Pressa
Peça prece pela pressa
Aquela
Que aduba rancor e medo
É cedo
Não enterre a sua alma
Acalma
.
Sinta o ar que te cultua
Flutua
Planta flor na sua labuta
Desfruta
Solidão vira jardim
Enfim
Amor
Amor palavra bonita
que é muito dolorida,
amor que passa de pressa
e deixa marca nessa vida
Por isso quando a gente ama
a gente vive uma nova vida
Vive cheia de amor,
esperança e paz
pensando sempre o
que vai ganhar nessa vida
O amor trás saudade
a saudade desilusão,
por que o amor machuca
e maltrata o coração
Por amar demais
a gente sofre por perder
sofre também por isso
vamos viver amando
uns aos outros enquanto temos.
Pra ela, talvez eu seja burro,
Ou talvez eu seja um gênio
Compensa essa perca de pressa
Com falta de oxigênio
Nada de viver impaciente, querendo mudanças.
Temos que viver um dia de cada vez, sem pressa.
Cada minuto da vida é precioso, afinal a vida é um presente de Deus.
Uma mão estendida
Implorava por comida
Na pressa
Não me importei
São tantas almas assim
Ou são tantos corpos
Mas para essa
Eu poderia ter sido a diferença
Na volta
Procurei não encontrei
Sofri pela sua fome e meu descaso
Converso com vários
Um me disse que por amar a família
Se afasta
Não consegue parar com as drogas
Nem as bebidas
Vejo ele todos os dias
Com seus tesouros no carrinho de supermercado
Se banha na fonte, nas torneiras das casas vazias
Dorme nas áreas, bares depois que todos se vão
Esse ainda segue uma rotina
Outros mal comem a mistura da Marmitex
Jogam do lado ondem dormem e fazem as necessidades
Gritam sem serem ouvidos
Mas nem sabem o que querem
Uns são violentos
Outros transpassados
Nem reagem
A vida é uma escolha, ou será que eles foram escolhidos e acolhidos pela vida
É madrugada
Motos arranham o asfalto
Na loucura da pressa
O frio e vento
Assoviam para as árvores
Canções cruéis
E elas suportam
O frio congela a água
Que o fogo aquece
Sinto cheiro de café
Pura imaginação
São 3:36
Nesse momento
O Silêncio
Se faz silêncio
Escrevo invocando o sono
Ele não responde
Peço com carinho
Deixa eu dormir
Preciso dessa recarga
Sonhos venham
Embalem meu sono
A vida pode ser comparada a um jogo de tabuleiros. Jamais tenha pressa em movimentar suas peças. Mas quando o fizer certifique-se de estar mais perto de conseguir que levar o xequemate.
Viver à Pressa
Flor que nasce na primavera,
Olho para ti, pareces tão bela,
Cesso o meu passo para te olhar
Até à noite te procuro ao luar.
Flor que ignora as garras do tempo,
A hora não passa enquanto contemplo
A cor que não te envergonhas de ser,
Até quando o mundo não te está a ver.
Flor que só vive do sol e da chuva,
Ouves tudo o que o vento murmura
E guardas segredo como se tua voz fosse,
Em estranha humildade que me sabe tão doce.
Flor que aos meus olhos perdidos é pedra,
Já não és novidade que o meu olhar espera,
Mas continuas sorrindo na sábia certeza:
Não é do olho que olha a tua beleza.
Flor que me observa enquanto eu passo,
Os meus olhos para ti já não têm espaço,
Inebriados bebem do que não interessa,
Não sabem sentir porque sentem com pressa.
Flor que está ao longe acredita em mim,
Um dia terei força para voltar ao jardim
E perceber que mais vale cessar o meu passo
Que caminhar errante sem à beleza dar espaço.
Os dias passam
Com tanta pressa
Como os que se atrasam
Na corrida para o trabalho.
Eu quase não vejo
Que o dia acabou
Que outro começou,
E meus olhos nem
Um pouco fechou.
Que a planta morreu
Porque não tive tempo de cuidar,
Assim como os sentimentos
Que mudaram de lugar.
Tudo meio estranho
O que era desejo, mudou
E o que eu não queria
Ficou.
