Poesia Completa e Prosa

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⁠Eita Deus do céu!
Que dia mais chuvoso
Pé d'água tenebroso
Deixando o povo ao leu

A correnteza é esse trem
Causa dor por onde passa
Levando móveis e o que mais tem
E o desespero? inunda a praça

Mais forte quanto essa dor
Somente a nossa fé
Que insiste ficar de pé
Pra dar lugar ao amor

Ainda com tanta incerteza
Diante de tanta comoção
Nosso povo não tem fraqueza
Há cumplicidade e devoção

Esse estado de calamidade
Nos mostrou o melhor de nós
Trouxe empatia e solidariedade
Todos por um e também por vós

É tempo de reconstruir
E dar lugar a confiança
Fazer o povo voltar rir
Com amor, fé e esperança

Inserida por pedroassuncaao

⁠Não sofra antecipadamente
por nada e por ninguém,
nunca deixe algum sonho de lado,
nem cale a voz de tu'alma,
não a deixe ficar em conluio
com a tristeza e desilusão,
a vida corre sem parar,
só sabemos que terá um fim,
então o jeito é vivê-la como pudermos,
traçar novos planos,
que se não derem certo,
outros faremos

Inserida por neusamarilda

⁠Uma brisa outonal, que por aqui passeia, traz um perfume de saudade do que foi, do que não foi e do que poderia ter sido. Ela deixa também o coração com um gostinho de quero mais, mas nem ele sabe do quê. Apenas a percebemos quando nos envolve em carícias, perpassa os ramos, dança entre as flores e rompe qualquer espaço, fazendo um brinde à poesia dela mesma, pois é a própria.
É a vida acontecendo no crepuscular outono de todos nós. O tempo promete a virada, o calor forte arrefece aos poucos e pela paisagem já sente-se o ar de boas vindas à alguma chuva e frio.

Inserida por neusamarilda

⁠E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.

Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.

E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.

E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.

E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.

Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.

E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.

Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.

Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.

Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.

Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠DONZELAS SINGELAS

Outrora as mulheres tinham de ser donzelas... Singelas.
Sem vontades, sonhos, desejos ou maldade, tinham de ter carácter dócil, voz aveludada, e postura perfeitamente imaculada.
Tinham de almejar a Santidade, mesmo se presas em teias de maldade, mesmo subjugadas, ou se perdessem o norte, mesmo se encarassem de frente a própria morte... Tinham de ser donzelas, perfeitas, belas... Singelas.
Perfeitamente alinhadas com aquilo que delas se exigisse, muitos atributos e poucos ou nenhuns predicados, sem segredos mal amanhados.
Não podiam seguir o seu coração...
Não, isso não...
Mancharia para sempre a sua reputação.
As feias não tinham tanta ventura, muitas vezes deixadas à própria sorte, mas aquilo que elas pensavam ser infortúnio, era sinónimo de bom augúrio, da melhor das sortes.
Não tinham de se rastejar em uniões onde imperava tudo, menos o respeito, o cuidado, o amor e, até quando havia amor, a mudez era a espada pronta a cortar as suas gargantas, se elas tivessem garganta, sim porque o veludo, aquele que abafava as suas vozes para se tornarem aveludadas, era suave, voraz, mudo, era a cadeia entrelaçada, aquela que rasgava a pele alva, da pura e doce menina, aquela que puxava os grilhões para a almejada liberdade e por fim bater asas, mas suas asas atrofiadas, não se abriam.
As donzelas, singelas, tinham de rir em silêncio, porque as suas gargalhadas incomodavam os homens de bom porte, os donos das fazendas, os reis da corte.
As donzelas singelas não percebiam os trocadilhos, daqueles que riam às suas custas, maldizendo-as, de bruxas ou de murchas.
Mas as donzelas, singelas, aprenderam a ler e a prisão começou a encolher.
Primeiro, apenas nas suas mentes, deixaram de ser tão singelas, tão inocentes.
Depois de ler, veio o escrever e o mundo começou a mudar, não de repente, demasiado devagar...
Demorou para uma delas realmente se libertar, voar, depois dela outras se seguiram, e abriram caminhos para todas nós, os céus podermos alcançar.

Inserida por t_m_grace_autora

⁠Resiliência

É saber ser luz na escuridão,
É saber que tem que se levantar
Mesmo depois, por um tropeço
Ter caído no chão.

É suportar os desafios,
Com um sorriso no rosto
É acreditar que tudo passa,
Mesmo, o tempo fazendo você pensar o oposto.

É superar os obstáculos,
Com a tranquila consciência
Que tudo tem um propósito,
Acredite na sua essência.

É ter a certeza,
Que somos maiores que nossos medos
E ter a autoconfiança,
Que somos capazes de tudo se tivermos coragem, fé e esperança!!!

