Poesias sobre o Corpo
O mundo é a minha casa, o corpo é a minha proteção,o caminhar é a esperança e as palavras minha arma.
Uso tudo, olho em volta e se algo não está bom,eu danço.
A válvula de escape do ser humano é a imaginação, e comigo não é diferente.
Sou poeta, sou mulher, incostante ser, sou a busca, e as respostas.
Quando quero ser o riso,sei sê-lo! e pra ser pranto basta um preparo.
Sou a protagonista da minha história, escrevo o roteiro, e não conheço todos os personagens, e nem precisa ser urgente.
O filme está apenas começando.
E eu?
ah... ainda estou me conhecendo.
Teu Corpo
Auto-estrada por onde deslizo
Sigo as setas sinuosas
Curvo curvas perigosas
Caminho desconhecido
Onde desbravo novas milhas
Aventuro-me no desconhecido
Escrita antiga
Onde decifro cada sinal
Onde procuro montar cada pedaço
Escrita sagrada
Esmiuço cada linha, parágrafo
Procuro por milagres
Poesia
Onde leio em braile
Onde releio cada milimetro
Doce
Sabor, energia
Prazer, satisfação
Assim como o alimento é essencial ao nosso corpo fisico.
As lembranças serve como um palhativo para preencher o
vazio quando perdemos um ente querido.
Depois de você restou-me a saudade e a fragrância do teu corpo em mim.
restaram também as belas frases que eu tentei dizer,mas minha voz
se calavam,pois diante de tua beleza parecia que todas as frases não
passavam de palavras .
Tudo era belo e divino quando eu contigo ficava,e as noites eram
maravilhosamente brilhantes e cheia de luz.
Eu sei que não encontrarei mais o calor do seu corpo em outro alguém,
nem o sabor da tua boca,para mim você sempre será a primeira e ultima
da minha vida.
Quero poder viver sabendo que te amei mais do que tudo que pode ser
amado neste universo repleto de encontros e desencontros,quero poder
te levar comigo em meu coração para sempre,porque para sempre
te amarei.
..e eu mergulho no oceano do teu desejo
e sinto em mim o tremular do teu corpo
sinto a tua pele..suada..molhada..
transpirando a tua "inocência"..exalando a essência
sinto o meu corpo derreter no calor da tua indecência
os dentes..as unhas..o segurar pelos cabelos..
o teu ar sacana..
e o gosto do meu desejo…na tua boca..no teu rosto..
e o cheiro novo..nosso..de quando me misturo em ti..
e não existe mais realidade..apenas esse nosso universo
e a eternidade de alguns segundos..
..e o teu sorriso..de menino
O ferimento que incomoda o nosso corpo, e nos faz
procurar remedio para aliviar a dor.Nâo pode comparar
com a dor de um coraçâo ferido; cujo remedio é só
o tempo que encarrega de ser o antiduto contra a
ferida de uma história de amor.
Revelação
No corpo da noite
O silêncio é cicatriz
À luz de velas
Meus olhos velam tua ausência
Doem com os barcos
tristíssimas velas
No horizonte do meu quarto
Você, Deusa da minha imaginação.
Invento e me arrepio em pensar.
Nosso corpo se tocando e sendo acariciado.
Olhos nos olhos, me achego em você.
Primeiro beijo acontece.
Boca macia, beijo profundo.
Curiosidade sendo saciada.
Uma fantasia de muita loucura.
Plaft! Acordo do sonho da insensatez.
Quanta alucinação e desejo!
Será que foi apenas um sonho?!
Ou um desvio de conduta?
Apenas a única certeza,
Foi delírio tê-la nos meus braços.
Que fascínio de fantasia!
Amor e paixão
Analyane Maia
A paixão queima o corpo,
O amor a alma,
A paixão confunde os sentidos,
O amor esclarece,
A paixão tira o fôlego,
O amor dá vida,
a paixão é tempestade,
O amor é calmaria,
A paixão é furacão,
O amor é brisa,
A paixão é vendaval,
O amor é neblina,
A paixão afoga,
O amor afaga,
A paixão é dúvida,
O amor é certeza.
Deixe a chuva molhar seu rosto
seja livre, se sinta única em um momento único
sinta seu corpo vibrar, cante , grite e seja feliz
Não olhe para trás com a culpa de nunca ter tentado
Não deixe ninguém passar por cima de seus valores.
Não deixe nenhum amor ser maior que você...
Não aceite tudo, não fique calada
Não deixe ninguém dizer que você está errada quando estiver certa,
AME ACIMA DE TUDO VOCÊ, O QUE VOCÊ É, E QUE
AMANHÃ VOCÊ POSSA SER ALGUÉM MELHOR DO QUE FOI HOJE.
Procure crescer em espiríto, pois quem padece são aqueles
pobres de espírito.
Tire da minha estrada a sua sombra,
dos meus olhos a sua imagem,
do meu corpo, o sonho e o desejo
de beija-la com os meu braços...
Delete tudo que meus olhos possam ver
e que me coração possa desejar e pedir...
Fuja de todos os amigos e de si mesma,
mas saiba que no calabouço do meu pensamento,
sem que lá seja minha prisioneira,
eu a olho a todo instante, cuido de você,
contemplo-te e amo-te do meu jeito,
seguro de que de lá nunca me deixarás...
Lá ninguém poderá rouba-la de mim...
Lá és inteiramente minha...