Na visão do Poeta.🌹
A vida em seca
Com existir no poder
Tem a pressa do mundo
Este que é um atleta de luto
Que descalço e ao sol
Se exibe na escuridão.
Destemido e voraz
É o dialeto da cobiça,
Cantado pelos de poder
Que sem alma e coração
Editam o destino desta já frágil e debilitada humanidade.
Nada fica ao coração
Nada é real valor
Mendigo é o seu pudor
Sem valor é o sentimento
A miséria da alma
Se fortalece no peso de uma moeda qualquer.
Faz valer o que não tem grandeza .
É o sem sentido.
Chegar ao pódio do ego.
Um cofre de gáudio material.
O jardim seco do sentimento.
Fico assim sem valor do mundo
Meu jardim amanho rosas
Minha vida ainda sinto
Um ser Humano.
José Henrique 🌹
Lascívia.
A minha pressa tem andado devagar,
Plantando o doce dos dias,
Apreciando os canteiros do amor ,
Tomando doses do sexo em taças de vinho tinto.
A admiração e o prazer nas calçadas à caminhar.
O olhar é sábio e flerta com a natureza ao redor.
E ainda tem o sol que brilha a me buscar pelas manhãs.
Vida louca é a de te viver.
Todas as suas partes íntimas tem a minha intimidade.
E é sem pressa alguma que deixamos a lua nos contagiar.
E lentamente vou eu caminhando nas curvas do teu corpo.
Mergulho no mar calmo e quente de tuas proezas.
Voluptuosamente me entrego a tudo teu sem a pressa de dentro de ti sair.
Abrindo tuas portas e janelas.
As horas que também se recusam a passar.
Alheia ao que a sede de nós mesmos nos permite.
"Como" em ti, me afogando em desejos infindos
derretendo no suor do amor que não deseja um fim.
E desta forma a vida passa sem pressa e nos mistura como a tinta de dois corações apaixonados.
E sim...
Assim sem nenhuma...
Pressa.
José Henrique 🌹
Quero ser aquele que não tem pressa.
Alguém que descobriu de fato onde mora a paz.
E depois disso deixar a tarde me arrastar em longos passeios pela vida,
tomar banho de sol e rir de qualquer coisa
ao lado de uma boa companhia.
Adeus deveria ser dados debaixo da água, onde é impossível se falar e se ouvir e tudo pede pressa para se respirar novos ares.
Deveria chegar um momento na vida em que tudo perdesse a pressa. Quando começássemos a traçar um encontro com a pessoa mais importante do mundo, nós mesmos.
Nuances
Na reviravolta do tempo
Urge a pressa no passadiço
Sem contar o contratempo
De um modo irritadiço.
Em meus passos acelerados
Um tropeço é inevitável!
Entre corações dilacerados
Nada mais insuportável!
Eu me vejo intransigente
Na correria desta vida
Mais um entre tanta gente
Entrando em uma dividida.
Mas sempre há um outro dia
E a esperança se renova
É quando vem a galhardia
Alvissareira a aurora se inova!
Rio, 17/09/2020
Vou compor até me recompor
As palavras saiam das minhas mãos com tanta pressa, com medo de serem esquecidas
Mas tudo que eu sentia, sabia que nunca esqueceria
Apenas transbordaria, e sem isso eu explodiria
Era preciso traduzir
E eram tantos silêncios sendo traduzidos, que a mão cansava mas não parava
Na madrugada a minha mente estava perturbada
Montes altos eu escalei
Frio insuportável eu senti, vindo de dentro de mim
Nas noites de solidão, a escuridão cuido de mim
Abraçando cada ponto de luz
Não era fácil o dia, a noite insuportável
Mas o insuportável se tornou amigável
Foi do caos que eu criei meu abrigo.
Andressa, não tenha pressa, mas não se esqueça de viver, desfrute cada dia desde o amanhecer, que os momentos de ansiedade não tirem da tua memória que tudo de outrora e do agora contribuem para o teu crescer,que entre ganhos e tristezas ainda tens a luz que usas para iluminar a vida de quem tem a sorte de no caminho te encontrar.