Poemas de Sofrimento

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Meus sofrimentos nunca foram intensos ou graves mas, mesmo assim, sofro muitíssimo pois tapeiam-me meus fingidos males.

Bonito mesmo é quem te magoa e vem te ver ao invés de manda-lo (a) lhe procurar quando tua raiva passar. Bonito é quem te liga para escutar tua voz mesmo que seja no silêncio a dois no telefone. Bonito é quem te encanta...reencanta..te recomeça do zero. Bonito é ficar com quem te faz bem, de graça...entende? Sem vantagens trocadas. Bonito é quem te melhora..te piora de um jeito inimaginável, mas sabe ser tua cura, teu desejo outra vez. Bonito é ser bonito..por dentro..sabe? Bonito é precisar de alguém e não ser suficientemente só.

Toda a concretização do erotismo tem por fim atingir o mais íntimo do ser, no ponto em que o coração nos falta.

Somos seres descontínuos, indivíduos que morrem isoladamente numa aventura ininteligível, mas temos a nostalgia da continuidade perdida.

O mundo é dos mais fortes, daqueles que não se importam e não sentem. Haja com emoção ate ser usada e descartada por pessoas que só te querem o mal, e verás que eu tenho toda a razão.

Esse papo de tão perto e ao mesmo tempo tão longe, pode ser legal nas músicas...mas está acabando comigo.

Sempre preferi ser sozinho, levar a vida conforme ela vinha, mas sei lá...sua loucura combina com a minha.

Ha cada manhã que levanto, me pergunto quanto tempo ainda aguento esta dor, antes de perder completamente a sanidade.

Meu coração não só bate, como também apanha. Ele sofre tanto, coitado! Principalmente por dores alheias. que eu resolvi fazer um curso intensivo de como ser menos intensa, porque, qualquer dia, pode não aguentar a pressão e me deixar na mão. Matriculei-me recentemente na escola de aprendiz de como se amar primeiro e espero não ficar em recuperação.

Eu corro, corro porque todo mundo me acha tão boazinha que se eu ficar um minuto a mais vão descobrir que não é bem assim que na verdade eu to pouco me lixando pra opinião de quem quer que seja, eu só tô aqui porque não queria ficar em casa hoje, está com alguém pouco me importa porque eu to surda para o mundo, porque eu to surda pra essas conversas vazias, pra essa gente cheia de conteúdo. Ninguém nunca me disse que seria assim, a vida é uma injustiça sem tamanho, você faz planos, constrói castelos, se acha dono do mundo e de você e de repente: acabou! Você é nada mais nada menos que um zumbi, que vive sobrevivendo e abrindo os olhos todos os dias ignorando tudo que já morreu por dentro. Eu só não quero sentir mais, quero acordar, trabalhar, sair, ler e pronto, por que diabos no intervalo disso a gente tem que sentir tanto? Como eu faço com esse embrulho no estômago que matou todas as borboletas que tinham aqui antes? Mas eu parei de brigar com a vida, e todos dizem: você ta tão zen... mas a verdade é que eu to sem: sem esperança, sem gana, sem saco. Cheguei a um nível que nem chorar eu choro mais, porque sofrer é tão pouco sabe, porque soluçar já não me basta, aliás nada me basta porque eu sou o próprio basta. Ninguém me entende, ninguém enxerga o tudo e o nada que corre nas minhas veias mas eu não to nem aí, que se dane esse negócio de ser compreendida, pela primeira vez na minha vida passar despercebida virou um alívio. Se essa dor vai passar eu não sei, mas com um tempo ela vai ficando, ficando e quando você vê ela se torna um braço cê se acostuma, cê acorda mais um dia e vai vivendo até achar um sentido, até se agarrar em algo ou alguém pra continuar.

"Ao enfrentarmos sofrimentos criamos anticorpos,mas não desenvolvemos antiaderente..."

O passado é como um bumerangue, por mais longe que o arremessamos, ele volta trazendo lembranças das quais desejaríamos nunca recordar.

Estou precisando fazer da areia da praia travesseiro para as dores da alma e ouvir a música que vem do mar para encobrir o barulho do caos que está aqui dentro.

Quando não existe perdão, é porque não era amor....Sofremos tanto com a indiferença do outro que nos esquecemos de olharmos ao nosso derredor e vermos que há tantos olhares de amor só esperando uma oportunidade.

Acho que essa vida urbana acabou que matando um pouco da minha inocência poética, quase lírica, que eu tinha antes de vir para cá. São Paulo é uma cidade contagiante, traiçoeira e extremamente envolvente. Não tem como viver distante de sua realidade. Ou você acompanha o seu ritmo avassalador de megametrópole ou sistematicamente é esmagado, deixado para trás, sem nenhuma compaixão. Salve-se quem puder! O tempo por aqui anda mais depressa, não há espaço para um poeta sonhador, feito eu...

Eu já quis morrer e não morri. Já quis pular de um prédio, mas não pulei. Já quis entrar na frente de um carro qualquer que passava na rua, mas não entrei. Já quis pular de um ônibus em movimento, mas enfim, não pulei. É só que a gente tenta acabar com a dor de todo jeito, qualquer jeito.

Hoje quando acordei fiquei pensando. Depois de você ter me deixado tive uma epifania desse negócio chamado amor. O amor é uma droga, no qual te vicia, e você fica totalmente dependente dela. E quando você perde sente falta, chora, sente saudade. Dá vontade de gritar, de correr atrás pra se drogar mais e coisas assim. Mas como toda droga o amor não é diferente. Um dia você vai se acostumar, seu corpo vai se acostumar viver sem aquela dependência, as vezes você vai ter uma recaída, vai ficar feito boba pensando naquela pessoa, mas você precisa ser forte e aguentar viver sem essa droga que te fazia bem, mas que talvez não fosse pra ser. Você vai aprender também que o amor é inevitável, quando você menos espera ele te pega. Essa droga é diferente de todas as outras, porque você não escolhe usar ela, mas ela escolhe usar você.

Nem toda a dor é destinada a nós para que soframos, algumas são apenas um despertador.

Às vezes nos sentimos Excluídos por notar que fomos Incluídos num local onde estão as pessoas esquecidas.

Muitas vezes penso que a dor é parte indispensável em mim, pois minhas melhores reflexões nasceram do sofrimento.