Preservação da Agua
Hoje é o dia da água.
Aquela que nós desperdiçamos, sujamos e depois culpamos por inundar nossas cidades e ceifar vidas...
Uma gota d'água não parece nada
Na verdade, parece uma piada
Mas uma piada que se desperdiçada
Perde totalmente a graça
Damos tanto valor a bens materiais
E os recursos naturais...
Desperdiçamos por motivos banais
O ecossistema é maravilhoso
Faz com que um seja dependente do outro
Então por que não amar? Por que não cuidar?
Devemos agora mais do que nunca, o ambiente preservar!
A água brota do chão, pura e sem contaminação
Corre, desce, molha a plantação
Continua sua estrada até chegar no ribeirão
Daí vai para o rio onde começa a lamentação.
Esgoto, entulho e veneno atingem seu coração
E na veia desse rio que era pra conduzir vida
Só conduz destruição.
Algumas pessoas são como água, totalmente puras e fluidas, mas vítimas da insignificância, inexistentes para vários homo sapiens. A água é formosa e branda, pois é útil e inútil, e quando no cotidiano bebem essa água, jogam fora como se fosse uma mera coisa que está só por estar, e ela estando aqui nesse mundo passa a não estar.
Água Doce!
Água! Por Deus criada em benefício da humanidade. Sua insipidez nos enche de emoção, revela-nos sua importância à natureza e em nossas vidas.
Quão bom seria, assim como a sua própria vida, o homem cuidasse da água que dá A Vida. Sem essa dádiva preciosa não viveríamos, pois, ela faz parte de todo o conjunto vital que nos assegura a existência.
Ser ela a segunda fonte de nossas vidas nos dá a responsabilidade de preservá-la mais que o fino ouro; cuidar dessa preciosidade nos garante a sobrevivência. Conscientizar é a palavra chave, equilibrar o uso é o dever de todos.
É escasso em alguns lugares e abundante em outros. A natureza sente o seu mau uso! Por estar em abundância o desperdício é mais frequente e sentimos muito com a falta do urgente senso dos homens em preservar a vida doce.
Por que a água é doce e não tem gosto de doce? É doce porque a nossa vida é doce, doce pra viver e desfrutar de tudo quanto é doce. O doce da vida é viver cuidando do que é nosso.
É nossa a água, a água da vida; a água que é doce e não tem gosto de doce, mas que dá vida a todos os seres viventes dependentes desse doce, esta é a Água doce.
Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:
- Agora me lembro, não era um homem, erram dois.
- E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:
- Então está com o terceiro!
Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.
- Foi ele que assaltou a donzela, e arrrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!
- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!
E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.
O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.
Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.
Antes de morrer, a donzela disse para o pescado:
- A sua mentira era maior que a minha. E Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?
O pescador deu de ombros e disse:
- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem a acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.
Deus permitiu a existência das quedas d'água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.
A água inteira do mar não pode afundar um navio, a menos que ela invada seu interior. Da mesma forma, a negatividade do mundo não pode te derrubar... A menos que você permita que ela permaneça dentro de você.
*-*A mesma água que mata a sede,afoga;
O mesmo fogo que aquece,queima;
A mesma mão que acaricia,mata;
A mesma boca que beija,ofende;
O mesmo amor que traz felicidade,magoa...-
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Ao meu amigo Baiano
"Deitado na rede tomando água de coco, sentindo vento no rosto, levantar? Meu Deus! Que desgosto".
... acaso os lábios tocariam levemente a pele antes de encontrarem a água, e, sendo a sede muita, sofregamente iriam recolher no côncavo as últimas gotas, acordando assim, quem sabe, uma outra secura.
Mas não estou triste, e tampouco alegre, não estou sentindo nada, pode jogar água fervida no meu peito, eu não vou gritar, eu não vou levantar, eu não estou aqui, ninguém está me vendo, eu não estou me vendo.