Poemas famosos de Silêncio
Desfruto felizmente em certos momentos do silêncio que a madrugada permite, quando o tempo não aparenta que está passando, assim, saio da superfície da realidade e mergulho até a profundidade de diversos pensamentos, lúdicos, detalhados emocionantes, poéticos, uma das maneiras de alegrar a minha mente, principalmente, se ela estiver muito desgastada, propícia para pensar em algo inconveniente, portanto, uma pausa silenciosa que se torna necessária por trazer uma calma indispensável para a chegada do sono para descansar o corpo, acarinhar a alma e produzir bons sonhos, providos de uma emoção demasiada.
O silêncio nunca é neutro ou mudo. Quem se cala perante uma injustiça, uma maldade a está aprovando calado.
Muitas das vezes, aceitamos a todos os convites possíveis para que, talvez, o ruído físico das pessoas a nosso redor seja capaz de abafar o ruído abstrato da nossa mente, que pode ser estridente, potente e intimidador. Estar imerso na solitude pode ser desafiador: lidamos com nossas tristezas, medos e angústias. Isso pode, no entanto, ser divino: nos ajuda a invocar nossa criatividade, nosso autoentendimento e a compreensão do nosso lugar no mundo, perante as outras pessoas.
Que não tenhamos receio em fazer esse exercício importante para a manutenção do nosso olhar sóbrio em relação ao caminho que percorremos na vida.
O medo e o silêncio muitas vezes atuam como defesas instintivas contra situações desconfortáveis. O medo pode te paralisar para evitar o que considera ameaçador e o silêncio pode ser uma forma de proteger os sentimentos e evitar conflitos. Ambos são mecanismos de autoproteção, mas é importante reconhecer quando eles estão impedindo de enfrentar e superar desafios. Confrontar os medos e expressar o que se sente pode ser benéfico para o crescimento pessoal e para a construção de relacionamentos mais saudáveis e duradouros.
A verdade se impõe muito mais eloquentemente com o silêncio que resta quando as mentiras são desfeitas do que com a construção das palavras
O silêncio não apenas ressoa nas perguntas não feitas, mas também revela as verdades que as palavras temem pronunciar.
"Nos momentos silenciosos, onde o ordinário encontra o extraordinário, é onde a verdadeira motivação desperta." — Renê Barcellos
Muitas vezes, o pensamento se torna o maior adversário. Ele cria cenários que nunca existiram, revira velhas feridas e nos prende em um ciclo de dúvidas e medos. O que poderia ser simples, ele complica; o que já passou, ele revive. E assim, no silêncio da mente, travamos batalhas invisíveis contra nós mesmos, esquecendo que, às vezes, tudo o que precisamos é de paz interior para silenciar essa voz interna que nos inquieta.
O silêncio me invade abruptamente na solidão da madrugada; o romantismo da canção me faz viajar no tempo, me alucina, me faz retornar nas quimeras impregnadas na alma do menino, menestrel do Mucuri.
Chego a ficar absorto em certos momentos, no avançar da noite, no silêncio profundo até este ser quebrado pela voz estridente dos meus pensamentos, complexos, agitados, poéticos, raramente, calmos, às vezes, acompanhados por uma linda sonoridade do jeito estão sendo agora, afinando musicalidade, sentimentos, então, a madrugada já não está mais silenciosa, mas está vestida de calma, ficou muito charmosa, enquanto a minha inspiração se propaga, ganhando palavras, emoções, formas imaginárias, constelações lúdicas da minha mente e de quem ler os meus versos e puder encontrar alguma identificação, numa interação com fragmentos do meu universo, da minha poética percepção, um pouco da maneira como eu penso, causando uma saudável inquietação neste avanço do tempo.
Destacando-se calmamente na calada da noite, uma bela sonoridade quebra o silêncio num tom melancólico, elegante, afinado com um ritmo emocionante de mistério, avivando este momento noturno, as suas notas se misturando aos poucos com os meus versos, criados enquanto eu a ouço, mergulhando em pensamentos, tendo sentimentos calorosos, viajando em um breve lapso do tempo, seguindo para um mundo proveniente do meu imaginário, um desbravamento lúdico, sonoro, mágico, sob o efeito profundo de um som intenso e a minha sincera poesia fortemente sincronizados.
Onde meu corpo está não se encontra minha mente...
Meus olhos se pergunta ao mundo onde realmente estou, além de viver no silêncio.
O barulho que me cala a alma ama o silêncio e essa liberdade que só a solitude é capaz de proporcionar-me.
O fim da noite se aproxima, em breve, determinados pensamentos ficarão mais à vontade, adoram o silêncio, o momento deles de grande expressividade entre a racionalidade e os sentimentos, a frieza e a fogosidade numa busca incansável por equilíbrio, a bênção da sobriedade, tudo isso acontecendo na minha mente, um mar agitado de muita profundidade, diálogos persistentes de calmarias e tempestades,
cenas recorrentes, fantasia e realidade.
Não me assusto com o silêncio dos invejosos, me assusto com o silêncio de quem alimenta os invejosos.
O Inferno e o Paraíso se equivalem reciprocamente; ambos desaguam-se no tédio infindável do não existir do Bem ou do Mal. Se no Paraíso não há o Mal, lhe é imperceptível o Bem. Se no Inferno não há o Bem, logo, também, lhe é imperceptível o Mal. Para que haja o Bem, o Mal deve advir, e vice-versa.