Praga
Ainda que, com muito custo, eu faça do mato e da praga um jardim, de vez em quando me aparece uma lagarta para estragar tudo!
E as palmas
vão para meu
sistema imunológico,
que pelo jeito,
deve estar combatendo
praga, maldição e
olho gordo.
Só pode!
"A PIOR PRAGA É A BURRICE; o mundo não se livra desta doença. É fácil detectar observando qual foi o caminho tomado para resolver um problema. Quando a cabeça não pensa, o corpo paga.
Ninguém roga praga pra minha filha! Entendeu bem? Porque mexeu com ela, mexeu comigo! E, pode acreditar, mexer comigo não é uma boa.
A morte é algo necessário para a praga humana não destruir o planeta, sem ela, o mundo seria um caos.
A corrupção é "uma praga apodrecida da sociedade é um pecado grave que brada aos céus, porque mina as próprias bases da vida pessoal e social. A corrupção impede olhar para o futuro com esperança, porque, com a sua prepotência e avidez, destrói os projetos dos fracos e esmaga os mais pobres. É um mal que se esconde nos gestos diários para se estender depois aos escândalos públicos. A corrupção é uma obstinação no pecado, que pretende substituir Deus com a ilusão do dinheiro como forma de poder. É uma obra das trevas alimentada pela suspeita e pela intriga. (...) Para erradicá-la da vida pessoal e social são necessárias prudência, vigilância, lealdade, transparência, juntamente com a coragem da denúncia. Se não se combate abertamente a corrupção, mais cedo ou mais tarde, ela nos torna cúmplices e destrói-nos a vida"
O Faraó da época de Moisés,do cajado que se transformou em serpente,das dez pragas,da praga do sangue no Nilo,da praga dosa rãs,da praga dos piolhos,da p´raga das moscas,da praga do gado,da praga da úlcera,da praga do granizo,da praga dos gafanhotos,da praga das trevas e da praga da morte dos primogênitos,da abertura do Mar Vermelho ,do Êxodo e dos dez milagres do Mar Vermelho,no Torá só fala do Faraó,não fala o nome dele,o nome do Faraó não é Ramsés e é Tutmés.
Olhar vazio que se alastra pela plantação, praga, seca do sertão, primazia do destino, franqueza no hino, turbulência meteórica, retórica diagramica, sexasional do vértice, me oriento com a palavra, o exemplo modifica o mundo, teste interno, desejo eterno, só faço o que acho correto, sonhei no deserto, voei com o vento, superei a dor e lamento, coração pulsante no peito grita, sufoco na vida, pigmentos na pele, mais melanina inerte, antes que a alma congele e o corpo dissolva, furo a bolha, faço escolhas, capacidade, simplicidade, só quero a verdade, me misturo na cidade, monstruosidade.
A preguiça é uma praga. Ela devora o que há de melhor na sociedade: A vergonha de ser miserável, parasita ou bandido.
PRAGA DE NATAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um forte açoite
corta o silêncio mortal
e sangra os nervos da fé...
À meia noite
o espírito de Natal
vai te puxar pelo pé...
A PRAGA DO RANÇO JORNALÍSTICO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sem nenhuma reserva, recebo em minha quase cabana, lá no meio do mato, alguns formandos em jornalismo. Vieram conhecer e realizar trabalho escolar com um autor da baixada fluminense de vez em quando citado por um dos professores. O início da conversa foi bem aconchegante: armei no quintal uma rede para cada um, depois fiz um cuscuz de milharina e um café bem forte, para que os momentos fluíssem com informalidade.