Inserida por Poetadayltonjose

⁠Acelerado caminho a passos largos
Em alta velocidade seguro a sensatez
Perdi a calma em pensamentos vagos
Parou-se o tempo, rompendo a lucidez

Vivi momentos de caos, na escuridão
Nos meus lamentos me afoguei sozinho
Ganhei desprezo de quem estendi a mão
E vi cavarem covas no meu caminho

A chuva lá dentro encheu minhas cisternas
Acúmulo de águas sem nenhuma saída
Alguns dizem que as dores são eternas
E que a eternidade só dura uma vida

Mas eu só vivo uma vez a cada dia
E toda a vida, por vezes, num só momento
O mundo parece que te afoga em agonia
E a vida mostra a beleza de tal tormento

Inserida por In_finitys

⁠AS TOXINAS DA ALMA

As toxinas da alma são invisíveis,
Mas não menos perigosas do que as físicas,
Elas corroem nossos pensamentos,
E poluem nossa visão da vida.


São como veneno silencioso,
Que se espalha lentamente,
Afetando nossa paz interior,
E nos afastando da felicidade.


Elas surgem de diversas fontes,
Como a inveja, a raiva e o rancor,
E nos fazem esquecer o amor,
Que é o bálsamo para a alma.


Para livrar-se dessas toxinas,
É preciso ter coragem,
E reconhecer os próprios erros,
E perdoar os que nos fizeram mal.


A cura para a alma doente,
É um processo lento e delicado,
Que exige paciência e dedicação,
Mas que traz a paz tão desejada.


Então, não permita que as toxinas da alma,
Domine sua vida e lhe faça mal,
Busque a cura em cada dia,
E encontre a felicidade que sempre sonhou.

Inserida por amandamazzei

Olho agradecimente para uma ⁠rosa amável que está muito elegante com as gotas da chuva enfeitando suas pétalas, um lindo regalo nesta noite chuvosa que a minha inspiração facilmente desperta.

Se o olhar for disposto para simplicidade, perceberá que a natureza possui uma forma de poesia muito peculiar por não usar nenhuma palavra e mesmo assim, conseguir emocionar tanto o coração quanto a alma.

Considerando este prisma, que meus olhos possam sempre prestar atenção nesta declamação poética permitida pelo Senhor, que transmite uma emoção plena, muito distinta, uma amostra bela do seu amor.

Inserida por jefferson_freitas_1

AOS POUCOS

Vi seu rosto no meu café,
O gosto do seu beijo na minha boca,
O seu toque na minha pele,
Talvez eu esteja delirando,
Ou me apaixonando aos poucos.

Esqueci sua feição,
Lembrei do quão amargo era seu beijo,
Lembrei do seu toque frio na minha derme,
Talvez eu esteja delirando,
Ou me desapaixonando aos poucos.

Procurei blindar a minha mente,
Me desapeguei do seu sabor,
Me curei das feridas,
Eu me sinto feliz novamente,
Estou me recuperando aos poucos.

Vi outro rosto no meu café,
Quero saber qual o gosto daquele beijo,
Quero sentir aquele corpo no meu,
Agora sei o que sinto,
Estou amando de novo.

Inserida por ViniciusSC

AH, SE VC SOUBESSE

⁠Eu queria que ela soubesse, que Mona Lisa não é a arte mais linda do mundo, e sim esses olhos pintados pelo divino, esse corpo entalhado pelo sobrenatural e essa boca kafkiana.

Queria também que ela dissesse meu nome, várias vezes, até que a vontade de ouvir aquela voz angelical, se esgotasse. Que ela sorrisse todos os dias de manhã quando me visse, que me beijasse ininterruptamente e secasse minha lascívia com toda essa sensualidade.

Eu queria que ela visse todos os sorrisos que esboço ao ler as cartas que ela me manda, eu não sei se é sorriso de amor, paixão, desejo. Mas uma coisa é certa, vem do coração.

Eu queria que ela me amasse, queria que me devorasse, queria que ela decorasse cada detalhe da minha alma, queria que ela me enxergasse, queria que ela soubesse que eu a amo.

Inserida por ViniciusSC

⁠Escrever pouco não me faz bem.
Preciso escrever textos enormes,
cuspir palavras no papel.
Já como dizia Clarice, a sútil arte de
colocar um elefante na agulha,
é a literatura.
Me expressar de forma verbal,
nunca foi a forma mais aceita por
mim mesma.
Mas me expressar com um papel e
caneta,é o melhor que faço,para curar minha alma frágil,minha alma machucada e chorona.
Tudo que preciso para me curar é de mim
mesma, e um pequeno momento.
O mundo todo deveria se curar
dessa forma.
Se as pessoas aprendessem a escrever
mais, e falar menos,o mundo seria
um lugar de paz.

