Poemas sobre Violência
Acordar para os privilégios que certos grupos sociais têm e praticar pequenos exercícios de percepção pode transformar situações de violência que antes do processo de conscientização não seriam questionadas.
Um dos dias mais importantes de minha vida foi o dia do parto. Jamais me esquecerei da enfermeira que me assistiu com boas práticas. A forma como ela me acolheu, a valorização da presença de meu esposo e depois de minha mãe e sogra, o ambiente de harmonia, a liberdade de posição e movimento, o banho de aspersão e imersão, a bola suíça, a massagem nas costas, os exercícios respiratórios, o contato pele a pele com meu filho logo após o nascimento. Hoje sei que ela trazia um partograma detalhado e o quanto fui protegida de práticas prejudiciais como episiotomia, a ocitocina, a amniotomia, a analgesia desnecessária, o toque e a posição litotômica durante o parto. Meu corpo e minha alma agradecem à sua cientificidade e humanização.
Muitas pessoas afirmam conhecer e praticar os ensinamentos da Bíblia. Porém, ela não ensina sobre violência, homofobia e outras perversidades. Em que Bíblia eles tiram esses ensinamentos?
Baseado na evidência disponível, não há razão alguma para acreditar que a paz mundial será algum dia atingida, ou que a violência possa ser impedida.
Em um país com fissuras sociais tão profundas e que nunca deixou de apresentar altos índices de violência, imaginar que a perda de direitos e uma piora no padrão de vida passarão despercebidas é multiplicar por mil o wishful thinking que se abateu sobre a elite intelectual norte-americana e inglesa.
Sem uma educação adequada, os jovens, transformam-se em adultos fracos e às vezes até mesmos violentos, ficam sem nenhuma perspectiva para enfrentar o futuro.
Eu peguei minhas coisas e fui embora, simples assim. Porque há esses momentos, depois das violências mais terríveis, quando olhamos em volta e percebemos, cheios de horror, que o mundo continua existindo.
Arma intimida o agente ameaçador e traz mais segurança para quem a porte. Já para quem quer matar, não depende de arma, pois pode usar o próprio corpo ou até um guarda-chuva pra tal.
O que mais angustia os moradores das favelas não é a condição ruim de suas casas e a pouca comida, mas a falta de paz devido à violência.
Os bárbaros adorariam que todos nós entrássemos no jogo deles. Desse modo teriam provas da existência dessa guerra que só existe na cabeça deles.
...Que não condenamos as armas, e sim, os homens que a criaram, os que a propagam, os que a usam, defesa ou ataque elas matam.
Algumas pessoas fizeram escolhas tão negligentes na vida, que acabaram se tornando adultos que só compreendem a linguagem ‘do grito’. Quando são abordadas gentilmente, esbravejam, retrucam, reclamam, e muitas vezes sem perceber, adotam uma postura desagradavelmente agressiva. E assim fazem porque não aprenderam a linguagem da paz quando crianças, crescendo em lares onde os palavrões eram comuns e as surras gratuitas eram constantes. Na adolescência, escolheram a fuga das drogas. Na idade adulta, optaram por estilos frontais excesso. É lamentavelmente triste, mas quem está nessa condição, ainda precisará passar por situações extremamente complexas para perceberem o valor da paz. Quem só entende a linguagem da violência, atrairá mais violência como forma de aprendizado.
“A onda de resolver tudo na base da bala é vassala, arcaica e démodé. Um vinho de rótulo raro e uma caixa de bombom caro ameniza qualquer desatino e abre um sorriso de menino. “
Nunca ninguém matou alguém por amor, isso é uma mentira dos tangos. Só se mata por cobiça, por despeito, ou por inveja, pode acreditar. O amor não tem nada que ver com isso. // Livro:
O verão das bonecas mortas
Teoria do Homem Aranha na polícia:
_Se você não abordar o suspeito, ele poderá matar seu parente na próxima esquina!
Tantas línguas estrangeiras para as pessoas que gritam palavras no final nem sequer escaparem da violência do seu
próprio entendimento.
Era um sonho de consumo seu, que agora se realizava. Todos os barracos pareciam luzes de Natal lá do alto. Nada de pobreza, nada de violência.
Não são as onças, não é a Ilha das Cobras, nem nossas aranhas, os dinossauros do Acre, ou os jacarés. O que torna nosso país perigoso é uma forca no pescoço que ninguém fala, ninguém escuta e ninguém vê.
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