Pratos
Sobre a pia da cozinha azul estavam dois pratos na casa de uma menina onde escritos em sua identidade - solteira - e jurava de pés juntos que sua idade era menos 5 números "inventados" pelo documento.
Com a cozinha vazia, porta do quarto fechada e - sem querer - portal da entrada aberto. Morava na capital, por segurança era com três trancas na porta que se podia descansar em paz,porém era de se perceber que a distração foi tanta que nem encostar a porta foi possível.
No quarto os lençóis estavam embolados, mas a algum tempo estavam frios e sozinhos. O chuveiro estava ligado, e seus corpos se entrelaçavam em baixo d'água. Reparando novamente nas pias, nesse banheiro havia apenas uma única escova de dente, o que dava a entender que aquilo "envolvido" no boxe não era o que se chamava de um casal.
A imagem que acabava embaçada era refletida em um espelho imenso que faz qualquer um achar defeitos em si. Mas, ali estavam dois perfeitos. Um para o outro, mas infelizmente o destino traçado nem sempre é cumprido, ali se amaram, mas não se amariam para sempre.
Os pratos vazios...
Um pai contava histórias na hora da refeição
Nos olhos atentos dos filhos, nenhuma divagação
Os pratos vazios, as bocas ávidas por uma refeição
Aquela lastimável situação ele queria abrandar
A fome de seus filhinhos
ele tentava de alguma forma disfarçar
Ele lia em voz alta com muita empolgação!
Porém os seus olhos estavam tristes,
exibiam a amargura cravada no coração
Quando viu seus pequeninos caindo no sono, parou de ler
E ficou a pensar no dia seguinte, no que iria fazer!
Quem sabe conseguiria um emprego
e diria adeus para aquele pesadelo?
Então a sonolência veio e ele procurou o sossego
E sentindo muita pena dos seus entes queridos,
adormeceu nos braços da esperança e do medo!
E daí a gente descobre que a omissão e a mentira são pratos insabidos e indigestos que nos trás dor e desbota nossa vida envernizando nosso sorriso. Descobre também que todo dia tem que ser um recomeço, e que todo recomeço é o uma borracha, e descobre que os dois lados da borracha serão um para apagar a história e outro para apagar a dor, mas a experiência, essa nunca será questionada e apagada, você sempre será aquilo que já escreveu, e mesmo que tenha apagado não apagará aquilo que és.
"Era pra eu ter falado, sabe. Ter botado tudo em pratos limpos. Limpar a mente e o coração. Dizer que foi ele o motivo do meu mal dia. Que a culpa foi dele, se eu chorei o meu domingo inteiro. Que ele mentiu e me fez acreditar que eu era especial. Que ele disse que o meu sorriso era o seu preferido. Mentiu ao dizer que me achava linda, que o meu cabelo era sedoso e que os meus olhos o impactavam. Mentiu. E sabe? A mentira é imperdurável. Por mais que eu goste, ame. Se mentiu pra mim, perdeu meu respeito, confiança, amor. Perdeu tudo, até o que não tinha. E, sabe, realmente ele estava mentido sobre tudo isso. Porque eu não era só essas meras palavras saídas da boca dele. Eu era muito mais. Sou muito mais. E olha que eu nem abri a boca."
Preencher espaços de luz. Perseverar na fé. Se há pratos sujos é porque tínhamos o que comer. Se há coração partido é porque tínhamos o que amar. Agradecer e aceitar, mas nunca acomodar-se. Entender que o bom da vida é tirar um tempinho para o que realmente é importante. Deixar o tempo e o amor cuidar de cada passo dado. Esquecer problemas pequenos, mesquinhos, e lembrar que quem tira uma hora do dia para chorar o passado, perde sessenta minutos para viver bem o presente.
Daqui a pouco a noite
me oferecerá os seus
pratos...
Sobre uma mesa um
copo e uma garrafa de
vinho...
Olhares, músicas, sorrisos
e talvez alguém que me
faça bem
Eu acho que ofenderia um par de gente se demonstrasse tudo o que eu sinto. Se botasse em pratos limpos todas as raivas, incômodos e sentimentos tortos que estão aqui por dentro. Muita gente seria machucada sem motivo. Muita gente se assustaria, choraria, sairia correndo, gritando pela mãe. Alguns me chamariam de louca e outros ficariam sentindos. “Mas eu pensei que você gostasse de mim…” diriam. E gosto. E amo. Mas tem muitas outras coisas também. Muitos outros sentimentos feios que rodeiam o amor. Não só amo. Não só tenho sentimentos bons. Tenho vontade de bater em quem anda lentamente na minha frente. Gosto de bebês, mas detesto crianças. Sou agressiva, maldosa, impetuosa. Sou má de vez em quando. Não sou feita de açúcar.
As revoltas de hoje em dia são qualquer coisa parecida com álcool em pratos de vidro
Altamente inflamáveis, mas nunca afetam o que está em volta
E além disso, muitas vezes nem se consomem, evaporam
Seus dedos entrelaçados aos meus. Nossos copos, pratos e talheres sobre a mesa do almoço. Seus livros junto dos meus, na (agora) nossa estante. Suas virtudes somadas aos meus defeitos. Todos os detalhes que transformaram dois em um, seres individuais, eu e você, em nós. Nós, que cruzamos a ponte e nos encontramos em um cenário não tão vienense como nos livros, mas ainda assim encantador. Nós que nos permitimos eternizar momentos.
TUAS MÃOS
Tuas mãos lavam pratos,
Torcem panos, limpam o chão.
Estendem e passam roupas;
Escovam chinelos, sandálias, sapatos;
Arrumam canos, tiram o pó.
Mexem panelas, temperam comidas,
Batem bolo, amassam pão.
Preparam almoço e jantar.
Cavam a terra, regam plantas!
Cansadas, abrem livros, viram páginas.
Tentam se distrair...
Tocam o corpo no banho,
Em exame de rotina.
Diante do espelho,
Ajeitam o cabelo, passam batom.
Pousam na testa do filho,
Tirando a febre.
Excitam o parceiro que pede afago.
Sem joias e adereços,
Bem alto, sobre a cabeça,
Seguram as velas na procissão.
Juntam-se e elevam em oração.
Tuas mãos humildes e humanas,
Macias ou calejadas,
São a tua salvação.
Quando aparecer diante de ti "pratos" atraentes demais, nem se assente à mesa até saber quem é o garçom. Precisamos vigiar: Quando se trata de ilusão, o diabo é Expert. Não se deixe iludir, cuidado com as aparências.
Mulher deve ser tratada como o cozinheiro trata seus pratos, excesso de ego e ela o fará infeliz e capacho, total falta dele e ela lhe será inimiga, conclusão, não estou apto a namorar, ainda!
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