Poesias
Os olhos nos entregam
Sem querer marejam
e nos faz fraquejar
Buscam uma fuga
Uma procura
Loucura
De se entregar
Você foi o que não tive
Mas sempre presente
Apareceu de surpresa
E com certeza
Voltar
Voltar um passado
Ainda presente
Talvez dormente
Mas salutar
Eu sou o posto e o entreposto
Sou o que vivi
Sou aquele que ninguém viu
Vivente por viver
Sempre buscando viver
Vou tentando
Sobreviver
Você apareceu
De alguma forma cativante
Machuca
Seguir em frente e seguir
De alguma forma te amar
Sociedade... ;-;
Vivemos em uma sociedade,
Aonde quem ama,não é amado.
Aonde quem cuida,não é cuidado.
Aonde quem espera,não é esperado.
Aonde quem ajuda,não é ajudado.
Vivemos em uma sociedade,
Aonde as pessoas,deixam o próximo de lado.
Aonde o ferido,é maltratado.
Aonde o suicida,da ponte é jogado.
Foi essa sociedade,que todos sempre esperaram?
Rabiscos do Amor
Que o brilhar diário do Sol seja para expressar nossos momentos de alegria
Que as chuvas sejam para demonstrar que em todos os dias é possível recomeçar
Que as discussões sejam apenas pretextos para reconciliação
E que o nosso amor seja tão finito quanto a imensidão do universo.
Minha boca ainda sente o gosto do seu beijo.
Por um momento senti
Um gostoso arrepio
Minhas lágrimas virou rio
Quando você foi embora
Meu peito até hoje chora
Lamentando sua partida
Igualmente a despedida
Que nós tivemos outrora
Minha garganta estranha
Essa voz que hoje tenho
Vivo em atrito ferrenho
Com minha angústia tamanha
Por fazer tempo que não te vejo
Esse meu olhar não mente
Nele vejo que minha boca ainda sente
O gosto do seu beijo!
Esperança
Dizem que ela nos dá força
que sem ela não há conquista
que temos de manter a esperança
para não perder os sonhos de vista
que por mais difícil que seja
é somente com a esperança
que se alcança oque deseja
pois ela nos dá perseverança.
Preciso alimenta-la
porque me sinto fraca
preciso fortalece-la
se não eu vou perde-la
espero e anseio
espero e creio
então oro
por muito esperar
eu choro
mas não deixo de acreditar
que a vitória vai chegar.
_________________________Juliana Rossi Cordeiro
Em plena madrugada, acordada
lápis e caderno em mãos
e o meu coração
caído no chão
Tic-tac do relógio
pinga - pinga da torneira
em meu peito um vazio
pernas em tremedeira
Escrevo aqui sensações
medos e pesadelos
faço aqui minhas orações
esperando aquietar meu
coração
O caderno não me julga
o lápis me é fraterno
talvez agora eu durma
no abraço do meu caderno.
_____Juliana Rossi Cordeiro
Ah, a velha política, que cega e coloca uns contra os outros, mesmo em tempos de pandemia...
Eu escolho um lado e o defendo com unhas e dentes, meu candidato ganha e não importa mais o presente, pois agora sou o seu inimigo, sua opinião é indiferente...
Eu perdi e não concordo com o que aconteceu, por isso vou atacar o seu lado eternamente, seja por qualquer escolha diferente, Vereador, Prefeito ou Presidente...
União de ideias? Nem pensar! É muito mais fácil e divertido, com palavras chulas atacar...
Puxa para cá, puxa para lá, eu é que estou certo, você tem é que lutar...
Ah, como seria bem mais fácil, bem mais útil, sentar e conversar, debater ideias de crescimento, ajudar o mundo em seu desenvolvimento e nunca mais brigar...
Mas creio que é apenas uma utopia, ilusão, pois faz parte da velha política, onde todos nós queremos e exigimos ter a única opinião...
Pois o desenvolvimento e o bem de uma cidade, Estado e Nação, só poderá acontecer se for feito por alguém que eu votei, do contrário, não terá nunca a minha atenção...
Fake News é algo que profundamente me irrita, pois a informação correta pode com certeza salvar a nossa vida...
Há inocente por aí, diz que não existe perigo, que tudo é uma grande mentira, segue despreocupado e em nada disso acredita...
Alguns seguem vivendo como se nada fosse acontecer, porém, o perigo é real e está no ar, é invisível, circula e pode nos pegar...
O remédio por enquanto é a cautela, até o cuidado ao respirar, pois o mundo está preocupado, o perigo está em todo lugar...
Não acredite em suposições e nem em teorias conspiratórias, pois a fantasia também pode nos machucar...
A verdade tem que ser exaltada, não pode em nenhum momento, por uma simples opinião, ser descartada...
O perigo está por aí e não faz escolhas por personalidade, morre o rico e o pobre, não importa a sigla partidária...
Mãe é nosso primeiro amor
ela acalenta e amamenta
tenta nos salvar de qualquer dor
com carinho e paciência
Depois a gente cresce
e quer navegar por ai
e fala: __"mãe me esquece!"
mas ela fica quietinha ali
nunca nos esquece
sempre orando por nós
sempre esperando por nós
Porque, mãe é porto seguro
você pode ir muito longe e se perder
mas ela sempre estará com amor puro
pronta a te acolher.
_________ Juliana Rossi Cordeiro
"ERROS"
Rauzi de Carvalho Pereira
Errei,
em não em entender,
errei de várias maneiras,
nunca pensei em você.
Fiz tudo
o que era errado na vida,
brigas, ciúmes e bebidas,
fiz tudo prá te perder.
