Poesia de Perdão
O perdão não é um presente ao outro, é um ato de autodeterminação. É a martelada final que arrebenta as correntes do rancor, soltando o pesoque você, iludido, escolheu carregar.
O perdão próprio é um gesto de arquitetura: derrubo pilares, reconstruo paredes. Não é reconstrução imediata, é obra que avança com oficina aberta, com barro, paciência, e a presença de quem não teme lama. No fim, a casa fica mais simples, mas com janelas que deixam o sol entrar.
Às vezes o perdão é uma mesa posta para ninguém. A comida está lá, mas faltam mãos para compartilhar. Fico olhando o prato vazio e aprendo sobre abandono. Algumas refeições só alimentam a memória. E ainda assim a mesa insiste em ser hospital de esperanças.
O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.
O perdão que recebi veio em forma de silêncio acolhedor. Não foi espetáculo, não tinha plateia. Apenas alguém que me olhou sem juízo. Esse olhar me devolveu formas gentis. E eu reaprendi a ser humano com menos armadura.
O perdão que me proponho é lento, como cerâmica. Modela-se com mãos que não esmorecem. Algumas peças racham no forno e perdem a forma. Outras saem perfeitas, surpreendendo até o artesão. E percebo que imperfeição também é beleza.
O abraço que me transforma é simples, sem afetação. Ele contém perdão e ausência de pressa. Sinto nele a possibilidade de recomeço. Alguns abraços valem bibliotecas inteiras. E por eles, continuo crente na bondade humana.
Minha infância ainda soluça em algum sótão da memória. Peço perdão ao menino que fui por não ter sido o herói que ele esperava.
Sabe qual o problema de você não me perdoar no momento em que te peço perdão? É que quando você decidir me perdoar, provavelmente eu já terei novos pecados a serem também perdoados!
O perdão não Pode ser alimento para o égo do ser errante e sim reconhecimento que pode ser uma pessoa melhor do que um ser errante,que além de pisar na bola e não admitir seus erros,ser uma pessoa melhor..
Buscar a cura é ter coragem de enfrentar a dor mesmo depois do perdão, resgatando o amor-próprio, a paz e o autocuidado.
A verdadeira nobreza é ter a humildade de pedir perdão e a força para nunca mais cometer o erro que causou dor.
O perdão e a correção são os pilares de quem decidiu deixar a maldade para trás e abraçar o caminho da luz.
Senhor, hoje peço perdão por ter duvidado do Teu agir; entendo agora que o Teu silêncio não é ausência, mas uma muralha de proteção que impede o que eu não poderia suportar.
Amo você, de coração. Mas o humano é falho, posso falhar com você e vou precisar do seu perdão para nosso amor sobreviver.
O perdão não pode ser vivido por quem já partiu, mas é o maior silêncio virtuoso a ecoar pela eternidade.
O perdão é um gesto de rara beleza, ilumina o que está ao redor e consome a amargura e o egoísmo assim como a chama de uma vela acesa
O verdadeiro perdão exige uma força que desafia o nosso ego, o que torna esse limite entre a coragem e a hipocrisia muito frágil.
O mundo perde a cor quando a gente não está bem. Peço perdão não só pelo que fiz, mas por ter colocado uma sombra onde só deveria existir a nossa luz. Eu amo você.
Onde um homem deve ir para ser perdoado? Onde o perdão pode ser encontrado? Há um caminho seguro e plano, e dentro desse caminho desejo guiar os passos de cada questionador. Esse caminho é simplesmente confiar no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador. É lançar sua alma, com todos os seus pecados, incondicionalmente em Cristo - para acabar completamente com a dependência de suas obras e ações, no todo ou em partes, e não repousar em nenhuma outra obra, a não ser a de Cristo, nenhuma outra justiça, a não ser a justiça de Cristo e em nenhum outro mérito, a não ser o mérito de Cristo como seu fundamento de esperança. Tome esse caminho e você será uma alma perdoada.