Infelizmente, logo depois comecei a me aborrecer, embora não demonstrasse, pois não queria frustrá-los. Eles foram, sim, muito simpáticos e agradecidos, me respeitaram como pessoa, mas o que me contrariou foi perceber que aqueles meninos estão se formando com os mesmos clichês de quase todos os jornalistas, relacionados aos escritores e artistas de periferias, baixadas e, em menos escala, das comunidades em torno das capitais. Ao invés de sabatinar o escritor em sua essência como tal, falar de seus escritos, contextos, significados e a carreira, mesmo que nos limites da região, eles começaram a descambar, insistentemente, para que a matéria soasse pejorativa. Não por malícia, sei bem que não, mas por herança dos professores, todos eles eivados de preconceitos. Alguns respeitosos dentro do possível, simpáticos, mas preconceituosos.
Considero matéria pejorativa, quando entrevistadores forçam a barra para que, por exemplo, um escritor de regiões menos favorecidas teça profundos e doloridos lamentos de poetinha injustiçado e sofredor. Querem fazer matérias folclóricas, com fotos de rostos distorcidos, e levam o entrevistado a cometer desempenhos que nada somam ao seu trabalho, sua carreira, nem mesmo ao ego, a vaidade comum. São reportagens que geram dó. Solidariedade. Parecem destinadas à família e aos amigos. Transformam o entrevistado em uma figura simplória, que pede "pelo amor de Deus" uma oportunidade, mesmo sem o pedido específico verbal. Algo totalmente diverso das entrevistas realizadas com cidadãos das letras ou das artes nos cadernos especializados e com ampla circulação.
É um grande desafio para qualquer jornalista fazer matérias com artistas ou autores de regiões não consideradas nobres, sem que essas matérias pareçam serviços sociais, caridades de mídia, matérias menos importantes com pessoas que não são, só se julgam talentosas e alguém resolveu doar para elas um espaço na mídia. Acho que para tanto, esse profissional teria que enfrentar seu editor chefe, dar a si próprio uma autonomia como profissional de imprensa e provar, tanto para o chefe quanto para o dono do jornal, que aquele talento é realmente um talento, mesmo sendo de uma região secularmente alvo de preconceito.
Tudo isso não quer dizer que eu não tenha gostado dos meninos. Gostei, sim. São interessados, gentis, amigos, mas lamento profundamente que estejam às vésperas de se formar com esse ranço. Não vi arrojo profissional. Personalidade jornalística. Desejo de fazer um novo jornalismo, menos separatista ou preconceituoso. Formam-se com as acomodações que são garantia do emprego fácil, porque o fazem para levar às redações a eterna louvação dos que já arrombaram as portas comerciais das oportunidades, sejam eles fantásticos ou medíocres, e a eterna pejoração dos talentos que ainda não fizeram isso, sejam eles medíocres ou fantásticos.
Que o trabalho dos meninos - que ninguém saberá quem são - seja bem recebido, com boa nota, mas não circule além dos muros da universidade, como foi combinado. No mais, os braços deste fazedor de textos, as redes, o cuscuz e o café sempre os receberão de bom grado. Com ou sem pagamento em mídia.
"A humanidade é uma praga. Somos parasitas narcisistas e egoistas nojentos. O mundo seria um lugar melhor sem todos, porque por causa de uns todos pagam."
O Sr Smith em Matrix, já tinha constatado algo semelhante, porém da forma biológica e não de um convívio social.
Na verdade é o planeta que viveria melhor. Porque o mundo, ele é feito pelos que são e nele em maioria estão. Portanto, não é possível uma só pessoa mudar o mundo.
Nem a moralidade de religiões, onde os seus sentimentos mostram-se hipócritas eou em hipocresia. E mesmo sendo um higiênico que optou pelo distanciamento social, o máximo que conseguiram ou se conseguem fazer, é estar higiênico e num distanciamento social sendo um canalha a menos vivendo em sociedade.
Quanto mais alguem não fazendo aquilo que ela gostaria de fazer, mais acaba ficando pressa a esse desejo. E não satisfazendo se com ele, parte para outros, que por consequência disso, fazem mais vezes do que necessário ou deveriam fazer também.
Não jogue praga à ninguém
Pois praga é que nem bumerangue
Você joga, e ele sempre acaba voltando pra você.