, é a nós mesmos que devemos prestar contas.
E assim, o jovem aprendeu que a vida é uma jornada de erros e acertos, de flores que desabrocham e murcham, e que a verdadeira sabedoria está em aceitar a si mesmo, com todas as imperfeições, e em viver em harmonia com o tempo, sem deixar que o ego e a vaidade obscureçam o caminho.
O MESTRE é um aluno que errou, errou, se corrigiu treinando, acertou, acertou e se aprimorou, hoje merece ser respeitado por não ter desistido no primeiro erro e nem se engrandecido no primeiro acerto.
O mestre que no jogo da Capoeira levou uma rasteira do seu aluno, não sentiu vergonha, nem raiva, apenas ORGULHO.
O A B C se aprende vivendo: escolas e professores te ensinam a juntar palavras, conhecer letras, aprender idiomas, cursar universidade, receber diploma...mas nada comparado ao saber viver.
O tempo é o mestre da vida; mesmo que você não faça boas perguntas, ele sempre dará as melhores respostas!