Fragmentos
No templo do nosso corpo, há dois altares:
O da luz que ata ao céu, e o do escuro instinto.
Da absoluta moral que regra os manjares;
e o do acre animal, de deleites faminto.
Dois pesos conflitantes e uma balança.
Vítima e réu, em disputa da verdade:
Pois que em parte nós somos a temperança;
mas na outra face nós somos a ebriedade.
Férvido paradoxo do bem e mal.
Amor e ódio disputam-se às ventanias:
Pois que em parte nós somos luz divinal;
mas na outra face somos noites sombrias.
Somos joio ou trigo na gleba que andamos.
Já choramos, sorrimos, nos dois extremos:
Porque parte da vida é o que plantamos;
porém a outra parte é o que nós colhemos.
No mapa da vida, dois caminhos temos.
O do amor, ou da dor, que nós optamos:
Porque parte da vida é o que fazemos;
porém a outra parte é o que nós pensamos.
Que química essa
Que age em teu corpo.
Será teu corpo
ou tuas tormentas?
Teus pensamentos que não te largam...
Estás ideias que que surgem da luz,
Das cavidades nas entranhas
cefálicas!
Ataca tua imagem
De boa pessoa!
Do tipo que masca o tempo
com calma.
Que tem sono normal.
Que dorme atoa!
Dar-te a imagem
Mutua dos tempos.
É dia é noite!
Mais noite que dia!
Tão dócil
Notívaga sombria.
Aula com Lilian
Olhar de perdição.
É no teu corpo que eu me acho.
Nos teus cabelos eu me perco
e por teus brincos é que sou salvo.
O ouro descoberto em teus fios
nem mesmo pode
com o brilho dos teus olhos.
Foss’eu preencher este vazio
seria eterno esta viagem,
nesta aula em que te exploro.
És tão em mim presente
que no sonho parece ser verdade
e na verdade - que nem mesmo sonho- pura ilusão.
Pobre desse amor inventado,
pobre é o inventor coração.
Sei contar todos seus passos
quando te projetam a flutuar,
caminhando num florido espaço.
Via crucis da sala, sombrio lugar.
Percebi, já bem de longe,
teu pescoço como pedra à beira-mar
superficie segura
plataforma de bela forma,
bela forma do teu oceano,
oceano do mar de amar.
É como areia de uma praia
a base dessa escultura.
Tu és, oh moderna obra-prima
a arte que em mim perdura.
Só que,
por não mais te vê,
perdi a inspiração.
Perdendo a inspiradora,
perdi a poesia.
E ao perder a poesia
o ponto é solidão.
O paletó amassado, surrado pelo tempo, esconde o corpo curvado daquele que deu alento;
A idade já nem importa, a experiência não é respeitada.
A tristeza, na expressão da sua face, já não demonstra desejo, de viver por muito tempo;
Tantas madrugadas foram, testemunhas da luta de um homem
O cabo da enxada, marcado pelo sangue das mãos calejadas.
A terra mexida, para o plantio do sustento, esconde o suor do homem que deu tanto alento.
Quanto desejo de hoje, ver um filho!
Que vive a milhas de distância, ganhando o seu sustento
Usufruindo do estudo, proporcionado pelo homem, que esconde seu lamento
Ele chora em silêncio, sentado na sua velha cadeira
Esperando a morte chegar
Ah, quanto desejo, de um dia poder deixar este lugar!
Aqui neste asilo, não há ninguém para junto lamentar...
O que te falta?
Regina Michelon
O corpo cheio de saúde.
E a alma repleta de júbilo.
O que te falta, querido.
Há renovação no sorriso.
Seu sorriso transborda mais alegria
O que te falta?
O trabalho te alegra e te enche de luz.
Pois há muito amor em tua volta
E em tudo que faz.
Espalha luz por onde passa.
E pisca, flutua e reluz.
Como uma boa luz deve ser.
Essa busca eterna é algo novo?
Ou é busca que nem precisa.
Ou precisa, anseia, enlouquece.
O que te falta querido?
Conta pra mim.
Acendo meu último cigarro, vagarosamente. Como se meu corpo estivesse trépido, paralizado... Voltando a mão para os meus olhos, esfregando-os, como se quisesse acordar de um sonho. E espremendo o vento nas minhas mãos, agora frias, culpo o tempo da minha impotência imbecil. E a minha boca, agora amargamente, declama versos, vindos de um poeta esmerando êxito. Rogando a minha quase loucura que se solidifique para sempre. Mas seria loucura desejar tanto assim? Como quando uma criança descobre que os balões entre seus dedos, podem voar.
Pequenos detalhes rodeiam minha lembrança, agora mastigada de agonia. Eu olho para a lua mais alguns instantes, incansávelmente. Como se ela fosse a única que decifrasse meus desejos... Retorno ao meu quarto vazio, e tento adormecer novamente. Com a esperança de que amanhã, novas expectativas me façam retomar o rumo.
SANTIFICADO DEUS, TEM PIEDADE DAS ALMAS QUE SOFREM AS AGONIAS DO CORPO, POIS OS TEMORES ENFRAQUECEM A FÉ E ALIMENTAM O DESÂNIMO COMO FERRUGEM DA ESPERANÇA...
Almany sol - 30/05/12
Duo
Respirar as intenções no ventre.
Buscar o corpo, e nas mãos encontrar o outro.
Outro. Outro.
Entes reflexos.
Mudança em caminho comum.
Energia que se faz da fantasia e de acreditar.
E se entrega a identidade posta.