Poemas de Rosa
No bosque há mágica no ar...
Elementos que pertencem ao lugar
dão o ar encantado que percebemos
quando entramos lá.
E se eu morrer,
não queira doar meu coração,
já pensou alguém sentindo toda essa dor?
Muita judiação.
A vezes paro.
Começo a rir.
Que grande palhaçada.
Que vida desarrumada.
Me dá o meu nariz de palhaço?
Amanda abriu a janela do seu quarto repousando a cabeça sobre os braços, olhando o céu escuro se perguntou aonde estaria a sua estrela.
Tantas estrelas, passadas na vida dessa menina lua. Menina lua que é tão intensa a cada gesto, que ama eternamente cada estrela que se passa.
Corre corre pelo espaço e a sua estrela nunca vem. Menina Amanda, que se ama como no próprio nome te julga. Suspira fundo e fecha os olhos querendo uma constelação inteira só para si. Moça diferente, que veio ao mundo para mostrar que a lua também ama e mesmo parecendo tão grande, acesa e dominante, também é pequena, meio apagada e chorona. Amanda fecha sua janela com a decepção nos olhos, não encontrou sua estrela certa. Menina lua sorri agora, pois o espaço todo já conquistou.Repousa sua cabeça naquele velho pensamento do que já passou,do que já viveu. Suspira fundo e olha a lua la fora, que ao contrário do que dizem, nunca está solitária.Amanda lua, é como a lua que se julga diferente, que se julga tão sozinha, mas nem desconfia quantas estrelas se apagam na espera dessa lua as fazerem brilhar.
Ontem eu te vir
Foi tao forte, e contraditório a mistura de uma dor amarga, mas suave e intensa, um segundo apenas ...
Então a acabou.
Que dor eterna.
Que segundo rápido.
Que segundo intensamente eterno.
Eu te vir, mas como?
Te vir nos olhos de pessoas que carregam você.
Você estava ali, tão pertinho, meu coração acelerou, enfim tudo parecia aquelas velhas tardes de sábados.
Eram sábados simples, mas carregados de ternura.
Eram sábados passados de um tempo que infelizmente nuncam voltariam.
Mas ontem sentir aqueles sábados.
Eram puros e ingênuos, doces sábados.
Mas a gente sorria.
Sorria e ria.
Mas o coração estava tão pequeno.
Estava tão apertado.
Era uma dor perpétua que existia ali dentro.
Uma dor que ninguém podia ver, mas nós sentíamos.
Pai, quero que o tempo volte e lhe conserve,
lhe restabeleça...
Quero que a cada dia ao invés de
envelhecer, que rejuvenesça.
Entre a palavra e o im-pensar, fica a dor.
A dor de quem venera,
A dor de quem espera,
A dor de quem fingidamente sonhou.
Talvez eu seja mais um desses capengas da solidão.
Sorriso no bolso, cachaça na mão.
Cabeça vazia, asas no chão.
Gosto da crise e do destaque, corroído sou pela própria distração.
Nada é tão denso como desejar e ficar ali,
Parado.
Nada é tão sofredor quanto roubar o próprio tiro da substância,
Calado.
Faço versos sem sentido para livrar-me da significação.
Gosto da vida desalinhada, sem sentido. Fujo da organização.
Tenho pés de nuvem e cabeça de céu: gosto do inverso.
Enquanto todos dançam no ritmo, eu vou na contramão: faço versos.
Gosto de pessoas estrelas...
Que cativam com seu sorriso.
Gosto de pessoas sol...
Que aquecem com um olhar...
Gosto de pessoas luz...
Que iluminam tudo ao redor.
Gosto de gente de paz...
Porque fazem um mundo melhor.
Quero abraçar o mundo e dizer:
Vai ficar tudo bem.
Plante. Nunca deixe de plantar luz.
Plante amor e jamais colheras dor.
A dor vem de um plantio
egoísta e sem propósito,
vem de sementes doentes do espírito,
ausentes ainda de luz.
É o mar...
Quando há vento,
o silêncio é interrompido
pelo cadenciar das ondas
em eterno vai e vem...
Com a tempestade
há a tormenta
e na ausência do vento
a calmaria vem.
É o mar...
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corroi o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
Desapegue
Desanuvie
Desembarace
Desembrulhe
Desmanche
Desmistifique
Deixe fluir
Deixe rolar
Deixe o sol brilhar
Dentro de você.
Tinha cheirinho de sol sem nuvem
Chuva na terra seca
Cafezinho acabado de fazer
Tudo junto, como podia ser...
E um irresistível jeitinho de sorrir.
Aqueço sob teu olhar que para mim é o sol
que se levanta do mar,
a lua que me dá a luz para na noite caminhar.
A água que sacia a sede de todo amor
que trago e que só com você posso saciar.
Viver realmente não parece difícil...
Você levanta todas as manhãs e olha sonolenta
as próximas 24 horas e pensa otimista,
hoje será diferente. Só que fica tudo igual...
Igual também é a fé que é grande,
e esse otimismo que não larga do pé,
Igual também é toda a esperança,
confiança mesmo de que tudo vai melhorar.
Eu continuo colocando em prática o que de bom carrego dentro de mim.
Mas percebo com paciência que continuo apanhando da vida.
Essa fé enorme que tenho continua a me segurar com braços enormes, protetores e isso me mantém de pé.