Agora,
que está tudo acabado,
consigo ver claramente,
que sempre fui o errado.
E hoje,
reconhecendo meus erros,
velo meu próprio enterro,
sem conseguir te esquecer.
Ao ver,
você de longe passar,
só chego à conclusão,
meu erro foi sempre errar.
Quem sabe,
se eu sofrendo então,
reflita sobre meus erros,
prá conseguir seu perdão.
Há um breu dentro de mim
um infinito vazio
que você deixou em mim
sinto-me usada, quebrada
Há um breu dentro de mim
você levou todas as minhas cores
ficou esse escuro sem fim
e sinto muitas dores
Há um breu dentro de mim
foram arrancado meus sonhos
destruindo um ideal de amor sem fim
perdi meu rumo, o brilho dos meus olhos
Há um breu dentro de mim
o que você vê é só uma casca
porque estou oca, enfim
preciso dar um basta.
Íntimos são os meus versos
Como são os de Augusto
Ele fala do universo , do lobo do homem
Mundo ....
Eu falo do desvendar ,
Teus desejos mais profundos
Desejos que são tão meus , quanto teus
Isso eu juro !
Íntimos como o perfume de tua peça mais intima
Como o desejo de beijar , asa tua boca tão linda
Não quero lhe assustar , com esses meus versos íntimos
Só quero lhe revelar o que na verdade eu sinto
Paraíso de Tupã
Saia da casa grande,
Em busca de comida,
Na travessia do mato.
Chegava ao terreno
Pantanoso.
No Rio de muitas curvas.
Onde as garças brancas,
Planavam em volta das
Lagoas de jacarés.
Refazendo a travessia;
Só tirava da natureza
O que trazia. E o que
Precisava para cuidar da família.
De coração agradecido.
Minha prece a Tupã fazia.
Sabia que morava no paraíso.
E nada que vinha da natureza
Esse tupi temia.
Estava no vale. No Vale do Paraíba.
Marcos fereS
Um brinde a esta noite bela
Cheia de velas e duas esbeltas taças de vinho
Uma garrafa na mesa e ao lado dela sentados dois bobinhos
Chamaste meu nome pelo alvorecer
Não consegui perceber
Você estava distante
E eu não pude evitar
Você gritou por amor
Eu não pude escutar
Assim seu socorro não chegou
E a segunda taça se quebrou
Junto com a ela você me levou
Com os cacos me feriu
E meu coração se partiu
Assim como aquela linda taça
Que se e stilhaçou
E dos reflexos o vi partir.
Tem amigos que eu deixei escapar como água...
mas agora vejo que preciso deles assim como preciso de oxigênio.
E chove,
chove torrencialmente
Choveu a noite inteira
Embalando o sono
Ao lado da casa
O som de uma biqueira
Casualmente também
surge indiscreta uma goteira
Grossas gotas explodem
aguaceiro inunda a calçada
Ilhados ficamos
Mas protegidos em nossas casas
Mas o que é uma goteira
Uma calçada inundada
Um pequeno bueiro transbordando
Um galho cansado caindo?
Tragédias invadem vilas
periferias desprotegidas
casas do barranco deslizando
enxurradas invadindo casas
Assim passam a madrugada
Temendo a vida perder
Moradores alarmadoss
agem com rapidez
Há urgência de viver
E a chuva continua
dilúvio despenca dos céus
Nível dos rios sobem
alagando tudo à volta
crateras se abrem
carros são tragados
Quanta calamidade
Famílias desabrigadas
Pessoas ilhadas
Situação de vulnerabilidade
Eu era a chance de um recomeço,
Mas você não quis seguir em frente...
Foi só seu antigo amor voltar
Pra você me esquecer completamente
Só fui útil quando foi conveniente
Você só me quis enquanto estava carente
ÊXODO
Vou-me embora… vou-me embora…
Já cansei de ser semente.
Vou tentar buscar saída,
Vou partir contra a corrente.
Com roupagem de esperança
Visto meu corpo dormente,
Renuncio ao meu passado
E parto tão de repente,
Que nem mesmo a minha sombra
Há de ver-me pela frente.
Quero andar pelo infinito
Por caminho diferente;
Quero andar por uma estrada
Onde não possa ver gente,
Sem ter fim, sem ter começo,
Sem ter nada que me oriente,
Só sentindo em meus cabelos
Esta chuva persistente…
Esta chuva que ora cai
Sobre meu corpo indolente
Refrescando os pensamentos,
Ordenando minha mente,
Carregando na enxurrada
Toda a tristeza insistente
Que se apoderou de mim,
Que em mim se fez presente
Desde o momento em que a terra
Num soluço penitente,
Vacilou sob os meus pés
Tragando a emoção tão quente,
Tão pura, tão generosa,
Tão viva, tão eloquente,
Que bailava no meu peito,
No meu peito bem-querente…
ESTÍMULO
Madrugada - - frígido espectro da manhã;
Esperança os teus olhos suprafixos têm;
Semifluídas lágrimas já se antevêem
Brilhando impuras sobre tua face louçã.
Incauta aguardas, numa ansiedade vã,
Que os loucos sonhos que tua mente entretém,
Qual lenitivo as paraciências contêm,
Possam sorrir-te e te trazer sorte sã.
Não te amofines! Ergue tua fronte e desperta!
Desencilha-te dessa vida-pó incerta;
O novo dia é hoje, é já, é agora!
Aspira aromas, cores, sons, a vida enfim!
Vive o presente -- Ama! — pois agindo assim,
Venturas ficam. . . e tudo o mais vai embora!