Precipício
Você me faz sentir como se eu estivesse balançando a beira de um precipício, um passo em falso e eu mergulho no abismo.
Correr correr correr sempre correndo do precipício da morte, ou talvez da vida?
Me sinto afundando.
Paro e olho para cima e penso tão rápido, que ao mesmo tempo minha mente está em branco, sem nada só no êxtase da música e da ansiedade que corrói meu corpo.
Pensamentos que traz a mágoa de volta, a raiva o ódio o nojo.
E então vem as lágrimas de uma bela lembrança que se torna triste aos poucos com a realidade caindo sobre seus olhos, o escuro do mundo, o escuro do seu próprio eu.
“Engole o choro” a frase que você não gostava na infância virou seu lema para aturar os seus dias de hoje.
Chega a hora de dormir e você não consegue e se afunda na sua mente remoendo o passado e as coisas ruins que passou.
Pare e comesse a pensar… Será que sua vida seria melhor se você parasse de ser tão egoista?
dor calor cruel, vicio da tua carne,
sonho morto que desdenho, ilusões...
precipício, sentimento profundo,
mil lagrimas, não representam...
tal fardo sendo desigual...
momento que tento gritar entre essas paredes,
somente o calor sufocante...
parador na nudez da minha mente,
escuridão sem palavras...
O intervalo de tantos momentos que chuvas torrenciais aparece como precipício profundo.
Querendo te engolir nas alças do tempo.
Sou relapso de tais coisas que coração...
Se consome quase todo somente o suficiente...
Para sufocar mais um pouquinho.
Na natureza selvagem da ausência.
As vezes só dá vontade de montar uma playlist da vida e ir caminhando sem rumo ao precipício, ouvir aquela música que diz tudo sobre você e sua vida, sentindo o vento que aliviará o impacto da queda!
Chega uma hora que você está na beira de um precipício e aí vem as perguntas "eu vou ou não?"
E daí vc olha pra trás e ver que não lhes resta mais nada. A família que se amava tanto se acabou. Os amigos que sempre disseram que estariam ali sumiram. Sua saúde está por um fil, está no que falam, morre ou não morre. E ali na beira daquele precipício, na sua mão resta apenas uma pena de uma ave qualquer que peguei no caminho e uma pedrinha. Se eu pular de mão aberta aquela pena e a pedra vão demorar segundos pra caírem no mesmo local que você, porém a pedra vai pra onde você está, já a pena irá planar até achar outro lugar pra ficar ou até mesmo outra pessoa que esteja na mesma escolha que eu.
A pedra cai e fica, já a pena, ela plana pra vários lugares.
Eu pulei de um precipício sem medo
do que estava por vir; se era um rio de
água doce, um mar de sal para lavar
minhas feridas ou pedregulhos e
pedras pontiagudas não sei: me joguei.
Me jogaria de novo, me jogarei.
Para o amor nunca medi esforços,
nunca tive limites em amar. Sempre fui
inteira e não importava de que jeito...
Nunca fui metade da laranja de
ninguém nem quis que alguém fosse
a minha. -transbordar é o que precisamos-
As pessoas não querem ser amadas
apenas por palavras, mas quando o
amor é freado, impedido, estagnado,
ele vai atrofiando, como um músculo
que não se exercita.
O amor é constante sem ser repetitivo.
O amor é a todo instante sem
ser incômodo.
O amor é tempo sem pressa que,
acelera o coração e nos faz planejar
um lindo futuro sem precisar atropelar
o presente.
Amor, é a maluquice de alguém muito
lúcido,desposto a ser sempre louco
em não deixar que razão alguma tire
a pessoa amada de perto de seus cuidados...
Amor é invasão sem ser invasivo;
é solidário, mas não se doa a qualquer um.
Eu te segurei quando tentou pular do precipício, mas quando foi minha vez de pular você não estava lá.
Caminhar á beira do precipício, e sobreviver, é tão inspirador que sente-se a dor do poeta que só de pulsar vive.
O sucesso estabelece-se em caminhos tramados com solidez! Quem emenda precipício após precipício fada-se a depressão! Nos atentemos com o que, e quem aninhamos em nossa vida!
"É a luz no precipício – atenta.
Nas brasas ardentes – somos tudo!
A verdade em chamas – tormentas!
É o arder de corpos – desnudos."
Rogério Pacheco
Poema: Ponto de fusão
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
O amor é aquilo que faz o coração ficar a beira do precipício, mas também é aquilo capaz de elevá-lo as alturas.
Nível de carência:
À beira do precipício
Porque à beira da loucura
Eu já me encontrava
Louca de vontade também
Já estou muito acima
Do nível do (a)mar
Estou querendo me afogar
No líquido do seu corpo!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Eu sei que eu sou de lua, dilúvio, difícil
Me empurra e eu já tô no precipício
Nem vem me dizer que não, quando eu sei que sim