Inserida por Saulanekeroly45

⁠VIDA VIVIDA

A vida pode passar rápido
ou pode ser muito comprida.

Também pode ser muito comprida
mas pouco vivida.

A vida...
bom, a minha ainda não é tão comprida.

Não tenho tantos anos assim de vida
e muito menos vida que foi vivida.

Minha vida ainda é curta
mas parece ser uma eternidade.

Inserida por Saulanekeroly45

⁠Escrevo pois não consigo verbalizar a tempestade que há em mim.

Escrevo também, pois não sei se conseguiria falar sem encher os olhos de lágrimas.

Porém, sempre que escrevo, meus olhos se transformam em oceano e minha mente trava
De repente não sei escrever
Viro analfabeto.

Sinto que nunca vou conseguir transpor tudo o que acontece aqui dentro
Estou eu fadada ao desespero da alma?
Desespero este que me rasga o peito de tanta angústia.

É cansativo
Muito cansativo
Mais do que isso, é extremamente
desgastante tentar lutar outra vez
Todos os dias
Sem ao menos ter a certeza de que estarei vivo amanhã.

Você entende?

Inserida por Saulanekeroly45

⁠MINHA CRIANÇA

Eu sinto muito minha criança,
Sinto muito por nunca ter conseguido nos defender.

Sinto muito por nós,
Por terem nos machucado tanto.

Me desculpe por não ter conseguido mudar certas coisas.

Você estaria com certeza decepcionada se pudesse ver como estão as coisas e eu não te julgaria por isso.

Inserida por Saulanekeroly45

⁠TERTÚLIA FAMILIAR


Que comece mais uma “tertúlia”! Abaixo à internet!
Que cada um possa falar! Mas de longe? Como escapar?!; salve 'a rede!
Família é coluna. Pra todos: elementar.
Família é o sustento que sustenta de onde está.

A distância é quebrada sem aperto de mãos, sem aquele cafezinho...
Mas com o acalento das emoções ao conversar.
Primeiro: a casa dos pais nos resguarda do mundo, fisicamente, o coração.
Depois guardamo-nos de perder o caminho das emoções... de certo que a razão.

Família é sempre família! Pode ser a de sangue, ou a que conquistamos;
Destas sortes que nos fazem viver!

O que é verdade para todos nós; é que família é aquela que nos leva ao “reencontrar”:
Reencontrar o irmão, mãe, pai... família!
Mas principalmente o próprio “EU”.

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6

⁠ALMA QUE ME MOTIVA

Você é vício viciante que vicia,
Minha rotina começa com sua boca na minha,
O toque da minha pele na sua é tão bom que arrepia.
Chega na minha vida, e fica.
Não tem por que saída,
Vem como luz na escuridão,
E me ilumina.

Não sei como defini-la,
Você é cheia de sinônimos,
Parece poesia.
Queria te beijar, abraçar, trocar carícia.
Selar nosso amor na eternidade para que nunca se sinta sozinha.

Eu sou feito de ódio,
Mas você me romantiza,
Você é dia ensolarado,
Eu sou noite fria,
Você é pão com manteiga,
Eu pão com margarina,
Posso ser cético quanto a tudo,
Mas a única coisa que acredito,
É que ainda vou ter sua mão na minha.

Inserida por ViniciusSC

A vida não é só sorrir
A vida é também chorar
A vida não é só cair
na risada⁠
A vida é também gritar
de dor
Desentalar o que está entalado
Desapertar o que está apertado
Sempre é preciso ter voz
Para não morrer sufocado.

Inserida por RuanVieira999

SINÔNIMO DE AMOR

⁠Não há nada igual que o dissabor de despertar, aquela embirração de não querer se levantar, aquele nojo de se olhar no espelho e sentir o menor nível de amor-próprio alcançável.

Tão lesivo, tão danoso, tão ácido esse amargor da vida azeda. O sentimento de perecimento da alma, a sensação de ter a energia sugada por completo, a aflição de se sentir inútil, e ao mesmo tempo, contentamento de ser desprezível.

A saudade de quando você ainda tinha um pouco de felicidade, a euforia com atos simples, o prazer do bem-estar, o entusiasmo de ver os amigos, da fome em demasia, daquela overdose de dopamina, endorfina, serotonina, ocitocina. A saudade do querer viver.

Pensar que tudo começou no coração, terminou em uma folha de papel molhada por lágrimas, começou com um gesto, terminou com uma palavra, nasceu na esperança, e morreu na depressão. Agora tenho a certeza de que sinônimo de amor, é luto.

Inserida por ViniciusSC

⁠⁠MEU POEMA ERA...


Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...

Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.

Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.

Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!

O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...

poeta_sabedoro

Inserida por andre_gomes_6